quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Ao rei David (que vive em cada um de nós)


O meu Amigo Prof. João de Deus, que me batizou (conforme me apercebi há dias, em consulta de documentos para o sacramento do Crisma. Já não me lembrava.), convocou—me para realizar a leitura na missa de domingo, e na de quarta-feira, segundo a escala de leitores, que elaborou.

Nessa tarde, tive a sorte de conseguir realizar a proeza, de levar os meus 3 catequizandos.

Ao aperceber—me do ar de frete, quando os fui apanhar à escola, e uma ou outra birra... (Pai... aquilo é chato!!!!), falei com eles, já dentro do carro:
Amigos, eu percebo que a missa é aborrecida para vocês. É sempre igual, os crescidos repetem, repetem, e repetem... coisas que vocês não percebem. Depois comem a hóstia, que ainda vos está vedada…, mas para vós, até é engraçado! (costumam meter—se em fila, a ver quem abre, e como abre a boca)
A missa está cheia de rituais, repetições impercetíveis para quem tem 7 anos. Eu lembro—me bem, como era para mim...

Mas a missa tem coisas engraçadas. Tem lá outros meninos e meninas, tem o peditório (onde podem ajudar com os cestinhos na recolha das moedinhas, dadas pelos crentes), tem os cânticos, e a leitura de textos, do livro mais antigo de todos, escrito por tanta, tanta gente; que conta a maior, e mais linda história de sempre. Que é... isso mesmo! A Bíblia!

A leitura dela em si, vista por mim, Pedro Sobreiro, catequista, vai desde textos que parece que falam para nós, quando mais deles precisamos, a outros que... parecem não ter nada, a ver com nada. Não foi o caso de hoje, que vos peço para lerem, a seguir.

Se lhes falo num livro de histórias, muitas que foram verdade, hoje não poderíamos ter um melhor exemplo. Esta vai dar pano para mangas, e irá ser escamoteada já na próxima catequese.

O que ensina, para mim, é que quem acredita em Deus, tem sempre as costas quentes. Quem acredita no Pai, nunca está só. Quem crê, compreende tudo nesta vida, inclusivé, o que aos demais mortais parece um castigo, uma tragédia, uma maldição, como a morte, porque esse será o fim mais certo, de todos nós.

Foi investido da força do criador, cheio do Espírito Santo, que o pequeno rei David, enfrentou o gigante Golias, equipado com uma parafernália, de tudo quanto metia medo; tendo o miúdo apenas uma funda, e uma pedra na sua mão. Com a sua capacidade de acreditar no todo-poderoso, foi capaz de ir buscar forças, e coragem, para conseguir superar um obstáculo, que lhe parecia intransponível.
Porque será que esta história me soa a familiar, e biográfica?


Mais uma missa daquelas, em que parece que saímos maiores. 

E a minha leitura foi (segundo o texto sagrado, mas os meus espaçamentos, e bolds, de algo que é único, uniforme, em bloco):

 I 1 Sam 17, 32-33.37.40-51
«Com uma funda e uma pedra, David triunfou do filisteu»

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, David foi levado à presença do rei Saul e disse-lhe: «Ninguém desanime por causa de Golias. O teu servo irá lutar contra esse filisteu».

Mas Saul respondeu-lhe: «Não podes avançar contra esse filisteu para o combateres, porque não passas dum rapazinho, ao passo que ele é homem de guerra desde a sua juventude».

David respondeu a Saul: «O Senhor, que me livrou das garras do leão e do urso, me livrará das mãos desse filisteu».

Então Saul disse a David: «Vai, e que o Senhor esteja contigo».

David tomou o seu cajado nas mãos, escolheu na torrente cinco pedras bem lisas e meteu-as no seu surrão de pastor. Depois, com a funda na mão, avançou contra o filisteu.

O filisteu foi-se aproximando pouco a pouco de David, levando à frente o seu escudeiro. Quando olhou e viu David, desprezou-o, porque era um rapaz novo; era loiro e de bela aparência. Disse então a David: «Sou porventura algum cão, para vires contra mim de pau na mão?». E amaldiçoou David em nome dos seus deuses. E acrescentou: «Vem ao meu encontro e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais do campo».

Mas David respondeu ao filisteu: «Tu vens contra mim armado de espada, lança e azagaia, e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo, o Deus dos exércitos de Israel, que tu desafiaste. O Senhor vai entregar-te hoje mesmo nas minhas mãos. Eu te matarei e te cortarei a cabeça e darei hoje o teu cadáver e os cadáveres dos filisteus às aves do céu e aos animais selvagens. Então saberá toda a terra que há um Deus em Israel e toda a gente há-de ver que não é pela espada ou pela lança que o Senhor concede a salvação. Porque esta guerra é do Senhor e Ele vos entregará em nossas mãos». Quando o filisteu avançou e veio ao encontro de David, também este correu velozmente contra o filisteu.

Meteu a mão no surrão, tirou uma pedra, arremessou-a com a funda e atingiu o filisteu na fronte. A pedra cravou-se-lhe na testa e ele caiu de bruços no chão. Foi assim, com uma funda e uma pedra, que David triunfou do filisteu e o feriu mortalmente, sem ter uma espada na mão. David correu para o filisteu e parou junto dele, tirou-lhe a espada da bainha e acabou de o matar, cortando-lhe a cabeça. Ao verem morto o seu herói, os filisteus puseram-se em fuga.

Palavra do Senhor.



E agora, dizes-me: ah… quem me dera acreditar, como tu.

Então agora, entramos na parte da conversão:

Tens de acreditar, a menos que sejas tonto, e isso, acho que não és. Até te considero bem esperto, ademais. Tenta perceber pela negativa que assim, certamente será mais fácil, dares a mão à palmatória.

Acreditas em Cristo, certo? Pelo menos, tens de acreditar na figura histórica. Para a humanidade ter começado a contar os anos, a partir do seu nascimento (já vai em 2018), a sua existência tem de ter sido tudo, menos invenção, não achas?

Até te posso dar de borla que não acredites em alguns episódios, mas a grande parte, teriam de ser uma grande e elaborada invenção, para serem falcatrua.

A Bíblia, o primeiro e mais importante de todos os livros, é um enorme compêndio de livros, e textos que foram encontrados ao longo dos tempos, naquela zona do globo onde nasceu cristo, escritos em diversas línguas, grego e aramaico, por exemplo. Seria preciso muita história para inventar uma tão grande, e que batesse toda certa, pontas com pontas, não concordas?



Pois se aceitas estes preceitos, já tens condições para avançar. E de que forma? Eu sei que a igreja, da forma que está montada, não inspira a maior conversão. Os escândalos constantes e frequentes, de adultos ligados a ela, que cometem crimes hediondos e inacreditáveis, deitam-na muito abaixo. E como se isto não chegasse, a forma, muitas vezes atabalhoada como são abafados pelas cúpulas, em vez de amortecerem, ajudam a querer apagar o fogo com gasolina.


Mas isto são considerações para outras conversas, que não a conversa que quero ter agora, aqui. Mais do que católico, seguidor de toda a instituição, eu sou mesmo é um seguidor da base, da fonte, e é a ela, Cristo, a quem vou beber. Sigo os pensamentos, os ensinamentos, aprendo todos os dias, e sinto-me mais ligado do que nunca aos meus irmãos, que frequentam o templo como eu, e não. Sinto-me ligado. E isso é o que é verdadeiramente importante.


Não esperes por coisas na tua vida, que te façam vê-la com outros olhos. Aprende a dar graças por tudo o que de bom, te tem acontecido nela, e se pensares bem… é tanta coisa. Tanta coisa. Tanta coisa!
Porque será que é assim? Sim, falo para ti. Porque é que nunca te correu mal ali, ou ali, quando tu já estavas mesmo a ver que iria ser muito mau. Porquê? Nunca pensaste nisso? Não teria de ser para que encontrasses um caminho, um rumo, uma forma diferente de estar, de pensar, que tens hoje, e só te favorece?


Não quero, e tu bem sabes que seria impossível, que te reconvertesses ao leres as minhas palavras, e amanhã te pudesse ver em Fátima, de terço enorme ao pescoço, de joelhos, à volta da capelinha das aparições, a chorares, cheio de fé.
Mas, por favor, e esta é uma benesse que creio que te mereço, faz uma tabula rasa na tua cabeça, e abre o teu espírito. Deixa entrar. Se não te abrires, jamais poderás dar o salto.


Eu acredito em milagres. Porque a Deus, nada é impossível.
As palavras que agora escrevo, seriam impossíveis na cabeça do meu irmão Miguel Sobreiro, naquela noite, quando numa visita a S. José, os médicos lhe arrasaram as expetativas, e o deixaram de rastos, ao avançarem prognósticos para o seu irmão Pedro, em coma induzido há mês e meio: “Nunca irá ser como era antes. Sem hipótese.”


Mas este Pedro não é um campeão. Este Pedro é um cartucho com combustão extra-terrena. Este Pedro é o Messsi, que em vez de abrir os braços e gritar SSSÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ, SOU O MAIOR!!!!!!; sorri, levanta os braços para o céu, faz o sinal da cruz, e agradece. Humilde, quando o nosso, pensa que é o dono do mundo.

Nada do que possa conseguir na vida, se deve exclusivamente a mim. Eu tenho obrigação de corresponder, facilitar, e ajudar a que seja possível. Mas o meu motor, a minha força, o meu refúgio, é invisível, e eu vou à procura dele, sempre que possa. Nele estarão todas as respostas, num dia que espero distante.


Todo o dia que passa por mim, agradeço. Porque não era esperado. E é uma bênção.
2011 já foi há, vai fazer, se Deus assim o quiser, 7 anos.



Aqui estou. Um teu soldado. Obrigado 


Nos nosso dias, ser cristão, não é ser um maricas, um betinho, um zézinho, um palonço, um saloio, um parvinho com que os homens gozam enquanto ficam a ser macharrões, no bar, a falarem mal, a beberem, a gozarem com essas coisas das mulheres, e dos piegas.

Ser cristão é ser valente, sobretudo e acima de tudo! É ser inteligente, é ser preserverante, é ser o fiel seguidor e depositário, de toda uma linhagem de bravos.

Há cristãos, que nos nossos dias são assassinados por acreditarem. Por teimarem que acreditam, com as armas apontadas à nuca, e renegarem o não, que lhes daria a vida. Nos nossos dias, com tanta tecnologia, parece impossível, mas é verdade. Eu sou dessa equipa. Eu tenho o orgulho de jogar no cube desses seres viventes. Graças a Deus!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Quando os galgos do café, vieram às Areias

Foto: Mila Mena / dESIGN: Tio Sabi
Eles marcaram creio que 3, e nós... já não me lembro 
Sei que tenho muito amigos, graças a Deus que me fez assim para os merecer. Dos poucos que cabem nos dedos das duas mãos, está o João Carlos Anselmo. Este texto, é dedicado a ele, e uma prova de amor, por uma que me deu há dias.

Comecemos… pelo princípio, o que sempre convém. Sempre amei o futebol, e sempre sofri de um mal enorme em relação a esta prática desportiva: achar que jogava muito mais, do que os outros achavam que fazia. Quando tu acreditas numa coisa, e o mundo inteiro está contra ti, é muito mais difícil convencê-lo a ele, do que te associares.

Desde treinadores de infantis que me expulsavam dos treinos, chamando-me “indivíduo”, porque estava sempre a fazer castelos com a terra do campo; a treinadores do GDA que me namoravam para participar, mas aos quais sempre fugi (desculpa Bugalhão) sempre refugiado na vida noturna, boémia, incompatível com jogos às 3 horas da tarde, para quem se deitava sempre às 5h e às 6h da matina, chegado da discoteca semanalmente, visivelmente… desgastado.

Onde joguei mais a sério foi nos Couve Rôxa, que ajudei a fundar com o Jaime Miranda, o Cláudio Gordo, o Fernando Lima e mais uma série de refugiados que nunca eram incluídos em mais nenhuma outra equipa, até que… fundámos a nossa própria e… o nome diz tudo! Dali fundimo-nos com os Volkswagen (uma equipa congénere da minha, com outro tipo de malta, que não os meus amigos da altura), dando origem aos Volkselvagem, tipo uma seleção dos piores do concelho.

Ou seja, jogar… nunca joguei. Mas ainda assim, a minha paixão pelo GDA sempre foi tanta, e me senti tão ligado a este clube, onde tantas horas passei, a jogar snooker, bilhar, setas, máquinas, moedas, cartas, onde ganhei o meu dinheirito a trabalhar no bar, onde tantas, e tantas horas, passei a dançar, a beijar, a namorar que… chegaram a convidar-me para jogar nas Velhas Guardas, há anos atrás, antes do acidente.

- Epá… jogar, eu jogava, mas… é que eu nuca joguei no clube e… ah… não faz mal?!? Então tá bem!

E assim joguei! E destaquei-me sobretudo, não pela arte no drible, pela visão de jogo, pela certeza no passe, mas porque… corria muito, lá na frente (que isso de correr era o meu forte. E ao correr… abria espaço para os colegas entrarem, ou fazia tabelinhas, ou… mexia!)

Depois… tive o tal acidente e… a bola ardeu pró tio Sabi.

Mas eis senão quando, na semana passada, o João Carlos me convoca para fazer um cartaz para o jogo a acontecer… 3 dias depois!!!, e me convida a participar. Este rapaz, que anda sempre num lufa-lufa, com 1000 afazeres, lançou-me assim este desafio… quase para ontem, como é habitual nele e eu, que nunca gosto de tratar mal, e faço sempre tudo a quem tudo sempre fez por mim, deitei-me já passava da 1 hora mas o cartaz saiu para as redes, logo nessa noite.

Se tinha cumprido metade do desafio, faltava a outra. E eu não gosto nada de falhar. Sábado de manhã, acordei com a cena de ir jogar à bola, e enquanto pensava nisso, na cama, a chuva caia copiosamente lá fora, o vento soprava e… eu só pensava PORQUÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

Vivi a manhã de temporal, com a corda no pescoço, a imaginar-me a chapinhar no relvado sintético, que ajudei a trazer para cá. A esposa foi trabalhar, as filhas, almoçar com a avó e o avô. E eu, um futebolista convicto, fiz um almoço frugal de sopinha, carne de perú grelhada, acompanhada de massa cozida, uma peça de fruta, ao meio-dia, bem antes da habitual 1 hora, para conseguir fazer a digestão até ao jogo.

A chuva passou e, às 15 horas, fui o 1º jogador a dar entrada na piscina municipal, onde nos iriamos equipar. O 1º porque o Artur Costa, e creio eu, o Peixe, estavam os dois a fazer tempo, no carro do primeiro.


Assim que nos começámos a equipar, as gargalhadas, e a boa disposição foi tanta, que dei logo a investida por muito bem dada. Aquele Artur é-me um prato… O que a gente se riu. Deram-nos os equipamentos, e eu tive a alegria de poder meter as chuteiras, e calçar as chuteiras, que tinha comprado antes do acidente, propositadamente para este fim. Pensava-as perdidas. Mas tive uma epifania, dias antes, e lembrei-me de ir ver delas ao sótão, onde nunca pensaria que estariam.

Calcei a 1ª e pensei… ah… está-me boa. É 43, tem de estar boa. Um número acima do que calço. Mas… um bocado apertada. Calcei a outra e… opá! Esta não dá mesmo! Mas… espera aí! Se é o mesmo número. Deixa cá descalça-la, meter a mão cá dentro para ver se tem cá alguma ce… Ops! Uma meia! Bem… Deve cá ter ficado da última vez que as calcei e… espera aí! Deixa cá descalçar a outra que já estava calçada par…e… mais um coelho da cartola!




Se a parte de nos vestirmos foi engraçada, imaginem lá… o treino de aquecimento, dado pelo professor Nuno Costa. Chorar, já não choro, mas tive de me parar sei lá quantas vezes, para ver se não me mijava de tanto rir! Aquele Artur… é demais! Tanta parvoíce debitada por minuto… Se eu acho que não cresci, o espírito deste companheiro, é tal e qual quando o conheci, segurem-se… há mais de 30 anos! Se isto não é amigos de toda a vida, é o quê?

Treinar, treinar, treinei só uns pontapés antes à baliza que… fica longe comó catano, numa bola que pesa com’acornos! Livra!

O mister deu a tática. Ia dando, e dizendo, o que deu sempre imenso jeito! Passas para ali, encostas ali, não deixes esse, junta mais, junta mais, e eu ia fazendo.

Foto: Artur Costa

Mas, o momento alto foi o meu primeiro contato com a bola. Algum da defesa adiantou para mim, e a minha ideia, dentro da cabeça, era parar a bola, virar-me, ver quem estava em condições de receber o passe, tocar-lhe, tudo como explica o Luís Freitas Lobo. Mas o que saiu na realidade, foi um pouco diferente. 1º toque, eu corri para a bola, para a receber, e de uma forma absolutamente inexplicável, que adoraria rever (se possível em câmara lenta), enrolei-me, atrapalhei-me, juntei as patas e caí redondo. Estilo uma cabra maluca peada, que se esbardalhou, e bateu com estrondo no chão.
Os gajos devem ter pensado assim: “OOOOOOOhhhh olha-me este! Bem… nem sequer metemos um a guardá-lo!”
Eu, caído, arrasado de espírito, com a auto-estima feita em fanicos, a necessitar alguns minutos para me recompor, e tentar perceber internamente o que me aconteceu, sou completamente arrasado pelas gargalhadas do meu vizinho Mário Guedelha, o carteiro, que dizia coisas tão engraçadas, que até a mim me faziam rir… de mim!

Só pensava “ai o sacana do homem! Logo este! Para ajudar a festa, a minha amiga Teresa Simão, que passou apenas de relance, mas ficou a gozar o prato, também se juntou ao coro, e viu  como eu, qual jogador sensação adiado, fui ficando, tentando fazer qualquer coisa que limpasse. Mas não limpou.

O que eu prometo? Treinar, e para a próxima fazer ainda mais e melhor. Pelo menos, a ver se não me esbardalho, assim à frente de todos.

O meu muitíssimo obrigado vai para o João Carlos Anselmo (sempre ele!) pelo desafio, tentando a inclusão, em vez de fazer daquilo um grupo fechado, elitista; ao capitão José (torre) Vaz, ao sub-capitão Manolo (aos dois, em nome dos braços abertos da equipa), ao mister Fernando Dias (por acreditar, e ao fazê-lo, convencer-me a mim também); e a todos os colegas da equipa que foram IMPECÁVEIS!




 Ao jogo, seguiu-se a parte mais esperada, um magnífico jantar no meu querido quinto JJ Videira, que nos recebeu com a qualidade excelsa a que nos habituou. Foi a bola que nos juntou, mas também foi a bola que roubou um bocadinho no convívio. Onde eram para haver apenas conversas, valores mais altos se levantaram, para verem um Benfica de gala, ganhar por 3 ao Braga, na pedreira mais temida.



Após o jogo disputado, e perdido com justiça, contra o Campomaiorense, deixo—vos o instante que capta, a feliz recém chegada fera, o polivalente talento magrebino Drocas Sabis Sabis, estrategicamente colocado, no jantar de gala realizado no nosso Jjvideira Videira, junto aos membros diretores das Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense (da dirt. para a esq.), o capitão (altivo) José Vaz, o coach Mister Fernando Dias, o senhor diretor, excelentíssimo Joao Carlos Anselmo, e o sub—capitão, o nosso companheiro Manolo da Vila. Chamem—lhe lá parvo... sentar—se ao pé dos grandes... Foi besuntar os diretores até mais não! Assim vais a jogo, vais... pudera!   

No final do nosso jantar ainda, um momento muito bonito, com trocas de palavras entre os dirigentes das duas equipas, e um momento de muita força para o irmão do Paulinho, um jovem de Campo Maior, com muita família por aqui, para que se consiga restabelecer de pronto, e fugir à desgraça onde caiu, por uma falha de saúde, que poderia ter acontecido a qualquer um de nós, no sono, do nada, e é a prova mais que evidente, como tudo isto é tanto tão efémero.

Amigo, poder falar contigo, e saber que levaste o meu exemplo de vida, como alento, é algo que me enche o coração, que fica transbordante de alegria. Rezo por ele, para que consiga restabelecer-se pronto, junto de vós.

E para terminar digo as palavras do saudoso teclista dos Arenenses, Sr. Manuel Gavancha, tantas vezes recordadas pelo vocalista, meu santo sogro, João Manuel Lança: isto é tão bom, nunca deixem acabar isto!

E o Tio  Sabi reforça que : digam o que disserem, são dias magníficos como este, que valem mesmo a pena viver! Até parece que ficamos com a alma inchada!

VIVAM AS VELHAS GUARDAS DO GDA!


VIVA O GDA, SEMPRE! (E O BENFICA, TAMBÉM! ;) )






sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O futuro... (é, todo) ali (na net / ou esfumaçando pelas vielas)




No sempre belíssimo programa/rubrica “Contas Poupança” da SIC, o jornalista Pedro Andersson (https://www.facebook.com/contaspoupanca/), revela-nos o impressionante mundo do novo Portal das Finanças, agora completamente modificado, orientado na perspetiva de servir online o contribuinte.


clica aqui em baixo, no link, para veres o vídeo



Eu assisto, algo maravilhado, na perspetiva do mero espetador, às inúmeras potencialidades desta nova ferramenta. Já muito sabia, por informação interna, mas acaba por se ficar sempre com uma sensação de deslumbre. A velocidade com que as coisas acontecem…

Quando entrei para as Finanças, em 2000, como estagiário para o serviço de Nisa, com o meu, desde então enorme amigo, quase irmão, Rui Pinheiro, tivemos como primeiro grande desafio, o ajudar na recolha, de todas as declarações de IRS daquela área. Se bem me recordo, são 10 freguesias. Declarações, uma por uma, campo por campo. Cedo viram que os miúdos eram bons com os computadores, e daí, a sermos largados nessa grande empreitada, foi um passinho.

17 anos depois, as declarações de IRS, foram descontinuadas, em papel; e qualquer um já pode entregar o IRS de forma automática, via telefone, de uma esplanada qualquer, devendo para tal, apenas ter Wi-Fi e as suas passwords. Parece futurologia, não é? Mas é verdade!

Assim que me pude aperceber daquilo, que o novo portal das finanças pode fazer, estremeci. Qualquer um sentado à frente de um computador, pode aceder a toda a informação fiscal, em geral, e sobre si. Emitir guias de pagamento, efetuar esse mesmo pagamento via home-banking, em casa, tranquilo, à lareira; entregar toda e qualquer declaração, seja ela de rendimento, ou património. IVAS, IRS, Modelos 1 de IMI, Declarações de Imposto de Selo… tudo aquilo que a gente faz no serviço!

Percebi então porque motivo, desviei logo o olhar, quase inatamente, assim que comecei a ler na intranet (a nossa internet interna), tudo aquilo que o novo portal poderia dar aos nossos contribuintes. Todo um manancial de dados, fichas e informações.

Na altura, perante o mal estar, comentei: é o princípio… do fim. Não mais entrará uma nova geração de técnicos tributários, como no meu tempo. Éramos à volta de 80.000 a concurso… e hoje damos corpo, e cara a esta casa, que aquando da nossa chegada, não tinha admitido ninguém há já 14 anos.


No futuro, antevejo um poder atribuído às máquinas, cada vez mais assustador, e opressor. Os humanos, em casa, ligados à rede, fazendo tudo através de um computador pessoal. Não convivendo, não falando, não interagindo.

Na cúpula, isto, muito à frente, na Europa, e no próprio mundo! Mas…

Em Vale Salgueiro, durante dois dias, na festa dos reis, os putos não só são encorajados a fumar, como são os próprios pais quem lhes compra os cigarros











Andar por lá na rua, deve ser um fartote de rir, com os putos todos a esbajearem pelas esquinas!

- PAI!!! OLHA ELES MESMO A FUMAREM!

- Ah… aquilo é só queimar, filha! Eles não travam. Não inspiram o fumo.


PORTUGAl… not ALBÂNIA but…

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

D. D. B. (Domindo De Bola)









Olhei para o que me esperava do dia, e pensei: Eina! Que domingo em cheio, com os 3 grandes a jogarem em non stop: o meu Benfica às 4h, o Szeborten às 6h, e o Porto às 8h!

Não sou gajo para mamar sequer um, dos muitos talk shows de análise do campeonato, que há por aí: do pimba da CMTV, com os comentadores todos histéricos e drunfados, a falarem de um jogo visto à má fila, numa televisão que o transmita credenciada para tal; ao programa oficial da SIC Notícias, com todos os canastrões do assunto, ou mesmo o da TVI24.

Não pago por canais oficiais de bola, não compro jornais de desporto, mas amo o futebol, e sobretudo o meu Benfica, que isto das paixões não se explicam, apenas se sentem, e vivem.

Hoje, como era um dia diferente, quis fazer algo inusitado, e não ver apenas aquilo que é meu. Fiz assim um esforço para poder ver o Szeborten, e os Tripeiros a jogar. No fim da primeira volta do campeonato, quis tomar o pulso à coisa.


O meu Benfica, encantou-me. Jogou, convenceu, provou que é capaz de continuar a sonhar, com o que sempre foi impossível para si. E para mim. Foi a Moreira de Cónegos ganhar, não à rasca, mas com uma vitória confortável, por dois de diferença. Habitualmente, a crónica do escriba Sabi, o tal vendido ao fisco, a troco do soldo para viver; terminaria por aqui.

Diria que Jonas voltou a encantar, comme d’habitude, porque descobriu Pizzi, aos 23, e este desferiu uma bazucada, daquelas que o meteu a bater pala às bancadas, logo de seguida. O jogo foi bom, foi mexido, e o marrafinhas Cervi (se eu tivesse cabelo, era um penteado daqueles! Ai isso é que era!) falha-me um golo de baliza aberta, mesmo em cima da linha, por ter chegado com segundos de atraso.


Mas as hipóteses flagrantes não se ficaram por aqui, isso é que não. D. Jonas, descobre-me que o guarda-meta estava adiantado e, do meio campo, inventa um chapéu de antologia que o jagunço só consegue desviar à rasquinha, com uma palmada para canto.
Não foi tudo para o nosso lado, que o bom do justiceiro Varela, teve de negar um golo em defesa espetáculo, respondendo a um remate de cabeça, mesmo à queima roupa.

Não foi, no entanto, o único a brilhar entre os postes: uma triangulação perfeita de Cervi com Jonas, termina num rematão deste, que permite a Jonathan, uma defesa do outro mundo.

Ali andávamos nisto até que aos 74, numa movimentação do visionário mister Vitória, lança o puto João Carvalho (tenho de começar a ver os jogos da equipa B, para os começar a conhecer!), que dá a melhor resposta (tirou o cansadíssimo, embora muito valoroso Sálvio) a um grande roubo de bola, e faz cruzamento cirúrgico, para os pézinhos de Mr. Pistolas que… claro… faturou! Este é o 6º jogo consecutivo a marcar! E prontos, portantos, vitória, vitória, acabou-se a história… que não hoje!

Seguiu-se, logo de seguidinha, a lagartagem, a enfrentar os da ilha! Estava o gajo todo cheio de moral que… vi o jogo todinho, e Deus! O que isso me custou! Mas era o que estava previsto. E foi o que foi!


Olhem, para quem ainda não soube, espataram 5 a zero! 5 A ZERO AO MARÍTIMO! E agora poderia mudar já para o Porto, mas, só um reparo para dizer que… aquilo foi mau demais (para um Benfiquista), para ser verdade. Aquele miúdo mal enjorcado com cara de formiga, quase sem barba ainda, que dizem que era para vir para o meu Benfica… dasssssssssssss… está-me ali um jogador…


Ele é que virou aquilo tudo! Depois, têm-me lá aquele corno, daquele carapau do demónio holandês…

Bom, deu barraca!

Os lagartos acabam a 1ª ronda com mais 9 pontos, 9!!!, que no ano passado. É obra!


Janto e vou passear o meu amigo de 4 patas, que chove que deus a manda! O sacana, quando lhe abri a porta, olhou para mim com um ar: tens a certeza que queres mesmo ir, dono?!?!? Não estiveste a beber, nem nada?

- Vá, anda daí que tens necessidades a fazer, rapaz! Mexe-te!

Quando chego… bem… devo estará ver mal: Guimarães -1,Porto – 0. ZERO?!?!?!?

Claro que me abanquei com toda a serenidade. O Guimarães estava uma senhora equipa. Muito bem montada, muito combativa, muito cerebral, muito à imagem do seu treinador… que foi lagarto!, com um golo apontado por um jogador que… também ele, já é lagarto! Não é este?!? É pois! Isto já deve ser o sistema do Bruninho a funcionar, pensei! Vão enrolar o Porto!

Vão, vão. Os gajos levaram carreira direita até ao intervalo. Depois… depois… a coisa descambou! Estão a ver aquele pretalhãozão, o ABUBABUBA? Uma vigazorra escura? O que tinha dito que “ao Porto?!?!? Regressar?!?!? Jamais!!! (como o Mário Lino, quando era ministro do senhor engenheiro).

Bem, marca-me um golão de avançado… com uma suplesse, um nível, um toquinho…


Depois dali… foi fartar vilanagem! Brahimi (que continua a dar-me razão, quando digo que é um dos maiores virtuosos do nosso campeonato! Adoro!) marca… ou melhor, INVENTA UM GOLÃO, que é digno de ser revisto à exaustão! Pura magia! Para pesadelo meu, claro está! E vão dois! Já estavam por cima! Brahimi = pura magia!


Em cinco minutos, entre os 57 e os 62, fazem 2 golos e dão a volta ao texto. Não custa nada!

Como se não bastasse de pretos talentosos (e atenção que eu não sou racista! Chamo-lhe pretos, porque é a sua cor! Queriam que lhe chamasse o quê?!?!? Escurinhos? Pelu amorrr dji Deussssss), um cabeçudão de um chamado Marega! (este, para além de preto, é cabeçudo!) faz dois de seguida: um aos 79, e outro aos 83!


Depois, um branquinho ainda reduziu a diferença mas… não valeu de nada.

Tanto minuto a ver bola, e tanta palavra, que se resumem apenas a: o FC Porto não tremeu, ao ver que os rivais tinham ganho, e voltou a sentar-se no cadeirão de 1º: a 2 dos lagartos e a 5… dos lampiões. Ou seja, eu.


A minha pergunta agora, para 1.000.0000 de dólares é: quem é que vai perder pontos até ao final da liga esta?

- Olha-me outro... Atã nã sabess quem vai ganhare? Semos nós!
Ass: Cruyff da Reboleira

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

SLB. 1 x Szeb. 1 ou… Danças com V. A. R.(ios problemas, irregularidades, matrafices e gamanços)

É...
(Na catedral deve ser demais, mas... aqui... não se estava mal de todo)

Olhem... cá pró vosso tio Sabi, foi mas é, um excelente 
jogo de futebol! Belo serão! O meu Benfica, que sempre me surpreende, sobretudo quando dele nada espero, entrou... à tetracampeão!!! Mostrou aos lagartitos, logo desde bem cedo, que ali, em sua casa, quem mandava era a águia!

Aos 15 minutos, levávamos 72% de posse de bola, contra 28% deles, dos coisinhos. (obrigado, ó Miranda! Mas agora já não tenho tanto sono... ;) 
Jogos áquela hora tardia...)

À meia hora, está bem que a televisão é a nossa, mas era bem notória a maior posse de bola, a maior iniciativa, os muitos mais ataques.

Para provar que a Benfica TV é limpa e isenta, o especialista em arbitragem António Rola, conseguiu provar—me, que o lance do Coentrão (porco! boi!), não foi penálti, mas bateu—lhe apenas nos cornos. Em primeira instância! Porque a imagem que aqui publico... não dá a entender bem isso.

Tens razão! Não foi penáltie. O Coentrão não tocou com a mão na bola, dentro da pequena área!
Ai isso é que não! Invenção dos cabrões dos lampiões! :P

Se o perdoou ali (mal!), apontou E MUITÍSSIMO BEM! (só que lamentavelmente, o árbitro não viu), que o golo do preto esfregona, não deveria ter sido validado, porque houve um fora de jogo do pé do Acuña, que deveria ter sido apitado. Isto porque, na minúcia da sala das câmaras, a análise cirúrgica deveria ter atendido à jurisprudência, de um lance assim, contra o Portimonense, que foi considerado.

Dali, só dava Benfica, e andou sempre a cheirar o empate, que não chegava, por manifesto azar. Aos 59 minutos... bola, carambola e quase golo de Jonas. Seguiu—se uma bola na mão do Piccini, que passou... em branco!

A verdade é que o Szeborten não saiu lá de trás. Trancou—se nos curros! Para mim, nada se pode apontar a Vitória, que lançou Jiménez, Rafa, e meteu a carne toda no assador. O mexican falhou uma bicicleta aos 66, e o anãozinho barbudo, ao qual dei a sua última chance, não me defraudou. É dele que nasce o lance que origina o penalty, que deu a oportunidade de São Jonas não falhar, e marcar o bezerro verde com o seu ferro abrasador.

Vai buscar, ó penteadinho! Nem a cheiras! Parece que tem olhinhos...
Aos 80", ainda carregou mais, e meteu e João Carvalho, mais uma fera da cantera, a explorar. Com este mister! Se fosse o outro deslambido... tarde piaste!

A degraçada disse que este resultado não é bom para o Szeborten (ficou a 2, do 1°, o Porto), mas é pior para o Benfica (que ficou a 5). Mas, pelo menos, falou verdade: "o Benfica fez para empatar o jogo."
Ponto! Até para ganhar, digo eu!, só que tiveste o árbitro do teu lado, e uma caga...

Eu, fiquei verdadeiramente surpreendido (com a postura da equipa), assombrado (com a força, a autoridade tremenda que demonstrou), e convencido, que este Benfica, a jogar assim, me vai levar animado, convencido, estimulado, até ao final. Foi o jogo (até pela altura em que estamos) que mais gostei de ver o Benfica jogar neste ano!

Publico aqui toda a estatística, mas tudo se resume a isto: em 24 remates, acertámos 5 na baliza, e eles, que fizeram apenas 9 remates, acertaram 3.

De todos os destacados, o tio Sabi destaca André Almeida (Bravo! Lutador até ao final!), Krovinovic (cada vez mais firme. A encher o meio campo), e o próprio Rui Vitória!

Só para terminar, e dirigido até aos sportinguistas meus amigos, repararam no desdém com que o Jesus tratou o jornalista Nuno Luz, da SIC, na sala de imprensa? Que vergonha...
És um arruaceiro, meu desgraçado, um velhaco, um pé descalço, um borra botas! Vales ZERO!

É uma alegria e faço minhas as palavras do Mister Rui Vitória: "faltam 18 jornadas, falta disputar muito ponto Para o que falta jogar... teremos muito caráter, muita determinação, muito coração... contem connosco! Estamos cá! O que viram aqui hoje, foi força! E é assim que seremos até ao final: disputar cada ponto até ao fim!

#CARREGABENFICA!!!!!!

Feitas as contas... É tão fácil de ver...