segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

8 anos de Maravilhoso Mundo da Alice



Com um modelito da mãe... vá lá hoje!

A Alice fez 8 anos, e eu dei-lhe os parabéns, na rede social global, que faz o mundo parecer um bairro:

Parabéns, filha Alice. Sei que um dia, poderás vir a ler estas palavras com outro discernimento, outra maturidade. Como sei que nessa altura, te saberão de forma diferente. Por isso te—as escrevo.

O aniversário de um filho, é sempre uma data de glória, no calendário da vida de um pai, de uma mãe. Todos os que sabem dar, o real valor a essa extensão de si, sabem do que falo.

Como cantava o grande Lou Reed, numa música que diz quase tudo sobre a paternidade/maternidade (ver e ouvir vídeo no link abaixo), um filho/a é um repositório da nossa forma de ver o mundo, um "pequeno eu, para encher com os meus sonhos; uma forma de dizer que a vida não é uma perda", como diz a música. Um filho é prolongarmos a nossa existência, para além do fim carnal que é a morte, no fundo, é a maneira de nos darmos continuidade.

E tu, Alice, no teu encantador País das Maravilhas, onde dás largas à tua forma impetuosa de ver o mundo, conquistas—nos a todos 3 (ou melhor, 4, contando com o menino Sizzle), todos os dias, com a tua inteligência, o teu espírito sagaz, solidário, ternurento, e avassalador, porque ninguém consegue ficar indiferente à passagem do furacão Alice.

Que Deus te proteja sempre, te ilumine, te dê luz, e guarita, te faça sempre ser tão feliz quanto mereces. Que eu, estarei sempre aqui por ti, até que Ele assim o queira (e o tanto que lhe agradeço todos os dias, por não me ter levado, quando tinhas apenas 1 ano de idade.)

Aqui estarei sempre a segurar—te, a amparar—te, a dar—te apoio, a ajudar—te a crescer. E a ver—te encantado, enquanto dormes, respirar tão baixinho, tão descansada, e feliz.

Olho para ti, para a tua irmã Leonor, e percebo que isso do Amor... não tem limites. <3

Filha, SÊ FELIZ! (procura sempre a tua, respeitando os outros, mas nunca atropelando nada, nem ninguém, nem deixando que te—o façam a ti)


A foto de vida, para mim <3
As minhas mais que tudo

Olá Cris! Sou a Alice! 
Acabei de chegar ao mundo!
Com dias...
Com o nº na cabeça...

Com pose... desde cedo...
3... <3
  
Aos 4 com a mana, no infantário...

5... de princesa... na garagem dos avós!

Gritando as 6!

Tanto que pediu... que foi assim :D


Aos 7... uma nova heroína: LADY BUG

Aos 8... (a rebentar de felicidade, com os amiguinhos da turma)

Na festinha saiu... a letra que escrevi, quando fez o 1º aniversário, musicando um clássico, e cantei com a sua irmã...




Na noite antes… preparámos o DJ Set para a festinha de anos. Todas as músicas, escolhidas por ela! Fez 8 anos! No seu inglês, ou trauteando, ou dizendo-me o título, sem eu sequer estar à espera…

Foi uma experiência nunca vista...

- Pai, mete aí o Mi gente, fachavore

- Mi gente? Mas isso é um músico, ou uma música?

- Ó pai! Mi gente! Prontos!

Assim...


- Olha... agora a Shá-ki-ra! Eu adoro ela!


- Agora a ZARALARÇON!

- Zara quê?!?!?

 - Olha pai, agora aquele que ganhou os prémios que a gente viu...


-Olha, também gosto dessa que aqui aparece a seguir... Mete!


E desta...


E dest... OLHA!!!!! A menina é a KC da série que vejo no Disney Channel





- Olha, agora mete aí a dança do pinguim!

- Do quê?!?!?

(dançando na sala, na cozinha, no corredor... comigo atrás! Mas... não é que eu não consigo acertar com isto?!?!? Epá... antes do acidente até tinha ritmo, e jeito para dançar... mas agora... ALTO PATUDO! Nem à bola consigo jogar.... :P)


 - Ai pai... agora quero que metas amanhã, umas músicas que gosto muito do jogo da WII Just Dance, que vocês me deram no Natal...



 - Agora o Swich Swich...


 - E pai, por favor, agora o MALUCO!

- O quê?!?!? 

- O MALUCO!!! Os miúdos lá da minha turma vão adorar!!!! Eles sabem a música TODA DE COR!!!!!

- ???????? Não posso...

- SIM, SIM! ELES VÃO ADORAR!!!!


- E eu...

domingo, 28 de janeiro de 2018

Mas que cena é essa que estás ver, Alice?!?!? (a 4 dias de fazer os 8)




Deitada na minha cama, enrolada nos lencóis, dava voltas, e reviravoltas, sempre com o tablet nas mãos.

Esta criança, as crianças de hoje em dia, estão muito para lá do tempo da minha educação (coitadinho…). Com tantos recursos à mão de semear, jamais alguém poderá vaticinar onde irão ter.
Quando tinha a sua idade, quem é que me diria a mim, que um dia, toda a gente poderia ter um computador pessoal? E mesmo com vinte e tal anos, quando comprei o meu primeiro (uma torre enorme na COAL, em Portalegre, com um monitor que mais parecia uma estátua), que se viram a transformar em tablets… TABLETS?!?!?!? Mas que raio era isso?!?!? Só se fossem as de chocolate!!!

Espreito devagarinho, para que me deixasse ver, até porque eu bem sabia, que uma má manobra poderia despoletar o seu mau humor, e deitar o sucesso da iniciativa por terra.

- Posso espreitar?

- (Sem resposta… É cedo. Apenas um olhar de soslaio. Achei que permissivo)

Isto…


Eu, a ver aquilo, todo interessado; e ela, ao lado... começa-me a acertar nas perguntas todas!

Boquiaberto, digo-lhe: "possa, Alice! És mesmo boa! Esperta! Adivinhas que não poderia ser este por isto, e aquele por aquilo... respondes logo!!!!

Com  o ar mais calmo do mundo (e alguma pena de mim...):

-Pai, já vi isto montes de vezes...

(Vai buscar!)


Sempre em brasileiro, português brazuca, mas pelo menos… não era um dos youtubers que seguia. Esses… (ver abaixo) MEDO!!!

Acho que está a crescer. Há pedaço, visualizava isto…


Mas também já a apanhei aqui…


aqui…


aqui…


E…




Vizualizações que se multiplicam, se auto-sugerem, e a mantêm entretida, acho que a aprender.

Tudo isto da sua livre, e espontânea iniciativa. Também poderia estar a ver as Nancys ou…

Este puto, por acaso, até tem muita piada. Tendo ela mais 10 anos, não iria mal de todo 



 Esta miúda, para mim, a pior; é completamente tonta e histérica. É a sua favorita.



Mas já viram o número de subscritores do canal?

115 mil (Acima!) Ah, pois é, bebés! 
E quando clicam num, não vêem a publicidade a saltar? €€€€€€€€€€€€


Este jovem, então, do cabelo azul, É COMPLETAMENTE BAZADO!!! MEDO!!!!!


Disse-me hoje, que essa fase já passou.


?

Oxalá...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Porra, Dimássseee... Tava nada à espera desta... Até sempre, meu!

Foto do mural do facebook, do amigo Rui Caldeira


A notícia entrou em mim com uma força, de uma forma quase subliminal. Alguém entrou no meu serviço e disse:

- E aquela história do rapaz, ãh?

- Mas… que história?

- Do rapaz… que morreu…

- Mas que rapaz? Não ouvi nada, não sei quem é…

- O rapaz que morava aqui em Marvão.

- Em Marvão?!?!?

- Não, no caminho… ali por cima da Fonte da Pipa.

Lentamente comecei a juntar as peças. Quando subia apressado, para conseguir estar lá em cima às 9h, para abrir a porta à hora precisa (por mais cedo que me levante, e costumo sempre levantar-me quase 2 horas antes!!!, acabo sempre por deixar que o tempo se esgote, sei lá gasto onde, de forma a que chego sempre a correr contra os últimos 10 minutos), notei ali muita movimentação estranha na estrada, naquele sítio. Agora que me disseram, e penso nisso, creio que me lembro de ter visto por lá, forças de segurança, GNRs a pé, parados.

- E que idade tinha?, perguntei.

- Ah… 46… ou 48… Era novo. E da Beirã…

Com esta palavra fez-se o clique, e no meu cérebro, parou tudo.

O Leonel!

Mas como é que se chamava? (por descargo de consciência, que eu já sabia a resposta)

- Ai… não sei… (e já nem me consigo recordar com quem tive esta conversa…)

- O Leonel?

- SIM! SIM! Foi esse!

(“Porra pá!”, pensei.) - E foi…

- Enforcou-se! Fez tudo nas calmas, tinha lá o maço de cigarros que acabou de fumar, e pendurou-se.

E, naqueles instantes tão breves, mas que na minha cabeça tiveram uma amplitude tão vasta, pensei tanta coisa, tão de repente, que o mais natural é ter ficado sem responder a alguém que me fez alguma pergunta. Não ouvi.

Fui pensando… o Leonel, porra! Porquê?!?!? Para uma pessoa conseguir colocar termo à vida, tem de ter um sangue frio, uma coragem, uma determinação, uma força, uma vontade só explicáveis pelo desespero profundo, e mais do que isso, por não conseguir vislumbrar uma saída possível. É que, no meu modo de ver, por mais dramático que seja o cenário, pode sempre tentar-se algo diferente daquele fim, que sim é o definitivo, e sem volta atrás.
A única exceção que torna compreensível essa saída terrível, por mais incompreensível que ela sempre seja, é a doença profunda, dolorosa, galopante, que conduz inexorávelmente à morte, e leva para o sofrimento por arrasto, todos os entes queridos mais próximos.

Depois… pelo que soube, por enforcamento… ainda torna tudo mais bizarro, e obtuso.

Segundo aquilo que sei, e não sei nada (tudo ainda está muito fresco, e eu tenho de escrever, para ver se me resolvo), o Leonel era um homem saudável, com uma família bem formada que lhe dava enquadramento e amparo (mulher trabalhadora, sempre bem disposta e disponível, na Santa Casa da Misericórdia; uma filha pequenita, adolescente, que estuda aqui na escola, e que costumava encontrar na catequese), um emprego fixo e estável (na Câmara de Marvão, um porto seguro, num Alentejo seco de emprego)… tudo peças que encaixam bem, e não se enquadram neste puzzle macabro, que colocou termo a tudo.

Alguma coisa se irá saber?
Nada se irá saber, porque nada havia a saber?

Soube que ele tinha tido uns problemas de saúde há tempos, coisas ver com a tensão, coisas anormais, de base, mas creio que andava melhor agora. Poderia haver ali toques de um consumo por vezes a mais, mas nunca ouvi que fosse nada de completamente fora. Nada que conduzisse a este extremo.

O Leonel, para mim, era o “Dimássseee”, nome de personagem com que o tinha batizado há uns anos… quer dizer, umas décadas, quando ele costumava mostrar na discoteca “A Cave” de Santo António das Areias, o seu enorme cabedal. Quer-se dizer, o Leonel nunca foi assim muito cabedaludo. Era assim mais para o gordote.
De camisola de braceletes, abria os braços, como se estivesse a fazer um solo, ao som do rock’n’roll, tocando numa guitarra imaginária com a qual curtia, curtia, e fazia curtir, quem estava a gozar o prato. Um mimo!
Mas a dada altura, andou a levantar uns pesos, fazer umas cenas a puxar pelo físico, e a malta, na brinca, começou a gabar-lhe a estrutura.

Dizia-lhe eu:
- Ouve, Dimásssseee, tás com um cabedal, mano! Eu tembém quero! Coméquefaço? Conta aí!

E ele contava.
- Começas a levantar assim uns bichinhos destes (alteres) que eu lá tenho, e o que estava aqui (apontando para a barriga), passa todo para aqui (enchendo o peito de ar).

- Ouve meu, eu adorava… (Mas nunca lá cheguei! O melhor que consegui fazer foi uns abdominais com os pés presos no bidé, quando vivia no Espírito Santo, em Marvão, e o melhor que fiz, foi dar cabo dos tubos que levavam a água, onde prendia os pés; e rebentar com os meus discos na coluna, nas vértebras L5 / S1, que me levaram duas vezes à faca! Esqueceram-se cá de um milímetro de osso, as dores duplicaram e… pimba! Vais de vela, vais de vela, ai vais mesmo de vela!)

O Leonel sempre foi um puto, que se distinguiu de todos os outros lá na Beirã, porque era muito solitário, um engenhocas, que andava sempre a inventar as suas merdas. Ainda há tempos nos encontrámos no Adro, ao final do dia, e comentámos que ele também fumava tabaco de enrolar, como eu. Quando se fuma cigarros destes, o problema é sempre quando chegam ao final. Queima os deditos. Por precaução, poupo no tabaco, e deixo-lhe uma margem de segurança, uma caixa de ar, digamos assim, para poupar na substância, e não queimar os aivecos.

Ele, que tinha o mesmo problema, ripa-me de uma boquilha feita de uma bala usada, mesmo à medido do cigarro. Nível! Ainda lá devo ter o queixo no chão... Eina bem… eu fiquei todo mamado!

- Fónix, man. Granda pinta! Onde é que arranjaste! (para saber onde iria a correr, comprar uma, a seguir)

- Ah, fui eu que fiz! (Claro, pensei! Em silêncio, à espera que ele me dissesse: “ah, mas se gostas, eu arranjo-te uma)

Vai-se o Leonel, vai-se um contemporâneo meu. Fica assim uma cena esquisita, cá dentro. Nós somos também um pouco, aquilo, e aqueles que estão à nossa volta.

Ainda hoje, por outro motivo qualquer, tive esta conversa ao balcão. Lembro-me perfeitamente do dia em que senti, que não era mais o Pedro, mas sim o pai da Leonor. Ia a dar a curva aqui em Santo António, junto à antiga farmácia, perto do Grupo Desportivo, e um puto, de cabeça baixa, quase embate comigo. Quando vê as minhas pernas mesmo à sua frente, levanta cabeça, encara comigo, e exclama:
- IÔÔÔÔÔ… o pai da Leonor!!!!!!

E pronto. Já estás! Já foste! Ardeu a tenda. Tu és o pai, da menina que nasceu, e se Deus quiser, e a ordem da vida for respeitada (oxalá que assim seja, e eu peço tanto a Deus…), há-de durar muito mais que tu. Ciclo da vida!

Habituo-me, habituei-me a uma vida feita de pessoas minhas contemporâneas, que existem ao mesmo tempo. Quando desaparece uma, (e o meu tratamento com o Leóonidas Brejnev, outro nome que lhe dava, era circunstancial, que acontecia quando nos encontrávamos, fortuitamente), parece que desaparece também uma parte de mim. Nós somos feitos daquilo que está à nossa volta, também.

Tenho imensa pena do Leonel. Rezarei por ele, para que tenha encontrado a paz, e esteja em descanso. Como rezarei muito pela sua esposa e filha, que agora terão da minha parte, um tratamento, a todos os títulos, especial. Pela amizade que lhe tinha. E tenho! Tudo farei para que naquilo que lhes possa ajudar, não lhes falte nada. Sei que a pequena era muito apegada ao pai…

(Suspiro.)

Amanhã, mesmo que me seja muito difícil por estar a trabalhar, tudo farei para lho dizer pessoalmente, olhos nos olhos.

Dimásssssssssssss, fica em paz, companheiro.


Mais um…

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O encontro com o Super Abílio Rodrigues Autoridade Tributária

Gosto sempre de meter uma foto pata contextualizar.
Mas na falta de ter tirado uma hoje, ou de ter encontrado uma nos meus arquivos, saiu uma da Casa do Brasão que nos dá guarida.

Epá, e há coisas que te tocam, mesmo.
Não é muito comum, nem de todo habitual, mas este post vai dirigido, todo ele, para meu amigo Abílio Rodrigues.

O Abílio apareceu-me hoje no serviço, cheio de pressa, como ele sempre anda, de passagem, falar com o chefe. Já só o vi passar, enquanto eu estava a atender um contribuinte ao balcão.

Antes…
(Apontando para o gabinete do Chefe) - Posso?
- Ah, meu querido! O Senhor é da casa, por Deus.

Minutos depois,
- Então vá, até depoi…
- Eh lá, Sr. Abílio! (metendo-me de pé) Então o meu amigo aparece-me aqui assim, sem avisar, e quando a gente ainda se está a fazer à ideia, de ter o prazer de o ter por cá, raspa-se?
Olhe que, peço licença, mas não pode ser!
Mesmo que nós não tenhamos tido tempo, de mandar colocar os homens para tocarem as trombetas à sua chegada, assim que entrava nos claustros, podemos remediar agora.
Pelo menos, deixe-me pagar-lhe um cafezinho.
- Eh pá… Tenho de ir à Caixa…
- É mesmo o tempo que necessito, para acabar de atender este senhor… espero-o aqui.

O Abílio é reformado, tem idade para ser meu pai, e foi meu colega nas finanças de Marvão, muito antes de eu sequer sonhar, que haveria um dia de ali trabalhar. Conheci há anos, depois de quase ter morrido no acidente, e fiquei conquistado pela sua forma absolutamente arrebatadora de viver. O Abílio é pequenino, gagueja, por vezes muito, e ouve mal. Todas estas condicionantes, fazem dele um encantador bicho raro.

Se me considero, por mania, galhardia, e alguma natural altivez (dificilmente um passa por este meu processo, sem se conseguir achar especial), o Abílio é… um SUPER HOMEM! Ele já passou por tumores, creio que até um ataque cardíaco, e continua ali, a batê-las, a insistir mais que estar vivo, a ser feliz por assim ser.

Eu que já escrevi tanto, tanto na minha vida; eu que já tive alguma vaidade na minha caligrafia, hoje vivo com a limitação confrangedora de a minha mais jovem infanta me dizer, que os escritos que lhe deixo ao dormir, NÃO SE PERCEBEM NADA!!!!!!
Pois fui eu que não consegui esconder a emoção, ao conhecer o homem que já trabalhou no mesmo sítio, que tinha a caligrafia mais bonita. Absolutamente encantadora. Redondinha, precisa.

- Abílio, pelo menos, deixa-me pagar-te o café!

- É que… que… que………..nem penses! (Com os olhos semi-cerrados) Pago…-te o teu, e fica um pago para o chefe!

Andando para o café…

-Ah, Abílio, grande Abílio! Tens de te habituar a avisar a malta. Olha que é muita emoção assim de chofre! A gente não está preparada!,

- Ah, Pedro… eu go…go…gosto mesmodeti, pá! (os momentos de gaguejo, são ultrapassados por momentos sem vírgulas.) Olha que… vou lá sempre ler ao blogue aquilo que escreves.

- Como assim?!?!?!? Sério? Juras! Epá… isso para mim é assim uma nota de alta escala! É que eu nem sequer sabia, que tu conhecias o meu blogue! Aquilo é uma cena muito minha, sabes? Muito privada, muito eu e o papel, muito desabafo, muito confessionário, muito despejar. É o diário de bordo, de uma alma na terra. Mas por vezes, mais do que aquelas que queria, sou incompreendido, encostado, achado estranho, e metido de lado.

Só que aquilo sou eu, e o pc. Nem me lembro que há outros a ler. Mas quando são assim pessoas que tanto estimo e admiro, fico lisonjeado, pois está claro! Como fico muito… bem, quente por dentro, quando sinto que sou seguido por tanta gente (427 500 visualizações, meu! € 0,50 a cada, vivia daquilo!)


Encostados ao balcão do Café Lounge “O Castelo”
-Ai, eu, quem me diria… o grande Abílio. Amigo, tu ainda aqui trabalhaste quando a repartição de finanças era na câmara, pois trabalhaste?

- Então não trabalhei? Trabalhei sim, nos 80…

- E o serviço era onde?

- Assim que se subia as escadas! Ao lado, era o gabinete do Chefe. Era logo ali.

- E depois?

- Opá… depois saí, fui chefiar um serviço das redondezas (Monforte?), estive na Direção, corri muito. Andei no arranque do IVA, estive sempre na linha da frente.

- Esperto, desenrascado!

- Ah… ia fazendo o que podia...

-E aí conheceste o meu pai, que vinha aqui muito com o serviço dos despachos da alfând…

- (Com ar de espanto…) Porrrr… rrrr…. rrra! EU ERA AMICÍSSIMO DO JOÃO SOBREIRO! ERA UM COMPANHEIRÃO! Tantas, tantas, tantas que fizemos juntos… (De ir à missa com ele, ninguém se lembra, mas de festas, patuscadas, fadistagem e guitarradas…)
Os compadres, pá! Isso era uma coisa…

- Ainda bem que é uma amizade herdada. Essas têm sempre outro valor.

- Olha, para te provar que gosto mesmo de ti… ripa-me do telemóvel e começa a mostrar-me as sms guardadas em arquivo, que lhe enviei… no outro Natal passado!

Mensagens a dizerem-lhe aquilo que penso dele! (que eu não sou pessoa para ter duas conversas, uma pela frente, e outra diferente por trás.)
Mensagens minhas de incentivo, de admiração, de alento, de força, para que nunca lhe falte nas sempre duras batalhas que tem de travar.
Sou fã, do Abílio!

- Pe… Pedrrrrro! Olha, vou lá sempre ver o que dizes. Olha… ainda esta última de futebol dos Arenenses! Está bestial!

- Epá… obrigado. Tens facebook?

- Ep..pá…pánão! O facebook é…

- Pois pá, só que o faacebook é muito mais fácil publicar nele, percebes? Hoje em dia, tens um telemóvel e tens tudo. Tens câmara fotográfica para sacares fotos, fazeres vídeos; tens onde escrever texto; tens rede e depois, é só fazeres clique e está tudo! O facebook é muita mais fácil e rápido. Por vezes deixo-me leva por isso, e fico logo por ali.
Mas na verdade, o meu sítio é o meu blogue. No facebook, passa muito na espuma dos dias, e qualquer um tem algo para dizer, nem que seja a copiar, ou a partilhar outros. Qualquer um pode gerir o seu mural de facebook, mas nem toda a gente tem material para um blogue, faço-me entender?
Não quero ser discricionário, elitista, mas parece-me que esta é a realidade.
Muitas vezes publico no facebook, a que chamo a minha lanchonete no calçadão do Rio de Janeiro; mas depois dou-lhe o devido tratamento nesta minha taberna virtual, em Vendo o mundo de binóculos do alto de Marvão. Aqui os assuntos ganham outro prisma, e até a imagem tem outro tratamento.
O facebook é jornal diário; o blogue, uma revista especial.

Mas tenho amigos, como é o caso do meu querido João André Escarameia, que não têm, nem querem fb, e apenas me lêem por aqui. Por isso nunca deixei isto, que é a minha casa de verdade.

Replico sempre aqui, muito a pensar nele, e assim passará a ser também por ti. ;)

Abraço, fica bem, até à próxima e… por favor: volta sempre! Adoro ter pessoas a quem admirar! ;)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sobre os 20 (bravos e orgulhosos) anos de Motoclube de Marvão - a reportáge!

O vosso servo esbriba Tio Sabi, muito bem ladeado (como sempre, espertalhão!), pelo presidente Márcio Almeida (dta., sempre o mesmo, apesar de tantas eleições livres e democráticas. porque será?), e o amigo Chico Conchinha, um Easy Ryder de Marvão, conhecido por todóóóóóóóó país! Quantos lés a lés, disseste que já realizaste, companheiro? 4, 5, 6?))

Que bem que se estava debaixo da excelentíssima nova estrutura...
E no Verão? Nas noites quentes, onde ali, junto ao rio, certamente se estará tão fresquinho? 
E ouvindo a chuva, que bem será...


Era este o espirito... Ouçam...


O vídeo ideal para banda sonora deste artigo: filme de culto, com dois cavalos de sonho galopando lado a lado, um deles montado pelo Peter Fonda, que trazia à pendura o maluco do Dennis Hopper; o outro ladeado pelo jovem e tresloucado Jack Nicholson. Ah… muito bom!
Clica aí na setinha, vai! Mete mais alto!!!!!!!!!!


Coisas que me fazem realmente, realmente feliz? Ser convidado pelo Motoclube de Marvão, para comparecer na celebração do seu 20° aniversário.

Mesmo feliz! :)

A ver se nos entendemos: 20 anos não são 2, nem 10. São o dobro destes! 20 anos, como cantava o bom do Espadinha, é muito tempo. Quê? Não era ele?!?!? Não interessa. Siga!

Quando tudo começou, eles eram um grupo de putos de Marvão (6?) que gostavam de motas, pensaram em fazer uma organização, e assim... foi!

Os fundadores... <3

União, entreajuda, espírito motard, amor à terra, iniciativa, empreendedorismo, querer.

No final, num abraço de agradecimento, que dei a alguns dos criadores, pelo convite que me fizeram; um deles, o amigo Sérgio Barbacena, disse que... sem o Márcio Almeida ao lado, nada poderia ter sido possível.

Eu, fiz minhas as palavras desse presidente do Motoclube, no discurso que proferiu, e disse—lhe que o Márcio, como bom condutor de homens que é, sabe que não é nada sem os seus amigos, e nada disto existiria sem eles.

Quando para me encaminhava para o almoço, ia algo pensativo.
Mas, se me convidaram, é porque me queriam mesmo lá, pensei. E o argumento que o Márcio me deu, ao telefone, personalizado, de querer reunir todos aqueles que, no passado, foram importantes para esta instituição (sim, porque passando o tempo de uma geração, já é uma instituição!), conquistou—me.


Eu e o meu querido quinto Tó Mena da Cruz, amigo há mais de 30 anos (tínhamos 10, quando nos tornámos companheiros de carteira, no Ciclo Preparatório Garcia da Orta, em Castelo se Vide.) <3
Eu amo ele!
<3

Aqui, com a Gilera que arrematámos, naquele encontro! Foi barata! Já nunca mais vou a pé para as Finanças!


Chico: - É este, Márcio?

Eu te invisto motard a partir de... AGORINHA!!!
dROCAS: YYEEEAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!

Einaaaaa... E já ganhei um colete!!!!

Ao almoço... o requinte da amizade e de saber estar...
Um encontro de gerações! (com o ex-senhor diretor da banda de música, e Mr. Roque das Vespas da Vila)






Esfolando o animal...


É a do de mota, mas a do homem normal é... igual (não tenhamos ilusões!) 

- Dos 10 aos 15, é MACACO: só descasca a banana

- Dos 15 aos 20, é GIRAFA: só come florzinhas

- Dos 21 aos 30, é ABUTRE: come tudo o que aparece

- Dos 31 aos 40, é ÁGUIA: escolhe o que quer comer

- Dos 41 aos 50, é PAPAGAIO: fala mais do que come

- Dos 51 aos 60, é LOBO: persegue o Capuchinho Vermelho, mas só come a avózinha

- Dos 61 aos 70, é
CIGARRA: canta, canta mas não come

- Dos 71 aos 80, é CONDOR: com dor aqui, com dor ali

- Dos 81 em diante, é POMBO: só faz merda!

— Márcio, o meu dever enquanto vereador, era mesmo esse: dinamizar, apoiar, tornar exequível! Era pago para isso! Enquanto vereador, e vice—presidente do concelho, nunca deixei de pensar, por um segundo que fosse, que era pago pelo erário público, para melhor servir todas, TODAS as pessoas.

Hoje foi tudo belíssimo! Em cheio! Largas dezenas de amantes das duas rodas, vindos de vários pontos do país, para confraternizarem com os amigos de cá, que certamente terão comparecido no encontro deles. Uma família, afinal.

Os putos a brincarem de coletes envergados, a imitarem os grandes, que isto é coisa para se pegar.


Carlos Afonso: ò Rui,deixa-te lá de merdas de fotos, e roda a xixa, senão queima-se!

A minha está impecávele!!!!

- AHAH, e aqui a sopinha da Ti Adelaide?!?!? Ora comam lá!!!
Porra! Está ocupada...
Magnífica sopinha de caldo verde da Ti Adelaide Martins, coadjuvada pelas esposas dos motoqueiros locais, grande espírito, tremendo ambiente, e a inauguração de uma cobertura recém estreada, que faz daquela (junto ao rio, com aquelas árvores frondosas), a melhor esplanada do concelho de Marvão.

De tarde, a animação a cargo de um jovem one man band, que era uma máquina de fazer rock'n'roll! Muito, mas muito bom! Adorei mesmo, opá! Chaparro: o puto está aprovadíssimo! Por mim... podes deixar namorar com a filha! :P

O homem toca... (para mim, ainda lá estava a ouvi-lo)




Olhem, o dia meteu sorrisos, abraços, bolo, discursos e tanta coisa boa, que parece impossível.


Amei! Bem hajas, bem hajam sempre, Márcio e amigos Motards!

Longa vida!!!


E agora, as bebés...








Para finalizar, este post é dedicado à memória dos companheiros, que já rodam por outras paragens, onde todos iremos ter um dia...
Que descansem em paz...

Num dizer muito bonito:
"Porque ao contrário da estrada, a memória não tem fim"

Até aos próximos 20!