sábado, 18 de novembro de 2017

As novas de Portugalolândia, pelo repórter Estanislau Sabis


I SAY... DO I LOOK FINE?!?!?!?!
I´LL BE BACK!!!

Pegando no meu blogue, como se de uma cápsula de informação do país e do planeta se tratasse, a vogar pelos confins do universo (espaço sideral incluído), constato o momento:

Vivo com uma necessidade premente, e um apetite algo voraz em consumir tudo o que é notícia. Não conseguindo bem discernir se se trata de uma necessidade natural, ou de um defeito/feitio de formação, a verdade é que não consigo bem situar-me, e saber as quantas ando, sem saber como está tudo o que se passa no globo, e no retângulo onde existo.

Mas as notícias, as novidades que tantas vezes nos entram pela vida adentro, sem pedir licença, por um televis… melhor dizendo, um ecrã qualquer, podendo ser de um telemóvel, um tablet, ou de um pc, que esteja mais à mão; não carecem de mais atenção do que aquela que deve ser dada áquela música de fundo da nossa vida, sem a qual não podemos viver.

Isto porque caso arrisquemos a debruçar-nos sobre elas, e a tentar cogitar, na tentativa de conseguirmos encontrar um sentido, uma orientação… o mais natural é que nos passemos de vez, e sejamos surpreendidos por meia dúzia de maduros, com a intenção de nos vestirem uma camisola daquelas que aperta com um fecho nas costas, e depois nos enfiarem num quarto almofadado, para que não nos desgracemos num bico qualquer.



FLASH 1 - O morto ainda está? Podemos levar? A gente traz já…


Digam-me o que quiserem, as sumidades que o  quiserem, mas para mim, que sou leigo na matéria, esta merda das mortes por legionella, têm a ver com a pouca qualidade da inspeção que se faz dos equipamentos. Seja numa fábrica, numa empresa, ou num hospital (um foco de doenças temendo), quem fiscaliza a segurança dos equipamentos é, na maior parte das vezes, uma empresa que se submeteu a um concurso público. Para conseguirem fazer preços competitivos, baixam em todos os custos de produção/manutenção, incluindo na mão de obra que, em vez de ser certificada, qualificada, bem remunerada; é constituída por um grupo de pé descalços, que se estão pouco a cagar se aquilo fica bem ou mal feito.


Tanto baixas, tanto baixas… até que se fica a ver o cú.


Por este motivo, uma doença que tem um nome absolutamente terrível (parece que vem das legiões romanas), e uns efeitos ainda piores; deu no que todos sabem


 O filme já é tão mau, que não precisava de piorar. Mas aconteceu. E aqui,



Isto é cena para um filme dos Monty Python, os génios do humor britânico:



- Desculpe, dá licença que levemos o seu paizinho?

- ?

- É que como sabe, o senhor está falecido, não é verdade? Uma chatice! Apesar de já algo idoso, ainda era novo, ó a poça! Ainda poderia beber muitos tintos, fumar uns cigarrinhos, e quem sabe, ainda dar alegrias à mãezinha, se a senhora ainda o deixasse chegar ao pé dela. Se não… Há aquelas vizinhas venezuelanas que moram lá ao pé de casa, e para isso, desde que se queira… arranja-se sempre, não é verdade? Olhe, mas já está. Prontos, prontos… não pense mais nisso, deixe lá! Daqui a um mês já não se lembra dele. Agora… a gente vai ter que o levar. Sabe como é estas merdas. As televisões são umas chatas, anda tudo a meter o nariz em todo o lado. Por isso, agora temos de serrar o papá ao meio, e dar-lhe volta às entranhas, para ter a certeza daquilo que o vitimou. Paciência. Mas agora, faça-me o favor de não arranjar grande banzé, e deixar-nos trabalhar, porque isto… é aborrecido.  Pode ser assim? Ficamos a dever-lhe uma. (batendo-lhe no ombro).




FLASH 2 - (Prostituir) A morte… em direto

Ó Paddy, canta lá com o padrinho (enquanto danças): dançando lambada eh, dançando lambada lah, dançando lambada, eh, d a n ç a n d o         l a m b a d aaaaaaaaaa

- Olá cibernéticos: Mim, ser Marcelus

- E sou eu que mando aqui nesta brincadeira toda! Na política, na justiça, nos exércitos e nas polícias.
I AM THE MAYOR

- Também mando no telemóvel aqui do Bombaim.
O chefe manda sacar mais uma selfe! Fogo!

A web summit foi um dos eventos do ano, aclamado dentro e fora de fronteiras. Durante 4 dias, passaram do milhar, os que deram conselhos aos empreendedores presentes, em busca de novas oportunidades de negócio, de futuro, e muito dinheiro.


Os políticos do burgo vergaram-se, tio Marcelo desfez-se em “selfes” (dito mesmo assim, à tuga), e o tio Costa disse que sim. Para fechar? Nada de churrascadas no espaço adjacente ao jamor, nem jantaradas num qualquer ristorante de barrio. O sítio? Panteão Nacional, claro, está! Não faço a mais menos ideia de quem foi o pai da brilhante ideia, mas é algo que ao ser possível, só demonstra o nosso perfeito provincianismo, e esta brutal saloiice, que não tem forma de nos largar.

Paddy Cosgrave, o ideólogo da coisa, presidente executivo (CEO) da Web Summit, pediu “desculpa por qualquer ofensa causada. Referiu que “foi um jantar organizado segundo as regras do Panteão Nacional, e conduzido com respeito”.


Nota do redator: Nada de hackers embezanados, a dançarem todos descascados em cima das tumbas, portanto. Até acredito no rapazinho, e parece- me bem intencionado mas… porra, pá! Dá vontade de lhe dizer: “ó menino! E não podiam ter ido brincar para outro sítio, que mexesse menos connosco? OLHÓ MEU!!!!!!!

Permitir que este momento lúdico, que encerra um certame de carater internacional, dedicado maioritariamente às camadas mais jovens; aconteça no local onde se honra a memória dos mais nobres desta nação, não me parece, de todo, apropriado. Uma patuscada destas é, para além de completamente absurda, terrivelmente tétrica. Sousa Tavares, que ali visita os restos mortais da sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breynner, tem (e escrevi isto sem antes o ter lido, palavra) uma opinião muito parecida com a mi
 nha. Ou eu com a dele, que cada besta, deve ser metida no seu lugar, e eu… no meu… pequenino.


Ver nas notícias, os vídeos feitos por alguns dos nerds de serviço, abismados com a circunstância do momento, é absolutamente transtornante. 
“Olha ali o túmulo do não-sei-das-quantas!!!”
“Uhhhhh… olha quem aqui está…”
“Wanna  a Selfie with me?”


Por mais desculpas que se peçam, ele há casos que… não se explicam. O terrível mau gosto, de alugar aquilo que deve ser preservado a todo o custo, sob pena de se perder a nossa identidade, não faz sentido, e tem de ser extinto.

Bem sei que ninguém deve ser julgado pelo seu aspeto, por aquilo que aparenta, mas este Xavier Barreto, tem-me um ar de anormal, de Mr. Bean, que só podia ter estado metido nesta arraia!



Notícia: (O evento exclusivo (e polémico) da Web Summit no Corpo Central do Panteão Nacional não foi o primeiro que lá decorreu. Antes, também a Associação de Turismo de Lisboa e a NAV (empresa pública) ali organizaram jantares e eventos. Era possível? Era. Um despacho aprovado pelo Governo de Pedro Passos Coelho, a 24 de junho de 2014, quando a pasta da Cultura estava nas mãos de Jorge Barreto Xavier, permitia-o.

Mas há mais…

Vá lá, vá lá, que casa roubada, trancas à porta e nesta terça-feira, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, disse que a utilização do Panteão Nacional, à semelhança de outros monumentos que “honrem a memória da nação”, será “fortemente restringida”.




FLASH 3 - Crime sem castigo


A notícia passou quase despercebida, e daqui a amanhã, já ninguém a lembrará. Tudo se passou assim (As vírgulas são minhas. Estes gajos do CM não sabem escrever):
A PSP abriu fogo contra um carro em fuga, por pensar que era o mesmo onde seguiam, dois assaltantes que tinham acabado de fazer explodir um multibanco em Almada. Uma mulher morreu. Os ladrões fugiram.
Tinham acabado de fazer explodir, uma caixa multibanco no centro de Almada, quando seguiam na Segunda Circular, em direção a Sacavém num Seat Leon, de cor preta. Quando os suspeitos, pelo menos dois, perceberam que tinham a polícia atrás, carregaram no acelerador. Fintaram vários carros que seguiam naquela estrada, até chegarem à Rotunda do Relógio. A PSP foi chamar reforços e, já no terminal 2 do aeroporto, quase os barrou. Mas os assaltantes abriram fogo e, na troca de tiros, conseguiram escapar. Minutos depois, uma outra equipa da PSP pensou tê-los novamente na mão. Deu-lhes ordens para parar, mas o condutor desobedeceu e fugiu. Nova perseguição, e mais tiros. Só quando o carro ficou finalmente imobilizado é que a PSP percebeu o erro: ao volante, estava um homem sem carta de condução, ao lado uma mulher ferida pelas balas disparadas. A vítima acabou por morrer.


Quem ouve, divide-se entre os que acham que foi um mal menor; os que defendem que foi mais do que justificado; os que acham que tanto rouba o que vai ao quintal, como o que fica a guardar o portão e por isso foi mais que merecido; e os que pensam como eu, que não sei se haverá assim tantos.

Para mim, trata-se de um crime hediondo, gravíssimo, que mancha por completo quer a PSP, quer o nosso país (a cidadã morta era brasileira). Mas isto agora é assim? Confunde-se um carro e pimba!?!?!? Atira-se a matar?!?!?!?!?

Imaginem a cena:
- “Estou sim. Boas noites. Fala da Polícia da Segurança Pública. É da casa da senhora Dona  Clarisse?”
- “É sim.”
- “Pois… mas já não é mais.”
- “Como assim?!?!?”
- “Quem está ao telefone?”
- “É o filho.”
- “Lamentamos informá-lo que a sua mãezinha faleceu. Olhe, foi um azar, é o que é! Está a ver aquele carro que ela tinha?
- “…”
- “Um azar do camandro! O que se passou, foi que haviam uns meliantes de um Multibanco, que fugiram a uns senhores agentes, montados numa viatura igual à da mamã. Trocaram-lhe os olhos, e eles, já um pouco zonzos das voltas, arrimaram uns barrenos para uma viatura igualzinha, da mesma cor, que não parou (a sua mãezinha, deve ter estado a beber uns vinhos do Porto, nos anos de uma amiga, teve medo de ir soprar o balão, e acelerou, em vez de travar…), maneira que os senhores agentes disseram um para o outro (de certeza absoluta!): “ai não para a bem? Então… TARÚS!

Nem tiros para o ar, nem tiros para os pneus (se rebentassem, já não eram capazes de fugir), foi mesmo logo para o habitáculo. Foi a rasgar. E assim, vai país. Olhe… que descanse em paz.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

E da cartola... a Alice (na senda da Leonor), tirou um prémio!

Obrigado às manas. Foi um bom ano. ;)
(É um) Orgulho ser vosso pai.

Tio Marcelo... não és só tu que sabes tirar selfes... :)


As duas distinguidas. As melhores amigas.
E uma professora, uma Senhora Professora, muito old schoool (com tudo o que isso tem de bom) também ela, de excelência.
Sempre bem haja, nossa Professora Vina.

O lote... de Marvão

Das que fica para sempre

Aviso à navegação (depois não digam que o vosso tio Sabi, não vos avisou):


Esta publicação escorre baba. Mas não é apenas um fiozinho. Nada disso! É mesmo daquela baba grossa, algo asquerosa, da que chega a meter ranso. Como a do meu Amigo de patas cá de casa, quando me vê descascar laranja, que depois lhe vou dando aos gomos; ou me vê tirar a côdea à porção de queijo, que levo na lancheirinha para o almoço. Até pinga da bocarra!


Então, vamos lá a isso: ainda a casa estava cheia de confetis, e decorações, a celebrar o diploma de excelência da Leonor, e Dona Alice, diz presente!, bate o pé, e mesmo ao seu estilo rebelde, e irreverente, quer receber o seu, também.


Duas filhas, o mesmo amor, creio que a mesma educação, mas de tempos diferentes, (quase década de diferença), e dois espíritos completamente distintos. Uma cai para as línguas, e as palavras. Esta começou, logo desde muito pequena, a pedir para fazer contas de cabeça, quando deitada na cama com a mãe, à espera do soninho. Ambas sonham muito, e alto, mas esta arregaça as mangas, ainda antes de as vestir. Birras no banho a querer ser loira (como as tantas que conhecia fabricadas, desde pequena); a querer namorar sem pedir autorização (aos 4 e meio) "só porque gosta dele e isso chega!"; a Alice a deixar antever um futuro mais trabalhoso.


Ou talvez não, que isto da vida, tem que se lhe diga. Os ciganos não gostam de ver bons princípios aos filhos... mas é dos outros! Como eu ensino aos meus meninos na catequese, a vida é um mistério. Não há verdades absolutas, a não ser para nós, cristãos, que acreditamos na história e no passado de Jesus. Nós que nele bebemos, e reconhecemos em Deus, seu pai, o criador de tudo o que conhecemos, e assim vemos nele o nosso refúgio, e a nossa força.


A ele peço que as vigie, as acompanhe, as faça sempre ser humildes, conscientes, inteligentes, colegas de exceção, cidadãs de eleição.


Hoje li, na publicidade bordada num casaco que elas me ofereceram, no dia do pai do ano passado, qualquer coisa como: "o teu corpo, é a tua marca de passagem por este mundo. Faz com que sejas notado." Para mim, isso faz toda a diferença. Há a grande maioria que nasce, se reproduz ou não, e parte, sem deixar grande rasto. Eu, dou largas à vaidade, e confesso que gostaria de marcar, nem que fosse as almas mais chegadas a mim, que podem ser contadas pelos dedos de uma mão.


O que queria para mim, é logicamente o que mais quero para elas as duas. Sobretudo, que sejam felizes, e consigam adotar um estilo de vida que lhes possibilite viverem o maior número de anos possível, com muitas alegrias, e qualidade.


Preparo—me mentalmente, já de há uns anos a esta parte, para que quase que de certeza absoluta, tenham de sair daqui. Seja como for, seja por onde for, quando quer que possam ler estas minhas palavras, (que ficarão para sempre perenes no limpo cibernético), quero que saibam que o meu Amor, e o da sua mãe, por elas, é imensurável, e para sempre. <3


Apesar de agora lhe termos de dizer o contrário (tantas vezes ao dia!), a verdade é que para nós, pais, estarão sempre perdoados, como nós estamos, para Deus.


Vocês são nós, em corpos mais pequenos, a crescer, feitos do nosso amor.


Se Deus nos ajudar, estaremos sempre aqui, na santa terrinha, à vossa espera. :)


Agora, Alice, que me surpreendeste por teres conseguido um prémio tão cedo, que te foi entregue pelas mãos da Mulher (Exma. Sr.a Prof.a Vina) que ensinou a Leonor Sobreiro, a ler e a escrever; tens um longo caminho a percorrer, ate chegares aos calcanhares da mana.


Mas tu serás capaz. Nisso acredito eu. O segredo, que foi também sempre foi o meu, é olho vivo — pé ligeiro; pestana sempre bem aberta, e nunca baixar a guarda. Vais—te habituar ao prazer de triunfar. Vais ver.


Os professores, são sempre nossos amigos, e mesmo os mais difíceis, são sempre um alvo tentador a conquistar. De nada se ganha com confrontar, quem é pago, e ganha a vida, para nos tentar ajudar.


Os prémios de excelência nesta idade, não garantem nada, no futuro. Mas dão ânimo (porque certificam o trabalho que tem sido feito até aqui, na escola, mas também em casa) e alento para o que estará ainda para vir.


Tantas incógnitas, na estrada da vida, mas mais um grãozinho de certeza, na sacola que trazes da pré.


Ver—te ali, integrada naquele lote de 26 alunos de excelência, e 3 destacados de valor; saber—te um grãozinho especial, na saca de café do Agrupamento de escolas de Marvão, é coisa para... me deixar... a rebentar!


(Até podem dizer...) Cagão!


Que Deus te acompanhe sempre filha! Tenho muito orgulho em ti! <3


Quero agradecer a quem não quis (e pode) estar presente neste TEU momento: para além de nos 3 cá de casa (ex—obreiros nesta façanha), à avó Alzira Sobreiro, ao avô João Manuel Lança e avó Jacinta, e sobretudo à madrinha Paula Lança, que veio a correr da cidade só para te ver. O abraço que lhe deste, diz tudo.


Fico sempre algo nostálgico, e vou—me abaixo quando me lembro de quem tanto te amava, e adoraria ter podido assistir a esta tua vitória; e quem partiu, sem saber que tu um dia existirias. E aqui... o avô João Sobreiro, a bisavô Encarnação (que diria logo assim... parece que a estou a ver... "Cotadjinha...", enquanto sorria para ti.


"Eina Pedro!", alguém me disse, "na semana passada uma, e hoje outra. Mas isso das filhas receberem prémios, não pára?!?!?"


"— Deus queira que não. As filhas é assim, mas os dois afilhados, o João filho do mano Miguel Sobreiro; e a Maria Dias, filha da Paula, e do Fernando Dias, também foram destacados por excelência, nas suas escolas.



Esta safra de Sobreiros, Lanças, Dias, Serras... promete! ;)





O tio Sabi parabeniza, e felicita todos os vencedores. 
Aos que não conseguiram a distinção, dá ânimo e reconforta. 
O segredo é nunca desistir, nunca desanimar, e nunca correr contra ninguém, senão contra vocês mesmos...













segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Leonor de mérito (ou a afirmação, o reconhecimento e o incentivo)


Naquele dia 11 escrevi-te no facebook: "Leonor, filha: se as redes sociais, são as aldeias virtuais do nosso tempo, não quero deixar de te dar, aos olhos do mundo, os meus parabéns, pelo prémio que vais receber hoje.

Ver a Escola Secundária de São Lourenço, reconhecer—te a excelência, por teres obtido uma classificação acima da média, é um orgulho verdadeiramente tremendo, que me enche por completo, de alegria.



Isto para mim, é como se ganhasses um Óscar. No fundo, é a tua profissão, também.

Escrevi—te uma missiva pessoal, particular, que peço—te que guardes para sempre. Mas esta parte, para além de ser mais que merecida, é saborosíssima.

Quero aproveitar para aqui parabenizar a tua mãe, Fernanda Sobreiro, que foi a primeira responsável pela tua ida para Portalegre, logo no 9° ano.

"Mas para quê ir para tão longe, quando tem uma escola aqui ao pé de casa", pensava eu.
O Estrunfe rezingão, como vocês me chamam, não é?

Mas a verdade, é que indo tu a ter com o toiro, o embate inevitável, no 10° ano, nunca seria tão grande. Ambientaste—te à turma (até demais, não é, André Pinheiro? ;) ), com a escola, os professores, e só assim foi possível teres podido dar frutos tão cedo, e tão belos.

Tu, que nunca ligaste a essa coisa dos prémios, quando estudavas aqui no concelho... Ainda bem que me amolaste... :D

Oxalá ela aprenda contigo, mais do que não comer, nunca comer, os verdes na sopa.
Sem dúvida que sobretudo aqui, és O incentivo.

O sonho de qualquer pai... e mãe

Quero também dar os parabéns e agradecer, aos teus tios Paula Lança, e Fernando Dias, que tantas vezes te deram guarita, e foram os teus pais na cidade (levando e indo buscar a todo o lado); à tua prima Maria Dias, que é como uma irmã (e também foi reconhecida, recentemente, pelo seu excelente trabalho escolar, no liceu. Não foi, querida?); aos teus avós João Manuel Lança, e Jacinta Silva, que tantas, e tantas vezes, aproveitaram a sua ida à cidade, para te levarem e assim poderes dormir um bocadinho mais, ou para te trazerem, a fim de poderes estudar mais. O prémio é vosso, também.

As duas em grande estilo, num dos passeios que os teus tios (e avós) fazem o favor de te levar. Aqui, no Porto?

Agradecer também, porque nunca é demais, e mais que merecido, ao excelente miúdo que é o André, uma extraordinária influência, e um impulsionador de boas condutas em ti; aos seus impecáveis pais Filipe, e Mónica (que certamente estarão tão habituados, a verem o filho receber prémios na escola, nas Olimpíadas Nacionais de Matemática, e em tudo o que é concurso... que isto para eles, deve ser trivial...) , e aos seus avós da avenida da escola, Guilherme Vicente e esposa (cuja arte entre os tachos, tanto gabas), que te convidam para uns almoçinhos onde, ao contrário cá em casa, comes tudo, de tudo!

Obrigado André.
Acredito que tu foste a grande influência.
O prémio é só dela, se deve apenas à sua enorme capacidade de trabalho, e entrega tremenda.
Mas eu continuo a acreditar que tu foste a mola, e isso agradeci à tua mãe.
Nem aqui, perdes oportunidade de fazeres o palhacinho... :P

Claro que o nosso emplastro favorito não poderia faltar. ;)



Como te disse na carta, este prémio acarreta em si, uma responsabilidade enorme. Não uma para a qual tenhas de fazer um esforço sobre—humano, mas uma para onde terás de olhar sempre, porque subiste a fasquia, a um ponto do qual, nunca quererás baixar.

Já não és aquela carinha laroca, bolachuda, que se metia em todo o lado, a falar sozinha. Hoje já és uma mulher linda, cada vez mais magrinha (porque afinal parece que santa Mónica, já te fez perceber a insensatez de alguns erros que cometias), e sobretudo, és hoje, uma casa bem arrumada. Obrigado por dares vontade de ser teu pai.



A mostrares a máquina fotográfica, ou coisa que se parecesse... que trazias contigo na mão...

Tantas tardes ali... assim.. com elas... que ficarão para sempre... 

Algarve 20.09.2003
(1 ano e 9 meses)

Desejo—te tanta felicidade, e tanta coisa boa, que acho que nem existem palavras para exprimirem isto.

Desejo—te que consigas continuar nesta senda auspiciosa que levas, porque para ti, e os teus, será. Obrigado por me fazeres sentir que estás a cumprir, de acordo com aquilo que sempre te disse, aconselhei, e avisei: estes anos, entre os 14 e os 24, sobretudo, serão absolutamente decisivos para a forma como vais viver o resto da tua vida! Esta é a altura de se poder evitar, que um dia se tenha de dizer: ai se eu soubesse... se eu pudesse voltar atrás...

Dá, continua a dar tudo o que possas, porque para ti, será! Nunca corras atrás da excelência, nunca te atormentes com o 100. Mas também nunca te contentes com o 50. Procura sempre mais do que a mediania. 75 foi a linha orientadora que te disse sempre, não foi? Era a minha. Porque tu nunca foste apenas normal. Sempre feliz, expressiva, comunicativa, rápida a pensar, popular, sempre preocupada com os outros, boa onda, sempre foste a minha Leonor, o sonho de uma vida. Podes ser de muitas pessoas, podes ser de todos, mas és a minha.

Como pai, tenho de lidar como sempre, com a minha baixa auto-estima, e fantasma derrotista. Penso sempre que fiquei aquém, que te poderia ter dado muito mais atenção, muito mais carinho, te deveria ter mostrado muito mais. Mas, o teu êxito, tranquiliza—me. Afinal... nem tudo foi mal.

It has been such a ride, baby! Thanx a lot. For all!

(Foi a mãe que esteve sempre lá, mas eu é que te orientei nos sons que ouves, nos filmes que vês, e nas T—Shirts que me gamas. Eu é que te levei aos concertos a Lisboa, da Hannah Montana (onde podes recordar clicando aqui), e dos Arctic Monkeys! ( e aqui) :P)


2010



2014


Se fores feliz... eu também o serei... a dobrar. TUDO SEMPRE BOM!



O vídeo, conforme captado pelo meu amigo Joaquim Carvalho (sempre bem hajas, Manelito!) está no link abaixo. Se não fosse ele, como me esbardalhei todo com a máquina, apanhei ... nada! Bingo!
Com a amiga Betriz Andrade, vencedora do Certificado de Valor

Com a amiga e infância Madalena Borges Carvalho, feliz colega nestas andanças também.
Uma habituée, pelo que entendi.
<3

Para finalizar, dedico este reconhecimento, este prémio (também posso? Não posso? Como pai... acho que sim) a todas as pessoas, a todos os agentes na tua educação, até aqui. E estou a lembrar—me daquelas boas almas que te apadrinharam, desde que entraste na escola. Claro que me lembro de imediato, da tua primeira professora, de quem te ensinou a ler, a professora Maria Ludovina (que hoje ensina os primeiros passos à tua irmã!), da tua sempre grande amiga professora Margarida Mangerona, da Olga Delgado, da tua avó Alzira Sobreiro, e de outras tantas que certamente não se zangarão, por não me ter lembrado de as mencionar.

Segue sempre assim, filha. Consciente do teu valor, mas humilde, e altruísta. Beijo enorme.

Fazes a minha vida ter valido a pena. Obrigado







Nota final: a cavalo do teu prémio, recordei também o que eu ganhei, na Escola Garcia da Orta, em Castelo de Vide, como melhor aluno, no ido ano de 88. Andei a vasculhar os arquivos fotográficos, e dei com elas. O meu pai... na altura, com pouco mais que a minha idade hoje... ou talvez a mesma... como era baixinho… (se ainda hoje se me afigura como um gigante…)

Recordar, é viver. <3