quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ser espiritual... escrevendo



A cada dia que passa sem que escreva, é um dia que sinto como perdido.

Se não escrevo, não transmito, não comunico, não respiro.

Nesta cápsula em forma de blogue que inventei na internet para viver também, ficam páginas em vazio, vagas, sem existência. Eu, que sonho com os netos, dos netos, dos netos, a recriarem-se com esta vida passada, como eu o faria se pudesse ler o testemunho de antepassados meus de há uns séculos atrás, não consigo deixar de me sentir vazio nestas alturas.

Porque se há fases em que escrever é tão essencial à vida sã, tão compulsivo e obrigatório… há outras em que o movimento da vida dos dias nos centrifuga, acomoda, e torna distante dos outros.

Toda a gente sabe que eu passo muito tempo a pensar. Gosto. Por vezes tenho alturas em que posso estar com ar aparvalhado, sorumbático (enfim, o meu), a parecer que estou a pensar na morte da bezerra, a pobre, mas não! Garanto que nessas fases, até nessas fases, ou sobretudo nessas fases, estou a pensar.

Ultimamente tenho pensado muito que a grande maioria das pessoas tem pouca consciência de que somos mortais, efémeros, e esta passagem nesta vida terrena é do mais volátil que pode haver. Eu sei que toda a gente sabe que todos iremos morrer um dia, mas o que quero realmente dizer, é que a grande maioria tem pouca consciência da espiritualidade que temos dentro de nós, e, ou a relega para um plano inferior, ou a renega.

Ninguém sobrevive mais que 3 semanas sem alimentação, ou 3 dias sem água, mas pode viver uma vida inteira sem falar consigo, sem ter uma força que o alimente e oriente, sem ter um norte na bússola espiritual que tem dentro de si.

Há pessoas que vivem apenas a responder a estímulos externos. Desde que acordam com o despertador, levam o dia em respostas a reações, à mulher, aos filhos, à escola, ao trabalho, aos colegas, aos “amigos” ao final do dia, à família outra vez, 24h/24h , 7/7,  ano por ano, década a década, até que tudo acaba.

E mesmo alguns daqueles que frequentam a igreja… (por Deus, sei que vou ser criticado por isso, mas é aquilo que penso, e se não o posso dizer aqui… digo onde?), eu disse ALGUMAS PESSOAS, NÃO TODAS, COMO É OBVIO, ALGUMAS… muitas vezes, tantas vezes, não têm consciência onde estão, quando esperam pelo nosso pároco, quando aguardam que comece a eucaristia dominical.

Domingo é um dia especial, é o primeiro da semana, aquele em que Cristo ressuscitou, aquele em que nós, cristãos, damos graças por tudo aquilo que temos, e pedimos perdão pelos nossos erros naturais da condição de humanos.
Mas nesses instantes antes do início da eucaristia, em que gosto sempre de estar em silêncio, muitas vezes, ou quase sempre de joelhos perante o altar, o ruído de fundo, das conversas entre presentes, chega a ser de tal ordem que já ouvi uns ssshhhhhhhhhhhhh… mais austeros.

Sempre ensinei aos meus meninos da catequese que quando se entra na casa do Jesus, se tem de fazer silêncio, porque Ele vive ali, em sentido figurado, dentro do sacrário. Eles, contrariados pela idade tão naturalmente rebelde, aceitaram com dificuldade, mas foram aceitando. No final, sentia que já respeitavam.
Às vezes sinto que poderia dar reciclagem, a estas pessoas mais velhinhas.

Compreendam, não é que eu me sinta melhor, que de verdade sinto que não sou melhor que ninguém; não é que eu me sinta mais… mas sinto-me no direito de opinar sobre assuntos que mexem comigo, e o respeito, é um deles.

Quem fala disto, tem também de obviamente falar sobre a vivência da espiritualidade, e do respeito por ela, nos funerais. Aquilo que escrevi sobre o nível de sussurros, alegres, de cavaqueira e convívio antes da missa, atinge nos velórios um nível absolutamente incomportável.

Na última homenagem que fui prestar a um filho ilustre desta terra, do qual gostava muito e admirava, a família da qual era oriundo e a atual; o trato distinto, e o extraordinário grau de benfiquismo; em que orei e pedi clemência por si, pela sua alma, e pelo seus; saí completamente consternado pelo nível de ruído que se respirava lá dentro da casa mortuária. Que coisa incrível!
Para aquilo, mais valia que tivessem ficado cá fora com os homens que “matam” o tempo que falta até ao enterro do cadáver, encostados ao muro da casa mortuária, a falarem de tudo e mais alguma coisa, fazendo apenas pausas para irem molhando a goela com um tintinho ou uma imperial babosa na casa mais próxima.

E não há pessoas que lamentem uma vida inteira que se perdeu, pessoas que pensem em todas as vivências que deve ter tido, boas e más; pessoas que verdadeiramente lamentem a sua perda, por tudo aquilo que deu, pelos frutos que deixou neste mundo?
Há!
Eu faço-o sempre que me despeço, em silêncio, de um corpo no qual viveu uma alma da qual eu gostava, e me sentia amigo.
Despeço-me sempre de pessoas que considerava. Na casa mortuária.
Na verdade, evito cada vez mais entrar no cemitério porque considero que aquele último momento é tão íntimo, que deveria ser fechado apenas para os familiares mais próximos.
Lá está… toda a gente “gosta” de ver, sente-se aliviada ao emocionar-se, por isso… vai.

Eu… não. A menos que haja uma proximidade tão grande com quem fica, que sinta que posso apoiar, auxiliar, servir de conforto.

Acho tão importante esta dimensão espiritual que rezo com frequência durante o dia, “falo” a força que me apoia, me empurra, me protege.

Ser cristão não é ser maricas, como muitos pensam. Ser cristão é ser bravo, é ser forte, é ser consciente, é acreditar que aqueles que são mortos diariamente por esse mundo fora por defenderem essa condição, não partiram à força deste mundo em vão.

Quando se preserva, acalenta, e estimula a dimensão espiritual, o ser humano sobe a uma dimensão diferente, muito mais proveitosa e satisfatória para si.

Recomendo uma leitura, que já foi aqui proposta creio que mais de uma vez, mas que serve na perfeição este propósito, escrita por um Homem da ciência, com o qual partilho este entendimento filosófico.
  



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Imagina Dragões - Ainda me queres


Isto passou-se quando já ia o serão meio passado, depois das 10 e meia, quando as pequenas, (a mais velha, e a mais nova) já dormiam. A Leonor entretinha-se com uma qualquer das suas muitas vidas, via telemóvel; e eu cá andava também, agarrado ao meu velhinho VAIO, nas minhas andanças: escrevendo, lendo (jornais, revistas, blogues, ou posts), publicando (no meu blogue, ou facebook), vendo (filmes, ou notícias), ou ouvindo (discos ou rádios). Tanta coisa sempre por fazer no recreio noturno.

Na televisão, que fazia companhia lá ao fundo, num canal da música, passou este vídeo e, ambos levantámos os olhos.

“No concerto que fui ver deles ao Altice Arena”, disse (de boleia com o ex-namorado e os pais deste, acompanhada pela prima/irmã Maria Dias; há dias), “fartei-me de chorar, ao ouvir esta música.”
A Maria chegou a perguntar-me: estás bem?
E eu disse que sim. Mas expliquei que não resisti, porque as lágrimas me caiam pela cara abaixo.”

Eu já tinha ouvido, e prestado atenção. “Mas… posto isto… deixa-me cá ouvir melhor”, pensei.

É uma canção de amor, muito bonita, de facto (Com uma bateria arrítmica, fora de tempo, mas muito bela).

Imagina Dragões : Ainda me queres

Havia algo na forma como entraste na minha sala de estar,
Casual e confiante, olhando a balbúrdia em que estava,
Mas ainda assim, ainda assim, tu me queres.

Muito stress e cigarradas, políticas e défices,
Contas por pagar e desperdícios, gritos e discussões,
Mas ainda assim, ainda assim, tu me queres.

Oh, eu sempre te deixo ficar mal,
Despedaçada no chão,
Mas ainda te encontro ali,
Ao meu lado.

E oh, as coisas estúpidas que faço,
Estou longe de ser bom, é verdade,
Mas ainda assim te encontro,
Ao meu lado.

Há alguma coisa na forma, como sempre vês as coisas pelo lado bom,
Como olhas por cima da gigantesca balbúrdia, sempre a pareceres tranquila
E ainda assim, ainda assim, me queres.

Eu não tenho inocência, a fé não é um privilégio,
Eu sou um baralho de cartas, vício, ou jogo de corações,
Mas ainda assim, ainda assim me queres
Oh, eu sempre te deixo ficar mal,
Despedaçada no chão,
Mas ainda te encontro ali,
Ao meu lado.

E oh, as coisas estúpidas que faço,
Estou longe de ser bom, é verdade,
Mas ainda assim te encontro,
Ao meu lado.

Então obrigado, obrigado por arriscares em mim,
Eu sei que não é fácil,
Mas espero que valha.

E oh, as coisas estúpidas que faço,
Estou longe de ser bom, é verdade,
Mas ainda assim te encontro,
Ao meu lado.




domingo, 16 de setembro de 2018

A Cristina a nú... aqui no Maral



De todos os animais que usam a razão, e assim se conseguem distinguir dos demais, o homem é, de longe, o mais complicado. Tem, ou consegue ter tanta absurdez nas relações que estabelece, que muitas vezes, tantas vezes, ou quase sempre, mais parece acéfalo.

Prova disso, é o facto de à 1ª instância, simpatizarmos, ou podermos mesmo gostar logo de alguém, só por olharmos para ela.
“Como assim?”, perguntam os neurónios mais despertos. A explicação, contudo, remete-nos para domínios que não dominamos, de todo, e podem ter a ver com aspetos que eu, por exemplo, que acredito que esta vida é curta demais para confinar a nossa existência, têm de ter a ver com aspetos transcendentais, que o nosso entendimento apenas suspeita, sem, no entanto, nada conseguir provar

Todo este intróito para vos explicar que desde a primeira vez que os vi, simpatizei desde logo com o Nuno e a Paula. Creio que das primeiras vezes que fortuitamente trocámos contatos, houve uma simpatia mútua. Não sei se foi a naturalidade dos sorrisos, a cordialidade do tacto, o nível de frequência mental (que tem a mesma frequência), ou o passado comum escu/otista que nos aproximou, a verdade é que eu, pelo menos por mim falo; me senti logo amigo deles.

A minha mãe gosta muito da revista da “CRISTINA”. Não sei se compra assiduamente, se a assina, apenas; mas a verdade é que lê que com regularidade. Desta vez, insistiu que a lesse, porque “vêm lá os teus amigos!”

- Desculpa?!?!?!?

Assim que dei de caras com a capa, percebi de imediato a sugestão!

Eu gosto muito do Nuno e da Paula (apesar de ele ser um portista daqueles ranhositos, que moem o aço) e eu queria mesmo que eles se fizessem milionários com este negócio aqui, mas… temo, sempre.

Família que ande na ordem de vencimento de mil euros por cabeça, com os encargos naturais da vida de hoje em dia, e que não conte com ajuda monetária dos pais para financiamento mensal, sabe bem que não pode levar uma vida à larga. E com “à larga” falo obviamente de poder viajar (mundo fora, ou mesmo cá dentro!), comer nos restaurantes com frequência, comprar roupinha a seu bel prazer para os progenitores (porque as criancinhas crescem todos os dias (um disparate!), e precisam mesmo).
Pagas a casinha (que só fizeste assim tão grande, porque os salafrários dos bancos te emprestaram), pagas o pópó, e se te der para ires fazendo uma ou outra extravagância (para além de fazeres uma alimentação de tudo o que é bom e essencial, do bom peixinho, à boa carnucha), já te podes ir dando por muito feliz! Isto para quem mete no pote cerca de 2.000 (100, para cima, ou 100 para baixo; 200 ou 300, para um lado ou outro, mas à volta de 2.000)!

Ora, analisando sinceramente, como amigo, que lhes quer bem, não condigo imaginar clientela suficiente para essas verbas, ali no Maral, de quem vai dos Cabeçudos para Marvão. Com dois pequenos à cavalitas, como se vê nas fotos, não sei. Mas preocupa-me.   
Agora, as pessoas inteligentes, como é o caso dos dois, terão certamente outras fontes de subsistência e financiamento que lhes permitem sorrir desta forma tão enternecedora e verdadeira como nas fotos.

Dizem-me que a maior parte dos frequentadores vem de fora, e são pessoas mais evoluídas, do norte da Europa, que procuram a natureza, e o estado selvagem de Marvão. Sim, porque, com tugas a serem os clientes mais assíduos… não estou a ver bem a coisa. Gajos de bigode e barriga a cair sobre o pélvis, a laurearem a saruga por entre os canchos… não me parece muito provável.

Eu imagino-me a entrar numa destas é no Brasil, ou noutro sítio da América latina, que em África… deve lá estar muito calor, e um gajo partilhar um espaço destes com africanos… era cenário para sair muito envergonhado. Toda a gente sabe o que se diz sobre o tamanho dos africanos, não sabe?!?!? E não é de estatura…
Agora aqui?!?!? No meio das giestas, das figueiras chumbas, e dos cactos?
Não me parece que fosse resultar.

Se me perguntassem, em abstrato: “ouve lá, ó drocas, eras gajo para criares e te meteres a gerir um parque naturista em Marvão?”
Resposta: Epá… acho que não.

Mas por isso é que o mundo não cai para o lado, e ainda bem que eles continuam entre nós.

Por este andar, já mereciam mas é uma medalha de mérito do Município de Marvão. Pelo empreendedorismo, pela intrepidez, pela ousadia, pelo espírito, pela boa educação e boa onda.

Deixo-vos com a leitura da reportagem, com as fotos, e com um lamiré sobre a revista da Cristina, que é assim uma espécie de mistura entre Máxima, Caras e Cosmopolitan, um produto híbrido que tenta chegar a diversos campos. Pelo vistos, é como a dona, que é bem sucedida.

Numa altura que tanta gente já a idolatra, a Cristina para mim não deixa de ser a ex-assistente esgalamida do Goucha, que sempre berrou este mundo e outro. Por vezes, ao final do dia, quando vou ao meu Choca (leia-se pastelaria Caldeira/o altar das babosas), para o relaxamento diário, depois de um dia inteiro, sempre intenso de trabalho, levo com ela no ecrã, geralmente a fazer perguntas de lana caprina, e a… berrar! Tanto, tanto, mas tanto, que até me esqueço que aquilo é melhor que o gordo anão dos preços certos, ou um programa qualquer daqueles que o meu amor costuma estar a ver, sobre a natureza, os animais, ou de motores.

Neste número temos o Miguel Sousa Tavares (mas quem é que fez esta perguntas?!?!? Foi mesmo ela?!?), temos o Gonçalo Cadillhe (o eterno viajante que me habituei a admirar nos seus relatos no Expresso), ou o inenarrável Bruno de Carvalho, numa entrevista… digna de si. Tem moda, tem saúde, tem conselhos, e o maluco do radialista Fernando Alvim, sempre a cavalo da sua indomável loucura.















É de verem, fregueses, é de lerem!







quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A pulga... na orelha - Um tributo ao grande Quim Ferreira (e um apelo ao voto, já!)


O Homem é professor de Artes Visuais! 
Vejam bem como se expressa! Nível!
Ajudem-no no orçamento participativo via sms, gratuito!

Das melhores coisas que tenho, e tenho tido na minha vida, são as pessoas que me—as dão. Cabeças, gestos, mãos, corações, sentires, afetos.

O Quim Ferreira (Sisão Alado) é escuteiro, e para mim, que cresci no Agrupamento Nacional de Escutas n° 659, da Beirã, isso diz tudo sobre ele. Ser escuteiro, e viver sobre essa égide, distingue a pessoa. Pelo menos para mim, assim o é.

Um Chefe de Escuteiros
(Baden Powell ficaria orgulhoso, certamente)

O Quim e a sua entranhável família.
A sua atual capa do mural do facebook.
O Quim tem um talento incrível enquanto ilustrador/desenhador (página do Facebook "Quim FerreiraArt"). Recordo aqui os tempos felizes que passámos juntos, quando eu estava enquanto Vice—Presidente do Município de Marvão, e tentámos criar uma linha de T—Shirts da vila, um merchandising próprio, para que as pessoas levassem uma recordação, e assim ajudassem a divulgar o nosso património.





Comprei eu, com o dinheiro que ganhava, uma de cada uma, e de cada vez,que saio daqui, faço gala em levar à minha terra ao peito.

Claro que o senhor presidente que ficou, tudo fez para que o meu projeto morresse quanto antes. Pobre daquele que tenta apagar o brilho dos outros, para fazer com que luza mais, e assim cubra a sua natural mediocridade.

Mas essas T—Shirts tiveram a mesma sorte que o Rockfest, e só não tiveram igual, o Al Mossassa, e o Agrupamento Único de Escolas de Marvão, por exemplo, porque... eram um tiro de canhão no pé.

Mas voltando ao Quim, que é quem realmente interessa aqui, deu—me há momentos um toque, para que divulgasse este seu projeto, e aqui PEÇO AJUDA A TODAS AS MINHAS AMIGAS E AMIGOS, PARA QUE VOTEM NO QUIM!!! É DE BORLA!!!! Não custa nada!!!!




Leiam bem as instruções de como se faz, e não se esqueçam que o n.° de identificação civil tem de ter os números e as letras do cartão do cidadão, todas juntas, sem espaços.

Vejam bem o talento deste professor de educação visual!!!

Quimzinho, és o máximo!!!!

VOTEM MALTA, QUE NÃO CUSTA NADA!!!!
É SÓ ATÉ 30 SE SETEMBRO!!!


Apelo ao voto: (clica aqui)

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Olá Champions! (#onossolugaréaqui ou o resgate (da honra) grega)







AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
(Desculpem, pausa para respirar)
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
muitas gargalhadas, por muitos motivos…
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Que noite de gala!!! Que ORGULHO no meu CLUBE, nos meus jogadores, no meu treinador!!!!!!
Nesta noite, Drocas MUITO FELIZ!!!



Vamos começar pelo princípio, que é sempre o mais acertado: vínhamos de uma 1ª mão em Lisboa, onde não tínhamos conseguido mais que um empate a 1 bola, o que nos obrigava a marcar na Grécia. Fomos com força, e muita vontade, mas… aquela brincadeira lá na terra dos filósofos… estava da puta que o pariu!!! Ainda há gajos que dizem que o público não ajuda? VALHA-MA DEUS!!!!!!

Aquela cena era de meter medo ao susto!!!! Podiam não ser 60.000 como nós costumamos ter cá, na catedral da luz, mas faziam um barulho… ensurdecedor!! E eu só pensava cá para comigo: mas estes gajos também foram ajudados pela Troika, comágente?!?!? A la madre que los parió!

Que entrada em campo dos gajinhos aqueles, que sufoco, que aperto mitral! Até me faltou o ar!!!!



Eu olhava para o ecrã (graças a Deus, não sei como, isto deu num canal aberto), e só pensava: quando é que será que o vamos mamar?
E mamámos. Um golo de caca, super consentido. Se já tínhamos uma corda no pescoço, deram então, um nó daqueles de enforcado.
“Já foste!”, pensei baixinho…

E andava ali, entre a casa de banho, e a cozinha, e o jantar e lavar os dentes e… GOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! De quem?!?!? Olha, do nosso capitão cavalão Jardel, que veio como patinho feio, e foi ensinado por um outro patinho feio (o nosso careca cabeça de p….), que chegou a ser assobiado pela nossa Luz, e hoje é o CAPITÃO!!!! Indiscutível!!! Há herói!!!! Imperial a saltar, e a cabecear!

De raiva, de garra, de atitude, este foi o grito do Ipiranga que fez acordar o BENFICA, que fez 30 minutos… à Benfica que os deixou de boca ao lado!

Ainda estavam meio atordoados, e já o meu marrafinha favorito (ganhou 13 em 15 duelos), inventou um lance que obrigou o grandalhão guarda-redes a fazer-lhe um penálty claríssimo, que não deixou qualquer tipo de dúvida. Para marcar? O meu Sálviozinho, o meu amor, sempre tão lesionado, tão magoado, mas tão bom e tão seguro. Bola batida de forma exemplar. Sem hipótese. Vai buscar, Tibi!


O meu marrafinha estava endiabrado, e com uma vontade de fazer estragos que voltou a materializar minutos depois, quando centrou do lado esquerdo para o Pizzi bater (aquilo é passar para as malhas!! Nem sequer é rematar!!!) para golo num lance absolutamente genial, que deixou o comentador Nani, o menino bonito do Szeborten (até esse!!!!), todo babado.

Ao intervalo já ganhávamos por 3 a 1. Para quem entrou como se fosse condenado… estava melhor do que a gente poderia imaginar!

Mas não foi tudo!!!! Mal começou a segunda parte o Varela fez um favor à malta e agarrou o Jardel na pequena área, o que só se tem de agradecer, não é verdade? E como quem sabe, sabe, o menino argentino foi chamado de novo para fazer aquilo que tão bem sabe: GGOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Agora, uma série de perguntas/respostas para os espertos:

Ainda acham que não temos equipa?     
     
     Mas será que alguém ainda duvida das opções do treinador? (Na falta do malogrado Jonas, sem ter Castillo, e sem ter optado por levar o Ferreyra, Seferovic encheu o campo mesmo sem marcar (magistral movimentação no belo 3º golo, em que levou 3 defesas consigo)!


   
     Sabem bem o que são 43 milhões euros que assim chegam para atestar os cofres da Luz?
   
   Quem é que tem dúvidas que desta feliz operação, vão surgir reforços para posições fulcrais, menos bem recheadas?

Meus amigos, este PAOK eliminou o Basileia, que nos humilhou no ano passado (5 a 0 em casa; 2 a 0 na Luz), com um resultado em que lhes espetou 5 a 1; e o Spartak Moscovo, com um resultado total de 3-2, para atingir esta fase.

Voltando ao que importa, e ficará, para mim, para a história, como os 7 que mamámos em Vigo,  a reviravolta helénica que é digna de uma nova aventura do Astérix!
ESTA NOITE; FOI UMA NOITE MEMORÀVEL; DE MUITA GLÓRIA!





domingo, 19 de agosto de 2018

Grandiosa corrida de toiros em S. A. Areias de homenagem a Fernando Andrade - 14 de Agosto de 2018



Homenagens, cá para o vosso Tio Sabi, é para serem feitas em vida, quando o homenageado ainda se encontra entre nós. Póstumas, depois de um gajo ter batido asa, é quase como tocar os sinos a rebate para que acudam, depois de o fogo ter devastado tudo.


Por haver mais gente a pensar como eu, é que esta grandiosa corrida de toiros no dia 14 de Agosto, na Praça de Santo António das Areias, promovida pelo agente Nuno Narciso, registou aquela que foi segundo o speaker de serviço, o Homem destas lides, o jornalista Hugo Teixeira, uma das maiores afluências de que há memória.



Mais que merecida, digo, eu. Os touros, as touradas e a forcadagem, acabaram por ser o trampolim para o Fernando se afirmar e mostrar ao mundo, aquilo que verdadeiramente é: um ser humano bom, com tudo o que isso quer dizer. E é assim, não por que tenha sido, ou assumido uma posição qualquer de destaque, seja onde for, mas porque é genuinamente bom, com toda a carga positiva que isso trás atrás.

Conheço-o há tantos anos, quantos me lembro de mim. Acho que desde sempre.
O Fernando, quando éramos mais putos (embora me leve uns 7 ou 8 anos, creio eu, capazes de fazer dele um Homem, quando eu não passava de um puto charila), era assim um grandalhão, um calmeirão cá de Santo António. Mas tinha tanto de grande, quanto de bom. Nunca fez, nem nunca o vi querer mal a ninguém.

Para explicar tudo a quem possa não saber nada disto, ou para recordar a quem já sabe, a história do Fernando com as vacas, para mim, começou bem lá atrás. Quem conta um conto, acrescenta, ou retira um ponto, de acordo com a visão que tenha das coisas, e é importante que eu aqui, na minha tabanca internáutica, confesse que relato sempre as cenas à minha maneira.

O Fernando, de grande, gostando de festas e bichezas, dedicou-se às touradas à vara larga. Bem, o mano aquele, deve ter pegado umas centenas largas de cornos! Não deveria de haver seguramente, nos seus tempos áureos, festas e romarias com garraiadas nas redondezas onde o homem não estivesse presente. Diz que o seu pai também era assim. Disto já não me lembro bem, porque me recordo do senhor assim doente… quase invisual por causa dos diabetes.

O Fernando era tão superstar que o Grupo de Forcados Amadores de Portalegre, o perfilhou. Isto já não sei bem se foi por iniciativa deles, ou do Fernando, ou de alguém que serviu de mediador. Mas a verdade é que pelo amor à camisola, subiu à 1º divisão e andou por lá imenso tempo, que deixou não sei bem, se por motivos de saúde ou outros.

A verdade é que o Fernando tem passado menos bem nos últimos anos, muito devido à forma como a diabetes o tem atacado, e afetado a sua capacidade de visão. A diabetes que parece que é banal e trivial, é uma doença verdadeiramente terrível, e, como tem assolado diversas pessoas da minha família que me são muito próximas, queridas, e que amo muito, sei do que falo. Das doenças que não são ruins ao ponto de nos tirarem o bem mais precioso que é a vida, é das piores. Diz a net que a Diabetes é uma doença crónica, onde a quantidade de glicose no sangue é muito elevada porque o pâncreas não produz qualquer insulina ou não produz insulina suficiente, para ajudar a glicose a entrar nas células do corpo - ou a insulina que é produzida não funciona adequadamente (conhecido como resistência à insulina), a filha da puta!, mas a diabetes, e atenção que há muitos tipos de!, é verdadeiramente limitadora e terrível: tudo o que se come, o que não se come; o que se bebe; ou inclusive, tudo o que se pensa, influi nos níveis e pode influenciar o ecossistema que é o nosso organismo. Os diabetes, como o povo tradicionalmente se refere a ela, ou eles, afetam… tudo! Pés, pernas e outras partes do corpo que tantas vezes são amputadas devido a degradações provocadas por esta doença, e a visão também, são dos seus alvos preferenciais. Ao Fernando, caiu-lhe esta rifa de desgraça, que ele não merecia, de todo.
  




Olé torero!

Esta tourada de homenagem foi uma ideia grandiosa pois, que faz sempre todo o sentido. Se há um homem que se dedicou afincadamente a uma atividade, não há coisa mais bonita que os seus colegas o homenagearem, juntando-se para lhe prestar tributo. Fiquei foi sem saber bem se aqueles 20 euros que se pagaram por poder entrar, reverteram de alguma forma para o homenageado, porque faria todo o sentido que assim fosse.
- “És parvo?!?!?!? Tu sabes o dinheirão que custa fazer uma cena destas?!?!? Só em cavaleiros, touros e…”, diziam-me.
- “Epá, eu sei, mas faria todo o sentido, não achas? Não digo que seja todo, mas uma percentagem, um pouco que ajudasse a melhorar a situação económica do Homem que esteve na base tudo isto… faria todo o sentido. Pelo menos cá pró dROCAS…
Não deve tomar banho em dinheiro como o tipo Patinhas, e… era merecido! “

A tourada esteve impecável, foi muito bonita, animada e teve de tudo, para um leigo na matéria. Não percebo muito mas curto imenso ver aquilo tudo, devo confessar, e acho belo o bailado dos cavalos à frente do bízaro, toda a performance dos cavaleiros enfiados em fatos todos floreados e rococó; bem como as grandes demonstrações de bravura dos forcados, que se agigantam por vezes de corpos tão franzinos para dominarem a massa bruta preta.



Grande Bonacho, a brilhar a cada toque!
Até dava vontade de ficar a ouvir os seus repenicados















Todos os grupos foram dedicar pegas ao Fernando, e tão feliz que ele deve ter ficado. Tão reconhecido, tão amado, como quando deu a volta à praça, aos ombros dos seus colegas e amigos. Que merecido foi.


Naquela noite, o que causou algum transtorno e celeuma, foi a procissão das velas que antecedeu o espetáculo taurino. Pois… leram bem. Mas ainda assim, vou repetir: a procissão das velas que antecedeu o espetáculo taurino. Esse foi um… pormenor (se é que se pode chamar assim ao que ali se passou) que foi menos feliz. Na verdade, não percebi.
Atenção que eu sou cristão, mas sou um cristão-novo, como já tive oportunidade de explicar aqui no blogue, e não me vou repetir para não cair no erro de me tornar pesado. Sou cristão mas… ia dizer, cada macaco no seu galho, o que não fica nada bem porque o assunto é sério, mas vocês já perceberam a ideia. Eu sei que o pessoal das touradas é todo super-religioso, cheios de capelinhas, santuários, rezas e superstições, o que não é, de todo, de estranhar, porque quando um gajo tem de entrar na arena com os tintins bem apertadinhos em maillots coloridos, e vê chifres movidos por comboios de força e carne a fazerem razias aos ditos cujos, tem que se agarrar a qualquer coisa, não é?!?!? Um homem não é de ferro. Aqui, antes fosse!  
Dizia eu que, de modo politicamente correto, cada o seu a seu dono. Ali, acho que o processo religioso não era oportuno, e a forma como tudo decorreu, só veio reforçar esse sentir.









A noite começou como se fosse uma procissão das velinhas, qual mini-Fátima em plena praça de touros de Santo António das Areias, com as bancadas adornadas pelas luzes acesas, e… pelos flashes dos telemóveis, que a tecnologia é muito boa quando conseguimos colocá-la ao nosso serviço. A música era… a certa, como se pode comprovar pelos vídeos, mas com tempos que… deixaram muito a desejar. É que em vez de terminar quando deveria, seguia em repeat por tempo indeterminado, dando a sensação que estava ao desgoverno. Um pouco como o sistema sonoro que não conseguiu fazer chegar às bancadas, as orações e as palavras do nosso Padre Marcelino.
Ora eu acredito que este Padre Marcelino foi uma figura fantástica que nos caiu aqui em Marvão, cujo dinamismo e espírito muito têm dinamizado o nosso tecido religioso. A ideia, caso foi sua, ou tivesse ela sido de quem fosse, seria certamente a melhor. Mas… infelizmente, não passou disso. O que foi pena e algo confrangedor, foi ver tudo aquilo. Não sei qual o intuito, mas sinceramente preferia que não tivesse acontecido. Quando mais não fosse, porque aquele espaço é onde se maltratam animais, e… parece-me a mim, que perante Cristo, todos os animais têm a sua dignidade, que deve ser respeitada. Por mais bruto e selvagem que se seja, não deve ser nada agradável ser espetado com farpas nas costas que devem doer como o raio. Se eles os do PAN e os ativistas anti-touradas tivessem sabido disto, deveria de ser lindo, deveria…


Embora ache, mas isso sou eu a achar, não liguem! que as pessoas que na sua liberdade optaram por não acreditar em acreditar, não têm legitimidade para criticar o que ali aconteceu. Não é do seu ramo, não é da sua índole, não é do seu foro, e assim, acho que devem “viver, e deixar viver”, dando margem à tolerância intelectual. Para mim, é assim.

Do Fernando não quero terminar sem contar duas histórias fantásticas, pelo menos para mim, que tenho e guardo com carinho dele:


1 – Certa vez, estava eu a viver a minha adolescência pós-casamento prematuro aos 24, surgiu a oportunidade, ou o convite para ir à célebre “Ruta de las Cañas”, a Valência de Alcântara”, Espanha. Se bem me recordo, creio que o meu amigo António Garraio, um dos portugueses mais espanhóis que conheço, esteve envolvido no processo, que consistia num rally das tascas muito popular naquela localidade extremenha. Tudo consistia em visitar os diversos estabelecimentos da terra, num percurso pré-definido, provar e avaliar a qualidade da imperial servida (a tal caña), bem como o petisco que era servido de acompanhamento que, nesse país, nisto, muito mais desenvolvido que o nosso, nunca se serve um copo sem que se tenha o cuidado de meter um petisco, para “matar o bicho”, e “fazer a cama”. Pagava-se um x à cabeça, e depois era bar aberto em qualquer um. Até derreter!
Essa “Ruta de las Cañas”, muito popular entre uma certa juventude do sítio, situada entre os 25 e os 35, que habitualmente estudava nas universidades de fora, era um espaço fantástico para se fazerem amizades, e tantos que eu lá fiz que nunca mais me lembrei deles, assim que me passou,        
Ora a mim, creio que muito pela posição de relevo que eu detinha aqui na vice-presidência da Câmara, deram-me logo o papel de júri. Ou seja, eu era um dos 6, 7, ou 10, já não me alembra bem, que deveriam votar, escrevendo a giz, numa tábua que me tinham entregue, a classificação do espaço visitado, atendendo a todos os itens a avaliar, que iam desde a frescura do néctar, à higiene, simpatia do pessoal, e qualidade do petisco, entre outros. Ora, se isto foi bem à primeira, à segunda, ou até mesmo à terceira, a partir dali resvalou de tal forma que eu tive de tomar a decisão de me libertar dessa responsabilidade, e decidido fazer a “Ruta Freeestyle”, ou estilo Kamikase, mandando logo a tábua pontual às urtigas! Dali para a frente, foi só curtir! E há imagens que ficaram gravadas na minha memória, entre muito boa disposição e gargalhada: a de quando elegeram uma jovem para ser a santinha/rainha do evento, por ser a mais bebida, que entrou com um véu santificado na cabeça no bar do “El Clavo”, num andor levada por 6 colegas escolhidos aleatoriamente, estando ela completamente fora; das imperiais que jorravam das bocas nesse último bar, em série, em filas, ao ponto de encherem o balcão, bem como da forma como se esfumaram naquelas muito mais que 100 bocas; e da prestação única do Fernando Andrade!

Sabendo ele de afición que se vive por aquelas bandas, e sendo ele um Homem dos Touros, levou uma capa de toureio que desfraldou na Plaza del Município, enquanto fazia golpes de toureio, como se estivesse a hipnotizar um bicharro de mais de 600 quilos fictício, de forma que ia levando à loucura em olés gritados a plenos pulmões, as muitas passarinhas loucas de desejo que ali se encontravam. Fiquei com a sensação que caso ele quisesse, e tivesse vagar, poderia ter ido com elas todas para a cama naquela noite, sozinhas, ou mesmo em grupo, que estavam tão derretidas que estavam capazes de aguentar tudo. O Fernando, fazia a cena dele, brincar com a capa, e ria-se. Nós, galifões, queríamos ficar bem vistos por sermos amigos dele, claro!

2. A outra memória que guardo, também foi desse género, dos momentos altos da minha loucura teenager tardia que, graças a Deus, me passou de um momento para outro, ou melhor, de uma noite para a outra, no fim 30 de Julho de 2011. Para festejar quando ganhei a vice-presidência da câmara, em 2009, decidi dar para os meus 10 ou 12 amigos mais chegados, um petisco de camarão cozido, frito, e grelhado; no snack-bar “O Adro”, do nosso saudoso amigo Sérgio Bernardo. A “Real Tertúlia do Camarão de Marvão”, assim e ali fundada, durou diversos anos, a reunir uma vez por mês, sempre às quintas-feiras, que era um dia que ninguém desconfiava. Acabou quando eu quase acabei, e desde 2011, nunca mais se fez nada, mas houve alturas, em que o puto meu irmão Miguel Sobreiro, fundou uma sucursal no Algarve, que chegou a reunir, lá e cá. Nessas alturas, sede era coisa que não convinha passar, e a edição de cá de Marvão, depois de um magnífico almoço no “Bar da Olga” do Prado, e de uma visita ao Castelo para os algarvios saberem que isto do PORTUGALO é muito mais que praias, fomos todos cair numa tourada que houve na Praça de Santo António das Areias. Medo!

Ali, embuído do espírito Tertuliano, cheio de orgulho e alegria, o dROCAS Sabis agigantou-se: quis pegar um touro! Bem… eles dizem que era uma vaquinha… ou melhor, um bezerro. L
Mas então, se assim era, pergunto eu, porque motivo fugiam dele?!?!? AHAHAHA….

Bom, até posso conceder que não era muito grande mas o cabrão, era esguio e marrava torto que se fartava.
Eu encaminhei-me para ele, e disse: “ EH! Eh! TOURO LIND… OU BEZERRO LINDO, OU LÁ AQUILO QUE TU ÉS: MARRA AQUI NO SABI!!! (baixinho: devagarinho para não magoar… L )
O Andrade esteve sempre atrás de mim, a dar-me força: vai lá Fabiano! Não tenhas medo que eu estou aqui!

A pena de naquela altura ainda não haverem smartphones, e ninguém se ter dignado a filmar… Teria sido lindo! Bom, a verdade é que depois de me ter enchido de coragem, de o ter agarrado À PRIMEIRA!!!, e o ter bem seguro, tive de o largar bem, não é?
Agarrado aos cornos, a querer-me deslargar, a precisar de ajudas… e só me lembro do malino do Andrade, nas minhas costas, dizer para os outros que lá estavam: deixem-no aí! Ele que se desenrasque sozinho!, enquanto se ria…

AHAHAHAHAHAH! Muito bom!!!!!

Pois nesta noite de 14 de Agosto, ao terminar, houve tempo para uma massa frita para os miúdos e… para ir ver dançar flamenco!


Junto ao cruzamento, montaram a barraca da Câmara, para uns jovens não sei “dáonde” virem fazer uma demonstração de flamenco.
“Fiasco!”, diria eu à cabeça, pensando que depois da tourada, a malta quer é ir para casa, apesar de no dia a seguir ser feriado, e está-se pouco a marimbar para as danças.
Maluco!, e nada mais errado!
Mais uma aprendizagem nova de eventos culturais: desde que esteja bom tempo, ou abrigado; se conseguires arranjar um espetáculo complementar relacionado com aquele que as pessoas se deslocaram a ver, por exemplo: toiros-flamenco, e houver cerveja fresca/imperial, será um sucesso. Uns bacanos a bailhar lá ao fundo, e muitas fresquinhas, era o que estáva a dar-

Pois meu Andrade, este texto vai por ti, meu velho! Se alguém a fizer chegar até ti, e a conseguires ler ou te chegar aos ouvidos, eu agradeço!

Do teu amigo “Óóóóó-lha o Migjigy” (como ele me chamava. Abreviatura de Mick Jagger?!?!?!?!?), o irmão do “Pronto a Vestir” (a alcunha do meu mano Miguel).