sexta-feira, 15 de junho de 2018

Aprender com arte (os grandes pelos nossos meninos)




Texto dedicado a todos os Professores e Professoras com amor à sua arte de ensinar, em particular, à Professora Teresa Reis, à Professora Conceição Mota, e ao Professor Filipe Ferreira.























Uma professora não é uma mãe. Mas uma professora pode ser mais que uma mãe. Uma professora, quando consegue conciliar a aprendizagem com profissionalismo, e amor, transcende-se, e é capaz de ajudar as crianças a projetarem as suas capacidades mais além, e a chegarem onde nunca pensaram. Estas professoras, que estiveram na base deste trabalho hoje exposto no Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino, conseguiram realizar uma proeza, a todos os títulos, notável. Ao ajudarem os mais pequenos a conseguirem recriar os grandes nomes da pintura internacional (Renoir, Monet) e nacional (José de Guimarães), conseguiram mostrar-lhes que também eles, conseguem gerar obras iguais às dos mestres e assim, despertar-lhes uma curiosidade, que só Deus onde poderá ir dar.



A senhora presidente Adelaide Teixeira, nas breves (mas muitíssimo importantes) palavras que proferiu aquando da inauguração da exposição, realçou precisamente essa perspetiva que, quanto a mim, é também a mais importante: ao imitarem, abrem os sentidos, aguçam a capacidade de observar (ver, quando olham), tornam-se mais… crescidos.

O descansado que eu fico, quando deixo a minha filha Alice, o meu segundo tesouro mais precioso na vida, nas mãos destas Senhoras Professoras que já mencionei, como da Professora Vina, como da Professora Guida, como do Professor Filipe Ferreira. Queira Deus que ela na vida, tenha sempre profissionais deste gabarito, a ajudarem-na a crescer.

O meu humilde, sincero, fraterno e caloroso, a todos e todas: BEM HAJAM!




 




terça-feira, 12 de junho de 2018

Fdse Paulo! Desculpa aí! A gente enganou-se...



Há notícias verdadeiramente inacreditáveis, fraturantes, dececionantes, que nos deixam a abanar. Há 15 anos, Paulo Pedroso, um dos delfins do Partido Socialista, apontado nas bolsas de apostas internas, como um nome a considerar como possível timoneiro futuro, foi dentro, envolvido no turbilhão da Casa Pia, pesando sob a sua cabeça, a terrível acusação de abuso sexual sobre menores, provavelmente uma das mais graves que um homem sério e responsável, pode suportar sob a sua cabeça.

Na suspeição, matou-se uma carreira política. O ar compenetrado, sisudo, algo cinzento, passou a assumir na suspeição, um caráter malévolo, sibilino, terrível. Morreu politicamente.

Até Ferro Rodrigues, hoje o atual nº 2 na nossa hierarquia política, deu o corpo às balas, e assumiu a importância da sua defesa, como uma das prioridades máximas, na sua carreira política. Mas o povo português, habituado que está a esta forma destrambelhada e exacerbada dos políticos na defesa dos seus pares (recordando aqui, a histeria permanente do caquético Soares, na defesa do seu amigo José Sócrates, que todos imaginamos atolado em provas incriminatórias), deixou-o cair.

Nesse então, passou 4 meses e meio, repito, 4 MESES E MEIO, a ver o sol entre as barras, engavetado no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Agora, década e meia depois, ou seja, 15 ANOS depois, surge uma decisão do Tribunal Europeu que lhe dá razão. Pois o Tribunal de Estrasburgo, defende que deveriam ter sido tomados outros cuidados à prisão preventiva de Pedroso, e que não existiam provas suficientes de que o antigo ministro tivesse cometido os crimes de abuso sexual de menores, capazes de o engavetar.

Vai daqui e decide que o Estado português, ou seja, nós todos, tem a pagar-lhe € 68.555 euros, num prazo de 3 MESES! AHAHAHAH… muito bom! Olha… que, que, que… há com cada merda! BEM! Isto é só rir!!!! E nem sequer é um número redondo! Aqueles 555 euros, e não 556, como não 554… são de partir a moca! Onde é que está a tabela para analisar a gravidade da coisa? AHAHA… muito bom!

Então engavetam o rapaz, com base no testemunho de uns putos chutados à margem da sociedade, encostados, marginalizados, com base em meros testemunhos, sem cruzarem as acusações e os dados, e agora querem que a gente indemnize o rapaz, por lhe termos dados cabo da vida, salvo seja, que eu nunca lhe fiz mal nenhum…

Bem… estou que não posso! Isto não é a EuroDisney, mas que é um país a brincar, disso não há duvidas nenhumas!

La madre que lo parió!


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sempre que corro para ti...


Sempre que saio sem fim à vista, sempre que fujo sem destino certo, sempre que deixo que seja o percursos a descobrir-me... as minhas pernas levam o meu coração... para ti.

Mergulho no passado, na verdade, até acho que corro atrás dele, e ele enche-me o coração e a cabeça, de memórias e companhia. A minha alma vai cantando. Nunca vou só.










Fico feliz por andar assim, qual milheirinha perdida, enganada pelo que parece ser.

E nem reparo que as casa~s estão desertas, as ruas vazias, a escola fechada, que os comboios já não te atravessam, que os meus lugares estão... cristalizados.

Vejo as pedras onde brincava, os meus nomes escritos com pneus de bicileta no cimento da casa da minha avózinha, as cegonhas sempre lá, fazendo o ninho, como sempre antes, como sempre depois.

As portas fechadas... que doem tanto.






Mas tu acompanhas-me, vens comigo, nunca me deixas.

Percebo porque é que os elefantes vão morrer ao seu cemitério.

Tu... és o meu.