quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Offshores? Off the record? Of course!




Como é que hei-de conseguir explicar isto como eu quero, sem ferir suscetibilidades, ser mal entendido, e, ainda assim, fazer-me compreender?

Se há coisas que me envergonham, que me deixam triste, e derrotado, é ser bombardeado nas notícias ao almoço, com bombas como esta: “Fisco deixou fugir 10.000 milhões em…”, e aqui... parou!

Toda a gente sabe que aqui o vosso Tio Sabi, tanto é capaz de escrever um tratado sobre um cabelo que cai num banco do jardim (a prosa nunca se me acaba), como assume que não é um crânio a matemática. Epá… sempre foi à procura das letras porque esse era o seu mundo, mas… também é bem verdade que sempre fugiu das contas, porque… maçam. A vida contada, é muito mais bonita que somada.

Mas o Tio Sabi, não sendo um state of the art, até trabalha com números durante todo o seu dia. Cumpre, não compromete e… considera-se um indivíduo “não parvo”, de bom senso, estruturado e alinhavado.

Toda a gente que veja notícias sabe que o nosso buraco nas contas é de 5.000 milhões de euros. O défice, a diferença entre o que se mama do pote e o que se consegue ganhar, dá nisto e tem esta fossa abissal onde cabem rios de dinheiro.

Ora esta notícia de hoje vem dizer que o fisco, onde eu trabalho e para o qual trabalho, deixou fugir 2 vezes esse montante em transferências para offshores. Deixou fugir porque, como se pode ler aqui, não controlou as transferências entre 2011 e 2014, que foram comunicadas pelos bancos e estavam omissas das estatísticas.


Este não é o mesmo mundo. Vivemos em realidades paralelas. Eu não sou deste país.

O meu país, é o das pessoas que se chegam ao balcão e se zangam, comentam e aborrecem quando o “selo do carro” (Imposto Único de Circulação) aumenta uns cêntimos em relação ao ano passado; já não vão a tempo de validar as faturas (coisa que tiveram todo o ano para fazer); ou têm de pagar 25 euros por 1 hora de atraso, só por terem deixado passar para o mês a seguir.


Eu gostava de trabalhar numa casa que fosse impecável, sob qualquer suspeita, acima de todas as suspeições, e sobretudo… intocável.


Porque não foi feito esse controle, perguntam as pessoas? Porquê há tanto conluio com a classe política, quando as águas não se deveriam misturar?


Perguntam as pessoas e… pergunto eu.

Já me estou a preparar para as bocas de um ou outro mais atrevido e bem informado.

O “encolher de ombros” é um cartão de visita e um desbloqueador de conversa, que funciona e vale de muleta, garanto.

Assim seja.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Os postais do garrote ao morro do rebelde Ibn Maruan (2017.02.18)

A selfie obrigatória, no enquadramento de sonho.
Não é para exibir.
É para colar na porta do meu cacifo.
Para eu ver e ficar feliz, ao contemplá-la.
(o que quer dizer o V nos dedos da mão? Vitória?
Não! É homenagem. Soares é fixe!
E o Freitas que se lixe.)
DO REPORT NA HORA NO MURAL DO FACEBOOK:

16 km! Manutenção semanal: feita!

Garrote ao morro de Marvão. Andava já deserto de o refazer. Quando me sentava na muralha, a fumar o cigarrinho após o almoço, via o sol naquela estrada e pensava: "qualquer dia, deito—me a ti".

Pra mim, não interessa o tempo, porque fiz o habitual safari fotográfico, que dará exposição logo à noite na taberna virtual (blogue). Por isso, muitos km passaram dos habituais 7 minutos, e chegaram aos 9! aos 10, e até mesmo aos 11!
O mais importante foi o esplendor desta manhã passada comigo mesmo, de forma a que não atazanei ninguém.

O que interessa mesmo é o tanto que vi, o tanto que vivi, o tanto que pensei (acho que o meu cérebro está ligado à escrita e ao desporto. Produz muito mais aí.), a distância percorrida com muitas subidas (meia maratona: estou quase a chegar! Faltam 5:.. era ir até à Beirã. Dava!), e as 1.500 calorias queimadas! Dá para a mousse de chocolate do almoço das 5as e pràs boleiminhas de maçã que compro ao meu quinto Zé Maria, quando o apanho de manhã.


Foi booooooooommmmm. <3

https://www.runtastic.com/en/users/360f0c42-b76a-159f-380c-deb9c4d14dda/sport-sessions/58a831920c95017e13f4086a#_=_

DA EXPOSIÇÃO QUE PROMETI, MAS O CANSAÇO ADIOU...

Uma das dezenas, largas dezenas que o meu cérebro tirou.... e que o Google Photos retocou. Eu vi a água assim fugir, louca, solta, cheia de vida, por entre as árvores engaladas, com vestidos de gala feitos de heras antigas.

Na Ponte Velha, vi o sol, o céu, o rio louco lá em baixo.
E este quadro.

Um sonho lindo que morreu pouco após o corte do cordão umbilical. Quando o atual executivo brinca com os sonhos, as aspirações, o trabalho e as poupanças dos que sonham, e não são embalados por eles, dá nisto. Em nada. A Quinta das Avelãs, que tive oportunidade de visitar com as minhas filhas e a minha mulher, era uma sementinha que poderia florescer e eu desejei tanto que assim fosse... pelo Paulo e pela Vera, sobretudo. Mas para isso, a estufa (Município de Marvão) teria de dar aquilo que não sabe e por isso, não pode: carinho, afeto, divulgação, promoção, ser a almofada de segurança. Antes, deixou-os estatelar-se no chão. Com estrondo.
Ficaram eles a olhar com desgosto... e aqueles que tinham quintas que funcionam sempre, haja projeto ou não, que aspiraram a isto e não foram reconhecidos, a ranger os dentes com mais que justificada raiva, por terem sido relegados para segundo plano. A quinta aí, continua lá. Aqui... ficaram os despojos.
Assim vai Marvão...

Portagem vem daqui. Desta ponte. Desta passagem entre países.
Este sítio é mágico.

Drocas is in the house!
Esta boneca é uma vaidosa. Quer é fazer o lindo.
Não se escapa a uma boa foto.
Depois querem médias, querem...

Uma excelente iniciativa dos que lá estão no Município.
Não é tudo mal. Também fosse...
Estacionamento, é o que faz falta na Portagem.
Do resto, tem tudo: extraordinários restaurantes, muita água, excelentes piscinas, bares e zonas verdes.
Só peca é... por tardio. 16 anos para fazer isto é capaz de ser muito. Até ver. Veremos o que sairá dali.

O Pedro corredor é sempre o Sabi jornalista.
E esta imagem de Marvão por entre as balsas?
Podem levar. Eu não sou ingoista.
Na faculdade toda a gente fotocopiava (e estudava!) pelos meus cadernos.
Eu apanhava tudo o que os professores diziam e a caligrafia convidava. 

Cobrei por isso? Que nada! O que é bonito é serem os outros a verem algum valor, se o houver... 

Imagem que palmilhei para a sacar e trabalhei nos meus programas.
Sempre obrigado, amigo Márcio Almeida!
Ficou bonita, não ficou?

Imagem para os lados da vila, de Castelo Branco.

A minha aldeia (de agora. Porque a eterna será sempre a Beirã): Santo António das Areias.

Visto daqui... não parece. Mas é... MARVÃO! (nunca me canso...)

E 2 horas e tal depois... a minha meta. Cheguei! Consegui!

O nó do garrote é dado aqui, frente à APPACDM, de onde parti. Feito!

Mister Drocas, himself, Docteur Sabis vos embrace avec beaucoup beisirs
Au revorisinho

Como um relâmpago de Zeus (Braga 0 x Benfica 1)

 

Epá... foi um jogo do catano! Mas ca granda jogatana! Isto começou muita mal. Ai querias ver em casa? Querias? Pois o bom do Inácio complicou—te a vida e um temporal de pop ups, extremamente irritante e agressivo, sodomizou—te a noite.

Ai querias espreitar no telefone? Se..ri...a...sim...p...á...t..ico....m...a....s.... tinha um delay que não dava para ver.


Só ouvi um... "e o fiscal de linha assinalou bem...", e pensei: já fomos! Agarrei no cão e disse: "ADEUS ATÉ AO MEU REGRESSO, MAS EU NÃO SAIO DO CAFÉ ENQUANTO O JOGO NÃO ACABAR!"

Assim que lá cheguei deitei os olhos ao ecrã e ainda tava a 0. Menos mal. Pensava eu nisto e os maganos mandam uma ao barrote. Todos, todos mamados. Isto é sorte, pensei. Mas não disse, para não dar parte de fraco.

Chegou ao intervalo e pensei: "vou—me tentar outra vez. Vou para o pé das garinas, pá lareira."

Mas qualquer coisa me disse: "não vás!", virei—me para trás e vi o meu Zé Maria Taxista, a sofrer, frente ao televisor. Quase 1 século benfiquismo e eu virava costas? Naaaaa.


"Amigo Zé: vai ser o tal carioca, prá sossega?"

"Então ó Velhaca: sai aqui um à maneira para este jovem; um cházinho de frutos silvestres para o João José (que enverga a belíssima camiseta do glorioso que lhe ofertei), e pró Tio Sabis, uma água tónica com muito limão, que eu hoje estou de cabeça doida."

O jogo estava muito dividido, muito repartido, muita perda de bola, muita inconsequência, e muito poucas ocasiões de golo.Um golo limpinho do Mitro anulado por um fora de jogo que só existiu naquelas cabeças de giz, mas avancemos.

Houve um ou outro lance mais capaz, todos para o nosso lado que eles fizeram o ferro e pouco mais, até que ao minuto 80, o meu Barba de Chibatarro, o meu amor, inventa um golo num espaço ínfimo, com 4 ou 5 cabeçudos bracarenses a fazerem—lhe sombra. Que criatividade, que génio!


Sabis: meu tarequis. Istis vai para tis!
Bem fez o nosso magnânimo presidente Luís Filipe Vieira, que mandou os chineses que o queriam levar, meter as notinhas do dinheiro deles, enfiadas em rolinhos enviezados por aqueles rabinhos acima. Pelo orifício por onde fazem cocó, vá.

Epá, a sério, eu não me lembro de ter no Benfica um avançado com esta craveira! Adoro ele! Ai... se o apanhasse enchia—o de beijos, o meu lindo! <3.

Andámos nós enganados com aquele patudo do Cardozão... AI, E LÁ VEM UM CORO DE CRÍTICOS QUE ELE MARCAVA MUITOS E MAIS NÃO SEI O QUÊ...

Pois é! Marcava aos pontapézorros, ou de pénalti, ou de livre, MAS NÃO SABIA FAZER UM DRIBLE!

Ai, este também não! dizem vocês.

Mas este é uma seta afiada! Nem as deixa pousar! Adoro!

Deste calibre, só me lembro do Nené. Mas esse era muito empaneleirado, e nunca sujava os calções. Eu adoro mais este.

Barbinha, amanhã começo a deixar crescer uma igual a ti! E se não me deixarem em cima (as minhas mulheres mandam em mim :(), começo a pentear igual a ti, a de baixo.

BARBA: TI AMU 

Obviamente, o facto do Sabi estar a ver a gente na Velhaca, pesou e influenciou-nos. Como não?

Sherlock Holmes, também conhecido por poeta, ensaísta, pintor José João,seguia a partida... mas pelo canto do olho...


Eu e o meu amigo João Bernardo, duros a torcer pelo Benfas!
<
3

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Contra os canhões, marchar, marchar... (por dinheiro e glória)





O cenário estava extraordinário para um jogo desta importância, na liga milionária, onde estavam apurados apenas os 16 melhores clubes da Europa. Desculpem?!?!?!?! Ouvi um “ladrar nortenho… Bou Bou”, ou “aristocrata, viscondêz, do tipo “ÃO ÃO sei lá, ou “ÃO ÃO tá a ouvir ?!?” 

É favor saírem da frente, ó fachavore!

Comecei em pulgas, endrominado pelas três fêmeas minhas donas, em maré de amorrrrrrrrrr, numa de dia dos namorados, à luz do São Valentim. Nada de garagem cheia de amigos, cerveja em barda e ecrã panorâmico com dolby surround. No fundo, um cenário ideal e justo para qualquer benfiquista que se preze.

A legenda aqui...
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202641688001031&set=a.2740177161271.70901.1762702611&type=3&theater

Eu apaixonado, eu feliz, eu tão bem calmo e tranquilo, mas… a ver a bola no telefone pelo canto do olho. Ele há coisas… O meu Benfica a este nível, catano.

Aquilo, pelo que me era dado a entender, estava a ser demais. Os gajos estavam a jogar na Luz como se fossem donos daquela merda toda e nós, encostados às baias como se fossemos o Varzim. Golos de caretas falhados por milagre, contei 2 ou 3. Bola do pretxinho por cima do travessão, bola ao lado, muitas. 

Sessenta e tal de posse de bola contra 30 e pouco. 

Intervalo. 

Pelo menos aqui chegámos, pensei enquanto metia os suspensórios ao cão que feito panasca, estava a fazer birra e não se queria vestir para sair à rua. Fui todo o caminho a pensar… bem… chego lá abaixo e vejo logo que não nosdevemos ter aguentado.

Entro na Velhaca e olho logo para o televisor. “O QUÊ?!?!?!?!?” Mas como é que foi aquilo?!?!?!? Estamos a ganhar?

"Foi o teu Barba de Chibo".

O nome pegou.

"Ai sim?"

Epá, um cruzamento e o gajo que meteu o pé.

Lance de laboratório, pelo que vi eu depois. Centro curto do fantástico Pizzi (tens de mudar de lentes de contato, amor. Cada vez cerras mais os olhitos, para veres melhor. Tão estrábico...), o meu amor grandalhão do Luisão que salta e que dá para o mafarrico helénico que toca, engana o guarda-redes, e depois de a desviar, empurra sem clemência para o fundo da baliza.




Bem… sem os Fritz já estavam brutos, a partir dali soltaram os cães e foi um "vê se te avias". Uma máquina diabólica de jogar à bola, estes sacaneiras. O treinador, o meu amor, que tem carinha de quem vai fazer a 1ª comunhão a seguir, estava que não podia, quando caiu na flash interview.


“Então o que acha deste resultado, senhor?”, perguntou-lhe o 4 orelhas do repórter.

“O que é que eu acho?!?!?!? Perguntou-lhe ele, incrédulo. “Que é uma comédia, uma blasfémia, um ultraje”. Pode não ter dito desta forma, mas eu interpretei assim.

“Fizemos um jogo irrepreensível, criámos inúmeras hipóteses de golo, tivemos uma dinâmica inabalável e acho difícil, enquanto treinador, conseguir montar uma equipa que se porte melhor.
O que se passa é que… o futebol é isto!”

E está tudo dito, diz o vosso Tio Sabi. Por isso é que é um desporto que movimenta milhões e faz vibrar um planeta. Porque se passa de bestial, a besta, num abrir e fechar de olhos. Porque é a coisa mais parecida com a vida. É trágico. Intenso. Apaixonante.

O meu grego favorito, depois do George Michael ter falecido, foi lá uma vez e… enrabou-os com uma classe que não tem explicação. Espetou-lhes uma ferroada, bem no centro dos cornos, que os vitimou.

Depois, não foi ele sozinho. Toda a equipa esteve muito bem mas de todos, de todos, esteve um rapazinho cá atrás, a defender os postes, com uma tatuagem no pescoço que parece que lhe passou a roda grande de um trator por cima, que defendeu… o impensável.  
Assim por alto, conto 3 lances de golo claro, evidente, mas destes destaco dois: uma defesa impossível de uma bola desviada por um colega; após um já por si difícil de parar, remate germânico; e uma defesa de um penálti como eu nunca tinha visto em toda a minha vida. Sem se mexer. Eu nunca tinha visto. Como é que o gajo fez aquilo? Que par de tomates tem de o homem ter, que gélido tem de ser o seu sangue, para conseguir fazer aquilo... De arrepiar. Indescritível.

Para mim, ganhámos por 2 a zero.

O problema é que, para nós, benfiquistas, escolheu o pior local para brilhar. Agora, que ninguém tenha dúvidas que o vêm cá buscar.

Até parece que já estou a imaginar aviões cheios de chineses (como os do outro), e sheiks da Arábia a postrarem-se aos seus pés.

Não há nada que o dinheiro não compre. Que o paguem bem. E que a canarinha lhe faça justiça. Lindo miúdo!

Nós estamos aí.
Na Alemanha tudo será mais difícil.
Mas na Alemanha, levamos o Pistolas já pronto a disparar e, como disse o mister deles, podem marcar antes mas se marcamos lá um, têm de marcar 3.

O Barbas vai.

E eu fico cá a torcer.

PS: Dormimos bem melhor que em Barcelona, não? Sossegadinhos…




És grande miúdo. Sem lesões, és um foguete genial!




Foram estes...

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Apresentando... Lukas Graham


O que eu ando agora a ouvir? Sempre entre muitas coisas? Um puto de 29 anos que me embala na rádio, que “diz” coisas naquilo que canta, que tem uma banda com o seu nome porque… veio depois dele e… acha que é um nome giro. A letra já me fascinava, mas quando pesquiso é descubro que é autobiográfica fico… quite all right!

Descobri que o Lukas Graham é uma personagem fascinante, com uma educação alternativa que nasceu numa ocupação anarquista em Copenhaga, chamada Chistiania, lugar com população menor que mil pessoas, onde moradores rejeitam governo e dinheiro, aceitam tráfico de erva e vivem de forma mais precária que no resto do país. Em entrevistas, o cantor compara o local às favelas do Brasil. Ele conta que a maioria dos seus amigos de infância estão na prisão e os retrata como pessoas que não tiveram sorte na vida mas que, se tivessem tido, seriam pessoas boas. 





Toda a gente o ouve com “Mama said”, mas creio eu que poucos perceberão o que está por trás das linhas que canta. Dr. Sabi não é mais que os demais, apenas diferente. Gosta de saber, tenta sempre conseguir saber o que está por detrás, seja do que for.
E assim… “Mamã disse”
  
Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.

Lembro-me de perguntar à mãe e ao pai,
Porque nunca viajávamos para sítios exóticos,
Na verdade só visitávamos amigos,
Nada a contar quando o Verão acabava.
Na verdade, nunca íamos comprar roupas,
Chegávam-nos à mão em grandes quantidades,
Sapatitos novos numa vez ao ano, e então,
Era jogar à bola logo para rebentá-los.


Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.

Não me percebam mal, eu não passei mal,
Tive amor suficiente da mãe e do pai,
Mas acho que eles não perceberam,
Quando lhes disse que a minha cena era Hollywood,
Disse-lhes que poderia estar a cantar na televisão,
Os outros miúdos diziam que era maniento,
Os mais velhos começavam a gozar-me.

Mas agora estão todos à minha frente (ha ha)

Quando a mamã dizia que estava bem
A mamã dizia que estava bastante bem
A nossa gente ia para a cama
E estava tudo bem
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles
Que apontavam dedos maldosos e gozavam
Porque éramos bons miúdos.

Porque éramos bons miúdos,
Eu sei de onde sou,
Eu conheço a minha casa,
Quando estou em dúvidas e a lutar,
É para lá que vou,  
Um velho amigo pode dar-me um conselho,
Quando os novos apenas sabem metade da história,
E é por isso que os quero sempre junto a mim,
E é por isso que estou feliz,
E estou bem,
E sabes o que a minha mãe dizia?

Sabias o que é que ela me dizia?  

Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.


Para provar que não é um one hit wonder, um fogacho de sucesso que surge e estoura como muitos outros, todos os dias, reouvi o seu primeiro hit “7 years”



Uma vez, quando eu tinha 7 anos, a mãe disse-me,
Vai arranjar amigos ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 7 anos.

Era um mundo grande, grande; mas nós pensávamos que éramos maiores,
A empurrar-nos uns aos outros para os limites, estávamos a aprender depressa,
Aos onze, fumando erva e bebendo água ardente,
Nunca ricos mas na rua para fazer figura grande,

Uma vez, quando eu tinha 11 anos, o meu pai disse-me,
Arranja uma mulher ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 11 anos.

Eu sempre tive aquele sonho, como o meu pai antes de mim,
Então comecei a escrever canções, comecei a escrever histórias,
Alguma coisa sobre essa glória, parecia sempre aborrecer-me,
Porque apenas aqueles que amava na realidade, poderiam conhecer-me de verdade.

Uma vez, quando eu tinha 20 anos, a minha história foi contada,
Antes do sol da manhã, quando a vida era solitária,
Uma vez, quando eu tinha 20 anos.

Apenas vejo os meus objetivos, não acredito no fracasso.
Porque sei que as vozes pequenas, te podem fazer maior,
Tenho os meus rapazes comigo, pelo menos com esses conto,
E se não nos encontramos antes de eu sair, espero ver-vos mais tarde,

Uma vez, quando eu tinha 20 anos, a minha história foi contada,
Escrevia sobre tudo o que eu via à minha frente,
Uma vez, quando eu tinha 20 anos,
Em breve teremos 30, as nossas canções estarão vendidas,
Teremos viajado pelo mundo e continuaremos a rodar,
Em breve teremos 30 anos.

Ainda estou a aprender acerca da vida,
A minha mulher trouxe-me crianças,
Então posso cantar todas as minhas canções para eles,
E posso contar-lhes histórias,
Os meus rapazes estão comigo,
Alguns continuam a procurar a glória,
E alguns tive de deixar para trás, 
Meu irmão, continuo a senti-lo.

Em breve, terei 60 anos, o meu pai tinha 61,
Recorda a vida e a tua será melhor,
Uma vez fiz um homem tão feliz, quando escrevi uma carta,
Espero que os meus filhos venham e me visitem, uma ou duas vezes por mês.

Em breve, terei 60, irei pensar que o mundo é frio?
Ou terei um monte de filhos para me aquecerem?
Em breve, terei 60.
Em breve, terei 60, irei pensar que o mundo é frio?
Ou terei um monte de filhos para me aquecerem?

Uma vez, quando eu tinha 7 anos, a mãe disse-me,
Vai arranjar amigos ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 7 anos.

E não é sobre isto que é o sentido da vida? Quando formos velhinhos, teremos filhos e netos que nos estimem e considerem? Que façam tudo ter valido a pena, quando nós desaparecermos? Que façam a nossa vinda a este mundo ter deixado marca?

Os funerais… valem sempre muito menos do que o que as pessoas pensam que valem. Poucos estão lá de verdade, com sentimento, lamentando verdeiramente a falta de quem partiu. Muita gente “tem” de estar porque sim, porque fica bem. Muita gente está solidária, mas a sofrer com a desgraça dos outros, a admirá-la como se estivesse dentro de um reality show. Há muitas conversas cruzadas sobre tudo e nada. Cá fora então, no território macho, a distância do defunto é chocante para quem está em homenagem, e há mas é que ir provar o vinho novo da taberna ali em baixo. O meu e o teu não serão certamente diferentes.


Lukas canta-nos sobre pessoas, sobre vidas e o que realmente importa. Já está nos favoritos. A seguir.

Em 1º. Na corrida (para o tão sonhado TETRA). A depender… apenas de nós


Então é assim… apertados pelo porto que já se chegou a imaginar fora da corrida, e agora nos cheira as chuteiras, apenas a 1 ponto de distância, quando já lá esteve bem atrás; o Benfica tinha de defrontar um Arouca desenhado de forma raçuda, à imagem do seu treinador Lito Vidigal. Já perdemos pontos com eles.


O Benfica jogou e… ganhou por 3 a zero. Uma exibição plena de concentração, esforço e sábia gestão do plantel, porque teve de alinhar toda a segunda parte com menos um, devido a um vermelho direto duríssimo, que encostou Ederson às boxes, por uma saída menos inteligente em que houve contato com o adversário. Ai os árbitros roubam a gente? Ai pois roubam! E é muito!!!!! Vermelho ali?!?!? Nas nalgas, senhor professor. Nas nalgas!


Dois golos do meu Barba de Chibo favorito e o melhor do jogo… Carrillo! A deixar a lagartagem cheios de urticária e hemorroidal. Um lance de antologia começado pelo meu Semedinho (ai vais render milhões, vais!) e o menino peruano a afirmar-se cada vez mais, com grande classe e suplesse. Parecia que tinha olhinhos.



Tio Sabi: Este vai para ti!

Classe! MAis de 40 000 000 (está bem assim, Nuno Mota?) nas bancadas e o momento da noite, ao cair do pano, com todo o estádio a cantar em coro : “EU AMO O BENFICA!!!!”. De arrepiar…


(Obrigado pelo vídeo, mestre Zé Belo! ;))
A conversa que se segue no meu mural de facebook é, de resto, simpática de se seguir. De um homem que joga na minha divisão, nestas andanças, modéstia aparte.


Perguntaram ao nosso Adjunto Arnaldo Teixeira, o que foi aquilo, do estádio todo a uma só voz. Resposta: “Isto é o Benfica! É o Benfica!”


E o vosso Tio Sabi carrega: pois nem que eles, os outros todos, se pintem da cor que quiserem. Isto é lindo, é magia, é futebol, é saúde! Os rostos dos executantes, os sorrisos, o companheirismo e a amizade. Não há aqui ódios, raivas, maus fígados. O futebol é lindo e nós somos futebol. #Páputaqueospariu!





#aculpaédobenfica
O estádio todo a cantar…



E agora os outros que amanh… ! Eu quero que os outros se amolem!!!!!!! Não vou sequer ver! O Benfica só precisa dele! E desta garra, deste brio, deste fervor! BBBBBBBEEEEEENNNNNNFFFFIIICCCCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMMMPPPPREEEEEEEE!