E as novas tecnologias (smartphone + wi-fi + app youtube), fazem recordar numa conversa de esplanada, ao entardecer...
Tão atual... (já abalaram, mas ainda cá estão... Tão vigilantes, tão vivos, tão presentes...)
GRANDE JOSÉ MÁRIO BRANCO! SIMPLESMENTE GENIAL! (não é génio quem quer!)
AMO <3
São 25 minutos de puto deleite!
(Recordando uma noite longínqua, no quarto do poeta da Beirã, o meu querido António Manuel Vaz Gonçalves, em que me mostrou está pérola, em vinil, e me deixou estarrecido.)
Há
notícias verdadeiramente inacreditáveis, fraturantes, dececionantes, que nos
deixam a abanar. Há 15 anos, Paulo Pedroso, um dos delfins do Partido
Socialista, apontado nas bolsas de apostas internas, como um nome a considerar
como possível timoneiro futuro, foi dentro, envolvido no turbilhão da Casa Pia,
pesando sob a sua cabeça, a terrível acusação de abuso sexual sobre menores,
provavelmente uma das mais graves que um homem sério e responsável, pode
suportar sob a sua cabeça.
Na
suspeição, matou-se uma carreira política. O ar compenetrado, sisudo, algo
cinzento, passou a assumir na suspeição, um caráter malévolo, sibilino,
terrível. Morreu politicamente.
Até
Ferro Rodrigues, hoje o atual nº 2 na nossa hierarquia política, deu o corpo às
balas, e assumiu a importância da sua defesa, como uma das prioridades máximas,
na sua carreira política. Mas o povo português, habituado que está a esta forma
destrambelhada e exacerbada dos políticos na defesa dos seus pares (recordando
aqui, a histeria permanente do caquético Soares, na defesa do seu amigo José
Sócrates, que todos imaginamos atolado em provas incriminatórias), deixou-o
cair.
Nesse
então, passou 4 meses e meio, repito, 4 MESES E MEIO, a ver o sol entre as
barras, engavetado no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
Agora,
década e meia depois, ou seja, 15 ANOS depois, surge uma decisão do Tribunal
Europeu que lhe dá razão. Pois o Tribunal de Estrasburgo, defende que deveriam
ter sido tomados outros cuidados à prisão preventiva de Pedroso, e que não
existiam provas suficientes de que o antigo ministro tivesse cometido os crimes
de abuso sexual de menores, capazes de o engavetar.
Vai
daqui e decide que o Estado português, ou seja, nós todos, tem a pagar-lhe €
68.555 euros, num prazo de 3 MESES! AHAHAHAH… muito bom! Olha… que, que, que…
há com cada merda! BEM! Isto é só rir!!!! E nem sequer é um número redondo!
Aqueles 555 euros, e não 556, como não 554… são de partir a moca! Onde é que
está a tabela para analisar a gravidade da coisa? AHAHA… muito bom!
Então
engavetam o rapaz, com base no testemunho de uns putos chutados à margem da
sociedade, encostados, marginalizados, com base em meros testemunhos, sem cruzarem
as acusações e os dados, e agora querem que a gente indemnize o rapaz, por lhe
termos dados cabo da vida, salvo seja, que eu nunca lhe fiz mal nenhum…
Bem…
estou que não posso! Isto não é a EuroDisney, mas que é um país a brincar,
disso não há duvidas nenhumas!
E
agora que todos falam sobre a eutanásia, no momento em que todos votam sobre
esse ato intencional de proporcionar a alguém, uma morte indolor para aliviar o
sofrimento, causado por uma uma doença incurável ou dolorosa, sempre que
realizado por um profissional de saúde mediante pedido expresso da pessoa
doente… agora que esses 4 projetos de lei, do PS, BE, Verdes e PAN, foram
chumbados em sede da casa da democracia, também o vosso tio Sabi, acha ter o
direito de opinar, nem que seja aqui, no seu cantinho no limbo cibernético.
Das
coisas, das tantas coisas que aprendi dos meus pais, uma das mais importantes
foi que a forma mais fácil, justa, e proporcional de ajuizarmos sobre seja quem
for, e o que for, é conseguirmos, em abstrato, colocarmo-nos no lugar do outro.
Por aí tento, tanto quanto possível, reger a minha vida, enquanto ser vivo, que
está no meio de iguais. Nunca prescindindo da minha visão, e do meu sentir,
tento sempre não chocar contra os outros, e o que seja, de forma deliberada.
Tento viver na procura incessante dessa perspetiva, de não deixar que a minha
liberdade vá contra, e limite a liberdade dos outros.
Por
exemplo, quero ter um cão, consegui ter espaço para ele, e agora, que cá o
tenho, até as deixo pensar que ele é delas, e não meu; e não só não permito que
os seus dejetos conspurquem a vida pública, como o ajudo a viver em liberdade,
respeitando as suas idas à rua, de manhã, à tarde, e à noite (noitadinhas não
são permitidas!). Passo assim, vivendo e deixando viver.
A
questão da eutanásia é de tal forma fraturante, e intensa, que até o meu Miguel
Sousa Tavares, que considero sempre como o paladino da consciência portuguesa, manifestou
em horário nobre que sobre a questão… não tem opinião formada!
Pois
não tem ele, mas tenho eu!
Talvez
importe aqui clarificar que, nesta fase da minha existência, estou convicto do Cristão
que sou, praticante, embora não pratique todas as visões e opiniões da igreja
que professo, quanto mais não seja porque sei que sou humano, falível, e erro.
A cada semana que inicío, na missa de agradecimento ao senhor meu Deus, por
essa nova oportunidade que me dá, bato no peito pedindo perdão por, por pensamentos,
atos e omissões, deixar muitas vezes que a minha condição mortal não me deixe pensar,
ou agir, da forma mais consentânea com essa minha condição de cristão.
Esta
questão da eutanásia, que enfleuma jovens imberbes histéricos, em manifestações
pró-vida, ou desdobra a intelectualidade, em gritos de liberdade; é para mim,
do mais simples, e elementar possível.
Cada
um destes que opinam, apenas os sentaria numa cadeira, os olharia nos olhos, e
lhes pediria que, em abstrato, se imaginasse a si próprio, prostrado numa cama
de hospital, aprisionado a uma doença letal, terminal, sem qualquer tipo de
hipótese de recuperação possível, e imaginasse todo o cruel sofrimento que
sofreria, e submeteria os entes queridos que o envolvem, tentando calcular o
que sentiria nesse então.
Analisada
assim… a eutanásia, é uma matéria de clemência. O homem… finito, falível,
limitado, quando não é capaz de mais, quando atinge os seus limites do
suportável, deve ter capacidade de pedir; e os outros, de concederem, a
hipótese de terminar. Terminar a vida, ou o sofrimento neste corpo tereno onde
vivemos, dependendo da convicção de cada um. Poderia ser uma libertação. Assim
a vejo.
Perante
tudo isto que aqui defendo, é claro que sou favorável a essa benesse para quem,
estando consciente da sua condição, pede para que o libertem dessa sua condição
carnal. Como é mais que claro que Portugal, perdeu mais uma oportunidade de
provar o contrário, e se deixou mais uma vez evidenciar como um país limitado,
atrasado, de segunda linha, bem atrás de países como a Holanda, a Bélgica, ou o
Luxemburgo.
A
estreia da série “1986” escrita por Nuno Markl, era o happening do momento.
Toda gente estava à espera desse primeiro episódio, e até nisso, foi um reviver
desse ido ano, há… 32 anos atrás! Deus… dito assim, até dói.
Markl
é um dos homens, da nossa comunicação social, há já muito tempo atrás. Figura
da rádio (quem nunca ouviu falar d’ “O homem que mordeu o cão”, não está vivo),
da televisão (tem participado em diversa escrita criativa da área), do cinema
(crítico em diversas publicações, e argumentista de outras obras), desenha
maravilhosamente, é craque da net, e sem dúvida alguma, um Nome a ter em
consideração, quando se fala de comunicação social nacional.
Puto
da minha idade, com apenas mais dois anos que eu, parece que vive noutra galáxia,
de tudo parecer que lhe corre bem… mesmo as coisas que aparentemente lhe
correram mal (como o casamento com a “musa” Ana Galvão).
Começou
na rádio pirata “Rádio Voz de Benfica”, e depois dali, tem sido sempre andar às
cavalitas… do seu talento. Andou pela célebre “Correio da Manhã Rádio”, onde
conheceu e se tornou amigo muito próximo do Sr. Rádio, Pedro Ribeiro, e dessa
amizade/parceria, que não mais (o) deixou, a sua presença diária, primeiro na
Antena 3, com o José Carlos Malato e a Ana Lamy; depois na Rádio Comercial; não
deixaria de nos animar as manhãs, e os dias. Depois da rampa da rádio, foi
notado e haveria de integrar as produções fictícias, do grande Nuno Artur Silva,
onde passou a ser adotado pelos grandes nomes do talento humorístico português
(leia-se Herman José, e afins), que passaram a ser padrinhos, porque também
vivam dele.
Com the Whole bunch... o co-autor Filipe Homem Fonseca, acompanhado de Eduardo Madeira, dos Cebola Mole, em baixo à direita; Miguel Góis e Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento, à esquerda e em cima; Nuno Artur Silva, ao centro, ao lado de quem tudo gravita; João Quadros, do lado esquerdo; e o portalegrense Rui Cardoso Martins, ao seu lado
O
Markl é assim um homem… algo estranho, que mais parece um cartoon. Uma barba
muito mal esgalhada, que dá o ar de quem não teve tempo para a fazer, uma enorme
caixa de óculos, um risco ao meio adornado por cabelos brancos, e um corpinho…
nada atlético. Tem, aquele ar de quem se safou de levar mais pancada dos colegas,
porque sabia desenhar, e… tinha graça. Ele é, no fundo, uma criança a viver num
corpo disforme de homem adulto. Sobretudo, é um amante de música, séries, e
filmes, que adora viver no meio desse merchandising e parafernália diversa. E é
por ser um tão grande conhecedor destes mundos, que o sucesso desta sua menina
dos olhos de ouro, era mais que esperado.
Para
quem viveu esses anos, com a impressão que não foi assim há tanto tempo atrás,
a série é… um mimo, uma delícia, um mergulho no passado. Tudo ali está… estrategicamente
colocado, para resultar na perfeição:
-
Os décors estão maravilhosos, onde não
faltam os azulejos de então, os eletrodomésticos, os equipamentos (televisões e
gira-discos, por exemplo), os sofás, os cortinados… tudo!)
-
O guarda-roupa aprimorado à
exaustão: dos sapatos, aos anoraks, das calças às camisas, dos óculos, aos
relógios…
-
As personagens estão todas muito bem
desenhadas, tipificadas, esculpidas, com tiques, jeitos, e expressões que as
definem muito bem. Ali não falta o pai comuna, crítico de cinema, ou os
professores, desenhados ao ponto, onde não faltou a setôra boazona (quem não
teve uma que desejou ardentemente?); ou os colegas, que parecem mesmo um que
conhecemos, tal e qual: do heavy metal (alô meu amigo Bitch da Póvoa e Meadas!)
à gótica (naquele então, os miúdos vivam muito mais em estanques; enquanto os
de hoje são quase todos mainstream), passando pelos miúdos bonitões, mauzões,
desportistas, que quase sempre nunca chegaram a lado nenhum na vida;
Neste video em baixo, apresentados,em direto, no programa "5 para a meia-noite"
-
A envolvente mundial (pós guerra fria)
e nacional, no tempo quente da
corrida às presidenciais entre o Freitas e o Mário Soares. Nesse então… também
eu puxava pelo professor (o facho! Isto visto por eles), muito pela influência
da minha prima Mimi Carita, para fugir ao esquerdista (comuna?) Soares. A minha
perspetiva era a inversa, à do protagonista.
-
O argumento, que ainda está por
descobrir, mas já vai dando laivos de uma visão crua e realista, daquilo que
foi viver naquele período (a timidez, o abandono, a doença).
Ora
todas estas peças, jogam bem e fazem parte de um quadro que resulta imponente,
muito por ser solidificado por uma banda sonora absolutamente fabulosa, de mais
de 100 temas cristalizados numa playlist do Spotify (“1986 – Canções para uma série”), com 128 canções, 9 horas e 54
minutos (Como dizem os brasileiros, “MASSA!”), que tenho estado a escutar,
enquanto a prosa se desenvolve.
Como
disse, esta série teve o mérito enorme, de hoje conseguir juntar a família, à
volta daquele que era, naquele então, o centro tecnológico nevrálgico de uma
casa: a televisão. A memória que tenho desse tempo, era eu, o meu irmão (o
puto, 6 anos mais novo), o meu pai, e a minha mãe, todos a vermos o mesmo. Ele,
deitado no sofá da sala (pai, era pai. Pai mandava!), estando eu e o meu irmão
sentados, na outra ponta, aconchegados entre as pernas dele e a camila; enquanto
a minha mãe, numa cadeira, fazia trabalhos manuais, tomava notas, ou fazia contabilidades,
numa cadeira. O meu pai fumava e nós ríamos, a ver o “1,2,3” do famigerado
Carlos Cruz; ou os “Jogos sem Fronteiras” apresentados pelo Eládio Clímaco.
Programas para a família.
Na
minha casa, hoje em dia, uma casa não abastada, mas da classe média, quando
muito, cada um… vê o que gosta, quer e consegue. Temos o prazer de estarmos
juntos, e sabermos que somos quem mais gostamos no mundo, mas neste tempo… eu
não obrigo a Alice a ver as notícias, os documentários, ou os debates, que nada
lhe dizem; como ela não me obriga a jogar os jogos da gata no tablet, ou a mãe
não obriga a Leonor a costurar, ou a ver o CSI Las Vegas ou Miami, que ela
adora, nos (escassos) tempos livres. A Leonor habitualmente, quando não está a
estudar, está a descomprimir, ou a rir-se à gargalhada com os que segue no
instagram ou outra rede qualquer.
Ontem, estávamos os dois, eu e Leonor, a ver a mesma coisa. A rirmo-nos das mesmas coisas, sem confrontos de gerações. As mesmas piadas. Só não percebi, aquela tanta piada, quando ele disse que "o outro ia perder os 3"...
? Dá ssim tanto que rir?!?
Enfim... esta
série “1986” é um portento, quanto mais não seja porque mostra aos miúdos deste
tempo, como as coisas eram no século passado, quando tínhamos a idade deles.
Alguma vez tinham ouvido falar numa cassete, vulgo K-7? E já teriam imaginado
que um videoclube (magistralmente recriado na série), era um sítio, e não um
serviço do operador de Televisão? Conseguem imaginar o planeta, e a vida, sem
telemóveis? Pois eu lembro-me perfeitamente deles aparecerem, em forma de
tijolo, enormes! Agora, assistimos às notícias, no horário de trabalho,
transmitidas num. Vejam-me bem a vertigem dos tempos. Esta série traça um quadro
belíssimo, que vai ficar!
Markl,
muitos parabéns. Eu não sei o que vocês estão a pensar fazer na próxima terça à
noite. Mas eu, apesar de já saber, onde os episódios transmitidos irão ficar
alojados, e de ter a série a gravar, vou ter os olhos colados no ecrã. À
antiga!
Até
então!
Da banda sonora, esta delícia, com a grande Lena D'Água
E esta magia, com a sempre brilhante Ana Bacalhau
Tiago, o alter-ego do próprio Markl
Marta, a bebé da escola
Sérgio, o heavy
Patrícia, a pequena vampira
Gonçalo, o bully betola. Odeio! Vontade de lhe dar uma pêra!
Enxuto,
cabisbaixo, com ar bonzinho, Pedro Dias tinha o aspeto, de quem até dava pena
ter… apanhado 25 anos detrás das grades... (tadinho...)
Para
mim, foi o campeão de vendas, o sempre fustigado “Correio da Manhã”, que
acertou na Manchete: "DAQUI A 19 ANOS, TÁ CÁ FORA!"
Durante
esse tempo, o vosso professor Savimbi sabe de fonte segura, que vai dormir sob
um teto, comer condignamente, fazer nenhum, ler, fumar, ouvir rádio e música,
ver filmes e televisão, inclusivamente ter visitas femininas para aliviar…
te(n)sões, ter roupinha lavada... tudo, pago por nós, contribuintes em geral.
Algo
está podre no reino da Dinamarca, como dizia o Hamlet, quando um gajo faz
crimes hediondos, tais quais como: três homicídios, uma tentativa de
assassinato e ofensa à integridade física qualificada, três crimes de
sequestro, dois de roubo… apanha… 103 anos sem ver o sol, mas na realidade, isto
reduz—se a 25. Umas férias, portanto.
Me
confesso cristão, sigo os mandamentos deixados por Jesus, o Senhor, e procuro
que a minha vida seja conduzida em consonância com ele, e os seus ensinamentos.
Sei, e acredito, que nenhum homem tem o direito de tirar a vida ao outro, ou a
si próprio. Mas a minha consciência digladia—se com o sentimento, de que o ar
se torna irrespirável, quando é partilhado com criaturas como esta, que na
minha opinião, não merecem viver.
Imaginemos
que eu era irmão da enfermeira Liliane, que ia a uma consulta de fertilidade a
Coimbra (na prossecução do sonho de ter uma criança), com o marido, quando
foram interceptados, e baleados, sem apelo, nem agravo.
Assuponhamos que daqui a uns anos, me
encontro com esta besta do Dias, a beber
uma imperial, numa esplanada qualquer, à beira-mar. Ele, não eu...
Era
capaz de ser engraçado, dar de caras com este facínora.
Esta
(in)justiça dos homens que se pensam modernos, e a merda a que isto tudo nos
leva.
Pois
segundo a ordem do magistrado Sabi, juíz de fora da comarca da Cova da Moura (gruta
que já espeloelogei – ver significado do
verbo que acabei de criar agora), ali entre a Portagem e o Porto da Espada,
cheia de estalactites, estalagmites, e morcegos!), a decisão judicial era
outra. O Juíz Sabi sabe (passo a redundância) bem, que essa história da
sociedades modernas aplicarem a Lei de Talião, “vulgo “olho por olho, dente por
dente”, ou seja, “se mataste, serás morto” é um retrocesso aos tempos
primitivos, que ninguém quer. Mas isto também… se mataste, se fizeste sofrer,
se dilaceraste lares e famílias… mereces 103 anos dentro, mas, com descontos,
só apanharás 25, e se te portares muito bem, mais dia, menos dia, estarás cá
fora; ora vai lá para dentro comer a refeição que a gente te fornece, e não te
atrases para ver o jogo da bola, no refeitório… PORRA, QUE É DE GESSO!
Perante
isto, só tenho que dizer: lamento
imenso!
Coisas
que vejo, no mundo, de binóculos, do alto de Marvão… e me DOEM!
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Isto é muuuuuuuuuuuuuiiiito bom! Cliquem em cima, ampliem, e leiam lá! Por favor... Sabem porque é que o Correio da manhã é o campeão indiscutível de vendas? Com esta distância:
É por causa de delícias destas! Onde é que nós poderíamos saber disto, sem ser por aqui?!?!? Bom, eu, para já, não compro jornais. São caros, não tenho tempo para os ler, e nem a solidariedade de classe me leva a avançar. Mas este vai-se apanhando pelos meus cafés de eleição, e sempre que posso, não deixo passar um dia sem que lhe meta a vista em cima. Sempre com assuntos absolutamente fabulásticos, dignos de uma outra dimensão.
E vocês podem perguntar: "mas nosso tio Sabi, como é que tu formas a tua opinião, como é que alimentas a cultura geral, sem leres jornais?"
- "Amores: consumindo tudo o que posso de várias fontes (tv, rádio, revistas, net), mastingando os assuntos, pensando sobre eles, ruminando-os, esquartejando-os. De resto, os jornais fazem-me tanta falta para saber o que se passa no mundo onde vivo, como ler me faz falta para, dizem, saber escrever. A leitura convencional nunca fez parte dos meus hábitos, e ultimamente, ainda menos."
Tenho os meus auxiliadores de opinião que considero, os meus programas aos quais não falho há anos... Vou-me desenrascando.
Mas este jornal, esta notícia... é de lerem, aumentarem e absorverem porque está uma delícia.
No sempre belíssimo programa/rubrica
“Contas Poupança” da SIC, o jornalista Pedro Andersson (https://www.facebook.com/contaspoupanca/),
revela-nos o impressionante mundo do novo Portal das Finanças, agora
completamente modificado, orientado na perspetiva de servir online o
contribuinte.
Eu assisto, algo maravilhado, na
perspetiva do mero espetador, às inúmeras potencialidades desta nova
ferramenta. Já muito sabia, por informação interna, mas acaba por se ficar
sempre com uma sensação de deslumbre. A velocidade com que as coisas acontecem…
Quando entrei para as Finanças, em
2000, como estagiário para o serviço de Nisa, com o meu, desde então enorme
amigo, quase irmão, Rui Pinheiro, tivemos como primeiro grande desafio, o ajudar
na recolha, de todas as declarações de IRS daquela área. Se bem me recordo, são
10 freguesias. Declarações, uma por uma, campo por campo. Cedo viram que os
miúdos eram bons com os computadores, e daí, a sermos largados nessa grande empreitada,
foi um passinho.
17 anos depois, as declarações de
IRS, foram descontinuadas, em papel; e qualquer um já pode entregar o IRS de
forma automática, via telefone, de uma esplanada qualquer, devendo para tal, apenas
ter Wi-Fi e as suas passwords. Parece futurologia, não é? Mas é verdade!
Assim que me pude aperceber
daquilo, que o novo portal das finanças pode fazer, estremeci. Qualquer um
sentado à frente de um computador, pode aceder a toda a informação fiscal, em
geral, e sobre si. Emitir guias de pagamento, efetuar esse mesmo pagamento via
home-banking, em casa, tranquilo, à lareira; entregar toda e qualquer
declaração, seja ela de rendimento, ou património. IVAS, IRS, Modelos 1 de IMI,
Declarações de Imposto de Selo… tudo aquilo que a gente faz no serviço!
Percebi então porque motivo,
desviei logo o olhar, quase inatamente, assim que comecei a ler na intranet (a
nossa internet interna), tudo aquilo que o novo portal poderia dar aos nossos
contribuintes. Todo um manancial de dados, fichas e informações.
Na altura, perante o mal estar,
comentei: é o princípio… do fim. Não mais entrará uma nova geração de técnicos
tributários, como no meu tempo. Éramos à volta de 80.000 a concurso… e hoje
damos corpo, e cara a esta casa, que aquando da nossa chegada, não tinha
admitido ninguém há já 14 anos.
No futuro, antevejo um poder atribuído
às máquinas, cada vez mais assustador, e opressor. Os humanos, em casa, ligados
à rede, fazendo tudo através de um computador pessoal. Não convivendo, não
falando, não interagindo.
Na cúpula, isto, muito à frente,
na Europa, e no próprio mundo! Mas…
Em Vale Salgueiro, durante dois
dias, na festa dos reis, os putos não só são encorajados a fumar, como são os próprios
pais quem lhes compra os cigarros
Andar por lá na rua, deve ser um
fartote de rir, com os putos todos a esbajearem pelas esquinas!
- PAI!!! OLHA ELES MESMO A FUMAREM!
- Ah… aquilo é só queimar, filha! Eles
não travam. Não inspiram o fumo.
O
João Pereira Coutinho é um puto, 3 anos mais novo que eu, mas é um conceituado
cientista político, escritor, e colunista. Não é um trabalhador do fisco de
província. RESPECT.
Licenciado
em História, pela Faculdade de Letras do Porto; doutorado em Ciência Política e
Relações Internacionais, pela Católica; é, atualmente, ali professor
assistente.
Já
o sigo desde " O Independente", onde o lia com muita assiduidade, e
do "Expresso", onde sempre se destacou pelo brilhantismo.
Escreve
na Folha de S. Paulo, e no Correio da Manhã, onde agora o costumo ler, e
fulgura, sempre como um diamante na lama.
Sempre
muito crítico e acutilante, é dono de uma prosa envolvente, que até quase corta
o ar.
Muitíssimo
da via da direita, na auto—estrada do poder, com lugar fixo na área do
"facho", zurze grandes sessões de pancadaria em tudo o que mexa da
esquerda, e quando se fala, de geringonças... é fartar vilanagem!
Como
digo, quase sempre diz bem, esclarece melhor, é claro. O seu tio Sabi, lê—o
sempre. E divulga—o (clicando 2x, aumenta e dá para ver.)
A
que si... ?
Se o vir num autocarro, dê-lhe um "passou bem", ó fachavore! Bom moço!