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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A plenos pulmões

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Soube pelas notícias que hoje (2009.05.05) é o Dia Mundial da Asma.

Vejam bem…

Eu, que durante quase toda a minha vida andei com esta cruz às costas… ou melhor… ao peito, nem sabia disto.

Apareceu uma senhora a falar do custo dos medicamentos e da falta de apoios e não sei quê… e fez-se um flashback na minha cabeça.

Até ao dia em que uma enfermeira num consultório de Castelo Branco me escreveu muitos números nos bracitos frágeis de criança e depois começou a espetar agulhas embebidas em frasquinhos que diziam “tabaco”, “pólen”, “pêlos de animais”… e por aí fora.

Lembrei-me que junto de alguns desses números cresceram depois, como por magia negra, ampolas enormes, algumas cheias de água e esse foi o meu veredicto para muitos, tantos anos de vacinas, de crises de pieira, de bombas e aerossóis.

Apesar de, Graças a Deus, nunca ter chegado ao ponto de ser hospitalizado, cheguei a pensar que jamais me veria livre desta sina.

E hoje em dia, perante a inimaginável (há uns anos atrás) situação atlética em que me encontro, parece-me justo e quase uma obrigação deixar o meu testemunho a esse milhão de pessoas que sofre actualmente em Portugal com a doença (número que pode duplicar ou triplicar se contabilizarmos os familiares que são arrastados pelo flagelo):

Se sofrerem de asma, o melhor remédio (ao contrário do que me ensinou quase toda a classe médica quando era pequeno) é mexerem-se!

Mexam-se, pela vossa saúde!

Façam tudo para abandonarem progressivamente os pesados medicamentos e mexam-se, não se deixem ficar prisioneiros pela doença.

Se não puderem nadar, corram. Se não puderem correr, andem. Se não puderem andar façam qualquer coisa nem que seja apenas moverem-se.

Este é o conselho de uma pessoa que dos 4 ou 5 ou 6 até aos 30 e muitos anos, todos os dias teve de tomar qualquer espécie de medicamentos e hoje reduziu a doença ao nível praticamente zero, ao ponto de não tomar nada.

Com muita força de vontade, muita mesmo, comecei por correr 10 minutos e terminar quase extenuado. Depois fui progressivamente passando para 20, 30, 40 (levando por vezes meses a aumentar a resistência), 50 e por aí fora até já ter corrido 2 horas e 20 minutos, ininterruptamente, sem parar, e chegar ao fim num boa condição aeróbica.

Com a natação foi o mesmo… primeiro nadava 1 piscina, depois 2 seguidas e por aí fora até chegar à condição actual de nadar quase 2 quilómetros numa hora, quase sem parar e chegar ao final com uma boa pulsação, capaz de fazer muito mais.

O metabolismo treina-se. Os alvéolos pulmonares também.
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E para quem não me conhece… acreditem que a única coisa que tenho de Super-homem é uma t-shirt já bem velhinha com o símbolo no peito que anda lá para o sótão. Aqui de Super-homem não há nada!

Acreditem que desde que se queira… qualquer um consegue. È apenas uma questão de força de vontade.

Muito treino, disciplina, rigor faça chuva ou faça sol e os resultados têm de aparecer.

Por isso, sobretudo para os pais: não deixem de vigiar do ponto de vista médico os vossos filhos mas, por favor, não ceguem com esperança nos milagres que a medicina não faz.

Seja futebol, natação, atletismo, raguêbi… qualquer tipo de desporto vale.

Só o desporto pode ser a definitiva solução para o vosso problema.

Palavra de escuta!
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Nem a propósito... encontrei esta curiosa notícia...

Notícia do portal Webrun (Brasil)

http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/7752

Asmáticos são os maiores corredores do mundo
Por Harry Thomas Jr. 10/03/2008 - Atualizada às 20:00


Que a inglesa Paula Radcliffe tinha asma era um fato que já sabia há tempos. Mas que Haile Gebrselassie era asmático fiquei sabendo somente hoje, quando o etíope anunciou sua desistência de competir a maratona olímpica, em Pequim, no próximo mês de agosto.

Acho que assim configura-se pela primeira vez na história da maratona e talvez do atletismo que seus dois recordistas mundiais - no masculino e feminino – se dizem portadores de asma, doença respiratória que acomete milhões de pessoas ao redor do mundo. Outro fato que chama a atenção é que Gebrselassie e Radcliffe, além de recordistas, são considerados os maiores e mais completos corredores de toda a história do fundo e meio fundo.

E as vezes achamos que caímos no lugar comum quando citamos alguns "clichês" do tipo “um exemplo a ser seguido; não desista de seus sonhos; superação; garra” entre outros, quando nos referimos a muitos campeões.Mas eu pergunto: não é um exemplo de determinação para milhões de pessoas que sofrem ou não da doença?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A bimbalhona

Tão moderna...
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O meu amigo Nuno Tavares que para mim há-de ser sempre o Zandinga, alcunha que se lhe colou à pele nos tempos do Liceu, é um companheiro de longa data. Se bem me recordo, fomos da mesma turma nos três anos em que estudei em Portalegre e passámos umas aventuras juntos...

Lembro-me que quase não almoçávamos para nos enfiarmos no “Convívio” do patriarca Artur Matos a jogar snooker e levávamos horas agarrados à máquina de arcada do Tetris que era então a novidade total. Loucura!

Quando a gente gosta de alguém e é amigo de verdade, nunca lhe perde o rasto e a afinidade. Eu pelo menos prezo em ser assim.

O Nuno sempre foi um gajo inteligente, algo tímido, reservado mas sempre puro e leal. Um gajo autêntico, mesmo. Andou por Lisboa a estudos mas preferiu regressar à terra natal onde desempenhou diversas tarefas e tem sido um bom colaborador nalguns eventos que tenho organizado no Município. Tem o defeito de ser apoiante do Porto mas ninguém é perfeito.

Há dias ligou-me a dizer que é vendedor de Bimbys e que me queria fazer uma demonstração. Eu por acaso já tinha ouvido falar na coisa mas disse-lhe logo que o maquinão aquele não me fazia falta, sobretudo depois de saber que vale quase 1000 euros que dão para um LCD à maneira, um bom portátil (VAIOs incluídos) ou até para uma viagem assim já porreirinha.

Mas que sim, que tinha de fazer a demonstração e prontos pá… vamos lá a isso “for old times’ sake…”, mas sem compromissos, ãh?

Com o que eu gosto de juntar os amigos e como nunca tinha estado numa reunião destas tipo Tupperware, convoquei a rapaziada da Cultura para a minha maison que quantos mais melhor. Ele garantiu que aquilo fazia o almoço mas como eram tantos, arreámos uns pollos assados, alinhámos nuns queijos e enchidos e tapas várias, rodaram uns tintos alentejanos e a coisa compôs-se.

Quanto ao assunto que ali nos levou, devo dizer que fiquei deveras encantado. Aquilo só lhe falta mesmo fazer uma coisa que os homens adoram e eu perguntei logo se fazia. Não. De resto, faz tudo e como diz o Nuno, parece mesmo a cozinha mais pequena do mundo: ela pesa, ela tritura, ela mistura, ela faz sopas, gelados, caipirinhas, arrozes, patés, lasanhas, e até cozidos à portuguesa… tudo, tudo, tudo.

E o mais interessante é que tem livros de receitas próprios a ensinarem como é que o maquinão faz os diferentes pratos. Metes isto, mais aquilo, mais o outro, sempre em quantidades certas, carregas na velocidade e na temperatura e voilá! Bonito! Escusado será dizer que um gajo pode não ver um boi de cozinha mas se largar as 200 notas e investir vira um autêntico chef franciú.

Ele bem quis concretizar a venda mas eu disse-lhe que cá na minha casa quem manda é a patroa e que a cozinha é território muito seu pelo que a bibi aquela só tinha hipótese de cá entrar com a sua anuência. Mas ela diz que não, que não justifica o investimento e que quem gosta de cozinhar prefere os tachos, os fogões e os refogadinhos a olho, ali bem à maneira.

Sendo assim… que fazer? Ainda se fizesse a tal coisa… Ai não? Prontos… nada feito.

“Então se não compras vim cá fazer o quê?”.

“Então eu não te disse logo que não queria comprar? E tu disseste-me que mesmo assim o que querias era mostrar. Verdade?”.

“Tens razão”.

“Aaah”.

Mas as outras meninas ficaram super-entusiasmadas com a coisa. Pudera... A limonada? Belíssima. O gelado de frutas? Gostoso. Ai a porra!

Elas a pensarem como é que a raptavam e convenciam os seus mais-que-tudo a darem o aval positivo e eu sem hipótese com a minha mulher. Já viram isto? É por isso que a terra não cai para os lados.

Agora… o Armando Nuno domina a cena e mexe naquilo com maestria. O rapaz safa-se… Diz que faz pão e até vinho quer experimentar a fazer.

“Ai… se ela fizesse minis… ou tirasse imperiais como as da Pastelaria do Choca… comprava-te logo, não uma, mas antes duas!”.

Mas diz que não… que isso ainda não faz.

Olha… foi um belo convívio, um belo almocito, fiquei ali com uma lasanha prontinha a marchar e bem fresquinha e ainda podem surgir compradores pelo que foi bem. Acho que o saldo é positivo.

E nunca se sabe… como disse, e bem, o Barradinhas… neste ano o nosso Sócrates deu Magalhães. Pode ser que para o ano se passe e comece a dar Bimbys.

Eu inscrevo-me logo!



Então? Compramos ou não?

O China é craque nas saladas

Caipirinha... Saudades...

À bolonhesa!

Fresquinha... Boa no Inverno... gostosa no Verão

Queres uma? Chama o Armando!

sábado, 17 de janeiro de 2009