quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Das deutsche fluch! Scheize!

Ó Fritz! Olha que o matas!


Eu já percebi…

Já percebi e estou a tentar mentalizar-me que…

Durante esta looooonga época, este BENFICA DE MERDA, só me vai fazer sofrer.

E muito…

(suspiro…)


PS: Mas a quem é que Deus dá juízo para acreditar que aquela múmia paralítica do Cardozo vai marcar um golito que seja?!?!?!? Só se os alemães tivessem todos ido mijar ao mesmo tempo. E o Peixoto?!?!?!? Com os buracos que deu na defesa bem lhe podiam pedir para ir desenrascar os mineiros chilenos, coitadinhos... Era num instante enquanto os punha cá fora…

O quê???? Salários congelados?!?!?!? IVA a 23%?

Foda-se!!!

Vou emigrar!

Fui!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Queres de onde?



A cena passou-se no carro ao fim da tarde, quando eu e as pequenas regressávamos a casa depois de deixarmos a mãe na natação.

- “Ó Leonor, vai lá comprar fiambre que a mãe diz que se está a acabar."

- “Ó paaaaiiiii, por favor… eu não sei comprar isso."

- “Sabes sim senhor! Tu tens 9 anos e tens de aprender a desenrascar-te. Já vai sendo tempo disso."

- “8, pai! 8 anos! Eu tenho 8 anos! Mas porque é que ninguém acerta na minha idade?”

- “Vá, deixa-te lá de histórias e vai lá comprar o que te digo.”

- “E vou onde?”

- “Olha, vai aí à tua sogra. Sempre aproveitas para perguntar pelo João Pedro."

- (Fazendo um sorriso amarelo, como que dizendo: “Engraçadinho…”) “E compro quantas fatias?”

- “O fiambre compra-se às fatias mas não se conta às fatias. Não compres muito porque senão seca. Compra aí umas 250 gramas.”

- “Está bem, pai. E queres da perna ou queres da pá?”

- “DA PERNA OU DA PÁ?!?!?”



Expliquem-me lá porque é que eu às vezes tenho a sensação que esta miúda sabe mais do que nos quer dar a entender e tem prazer em nos fintar…

Cabeçalho especial comemorativo - Benfica 2 - Sporting 0


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Carlos Queiroz é o novo Feijão Preto (Black Eyed Pea)


Diz o povo que tudo o que se faz neste mundo, se paga neste mundo.

Will.I.Am anunciou hoje em Los Angeles que o ex-seleccionador nacional passou a ser parte integrante da famosa banda Black Eyed Peas mas aproveitou para esclarecer que esta contratação nada tem a ver com o facto de o mister ter escolhido o tema “I got a feeling”, um dos últimos hits da banda, para hino da selecção nacional durante a campanha da copa do mundo na África do Sul.

O artista pop reconheceu que essa associação lhes garantiu um simpático encaixe financeiro, muito graças aos royalties da utilização da canção em spots publicitários e ao chorudo cachet do concerto de despedida da banda no Jamor, mas jurou a pés juntos que não tem nada a ver.

“Já andávamos atrás dele há muito tempo. O Carlos tem um groove extraordinário, bom jogo de pernas e cintura, um inglês perfeito, boa voz, boa dicção e uma forma física invejável que nos dá garantias de aguentar os concertos até ao fim. Tem uma óptima figura, uma apresentação que nos vai permitir chegar a um público mais elitista e de outra faixa etária mas o melhor mesmo é o vernáculo. “This son of bitch knows how to spit it out and speak hard. Love the way he does it!”, avançou o líder e porta-voz do colectivo.

A integração está a correr de uma forma de tal maneira extraordinária que o próximo trabalho da banda já vai incluir êxitos compostos pelo ex-coach: “Go lick your mother’s cunt” (dedicated to Luís Horta), “Give me my money now!”, a balada “Cristiano Ronaldo broke my heart” ou “I want to build a stadium up your ass” (tribute to Laurentino Dias) estão já garantidos no alinhamento do cd que terá um lançamento à escala mundial na noite das bruxas.

Os Black Eyed Peas não quiseram avançar mais dados concretos mas é provável que haja mais contratações em solo luso na calha. Os críticos musicais preferem não arriscar nomes mas suspeita-se que Madaíl possa ser um dos roadies da próxima world tour.

domingo, 19 de setembro de 2010

O desejado

Cartoon retirado do genial blogue de Henrique Monteiro. Uma maravilha on line, aqui.


Mourinho tinha todos os motivos e mais alguns para não aceitar o atabalhoado e disparatado convite formulado pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol para comandar a selecção nacional nos dois desafios que se avizinham.

De entre os muitos motivos legítimos, posso tentar arriscar alguns:

- O tratar-se de um convite em cima do joelho, em desespero de causa;

- O facto de estar noutra onda, 100% envolvido, como sempre o faz, num projecto ambicioso e de proporções galácticas chamado Real Madrid que é apenas e somente, o maior e mais cobiçado clube do mundo;

- O ter de assumir a pesada herança de Queiroz que inclui uma equipa à deriva, jogadores desmotivados, uma Federação de patas para o ar;

- O ter, depois dos últimos desaires, a classificação para o Europeu reduzida ao buraco de uma agulha;

- O não ter tempo para implantar o seu método, para pensar e planear;

E ainda o motivo mais forte, que será provavelmente o impeditivo, por não depender dele: a falta de consentimento do Real Madrid para partilhar a atenção do MELHOR TREINADOR DO MUNDO, que contratou por uma soma astronómica e do qual não espera outra coisa que a máxima dedicação, em regime de óbvia exclusividade.

Tocam os sinos a rebate e vai daqui o labrego do portuguesinho, enrascado no imbróglio que ele próprio criou, chorar no regaço do filho pródigo, ajoelhar-se aos pés dos todos poderosos espanhóis, suplicando que lho cedam para o desenrascar. Lamentável!

Todos nós já ouvimos, e acreditamos, que José Mourinho vai um dia ser seleccionador nacional. E cremos e ansiamos por esse momento porque é um desígnio seu, um sonho de vida, o culminar da carreira daquele que estou em crer, depois de ganhar a Liga espanhola e a juntar à inglesa, à italiana, à portuguesa e aos mais cobiçados troféus que já conquistou (incluindo Taça UEFA e Champions), há-de ser coroado como o melhor treinador de todos os tempos.

Mas eu e muitos adeptos que sonhamos com um Mourinho seleccionador queremos que entre pela porta grande, quando ele achar que é o momento certo para colocar o último diamante na coroa e fazer aquilo que melhor sabe: ganhar! Mourinho jamais vestirá a camisola só para a exibir. Mourinho vai dar tudo por um Portugal campeão e eu só peço a Deus que nos dê saúde, a ele e a mim, para podermos assistir a esse momento do glória. Quem gosta de futebol não quer um Mourinho de pronto-socorro, de desenrasca.

E o que disse Mourrinho?

Que vinha. Que vinha e vinha sem querer dinheiro algum, nem sequer para a gasolina. Vinha porque queria ajudar a sua selecção e o seu país.

Eu acredito nele.

Mas disse mais, disse que se lhe perguntassem se achava que vinha, que muito provavelmente diria que não. Ele sabe onde está e é compreensível que assim seja.

Digam-me então agora os detractores do costume, se isto não é de um Homem com “H” grande? De um grande português!



PS: Bem diferente de um menino que para aí anda, chamado Luís Figo, que há dias, quando questionado sobre se aceitaria ser o próximo presidente da FPF, disse que só voltaria a Portugal quando estivesse farto de estar bem e sem problemas. Granda puta!

Aiiiiii o raio do franciú!


Sabem o que é que o Sarkozy arranjou com esta cena de expulsar os lelos romenos?

De agora em diante, quando quiser andar com camisinhas da Jáfoste, botas da Timberband, pólos da Byurbery ou óculos da Raibantes, vai ter de os pagar e bem caros!

E acabaram-se as noites enroscadinho no sofá com a Bruni, a verem os últimos êxitos da 7ª arte gravadinhos directamente da sala de cinema com uma câmara de filmar. O chefe da comunidade gitana já disse que acabaram-se as ofertas de cópias mafiadas, em que se vêem os gajos a passar à frente da tela e se ouve o bacano a tossir ao lado mas que aparecem na banca logo no dia a seguir à estreia.

É o que dá quando um gajo age antes de pensar…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cardozo: Vende-se barato!


Ontem gostei de ver o Estádio da Luz com tanta cadeira vazia numa noite que deveria ser de gala, a abarrotar, de glória e redenção no regresso à Champions, ao Olimpo do futebol.

Gostei porque é sinal que os benfiquistas não andam a dormir, sabem reagir e assim de uma assentada meteram jogadores, equipa técnica e direcção de castigo, para ver se abrem a pestana. Se o JJ diz (e se farta de repetir) que não tem culpa, que os resultados não aparecem porque tem 5 titulares que chegaram arrombados da Copa do Mundo, muito menos culpa temos nós, que sofremos e calamos e pagamos e berramos também, às vezes. O meu pessoal sabe como é que é lá em casa. Ontem quando o Cardozo falhou aquela de baliza aberta… saíram todas para passear e a noite nem estava muito propícia para andar no laréu.

Também deu para perceber que os israelitas não percebem só de atentados bombistas, armas e munições. Os gajos dão uns toques valentes, então não? A nossa sorte foi que os 6 ou 7 árbitros que por lá andavam (as coisas que a FIFA arranja para meter umas cunhas de emprego…) eram mais cegos que um autocarro da Carris e não viram o penálti descarado do Luisão quando ainda estávamos a zero. Se marcam primeiro… nem o Hezbollah nos safava! Vá lá, vá lá que sempre há malta amiga… Devem ter visto a arbitragem do Benquerença em Guimarães e tiveram peninha da gente…

O Benfica continua a não jogar nadinha, a não ter dinâmica ofensiva, a não conseguir fazer um transição defesa/ataque que mereça essa designação, a perder montes de bolas de forma estúpida e inconsequente, a repetir asneiras nas marcações, a andar ali a passo, mas… o Roberto já vai corrigindo algumas das asneiras que faz e nem tudo foi assim tão ruim.

Pelo menos até chegar ao momento em que o anormal do Cardozo, aquela casa sem alicerces, aquela múmia aparvalhada, ter mandado calar, CALAR?!?!? os sócios que mantêm e suportam o clube, os verdadeiros donos dele. Bem, deve ser coisa inédita no mundo e na história do futebol, ver um estádio inteiro a assobiar um jogador da casa depois de ter marcado um golo. Mas meus amigos, o Benfica NÃO É um clube qualquer e cenas destas não são, nem serão jamais, permitidas. Aquilo tinha sido engraçado era se não houvesse stewards nem essas modernices. Deviam ter aberto os portões e deixado a rapaziada linchá-lo ou lixá-lo, conforme preferirem, desfazendo aquela carcaça putrificada até sobrarem só os dentes de ouro. Mas aquela PUTA DESLAMBIDA pensa que é quem?!?!?!? Se eu lá tivesse e me deixassem, havia de correr tanto atrás dele (mesmo cheio de hérnias discais) que o gajo havia de fazer aquela cara dos bacanos lá de Pamplona cheios de cerveja a correrem à frente da gadeza. Pelo menos apanhá-lo não devia ser difícil e eu sou gajo para lhe dar meio campo de avanço. Não tardava nada! Nem chegava à área!

Ainda se tivesse feito um golo de bandeira, daqueles de levantar todo o estádio… Agora aquela merda? Um golo de tabela à flipper, como todos os outros que marcou à excepção dos de livre e de penálti. Desgraçado!

É claro que nos balneários levou nas orelhas do paizinho Costa e depois veio chorar para o meio dos jornalistas. Eu dava-lhe o perdão, dava. Eras bem vendido, eras! Já nessa noite! Nem que fosse para o Matadouro!

Mas ganhámos, o Luisão marcou um grande golo, arrecadámos quase um milhão e eu consegui-me deitar sem aquela sensação de querer cortar os pulsos a qualquer momento e até dormi sem pesadelos. Só coisas boas, portanto!

Do mal o menos…

Olhem ricas… por falar nisso… Deu-me tanta peninha foi do nosso George Michael, o fofo. Então não é que condenaram o cachopo a 8 semanas de prisão só por ter entrado com o carro por uma montra adentro, todo mamado com uma moca monstruosa de erva? Disparate! Não se faz…

Mas o menino é guloso… Diz que no tablier já tinha mais 5 cigarrinhos enrolados. Gosta tanto…

Eu até o percebo. O rapaz devia de andar aborrecido e afinfou-lhe uns canhões, prontos! Deve então ter decidido ir dar uma voltinha de automóvel para espairecer. Parece que o estou a ver… todo descansadinho numa avenida a ver quem andava pelo passeio, no engate, nisto dá de caras com um vestido de noiva lindíssimo em exposição, todo cor-de-rosinha com umas aplicações em ouro… e o que faz? Grita: “QUERO!" E entra com o popó pela marquise adentro, só parando na caixa registadora para perguntar se têm multibanco. Não vos parece normal? A mim parece-me normalíssimo! Prender o moço… que canta tão bem… Invejosas!

O George não fez quase nada e vai dentro. O Cardozo anda aí à solta. Vivo, ainda por cima!

Vá lá a gente perceber este mundo…


PS: Também tive pena do Braga, coitadinhos… “Ó Domingos, deixa lá pá! Tens de ser como a tua avó paterna e ter Paciência. Pode ser que te faça bem. Já andavas assim com o papo um bocado inchado… Aqueles também são vermelhos mas jogam um bocadinho mais… não é? É a vida… Quiseste fazer história e conseguiste: já estás inscrito no memorial das maiores goleadas dos gunners nesta época. És um duro!”

sábado, 11 de setembro de 2010

Que pena...


Olhem… o que vos posso dizer é que adorei ver o novo vídeo no qual Robbie Williams e Gary Barlow fazem as pazes, depois de 15 anos de costas voltadas um para o outro e de tantas guerras que puseram fim aos Take That. Sim, eu sei que é um bocado abichanado confessar assim abertamente que um gajo fica sensibilizado com estas cenas, mas o que é que eu hei-de fazer? Ainda por cima o vídeo tem ali um ar de Brokeback Mountain (os dois a atirarem pedrinhas para o rio?) e pode permitir uma leitura a atirar para o gay mas eu acho que até isso foi propositado. Pois eu cá acho que o Robbie Williams é o maior, o mais talentoso e mediático artista pop da minha geração e como sabem, não perde uma oportunidade de dar uma alfinetada na ordem estabelecida pelo que acho que mais uma vez, acertou em cheio.

Digam lá se não é bonito? Dois amigos desavindos tantos anos, arrependidos do tempo que perderam estando separados, que voltam a beber um copo juntos à saúde da sua amizade. Porra, pá! Só não chora quem não tem coração, como diz o outro. É lindo!

E eu aproveito a ocasião para fazer um desafio aos meus estimados leitores. Sim! A si, a ti (deixemo-nos de merdas e vamos tratar-nos por tu. Afinal somos íntimos, nem que seja por aqui) , caríssimo leitor ou leitora, um desafio directamente para ti sem sequer teres que dizer a frase “Móveis do fim-do-Mundo em Elvas, os mais baratos da região” e sem teres que passar pela casa de partida. E o desafio é: (ouve-se a tarola… tttttttrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr….TCHE!) aproveitar este post no teu blogue favorito para fazer o mesmo que estes dois, isto é, ligares a quem não falas, a com quem te zangaste e DE QUEM GOSTAS. Um amigo, um familiar, um colega de escola, um vizinho, não interessa quem. Alguém com quem te dá pena teres perdido relação. Já pensaste que a vida é tão curta, que passa tudo tão depressa e que não vale MESMO a pena ser vivida assim? Ser feliz não custa e basta dares o primeiro passo. Nem sequer tens de voltar atrás, ou fazer de novo. Podes ficar tal e qual como estás mas as coisas irão certamente ganhar outro sentido e está tudo à distância de um mail, um sms, ou, uma chamada. Sim, porque não há nada como ouvir a voz do outro. Pessoalmente? Isso então seria ideal!

Basta um “desculpa”. Um “vamos tentar?”. Um “podemos esquecer?” ou até um “tu não tens culpa”. Acredita que faz toda a diferença e o primeiro passo, que é o mais importante, pode ser o teu. Mete esse orgulho de pacotilha no bolso e sê corajoso(a). Não é um gesto do qual te devas envergonhar. Antes pelo contrário. É um acto nobre que só te engrandece.

Sei que a esta altura deves estar a pensar… o sacana escreveu isto para mim. Não sei se te serve de consolo mas só assim de cabeça estou-me a lembrar de umas 10 pessoas que podem estar a pensar igualzinho a ti pelo que, como podes ver, o apelo é mesmo para todos. ;)

O pior que te pode acontecer é ouvires um não, mas se pensares bem, se for mesmo assim, não vais ficar pior do que já estás. Como me ensinou um bom amigo meu: “O não está sempre certo. A partir daí é só ganho”.

E eu estou-me a sentir assim um bocadinho a Oprah Winfrey portuguesa só que mais clarinha e com menos 10 arrobas, mas que se amole! Se houver uma pessoa, uminha! que meta aqui um comentário nem que seja só a dizer obrigado, eu já fico tãããão feliz. Afinal, para que é que serve um blogue se não for para estas coisas também?

Deixo o vídeo e a magnífica canção para ires ouvindo enquanto pensas no que te digo mas não penses muito. Às vezes o ímpeto é o que importa. Basta dar o primeiro passo. Anda lá… É hoje! É agora!
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Deixo também a letra traduzida cá à minha maneira. Linhas tão singelas mas que expressam verdades tão grandiosas

Que pena…

Bem, há três versões desta história, a minha, a tua e a verdade,
E nós podemos revisitar a nossa infância e juventude,
Sei que sem ter um ganho sentimental, queria que sentisses a minha dor,
Mas a verdade é que esta veio de volta.
Eu li a tua mente e tentei ligar,
As minhas lágrimas podiam encher um Coliseu,
Será este o som da doce rendição?

Que pena nunca termos ouvido,
Eu disse-te através da televisão,
E tudo o que perdemos foi o preço que pagámos,
Há pessoas que passam a vida assim.
Que pena…

Então estive ocupado atirando toda a gente para a frente do autocarro,
E ao teu poster de 5 metros nas traseiras do Toys-R-Us,
Escrevi uma carta na minha mente mas as palavras eram tão duras sobre um homem que não consigo recordar,
Já não me lembro das razões,
Devo ter querido dizê-las então.
Será este o som da doce rendição?

Que pena nunca termos ouvido,
Eu disse-te através da televisão,
E tudo o que perdemos foi o preço que pagámos,
Há pessoas que passam a vida assim e é assim que continuam,
Que pena…

As palavras saem naturalmente quando são verdadeiras.
AS PALAVRAS SAEM NATURALMENTE QUANDO SÃO VERDADEIRAS.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Na vila...

Aviso: Este post contém elogios à minha pessoa. Não são feitos por mim mas por mim são reproduzidos, o que vai quase dar no mesmo. Eu sei que pode parecer presunçoso e pouco bem, ser assim juiz em causa própria, mas quero partilhar isto convosco mesmo que não comentem. Quem não gosta, meta de lado. Coma só as batatas que também alimentam.

Foto belíssima daqui

Eu pensei duas vezes em escrever este post. E fi-lo porque preciso, porque este espaço foi precisamente criado com essa intenção primeira: a de me permitir descarregar o que me vai na alma, sem limites, nem concessões. To speak my mind, como os ingleses tão bem definiram a intenção, nessa expressão que é, a meu ver, tão feliz quanto intraduzível.

No sábado passado fui visitar a feira medieval a Castelo de Vide na companhia de um casal amigo. Fiz portanto, uma coisa que não fiz nos anos passados em que desempenhei funções autárquicas e que muito provavelmente não faria se ainda tivesse essas responsabilidades. Vou ser sincero convosco… eu e Castelo de Vide temos um diferendo histórico. Passei lá 5 longos e duros anos da minha vida e nem todas as recordações são boas. De cada vez que passo por aquela Carreira de Cima lembro-me sempre dos dias frios de Inverno em que um vento gélido varria o empedrado e nós, tão pequenitos, por ali rodávamos de mochilas carregadíssimas, à espera da hora do autocarro. Com 10 anos… levantar às 6 e 20h da manhã para regressar depois das 7h da tarde, sempre por nossa conta e risco, não foi fácil. Claro que vivi ali coisas maravilhosas, cresci imenso, fiz montanhas de amigos, mas não foi uma estadia idílica.

Depois, sabem como é… há sempre aqueles espinhos cravados na história… A perda de autonomia do concelho… que foi “assimilado” por Castelo de Vide, o desaparecimento do Arco da Aramenha (um símbolo absoluto), roubado e levado… para Castelo de Vide… enfim…

A situação não melhorou quando assumi o cargo de Vice-Presidente e passei a ter responsabilidades óbvias na “política externa” do município. Apesar de sermos vizinhos, de termos executivos chefiados pelo mesmo partido, de estarmos envolvidos em projectos comuns que tudo teriam a ganhar se falássemos a uma só voz, de termos quase tudo o que fazia falta para que a coisa funcionasse às mil maravilhas… nunca senti, sinceramente, que havia uma vontade única e inequívoca de trabalhar para o bem comum. Parecia sempre que existia uma vontade latente de demarcação, de aproveitamento, de imitação, de desdém, até. As tentativas frustradas para conseguir que as ruínas da cidade romana de Ammaia fossem consideradas um investimento estratégico para o tão falado triângulo turístico são um exemplo evidente do que pretendo demonstrar.

Neste contexto, é óbvio que sendo o principal responsável pela concretização em Marvão do festival islâmico Al Mossassa, não pude ver com os melhores olhos a criação em Castelo de Vide de um acontecimento que apesar de se centrar num período histórico diferente, tem uma natureza muito semelhante.

Eu sei que pode ser uma parvoíce, uma birra sem sentido, mas pareceu-me mais uma tentativa de cópia que outra coisa qualquer. Atenção que o mesmo já tinha sucedido com a semana gastronómica do Cabrito e do Borrego na Páscoa e com outros eventos pelo que já não era de estranhar. Perguntava-me se teria sido necessário Marvão avançar para uma iniciativa desta natureza para que a congénere da vila tivesse surgido…

A ver se nos entendemos… Castelo de Vide é uma vila belíssima com inúmeros recursos: tem uma envolvente de encantar, tem um rico património edificado e cultural, tem jardins muito bem cuidados, um asseio esmerado, tem restaurantes, tem esplanadas, tem estruturas desportivas, tem inúmeras camas e tem o legado judaico que na minha opinião é a sua jóia da coroa e está ainda muito longe de ser devidamente explorado até porque é único e diferenciador das suas “concorrentes” vizinhas (chamemos-lhe assim) a destino turístico. Ademais, diz respeito a uma comunidade poderosa e bem colocada que está sempre disposta a investir. Faria todo o sentido para mim, a criação de um evento baseado nessa herança judaica, recriando a sua fixação naquela zona (e não numa instável e para eles perigosa, pela proximidade da fronteira, como era Marvão) após o édito de expulsão dos reis católicos e que explorasse o seu modo de vida nas mais diversas vertentes, incluindo as actividades económicas, o lazer, o vestuário, a gastronomia, os progressos culturais e científicos, as celebrações religiosas. Será que não seria bem mais original, mais singular e mais adequada ao passado daquela terra e daquelas gentes?


Mas bem… passou um ano desde que cessei funções e eu sou um homem de paz. É essa a minha condição natural. Enterrados os machados de guerra, lá rumei à vila, de espírito livre e coração aberto a fim de visitar o dito certame.

Não fui cedo e consegui encontrar, com relativa facilidade, um lugarinho para estacionar e aí foram logo pontos a favor. Depois, estando perto do Ciclo Preparatório, sempre pude explicar à minha Leonor onde é que a mãe me roubou os primeiros beijos (ou terá sido o contrário?) e isso também teve a sua legítima piada. Mais pontos a favor.

A tarde estava fantástica, com uma temperatura ideal e a convidar ao passeio. Demos uma vista de olhos pelo recinto, só para ter uma perspectiva geral e encaminhámo-nos ao Djóni (fantástico portuguesismo adaptando o anexim anglo-saxónico). O Djóni é um restaurante que fica de esquina por baixo das antigas bombas de gasolina, onde ficava o antigo Núcleo do Sporting, e merece uma visita, não só pela cozinha e pelos preços acessíveis, mas sobretudo pela personagem do proprietário, pela sua bonomia, galhardia e enorme jeito para receber. Se há tipos que têm pinta para estar atrás de um balcão, que sabem cativar e fazer-nos sentir bem, o Djóni é certamente um deles. Um tasqueiro à moda antiga! Eu tiro o chapéu!

Bem aviados e de barriguinha cheia, seguimos depois para o mercado medieval onde encontrámos tantos, mas tantos amigos que acho que nunca conseguimos dar mais de 20 passos seguidos. Foi demais! Chegou ao ponto das mulheres se fartarem de nós e terem ido para a frente sozinhas pelo que houve vagar para quase tudo. Em amena cavaqueira ou encostados a um balcão para uma ginja ou uma imperial, divertimo-nos a bom valer, desfrutando do prazer da companhia e de caras que há muito não víamos.

A dada altura cruzo-me com dois colegas de carteira dos tempos de ciclo e diz-me um deles:

“Olhó Sabi… andas bom? Sabes que eu sou frequentador lá do teu blogue? É! Vou lá quase todos os dias. Parto-me todo a rir com aquilo. Às vezes estou aborrecido lá no emprego e digo assim… eh, deixa cá ver o que é que o Sabi está para ali a dizer. É demais. Gosto muito. Dá vontade de rir mas tens lá coisas mais sérias das quais eu também gosto muito. Aquela cena que tu escreveste quando morreu aquele teu vizinho… O Bicho, isso! Fogo… estava demais. É que tu vais de uma ponta à outra com uma facilidade do caraças. Impecável. Olha… parabéns. Tens de continuar, pá!”.

Eu não sei se vocês estão a ver, mas quando uma pessoa que eu considero (e não via há anos!) me diz uma cena destas… é bom. Não sei se deu para perceber, mas o meu ego deve então ter ficado maior que a estátua do Pedro V, coitadinho, que estava logo ali ao lado a mitrar tudo. Acreditem que muitas vezes, são estes estímulos que menos esperamos que fazem com que não vá logo para a cama com as pequenas e fique aqui sozinho a fazer este crochet cibernético no sofá até altas horas da matina.

À frente encontrei outro amigo, este mais recente, colega das aulas de música e das minhas andanças como vereador da Educação. Falámos da vida e de tudo um pouco e a dada altura, disse-me que tinha uma proposta para mim. Que andou a musicar uns versos do Pessoa e tinha em mente fazer um projecto a partir dessa base. Queria convidar-me, a mim e ao nosso professor de música, para fazermos parte dele.

“A mim?!?!? Tens a certeza que não te enganaste na pessoa? Mas vocês tocam milhões, os dois! Tu não és professor de música mas tocas quê? Desde os 6? 7?”.

Mas o rapaz não bebe e disse-me que sim, que era eu. “Opá… tu tens tido uma evolução extraordinária. Trabalhas e ensaias muito e depois, és um animal de palco. Sabes relacionar-te com as pessoas, cativá-las, puxar por elas. Era fundamental que tu também entrasses…”

Ai… (pensei eu) queres ver que estes gajos hoje me estragam com mimos?

“Olha, está bem. Vou pensar se consigo. Manda-me as músicas que vamos falando”.

“Anda lá, Pedro. Estás sempre bem disposto. Tu animas, pá! Olha… só estar ao pé de ti, já é um prazer”.

A esta hora, e eram quase 2h da manhã, o tal ego que vos falei há pouco mal cabia na Carreira de Cima. O homem vinha inchado e disposto a regressar à base mas a pequena por força que queria um vestido de odalisca ou bailarina ou lá o que era aquilo. Vamos lá, atão!

- “Boa noite, senhora, (acercando-nos da barraca). Então não me arranja um fatinho em conta aqui para a minha pequena?”.

- “Claro qui sim!” (Em português brasileiro).

- “ E para mim? Eu gostava de um cor-de-rosinha…”

(Rindo) – “Ah… sei não… é mais difíciu… Não sei si tem seu tamanhu…”

E a conversa continuou na galhofa até que o patrão, que estava de costas, sentado numa cadeira, se virou para trás para ver quem era o artista e com ar desconfiado me perguntou:

- “O sinhor é di onde?”.

- “Eu? (Vendo que também ele me reconhecia) de Marvão”.

(Levantando-se num ápice e encaminhando-se para mim de mão esticada) “Sinhó Pedro. Disculpa… Não reconheci logo… Não fazia tua cara aqui…”

E por ali fomos falando até que me disse: “Ah, sinhó Pedro. Sei que este ano não está no Al Mossassa. É pena… Nós gostarmos muito de si. Bom coração. Preocupado connosco. Sabe, sinhó Pedro… eu tem reparado e falado com outros vendedores e nas feiras em Portugal, sempre que uma pessoa da organização sai… fica sempre pior. Sempre, sinhó Pedro! Eu não sei quem faz Marvão mas eu te digo… sinhó Pedro… Tua reputação estava muito alta porque todos que fazem feiras falam de ti e de Marvão… Tu amigo de nós e nós gostamos de ir”




Já de saída despedi-me do Anthony (luso-francês, vendedor de antiguidades, 2 vezes em Marvão). Deu-me um abraço apertado e um beijinho no pé da minha mais pequena e disse-me “Ah, Pedro… tens uma família linda…”.





Quando vínhamos mais para a frente, ouvi alguém chamar. Virei-me e era ele, com um saquinho na mão que me entregou sorrindo. “É uma lembrança que quero que tu guardes. É para a tua senhora”.

Era um pregador que parecia antigo com umas pedrinhas incrustadas, em forma de flor.



E partiu sorrindo, dizendo adeus.



Eu fui à vila… e vim de lá feliz como nunca pensei.




PS: Um abraço aos companheiros de jornada dessa noite e a todos os amigos que tive o prazer de cumprimentar. Bem hajam pela companhia. Adorei a festa! Quando é que há outra vez?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AVISO!




Esta é uma mensagem para os bandidos que gamaram a carrinha dos Xutos, apinhadíssima com quase todos os seus instrumentos:

“PUTAS! DEVOLVAM ESSA CENA JÁ! SE OS HOMENS DEIXAM DE TOCAR POR CAUSA DISTO, VAI DAR GUERRA CIVIL!!!”

Já não há ladrões com nível. Ouvem o quê? Tony Carreira? Tayti? Chave D’ouro? Porra, pá! Cabrões!

Eu voluntario-me já à PJ para cão pisteiro. Com o TAMANHO do meu nariz… nem em Marrocos se safam…

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pelos caminhos, de Portugal

Já dizia o bom do Mário Gil... "Eu vi tanta coisa linda, vi um mundo sem igual"! E é verdade! Eu adoro praia. Horas ali de papo para o ar, uns mergulhos, umas minis geladas, umas sestas, uns jornais, umas corridas (saudades!), mas a verdade é que um tipo na praia não aprende grande coisa. Se entra para a praia estúpido, estúpido de lá sairá. A única diferença deste ano é que ao sair, muito provavelmente viria anilhado com uma pulseira do equilíbrio, a moda mais otária da década. Mas enfim... Eu a experimentá-la há-de ser um dia quando estiver assim já bem xaropado. Ao menos tiro as dúvidas todas. Ou vai, ou racha!
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Partindo desta constatação que a praia é boa mas é sítio onde se evolui pouco, decidi, no ano passado, iniciar um périplo, chamemos-lhe assim, pelo nosso Portugal. Sítios que conhecia menos bem, sítios onde tinha estado há anos, sítios onde sempre desejei ir com calma passaram a constar do programa das festas. Com a família apinhada na carripana que mais parecia uma Ford Transit gitana em dia de mercado franco, saimos à Aventura. Assim passámos pela Comporta, por Setúbal, Sesimbra, Costa da Caparica, Fonte da Telha, Lisboa, Cascais, Sintra, Ericeira e muitos mais sítios lindos que poderemos sempre recordar aqui. Terminámos em Peniche, numa glorioso sardinhada que ainda hoje recordo com saudade.
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Em 2010 retomámos o mapa e de roteiro do American Express enfiado na mochila, rumamos a São Martinho do Porto, desbravando mato por aí acima.
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Vamos então fazer como aqueles casais que convidam os amigos para irem lá a casa ver as fotografias do casamento. Andem lá, pequenada. Sentem-se cá no meu colinho e recordem comigo. Isso!

(Quando for grande, a Leonor vai gostar desta foto dela a entrar para a água)
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O sítio é lindíssimo, bucólico e ficaria certamente na retina para todo o sempre se o nevoeiro deixasse. De qualquer das formas, restou-nos a consolação de podermos apreciar as fotografias aéreas expostas na parede da pastelaria onde parámos para um refrigerante Sagres. Soubemos assim que a praia fica numa baía que mais parece uma piscina natural com o mar lá ao fundo. E prontos, assim já podemos mentir aos nosso amigos e dizer que a beleza deste local é de cortar a respiração. A povoação está muito cuidada e limpa e nas encostas em volta, podem-se apreciar dezenas de palacetes pertencentes às famílias benzocas das Caldas e arredores que para ali iam molhar os tornozelos quando o calor apertava. Eu gostava de lá ter uma a dizer "Vivenda do Capitão Sabi". Sim... eu sei que é pouco provável. Mas se vivemos num país onde o Primeiro Ministro sacou o curso num domingo, sentado numa esplanada enquanto bebia um galão morninho acompanhado por um bolo de arroz, quem é que disse que eu não posso entrar para a Marinha aos 40?

Estão a ver? É bonito! Eu não disse?

Ah... isto já é Nazaré. Ohhh... estas belezocas... gordinhas... saborosas, bem regadas... Convosco levo o ano inteiro a sonhar... Estas entraram no céu das sardinhas pelo meu estômago. O Deus sardinheiro as tenha em descanso.

Pois. Percebi então, de forma mais do que evidente, porque é que os toldos desta zona do país não são como os do Algarve que só têm tecto... Estes parecem casinholas com 4 paredes e tudo. Só falta terem um tanque cá fora para poderem lavar a roupa. Um nevoeiro... um briol...

Xiiii. Todos acantonados dentro da barraqueira. Parece um campo de refugiados mas não é. É uma praia.



A vista do Sítio, que deveria e poderia ser espectacular é num dia destes... digamos que diminuta. Percebo agora porque se queixam os desgraçados que visitam Marvão num dia de Invernada. É realmente lixado para não dizer f......
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Olha! O Vasquinho também cá esteve. Esse malandro... Não o vejo há séculos!
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Acreditem nisto: viajar no comboiozinho turístico é mesmo uma das melhores formas de conhecer uma terra. Não é caro, é arejado, podemos ir sentados ao contrário e sempre podemos andar sem cinto de segurança! Só coisas boas...

As senhoras de idade da Nazaré já não andam na faina, não ajudam a puxar as redes, não polvilham o areal com o colorido dos seus trajes como me habituei a ver nos livros de antigamente. Agora vendem tremoços, frutos secos e rendas feitas por elas na avenida marginal. Mas a actividade principal é o aluguer de quartos. Dou um doce a quem conseguir encontrar uma velhinha por aquelas bandas sem ter uma placa nas unhas a dizer "Arrendam-se quartos, rooms, zimmers, chambres"...
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A marginal vista da simpática Adega Oceano, onde pernoitámos, merece a pena.


E foi preciso cair a noite para que se pudesse vislumbrar fosse o que fosse.

Passear no areal ao nascer do dia é uma experiência rejuvenescedora. É nestes momentos que tenho a certeza que se vivesse junto ao mar haveria de ser surfista, por pior que fosse.
O mar é mágico.








Esta foi tirada junto ao Mosteiro de Alcobaça e é tão deliciosa que não resisti. Diz: "Aviso aos interessados: Para visitar o local deverão vir munidos de escada ou escadote". Muito bom! Pelo que pude perceber, há ali um diferendo entre a família proprietária de um imóvel contíguo ao monumento e a Câmara Municipal e os donos da coisa aproveitaram os muros devolutos para, em painéis gigantes, explicarem a situação aos turistas. Tem a ver com uma expropriação ou uma possível venda e é uma novela que vale a pena seguir. Se a TVI dá com isto...


A tirada do meu sogro foi genial e eu não podia estar mais de acordo. "Se está provado que os gajos de então eram mais pequenos que nós, para quê umas paredes tão altas?!?!? Teriam medo de bater com as cabeças no tecto"? Ah, ah...
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Afinal esta história da megalomania, dos estádios para o Europeu de futebol... já tinha antecedentes... Os portugueses sempre fomos assim... a dar para o esquisito...

Túmulo de Pedro, o cruel, protagonista da lendária história de amor com Inês de Castro. Os Pedros são todos velhacos mas este valentão tinha porras. Aquela de mandar arrancar o coração dos executores da sua amada e de os passear em bandejas é de requinte. Aposto que se o gajo se chamasse Alfredo ou António ou outro nome qualquer, não tinha descorrido numa destas. Mas lá que tem nível... isso tem!


Escrevam este nome nas vossas agendas, iphones, moleskines ou até na palma da mão: "Mosteiro do Leitão", bem pertinho de Aljubarrota. Uma coisa... divinal. Afinal não é preciso ir à Mealhada para saborear material de primeira.

O Centro de Interpretação da batalha de Aljubarrota é... (suspiro), um encanto. Os miúdos desmaiam logo na loja onde vendem o merchandising, entre os fatos de princesa, as armas e as armaduras. Tudo tão bem feito, bem explicado, bem planeado... E o filme da batalha em meia hora? Projectado num livro multimédia gigante que surge do solo de uma sala que recria o campo após o confronto, pejado de soldados e cavalos mortos? Bem... Eu só me lembrava de uma coisa destas em Marvão... um sonho antigo. Depois de se ver que pode ser possível, custa mais não ter...



Eu sempre soube que tinha jeito para cavaleiro e que noutra vida certamente o terei sido. Depois de enfiar esta coisa na cabeça que pesava mais de, sei lá! 10 quilos... passei a ter a certeza. Não me fica tão bem? Se eu pudesse andar assim na rua é que era!

Este sim devia de ter um par de tomates maiores que os do cavalo da estátua. Um teso! Passou a vida a malhar neles e depois meteu na cabeça que era santo. Há homens com um nível...


São Pedro de Moel. Como se fosse um quadro vivo da nossa Leone

Pequenita, maneirinha...



Um dia de praia na Vieira. Espectáculo! Só não vesti o capote porque me esqueci de o meter na mala mas vontade, ali, não me faltou. E ainda assim, famílias inteiras passavam por nós direitinhas à praia como se estivessem 35 graus. A mente humana tem uma força... Pessoas deitadas a lerem revistas, a jogarem à bola, a tomarem banhinho, por Deus!

Ahhhhhh, pois é! A marisqueira no Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz, junto ao Ténis Club, do qual é proprietária aquela senhora muito castiça que é fã do Marco Paulo, que anda sempre nas touradas e tem uma cadeira cativa no programa do Goucha. Boa demais! Uma mariscada daquelas de encher a boquinha de água, à descrição, por 18,50 euros? Naaa... Só pode ser mentira, mas é verdade. Nós fomos num arrozinho de marisco com lagosta que estava... bem... Apontem, apontem... que têm de ir lá!

Aqui!

A vista de Buarcos tb é soberba

Esta só a mim.... Numa manhã em que acordo com o meu telemóvel inanimado, sem dar sinal algum de vida, ainda se avaria o comboizinho turístico onde viajávamos. Dá cá o dinheiro do bilhete e bute a dar à sola! Ai eu...

Com esta carinha de felicidade, quem é que tem coragem de se negar a uma voltinha de carros de choque? Pois é! Agora experimentem meter-se lá depois de descobrirem há um mês que têm 2 hérnias discais, uma delas com proporções XL. Só me apercebi do erro quando dois idiotas se enfiaram connosco por trás com tamanha violência que até os tintins subiram ao pescoço. Dói!

O Cabo Mondego serve de vigia ao infinito. Nevoeiro, ele outra vez... Lá ao fundo, Nova Iorque. Pelo menos!

Fátima porque é um sítio especial. Quanto mais não seja, pela fé dos milhões que já a visitaram.
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Pode-se criticar, duvidar, questionar mas a devoção de cada um é, no meu entender, um domínio que está para lá das fronteiras da discussão. É íntimo demais para poder sequer ser comentado.
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Aí há uns 12 anos tive oportunidade de visitar o Parlamento Europeu, a convite... do Partido Socialista. Na altura era o director, redactor, jornalista, fotógrafo, angariador de publicidade do Altaneiro e aceitei. Nessa visita levaram-nos a um campo de concentração naquela que foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. A carga negativa que ali pairava era de tal forma poderosa que quase asfixiava. As pessoas sentavam-se a chorar pelos cantos, derrotadas pelo peso da história.
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Fátima tem a aura inversa. A vontade de acreditar é tanta e de tantos que parece que tem um dínamo debaixo de terra que absorve essa fé e a vai irradiando lentamente.
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Para mim, Fátima é paz e eu, para estar em paz, faço quase tudo.