sábado, 16 de maio de 2020

Até sempre, Zé... (Já?!? Assim?!?)

O seu sorriso de menino captado pela lente do seu, e meu amigo
Pedro Silvério, o olho de excelência de Marvão
Foto: Facebook Pedro Silvério

Neste período de teletrabalho, de confinamento em que me encontro, privado do contato permanente com o exterior que tanta me faz, vou vivendo numa espécie de redoma fictícia que me vai dando acesso ao que se passa lá fora… aos bochechos.


Hoje foi o chefe que me avançou que quem tinha morrido… foi o Zé Luís.
O Zé luís?!?!? Diacho! Nem é preciso sobrenome, alcunha, ou outra designação qualquer, porque…o Zé Luís… era o Zé Luís. Mais nada a dizer.
A princípio não percebi bem se também ele tinha sido o seu carrasco, se tinha sido acidental… mas depois já percebi por conversas, que foi um fim natural.


O Zé Luís era novo, era um homem que ainda teria muitos anos pela frente, mas… a sua relação com o álcool, a sua alimentação, a sua atroz solidão, eram ameaças gritantes à sua continuidade.
Assim que eu soubesse, à exceção de alguns bons amigos que o tratavam como se fosse família, o Zé não tinha ninguém. Nunca lhe conheci familiares, nem mulheres, nem filhos, nem nada.
Na volta de bicicleta desta tarde, em que subi Marvão, encontrei a minha madrinha Dona Carminda (já sabem que é assim considerada, por ter sido por ela que soube que estava aberto o concurso para o emprego que tenho hoje, e por isso lhe hei-de estar sempre grato), que também era tratada por madrinha pelo Zé. Éramos assim afilhados adotivos à força, desta Senhora maravilhosa que hoje estava muito abalada e desgostosa. Natural, eu também estou.


Conhecia o Zé desde sempre, mas quando fui para a câmara, tivemos assim um período em que não estivemos tão bem. Na altura de uma festas, creio que de Marvão, num momento em que ele já estava do meio para a frente, e eu não estava nada na onda, foi estranhamente aborrecido, e incisivo comigo, como se me quisesse penalizar por um cargo onde ainda nem sequer tinha estado tempo algum. Eu fiquei magoado e ressenti-me, tendo-me afastado.
Mas depois, o tempo, que tudo cura e tudo traz, que tudo limpa, clarifica, e peneira, devolveu-mo, ou devolveu-me a ele. O Zé Luís era mesmo aquilo a que se pode chamar um pobre de Cristo, alguém por quem é natural que se nutra um amor quase que de misericórdia.


Não conhecendo bem os motivos porque desaguou por estas bandas, sempre o conheci como  trabalhador da Câmara Municipal de Marvão, não sei se por obra do amor a que me referi acima. Pendurado das traseiras do camião do lixo, o Zé percorreu o nosso concelho durante vezes incontáveis, fazendo um serviço que tem tanto de essencial, como de menosprezado, injustamente, pela grande generalidade dos demais. Todos os trabalhos honestos são igualmente dignos, e não é a complexidade que faz distinguir os seus executantes dos demais, como se fosse a balança pela qual se deva orientar a sociedade.

Nos últimos anos, não sei se por já não terá a força física suficiente para dar resposta ao manuseamento dos pesados contentores, passava os dias em Marvão, sempre acompanhado com o seu carrinho com dois caixotes e uma vassourinha, com os quais ajudava a que Marvão seja um sítio absolutamente impecável, de limpeza e asseio.

Muitas vezes parava a contemplá-lo, ao longe, só, e… de forma egoísta e até má, lamento e confesso-o, pedia a Deus que não me deixasse nunca cair assim, naquele vazio adormecido que parece tranquilo, mas que deve ser sufocante.


Como me conhecia desde miúdo, e é daqueles que ainda recordava sempre com saudade, a forma envolvente que o meu pai tinha de viver, perguntava-me sempre de forma carinhosa pela minha mãe, e mandava sempre, sempre, mas sempre, cumprimentos para o meu irmão Miguel, de quem ele nunca se esquecia, por saber que tinha a sua devoção clubística, e é um lagarto de alta escala.
Isto ao ponto de eu ter pensado tantas vezes, meu Deus, e sabes que é tão verdade, “tenho de cá trazer o meu irmão para estar com ele.”
Já não vai a tempo…

Aquelas brincadeiras que sempre tínhamos com a bola, as gargalhadas que dava quando se ria das minhas parvoíces, dos meus desgostos quando mamava cabazadas, das minhas neuras pelos jogos menos conseguidos, da seleção, caraças!!! que quando jogava eu lhe dizia, antes de ir de fim-de-semana: AI ZÉ!!! NESTE FIM DE SEMANA SOMOS OS DOIS DO MESMO, C#&Fo!!!!!”…

Foi-se.

O Zé era uma Figura de Marvão! Não tão importante como os monumentos que cá chamam os turistas, óbvio; mas uma guarita que, para mim, sempre lá esteve, e já não estará mais, de agora em diante.

É assim por estas (tristes) faltas que percebemos, que o nosso tempo também se está a esfumar.

O estilo calmo, completamente à vontade, as gargalhadas, a boa onda. A bondade...


Agora que todos te choram nas redes sociais, embora saiba que muitos eram mesmo muito amigos, e fizeram coisas por ti, creio que importa aqui, a meu ver, prestar homenagem e aprender, para que possamos ajudar mais e melhor no futuro, quem está a viver nestas zonas limítrofe da nossa comunidade local.

Neste caso concreto, sei que seria muito difícil conseguir retirar os hábitos que preenchem, dão alento e companhia, quando… do outro lado, o que temos para oferecer… é praticamente uma mão cheia de nada. Lamento a vida adiada, adormecida, sem ter frutificado, porque o fundo era bom.

Eu, que tenho a benesse de acreditar:
nas escrituras milenares,
na força que a força nos dá,
que esta dimensão que conhecemos não pode ser a única, porque se assim fosse, as injustiças seriam por demais e gritantes;
que quem sofre aqui, há-de ter a sua recompensa algures;
que a vida terrena é a aprendizagem constante, não sei é para o quê, e espero que ainda falte muito para que descubra;
creio que consigo compreender a inevitabilidade da nossa finitude, de outra forma, queria eu mais tranquila e serena.

Se houvesse este intercomunicador para o lado de lá, dir-te-ia: “Juízo, Zé! Aproveita para ser feliz. Vais deixar falta.
Grande abraço!”

N' "O Castelo" do Jorge Rosado, como este outro seu amigo, o captou.
Como eu o vi tantas vezes, depois de tomar um café largo, olhando a luz e o infinito,
com o ar abstrato de quem não tem obrigações...

Foto: Facebook Jorge Rosado

sábado, 9 de maio de 2020

(Nova) Crónica do confinamento (da reclusão?)


Durante o dia, trabalho, depois estudo, e à tardinha, como não tenho o meu “Cheers, aquele bar” aberto (leia-se Pastelaria Caldeira), venho aqui, ao cimo do miradouro de Santo António das Areias, a escassos metros da minha casa, (talvez seja a descoberta mais fantástica desta pandemia, que percorro sempre com o cão após o almoço, e à tarde) perante este cenário absolutamente magnífico, que é o meu: beber uma cerveja Sagres média, e fumar um cigarro orgânico enrolado com mortalha e filtro vegetal (único do dia, porque o meu amigo Vítor Arnelas me explicou que é muito mau), que me sabe A OURO! Recarrega baterias!!!

Na passada quarta-feira fez um mês que estou retido em casa...


Um mês.


Há qualquer coisa de tão estranho em todo este fenómeno covid 19, que acho sinceramente que ainda ninguém está capaz de aferir ao certo, o impacto que tudo isto está a ter na nossa vida.
Um mês a trabalhar remotamente a partir de casa, um mês… fechado em casa. Um mês inteiro sem estar nos meus espaços, no serviço, com os meus amigos, a conviver, a descomprimir… um mês retido.

Graças a Deus tenho estado com quem eu mais quero no mundo mas, esta coabitação, nem sempre, como é óbvio, e seria de esperar, tem sido a mais perfeita e angelical das partilhas de um espaço comum. Teoricamente, será um pai, a esposa e as duas filhinhas. Na realidade, é um homem e três fêmeas... 3 mulheres... 3 gaijas, que têm uma forma muito própria e particular de pensar. À mínima “ofensiva”, defendem-se em bloco, e reagrupam-se como as gladiadoras em pleno circo de Roma, para aniquilarem a oposição que lhes faz frente.

As filhas têm tido aulas (através da televisão, ou de um computador), a esposa tem trabalhado (através de um pc ou de um telefone), eu tenho trabalhado (através do pc e muito através de quem tem o meu contato e me chama, me tecla, ou me apanha na rua e pede o meu apoio), mas… é tudo tão diferente que… nem sei explicar.

"Casa"?!?!?
Engraçadinha... a setôra...

Certamente também elas sentirão falta dos seus colegas, dos seus amigos, dos seus pares, e as pessoas, por muito que se amem, precisam do seu espaço, precisam de variar os contatos, precisam de respirar lá fora. Tenho saudades de termos saudades uns dos outros, e de queremos chegar a casa. Aquela sensação do dia feito, e do guerreiro que chega ao seu espaço para descansar, baixar as armaduras e as armas, e estar em paz, é dos sentimentos dos quais sinto mais falta.

Como muita gente daqui, temo-nos abastecido mais do que nunca nos pontos locais cá da terra, que prestaram um serviço absolutamente fundamental durante a pandemia, mas nesta semana fui a Portalegre, como um labrego quando vai à cidade tirar sortes! Parecia que nem o caminho conhecia já!

Lá chegado, estava tudo muito bem organizado, preparado para enfrentar esta nova realidade.

Para mim, o mundo está estranho, e as pessoas podem dividir-se em 3 tipos:

A – As que percebem que têm de lidar com isto, se resignam, cumprem o estabelecido, mas não conseguem deixar de se sentir incómodas com a liberdade que lhes é sonegada;

B -  As que até parece que gostam e se recriam com esta nova forma de existir, exibindo as mascarilhas, fazendo show off enquanto se besuntam com álcool gel sempre que apanham um;

C – As que lidam com tudo como se tudo isto fosse a coisa mais natural do mundo, com um transtorno praticamente indelével.
Perante o já exposto, já viram para onde vou de cabeça.


No Modelo, que agora é Continente, e foi onde fomos porque calhou, uma vez que todos os outros hipers também são bons, e cada um tem as suas vantagens que o torna diferente dos demais, senti-me muitas vezes como se estivesse num pesadelo, ou num filme de ficção científica, com as pessoas todas com um ar alucinado que creio está muito relacionado com o facto de não se ver a boca. Eu sabia da importância de se verem os olhos, claro, que também falam, mas nunca pensei que ver-se a boca tinha uma importância tão grande na fisionomia, e na expressão de uma pessoa.


Passando entre as prateleiras parecia que estava a bordo da “Imperial Star Destroyer” do “Star Wars”, com toda a gente a viver assim uma trip marada, onde reconheci, mas não falei à muito simpática arquiteta Ana Pestana, sempre só com um beijo! (porque não me reconheceu a mim, armado em mascarilha com a máscara de ganga hand made by Fernanda Cristina), nem ao meu ex-colega da Autoridade Tributária e hoje deputado Cristóvão Crespo (que não me falaria mesmo que eu fosse a descoberto, porque só falava quando não era deputado e era só colega. Agora é deputado da nação, importante, pois).
É estranhíssima aquela sensação de se ter de estar tapado. Falta o ar, sufoca, tira a alegria. Custa-me imenso.

eu...a ver de manteiga...

À medida que nos vamos apercebendo que este tsunami, não chegará cá com a força com que todos tememos que poderia ter no início, sobretudo quando vimos a dantesca destruição em Itália, Espanha, e agora Inglaterra e Rússia, não me canso de felicitar a forma feliz como António Costa, soube gerir a orquestra que teve uma prestação absolutamente notável. Nem parece que este foi o mesmo homem que esteve à frente da jangada esta, aquando dos fatídicos incêndios de 2017.
Foi bom aluno. Aprendeu a lição.

De elogiar também, como não?, está o pessoal da linha da frente da saúde, que… completamente exaustos, com horas e horas de combate ininterrupto,  rostos marcados pelas máscaras, a viverem sós, longe das famílias; foram absolutamente determinantes nesta tremenda guerra.

Depois, acho sinceramente que o que nos safou mesmo foi termos tido estes exemplos tão maus e gravosos antes de nós, que nos fizeram abrir a pestana. Os italianos, latinos, borrifaram-se para a cena quando apareceu e quilharam-se.
Estão a imaginar um bar em Espanha antes do jantar, a promiscuidade de espaços, a proximidade entre as pessoas, e o vírus por ali fora a lavrar, entre cañas e cigarrillos, como os fogos?
E um pub em Inglaterra, à noite, com tudo grosso?!?!?!? Ah... pois é, bébé! Foi fartar vilanagem!

Nós… comedidos, cautelosos, fechámos escolas, mandámos trabalhadores para casa, metemos as empresas em lay-off… fizemos quase tudo bem, porque… há sempre algumas falhas, e a perfeição é aqui impossível de atingir.

Agora, ainda há muito pela frente para reaprender, até que possamos voltar à normalidade que… nunca mais será a mesma, convenhamos. Ou esta “guerra” das nações pela vacina, que mete israelitas e russos, americanos e ingleses, sem esquecer os chineses, que parece que são as nações que estão na pole position; dá frutos depressa, ou o medo que o arrefecimento depois do Verão traga tudo de volta, não nos vai deixar descansar.

E como vão ser estas férias? E como vão ser as nossas festarolas? E como vão ser as nossas praias (chuinfff!!!), a nossa piscina municipal (que remédio…pelo menos!)? E os nossos restaurantes? E o meu Choca?!?!?!?!? (que me disse agora, quando lá fui pagar a décima da coleta do euromilhões, que vai fazer no dia 12? 2 meses que fechou as portas… 2 MESES?!?!?!?!?!?!?!? JÁ ESTOU HÁ TANTO TEMPO SEM UMA MARAVILHOSA?!?!?!!? Quando voltar, eu acho que… pelo menos, uma por cada dia… seria o justo. Teria era de arranjar era alguém que me viesse cá a casa no dumper da junta. Nem 15, quanto mais, para além de 60?!?!?!?!?
Para casa não, que elas não me haveriam de querer cá. Olha, que me levassem assim para um armazém onde pudesse ficar a destilar em paz.

AAAAAaaaarrrrrgghhhhhhhhh... faleci!
O meu reino por uma, agora...
O fresquinho a passar nas goelas... as bolhinhas... o bater no estômago... tum!!
Saudades imensas...

Eu que vivi tanto tempo longe da igreja, e que regressei depois de um curso de cristandade onde redescobri esse meu lado interior, sou agora, desde que começou a pandemia, assíduo das missas ao domingo, a partir da basílica do Cristo Rei, na RTP 1. Nunca pensei que pudesse vir a sentir tantas saudades das celebrações, e homílias do nosso amigo Padre Marcelino, das quais sempre gostei tanto. Quando se redescobre o prazer de conseguir pensar que tudo isto (da vida) poderá ter um sentido e não acabar aqui, nem se consegue lembrar da falta que isso lhe fazia quando nem sequer pensava nisso.

Faço as minhas orações, todas as noites, todas as manhãs, e peço por todos, mas muito pelos que estão a sofrer, pelos que estão a lutar, para que os que já não conseguem voltar, possam partir de vez; e para que os que ainda conseguem regressar, que  tenham a bênção de o conseguirem fazer.

Nunca pensei estar tanto tempo sem ver a minha tia Cremilde, mas sei que está protegida por uma estratégia muito inteligente e cuidadosa da Santa Casa da Misericórdia de Marvão, que colocando o pessoal por turnos e de quarentena, conseguem zelar pelo melhor de quem protegem. Se Deus quiser, hei-de vê-la depressa.

Oxalá passe tudo e… fique mesmo tudo bem.

Continuem a cuidar-se! Saúde!

domingo, 3 de maio de 2020

domingo, 19 de abril de 2020

Um mundo: Juntos em casa _ contra o Covid... marchar, marchar!


Olhem, lamentavelmente, ontem não consegui acompanhar o megaconcerto solidário organizado pela Lady Gaga em direto porque…  por volta da meia noite… chega a minha hora da Cinderela e essas aventuras de um gajo ficar noite fora a ver televisão… já foram.

Mas amante da música e deste mundo do showbizz, não poderia deixar de ver, não é? De forma que hoje, num dia que me consagrei de férias do estudo tributário em que tenho andado envolvido, claro que não descansei, enquanto não o vi. Afinal, este festival virtual "One World: Together at Home", que reuniu grandes nomes do mundo do espetáculo que se uniram para homenagear aqueles que estão na linha da frente na luta contra a pandemia do COVID-19, conseguiu angariar 127,9 milhões de dólares!!!

Consegui descobrir esta versão no facebook que se assemelha mais à versão que vi, transmitida através da TVI, porque na net, há diversas versões, com outros artistas. Esta, para além de muitos testemunhos, imagens, e relatos, tem uma Lady Gaga surpreendentemente sóbria e discreta, a principal organizadora deste evento, a abrir com uma versão do Smile do Charlie Chaplin (!), como que se fosse um grito de esperança para o mundo.

Depois chegou o grande Stevie Wonder, que não consegue já esconder a passagem do tempo, no aspeto e na voz, que se uniu ao coro com um galvanizador “Lean on me”. O Elton John que se segue também não consegue esconder que os anos passam… e pesam, mas o seu “I'm Still Standing” é pleno da garra, pujança, e palavra que me chegou a emocionar. Que coisa linda! Este seu grito de quem ainda resiste de pé, será certamente dedicado a todos os que ainda lutam contra esta enfermidade, e aos profissionais de saúde, que não baixam a guarda.

A emissão adoça com os namorados Shawn Mendes & Camilla Cabello, que protagonizam um lindíssimo dueto interpretando “Wonderful World” de Louis Armstrong. Segue o grandioso Eddie Veder, a interpretar a solo, ao piano, “River Cross”, do seu novíssimo disco a solo, “Gigaton”. Para quem cresceu a ver aquele vocalista cabeludo dos Pearl Jam, que fazia stage dive nas atuações ao vivo, quando saiu o seu seminal “Ten” (que ouvi tantas vezes, até à exaustão), nunca imaginou, 30 anos depois, vê-lo assim, ali, a solo, a tocar ao piano na sua casa, enquanto eu estou sentado na casa de família onde vivo.

Esperava novas vozes, verdade, e a Lizzo, com "A change is gonna come”, (hope so), encheu-me, numa prestação encantadora.

Também esperava monstros consagrados e os Rolling Stones, que o puto Sabi viu pela primeira vez em Alvalade, em 1990, com “(You) Can't always get whay you want” foram uma perfeita delícia, apesar do Keith não estar ao tocar um cú, e da banda detrás ser por demais evidente. Eu adoro aqueles homens e merecem tudo só por conseguirem ainda estar vivos, quanto mais!


Em Lisboa foi assim, mais ou menos, que eu lembro-me…

Também adorei a versão do clássico “Stand by me”, do Ben E. King, protagonizada pelo
John Legend e pelo Stan Smith, longe, mas tão perto. Sempre clássico e infinito foi o arrepiante  “When September ends”, interpretado de forma maravilhosa pelo grande Billie Joe Armstrong, dos Green Day, a solo, à viola.

A esfuziante Billie Eilish tem então uma interpretação encantadora do clássico “Sunny”, acompanhada pelo irmão Phinneas ao piano, num entendimento impressionante.

Antes de fechar, a lindíssima Taylor Swift, também um nome importante nesta organização, cantou a solo, ao piano, mostrando que talento e beleza também jogam, e quando assim é, fazem o pleno!

A versão que eu poderia ter visto ontem, e que hoje pude, tranquilamente, degustar termina com um final apoteótico, q.b., com cada um em sua casa, com a Lady Gaga, o Andre Bocelli, e a Celine Dion, ao piano, interpretando um tema não tão conhecido, mas ao qual dão, neste contexto, uma versão galvanizadora! Que assim seja!

Vejam que vale a pena! Bon apetit!




quinta-feira, 9 de abril de 2020

Devaneios da caserna

Nestes dias de pandemia, em que todos pedimos, os que acreditam e não, que ela passe ao lado e nos poupe (a luta pela sobrevivência é uma constante inata do ser humano), vivemos confinados como jamais antes, e nunca esperámos vir a estar um dia.

Vou trabalhando, estudando, fazendo o que tem de ser feito, mas de vez em quando vou-me entretendo no meu recreio online onde confraternizo, tenho o meu espaço, e dou largas de mim, porque viver com 3 mulheres, apesar de serem as que eu mais quero no mundo, e às vezes já não sei se elas me querem assim tanto bem a mim (fazem cá com cada complot!), é… obra!

Alguns destes vídeos já não devem ser novos para todos, mas como gostei tanto, gostaria de os “colar” aqui, para que fiquem.

Estudam tanto na busca do tal medicamento, da tal vacina que seja capaz de todos salvar, e afinal a cura… está aqui à mão. Perdoem o linguajar mas o homem é do norte, carago!


E há também a versão das beiras…


Quando puxa ao som, também é agradável e libertador:

Certa noite… “Hoje, apetecia-me ter umas colunas poderosas capazes de debitar este som na rua ao ponto de rebentar com as janelas todas, incluindo as minhas!!!, assim ao estilo do poder de um avião jumbo; e ir dançar para o meio dela em tronco nú, com a palavra COVID 19 escrita no peito, riscada a vermelho vivo de um lado ao outro, enquanto gritava também bem alto: F... YOU!!!! I WON'T LET YA DO WHATCHA WHAT YOU TELL ME!!!!!!!!!!
Depois era internado e acabava tudo.

(que som poderoso! Aqui com um Zack de la Rocha estranhamente abaixo da garra dos colegas, sobretudo ao início (foi crescendo e acaba em ombros), mas com o Tom Morello em grande, tal como o baixista e baterista. Isto é mesmo a banda sonora ideal para retratar os piores cenários apocalípticos em Itália, e Espanha, com que somos confrontados nos noticiários, todos os dias.)
BURN IN HEEEEEEELLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!


Outra pérola para animar as nossas noites, porque com o vosso Tio Sabi de Dj, a música é outra: desta vez, o fabuloso, mirabolante e hipnótico circo dos Rolling Stones serpenteia em devoção ao diabo, com o malogrado Brian Jones nas maracas, o John Lennon completamente fora, já com os Beatles em curva descendente, tripando como um louco, e se não houvesse amanhã.

A música... a MÚSICA... esta música já acabou, para mal dos nossos pecados.

Se agora quem dá concertos e enche estádios, são os meus colegas Djs...

Olhem, METAM MAIS ALTOOOOOOOOOOOO e curtam bem!!!!!!!!

A domaniiiii...


Ontem num puro exorcismo destes tempos terríveis: "When the music is over" pelos únicos mestres absolutos, no seu pico de carreira, no seu habitat natural: on stage, no “Whisky a Go Go”, em Los Angeles

Hearing the scream of the butterfly...

Amando este Jim lindo de morrer, nos seus rebeldes vintes e muitos, com as calças de cabedal bordeaux, o cinto clássico e a camisa branca, repreendendo o público com um delicioso "is this the way to behave in a rock'n'roll concert... "

O que teria sido se não tivesses partido assim, meu monstro sagrado... Respect...

Aqui numa versão do original, gravado a preto e branco, do extraordinário projeto colouring the past.

domingo, 5 de abril de 2020

Longa se torna a espera...



E prontos, vivemos dias em que a grande merda está armada, e não foi preciso uma invasão extraterrestre, com montes de naves a aterrarem em todo o globo, a vomitarem homenzinhos verdes com olhos no sítio onde supostamente deveria ser a testa, com muitos braços a saírem de todo o lado, ou aventesmas gigantes a babarem-se de um verde tóxico radiativo que furava o globo daqui à Austrália, que fica dizem que fica do outro lado, abaixo de nós.



Dizem que é uma merda de um vírus, ainda por cima com um nome de poucas letras, começado com a letra c e terminado em ona, dando azo à vil verborreia de quem nada sabe dele, mas que o odeia cada vez mais, pelos danos… irreparáveis, digo eu, que está a provocar na nossa maneira de ser.

Desde pequenino que sempre me ensinaram… ó Pedro, dá um beijinho! Ó Pedro… dá um passou-bem ao senhor… e o Pedro, bem educadinho como sempre foi, dava.
Hoje… se fosse hoje, FOGE-TE! É que esta manigância é de tal forma perniciosa que quase sem nos darmos conta, passámos a viver com medo uns dos outros, e já ninguém consegue falar para quem está à sua frente, aos dois metros de distância de segurança, claro!, sem no subconsciente estar a magicar se estará perante um destes novos leprosos, que até podem ter um aspeto do mais natural possível, mas que têm já o mal a minar-lhe todo o interior, como se de um cancro se tratasse.

E “obrigam” entre aspas a gente a ficar em casa, a estar em casa, a permanecer em casa, e mesmo quando vivemos com as pessoas que mais amamos no mundo, a que escolhemos, ou nos escolheu a nós, e as que gerámos, o ar começa a ficar… tão pesado que se torna quase irrespirável, ó valha-me Deus!

Como o meu pai sempre dizia, “cada um é como cada qual”, e eu só depois vim descobrir que o resto da frase que ele tantas vezes proferia e nunca terminava, é: “e cada qual é como a p*** que o pariu”, as pessoas, por mais que se amem, precisam de espaço.
Espaço.
Essssspaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaçoooooooooooooooooooooooooooooooooo, percebem?

Espaço para ter a sua área de existência, para respirarem, para serem elas. Eu tenho a sorte de viver com 3 mulheres e… tenho a sorte (ou não!) de perceber que a forma como os cérebros masculino e feminino funcionam, é de maneira diferente, não me venha cá com porras!

A qualquer coisa, qualquer ínfima divergência que surja nesta contingência completamente contra-natura em que vivemos, o dROCAS fica de um lado, e as 3 fêmeas agrupam-se todas do outro lado, como se fossem gladiadoras em fileira perante a fera que as quer devorar no circo de Roma, com uma naturalidade estonteante, e impossível de contestar.

Ahhhhh… coitadinho…

AHAHAHAH… eu (ou nós) vi(mos) logo que iria ser assim…

Opá, pai/ou marido, tu não estás a ver bem… (em coro)

São muitas das lapidares com que tenho de me habituar a viver, para que não hajam muitas ondas. Por isso, aprendi a tolerar a quase sempre presente SIC Mulher no ecrã principal cá de casa, ou o programa de casamentos às cegas nos States, em que as donzelas escolhem o marido de entre diversos candidatos, e vice-versa; ou a paixão pelo futebol da mais pequena, que me passa a tarde a ver jogos do Benfica (menos mal) como por exemplo este que dá agora, contra o PSV, para as competições europeias há 10 (!!!) anos atrás, ainda com o Gaitán, o Saviola, o Luisão, e o J.J…. MEDO!!!!


Por falar em bola, se me dissessem a mim, ou a qualquer um do vocês, há 1 ano atrás, que haveria de haver uma cena qualquer que faria parar o campeonato nacional, assim do nada, semanas sem fim à vista, eu diria logo que só poderia ser uma guerra nuclear despoletada por um míssil qualquer marado daqueles que atravessam o globo e caem do outro lado com uma margem de centímetros, mandado pelo maluco do coreano, ou pelos barbaças iraquianos que prometem a morte do abrasado do amaricano, que responderia de imediato.

Semanas sem futebol?!?!? Semanas sem aquele pica constante do ganha/não ganha, sem a picardia de que eram feitos os nossos dias, sem aquela bulha diária os jornais, sem as nossas tardes/noites no nosso Chocolate (a.k.a. Pastelaria Caldeira) a saborearmos as nossas babosinhas sempre a escorrerem espuma branquinha pelo copo e depois balcão abaixo até ao pratinho de tremoços, ou amendoins? NUUUUUUUUUNNNCCAAAA TAL!

Depois, eu que vou vendo as notícias nos meus pequenos aparelhos, evitando que as pequenas se apercebam da gravidade e da monstruosidade deste tsunami, fico sempre boquiaberto e agoniado com as autênticas guerras civis em Itália, primeiro; e agora em Espanha, que me fazem sempre temer que esta avalanche, mais tarde ou mais cedo, virá desembocar neste ponto mais baixo da Europa.
Se pensar nas Américas, no bronco do presidente de raposa morta na cabeça que só se lhe vê o rabo, que manda meter máscaras mas que diz logo a seguir que ele próprio não o fará, e no indescritível Capitão Resfriadozinho… piora!

Cada vez mais me convenço que as teorias da conspiração, a aparecerem, fazem agora mais sentido que nunca. Todos já sabemos que para o mundo, esta nova pneumonia surgiu em Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China, num daqueles mercados de animais vivos em que os gajos comem tudo aquilo que mexe. Mas cá para mim, essa teoria que envolve um pangolim a fornicar com um morcego, ou vice-versa, que originou esta desgraça à escala mundial… não cola! Opá… pelu amôr dji DDDDEEEEEEUUUUUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS…
Os chinocas duram que se fartam, comem muito pouco, só coisas que não fazem mal, e esses bacanais inter-espécies, devem ser coisas usuais há milénios.


Um panglim é isto...

Este sabem o que é. É pichalhudo mas...naaaaa

Já vos falei naquele médico com idade avançada que trabalha numa das frentes de batalha em território nacional, no Porto, e sobre aquilo que ele disse, creio que na RTP? Pois o Sr. que lida, e sempre fez toda a sua carreira, com as doenças infeciosas, e as lesões por elas provocadas no corpo humano disse que já lutou contra a gripe A (que me levou o meu Chefe e querido Amigo António José Correia, de Nisa, paz à sua alma boa!), com a gripe das aves (barraca da China e tudo aquilo que eles comem, outra vez), com o Ébola (em que os manos rebentam todos por dentro e deitam sangue fora, das orelhas ao olho do cú), e nunca viu nada com o poder disto. Para ele, o Corona Vírus, É O Vírus.

Muita coisa pode dali nascer, podem existir mutações, os medicamentos que amortecem o efeito e a vacina podem tardar, e uma coisa está a ficar certa: nunca mais nada vai ser igual! Como disse, se o vírus pode ficar sei lá quantos dias nas estradas, também pode ficar perfeitamente numa nota, ou numa moeda se um contaminado lhe tossir para cima. E aí, todo este nosso mundo vai ruir e… não faço ideia do que poderá vir depois.

Agora acordo sempre sozinho porque falo alto de noite, a pequena assusta-se, e a mãe vai fazer-lhe companhia. Como não falar de noite?!?!?

Porra, onde é que eu me imaginei metido numa destas?!?!?

Eu sonho é com uma tarde das nossas, com o meu pessoal, no nosso sítio… mas depois penso naqueles que estão de barriga para baixo, ligados aos ventiladores, sem verem ninguém… penso naqueles que já foram… e nos seus familiares que nem sequer se puderam abraçar uns aos outros, e só me apetece chorar. Se ao menos conseguisse…

quarta-feira, 25 de março de 2020

A angústia da suspeição (que nos sufoca... a todos)

(nota do Tio Sabi, o vosso escriba: esta publicação foi muito elaborada, trabalhosa, e contém profusa informação que convém ser aproveitada, porque o assunto é sério, e só não tem consciência que os nossos tempos estão a mudar, quem também olhou para o 11 de Setembro e achou que aquilo dos aviões irem contra os prédios, os tontos, foi apenas um azar. Aconselho vivamente a visualização da entrevista ao Dr. Fernando Maltez, que estando à frente do Hospital Curry Cabral, está a comandar as operações no olho do furação. Tudo, como sempre, gratuito e a pensar em vocês, meus fiéis leitores. Forte abraço e que a sorte vos proteja. A todos nós) 

Centros lúdicos de grande espetacularidade transformados, de um dia para o outro... em hospitais e... morgues gigantes

Essa dor dilacerante de um nem sequer poder abraçar os seus entes queridos, na partida de outro que já foi 


Tenho de começar por dizer que estamos todos, repito, todos a viver um pesadelo tremendo, que revira por completo tudo aquilo que tomávamos por certo, garantido, intocável, e… encharcado de suor nos lençóis, exaspero porque nunca mais toca a porra da campainha para que possa ir mijar!

Nunca tinha visto isto e pensava que nunca haveria de o viver. Parece que o mundo está em suspenso e foi tirado do seu eixo habitual! Só dá isto nas notícias, não se vê ninguém nas ruas, tudo parou.
Bem sei, e insistem que não é um vírus criado por mão terrorista, num bunker qualquer escondido nessas zonas do globo, que vivem numa paranóia de exterminar o nosso modo de vida, ocidental, civilizado, mas de verdade que é só o que parece. Só falta o vírus transmitir-se mesmo pelo dinheiro para… isto ser tudo de certeza, uma obra maquiavélica para exterminar a nossa forma de viver.


Nem os fins de semana antes deste verdadeiro tsunami de medo, que eram habitualmente dias tranquilos, desafogados, para se estar com a família e os amigos, a fazer aquilo que mais gostamos (desporto, imperiais e futebol, escrever e ver filmes, séries e documentários); deixamos de ter esta nuvem de suspeição invisível que paira sobre nós, que nos ameaça, nos sufoca, pesa sobre a passagem dos minutos. Já devo ter “ouvido” esta imagem algures, mas a verdade é que sinto como se estivéssemos, num mergulho forçado num túnel que ninguém sabe quando terá fim à vista, ou sequer se o terá, um dia.

Falo com amigos comerciantes cá da terra, e em jeito de abertura de conversa, deixo-os sempre falar. “E esta merda?”, pergunto eu, seja à porta da sua loja, ou perto da carrinha onde habitualmente mantêm os seus negócios.
Eles… carregam a cara, fazem uma careta, metem a língua de fora, deixam cair a cabeça e dizem que não, enquanto deixam fugir um “isto está a ser terrível!” entre os dentes. Lamentam que as pessoas deixaram de lhe comprar o seu produto porque fecharam, outro teve de mandar fechar todas as suas lojas porque… as pessoas, pura a simplesmente deixaram de ir lá, e as funcionárias estavam amedrontadas, em stress, sem nada para fazer… 

O mal é geral. Assisto a uma reportagem sobre as estufas do Algarve e… não há palavras porque… está lá tudo dito.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-03-22-Dispensados-100-trabalhadores-de-viveiros-de-plantas-no-Algarve

Nasci em democracia, num mundo de comodidades, e tenho levado a minha vida toda a pensar que poderei chegar a velho. Sempre imaginei isso mesmo, o Sabi idoso, sem cabelos brancos porque já não os tem, mas capaz de se reformar e andar a passear os netos pela mão. Agora, da maneira que as coisas estão, o mais certo é termos de andar de bengala a trabalhar até que caíamos redondos sobre o balcão, e esta do novo corona vírus, vem baralhar tudo. Pergunto mais: e será que poderá ter mutações? Novas vidas? Atrás desta versão, poderão vir mais?!?!?

Se um indivíduo pratica uma alimentação cuidada e sem excessos, se não os tem habitualmente, seja de que ordem for, se pratica exercício e leva uma vida realizada, feliz com a família, pode não ter assim uma segurança tão grande em que tudo correrá bem.
Do nada, aparece-me esta barraca e… já foste!


Agora, até mesmo os que não tinham o hábito de acompanhar diariamente a comunicação social, não perdem as últimas desta vaga avassaladora, colados ao ecrã, e tremem por constatar que o que devastou a Itália, lá semeou o medo, o pânico e a morte; continua a vir pela Europa abaixo, como se de uma mancha de petróleo se tratasse. Neste momento, esta pandemia arrasa Espanha, e hoje, dia 25 de Março de 2020, registou ali 3.434 mortes, tendo-se transformado no segundo país com mais mortes, apenas superado pelo drama vivido em Itália, onde se contabilizam mais de 6.800. Por cá, no cantinho à beira-mar plantado, dizem-nos que o pico poderá chegar em Abril. Será?!? E até lá?!?!?


Eu próprio, que não me considero dos mais desinformados, parece-me muitas vezes que já não sei bem para onde eu, e os meus, nos havemos de virar. Felizmente, o Alentejo tem continuado a resistir heroicamente a esta intempérie de desgraça, quase como os gauleses resistiram aos romanos, mas…


Por aqui… resguardados, mas sempre preocupado com os meus mais queridos que vivem em cidades, e estão mais em contato com pessoas, ajuntamentos, e infeções.

Tento reunir a maior informação possível, muita da qual, difundo aqui (se puderem, não deixem de ver esta belíssima e muito clarificadora entrevista, a um dos homens da frente de combate, o Dr. Fernando Maltez, responsável pelas doenças infeciosas do hospital Curry Cabral. É uma hora que vale muito a pena!), e o folheto da Direção Geral da Saúde.





Vivi muito tempo a pensar que para que houvesse contágio, teria de existir contato direto com gotículas expelidas por uma pessoa infetada através de um espirro, ou “gafanhotos”, que entrasse no corpo do novo rector pelos olhos, nariz, ou boca. Pensei por isso que para ficar livre da doença, bastaria a distância mínima de segurança de uma pessoas infetada (metro e meio/dois metros), evitar espaços com muita gente, que favorecessem a proliferação do vírus (idas às praias aos primeiros calores, e grandes saídas noturnas foi mesmo uma ultra-mega-burrice à tuga); evitar partilhar objetos com sinistrados (teclados/telemóveis/beijos e apertos de mão… todo o contato físico, afinal), mas agora… um vírus que aguenta 8 dias num ambiente hostil?!?!? O grandessíssimo filha da puta!!!

Com a atual razia em Itália (que guerra desgraçada!!!), em Espanha, na Alemanha, no Reino Unido, nos Estados Unidos do louco com o cabelo amarelo, nas praias do maluco do capitão brazuca, enfim, à escala planetária!, e a força que vem a descer por aí abaixo, que faz com que as previsibilidades apontem para o auge do flagelo no nosso país em Abril. JÁ NÃO SEI ONDE É QUE ME HEI-DE ENFIAR!!!!!!!!!!!AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH

Sic - Reportagem - Mortos na Europa por Covid 19

É que o planeta está todo apanhado, e já não há sítios limpos para onde bater asa!
(Desculpem, é só um desabafo aqui, que eu tenho filhas pequenas que tenho de acautelar…)

SIC_Reportagem_Mortos no mundo por covid 19

Parece que já é muito comum que haja quem não entre em casa com os sapatos que usa na rua, porque pode ser um veículo transmissor. Quem está por dentro da matéria, já me fala em meter a lavar a roupa que se usa lá fora (quando se vai passear o cão, ou trabalhar, como eu faço, ainda que seja de porta fechada, em backoffice) assim que se entra em casa; que, em vez de se tomar banhinho de manhã, se faça assim que se regressa, e POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!

Quando era mais puto, era muito mais hipocondríaco e abrasado! Estou com medo que esta fobia me dê um amok  e passe a andar feito queimado, maluquinho das limpezas. Começam-me a falar nisto, e todo eu sou comichões e formigas imaginárias a andarem em correria nas costas! No outro dia até me fui despir à casa de banho lá do serviço só para ver ser eram de verdade! Opá, não se brincam com coisas sérias que o homem... sofre!!!

Se me ponho a lavar as mãos à vontadinha… quando for renovar o cartão do cidadão aos colegas da Conservatória… tenho de pedir o dedo emprestado a um, para fazer a impressão digital.

Dos líderes do grande mundo, para além do meu amigo Marcelo que ainda é pior que eu, que certamente já fez uma ronda de inauguração pelos hospitais de campanha, que foram propositadamente criados, só para fazer um teste em cada um; destaco o pequanelho Macron que grita “nous sommes en guerre”; o convencido do Trump, que respondendo aos jornalistas classificou a sua posição perante o infortúnio com um 10; e sobretudo a Angela Merkel, a Dona da Europa que com um nível impressionante, catalogou a presente guerra como a maior desde a segunda mundial, a tal em que o mundo todo se uniu aos americanos e aos russos, para bater nos seus ascendentes.
Oxalá esta também a ganhemos!

- Aí ó presidentxi! Aqui u capitãu não tem mêdu dessi vírus não, hein?!? Eu tenhu um físicu trabalhadu, e si me péga, tudo não passará di um resfriadu!

- I'm sure of that. I rate myself a 10/10 dealing with this China Stuff

Tenho de aqui, publicamente, manifestar TODA A MINHA ADMIRAÇÃO E PROFUNDO AGRADECIMENTO A TODOS OS SOLDADOS DA FRENTE MÉDICA QUE LUTAM A NOSSO LADO, E TÊM SIDO VERDADEIRAMENTE IMPRESSIONANTES! Têm feito um esforço sobrenatural, sobrecarregados de horas e mais horas, colocando a sua própria vida em risco, e comovendo por nunca baixarem os braços.
Aqueles e aquelas que regressaram às funções depois de aposentados, os que chegaram a abandonar os cargos que ocupam atualmente, como o Dr. Varandas, Presidente do Sporting, dão um exemplo tremendo de força, entreajuda e solidariedade que é capaz de arrastar montanhas.


Também a Sra. Dra. Graça Freitas, Diretora Geral da Saúde, tem tido uma, quanto a mim, extraordinária atuação, conseguido fazer esquecer-nos de pensar qual seria a postura do seu antecessor, Francisco George, que conseguiu manter sempre um nível altíssimo.

Uma pergunta continua a ecoar na minha cabeça, e ainda não consegui reunir informação sobre isso: os recuperados recuperam mesmo?!? De que forma se consegue?!?!? E aqueles pulmões.. como ficarão no futuro? Qual será a sua capacidade de regeneração?

Raro momento de humor, para quebrar o gelo, em que a Diretora Geral da Saúde despediu os tradutores de língua gestual, que só sabem tirar macacos do nariz (ver ligação), e ela própria tentou reproduzir as caretas da ministra da saúde, o meu amor, que para celebrar, fez uma carinha tão engraçada

Depois, haverá sempre a tal história da vacina que hoje é o santo graal da saúde, tendo destronado a cura para o cancro, SIDA, e outras doenças terríveis do nosso tempo. Era bem positivo, se as grandes potências mundiais corressem todas para ver qual sairia vencedora, e pudesse assim dar um grande contributo para a humanidade.

Poderiam ganhar dinheiro com isso, poderiam fazer jogo branco e jogo sujo, mas que salvassem caramba! Tantos cientistas no mundo inteiro, tantos super-computadores, e não haverá uma saída?!? Só daqui a um ano?!?!?

Suspenso. Em suspenso estará o nosso futuro, e as nossas, outrora, tão programadas vidas.


Um resumo muito bom da pandemia, em 40 fotos legendadas, sempre atualizadas, no link abaixo:
https://www.dw.com/pt-br/coronav%C3%ADrus-as-principais-not%C3%ADcias-sobre-a-pandemia-04-04/a-53016139

https://www.rtp.pt/play/p6954/e463671/especial-covid-19