sexta-feira, 19 de julho de 2013
O diário de bordo do capitão Robinson Crusoe
segunda-feira, 11 de julho de 2011
De volta ao burgo (com o Algarve revisitado)

É nesta semaninha passada em família, com o rabo enfiado no areal e os pezinhos a serem banhados pelas ondas, que melhor me apercebo da dramática relatividade do tempo. Como voa…
Passa-se um ano inteiro a sonhar com este interregno de tudo e ainda mal avistámos o mar… já estamos arrumar para partir de volta.
A estadia deste indígena por terras do Algarve, para além de ser um bálsamo revigorante para o que resta do ano, é também por mim aproveitada para tirar o pulso à portugalidade. Não se pode propriamente falar num banho de civilização (longe disso!), mas passar os dias a observar as centenas (milhares?) de tugas que torram nas toalhas ou se meneiam em passeios à beira-mar constitui uma oportunidade única de estudo da fauna autóctone deste nosso bizarro país.
No Verão constato as modas, os novos “hypes”, as expressões recém-criadas, as tendências das conversas, as taras e manias. No Verão… tiro o pulso ao Zé Povinho.
E este ano pode muito bem ser catalogado do ano em que “A crise tudo levou”. Perante a contingência deste cataclismo, divido os portugueses em 3 grupos distintos: os que, por motivos diversos e fatalidades variadas (perda de emprego, incumprimentos) já levaram com a crise em cima e deixaram assim (infelizmente) de ter possibilidade de passarem umas férias na praia; os que vivem na fartura e não só ignoram a crise como se chegam até a aproveitar dela para facturar mais algum (que os há…); e um terceiro grupo que sofre por antecipação mas que por ter tido a graça de conseguir manter as fontes de rendimento familiar ainda vai desfrutando da vida, a medo, poupando onde pode, mas sem ter bem real noção do que é que lhe pode/vai acontecer.
O que eu notei mesmo foi que havia muito menos gente, muito mais geleiras e lancheiras, que não há jogos/modas supérfluas a registar e que as filas desapareceram dos restaurantes da moda ou de referência, o que não é mau de todo, pelo menos na óptica do utente.
Comprova-se uma máxima minha: não podemos de deixar de fazer as coisas por causa da crise. Temos é de aprender a fazê-las de forma menos dispendiosa. Exemplo: a imperial na esplanada do “Costa do Vau” com vista para o areal valia 1 euro e 30. Carote, certo? Certo! Mas se se atravessasse a estrada para o “Património” já se podia dar mergulhos numa caneca de lager XL por apenas 1 euro, numa maravilhosa happy hour que estica das 9h da manhã às 7h da tarde. Capicce?
Depois… a dose de sardinha assada na “Dona Barca” (a melhor de Portimão!), bem debaixo da ponte velha, já com batata e salada incluída estava a menos de 5 euros, porra! Não é caro! 5 euros dá para andar para aí 2 minutos de carrinhos de choque no São Marcos… E o que é melhor, o que é? Não brinquem… Claro que o jarro do tinto é pago à parte mas é melhor que nada.
Na esplanada do Chimarrão há um rodízio de carnes que enche o prato por menos de 4 euros e 4 euros é quanto vale o “full english breakfast” capaz de deixar qualquer um empanturrado onde nem sequer faltam salsichas do tamanho de pilas de burro. À fartazana!
A bola de Berlim, essa suprema instituição balnear, estava a 1 euro na menina da buzina (Fónki, Fónki…), com a grave possibilidade de um gajo morrer sufocado ao tentar tragar uma massa tão trabuca sem um pouco de creme para ajudar a escorregar. Já as bolinhas com o glorioso creme no bar de apoio de praia (que pareciam rir-se para mim lá da vitrina, com o creminho a escorre-lhe pelos lados, como que a dizerem-me “come-me, come-me… devora-me otra vez…”… CUSTAVAM O MESMÍSSIMO EURO! Agora acabem-me com elas que nunca mais vos conto nada.
Registei também que os bikinis das senhoras estão cada vez mais pequeninos, ao ponto de qualquer dia correrem o risco de se desintegrarem, ou serem comestíveis, ou eu sei lá. A mim não me faz impressão nenhuma, digo-vos já. Até acho bem. Só acho é que quando as mãezinhas se inclinarem para a frente para levantarem os bebés, ou para tirarem o bronzeador da mala, e “especarem” os rabos de perna aberta com gente atrás, deviam ter instalado no rabo um dispositivo como o das carrinhas de 3.500 quilos quando fazem marcha-atrás (aquele PI-PI-PI-PI-PI) para avisarem a malta e a gente olhar para o lado. Até me admira como não ficou lá nenhum esticado com um enfarte... Haviam de ver os velhotes todos a dizerem que têm de mudar a pilha ao pacemaker. Ai não… não queiram…
Ter uma tatuagem deixou de ser uma cena de estilosa para ser do mais pimba que pode haver. Calma… I still love as duas princesinhas que voam livres no meu peito, como não abandonei os planos para próximas inscrições, nem deixei de gravar o “Miami Inc.” com medo de perder algum episódio. O mesmo não poderá certamente dizer o resto da malta que encarneirou por fazer sempre as mesmas tatuagens. Para mim: há quem tenha tatoos (personalizados, diferentes) e os outros. E quem são os outros? Os outros são os decalcados. Todos os que por aí respiram com uma destas: arame farpado, índios, lobos, águias, o nome dos filhos ou… (medo!) da mulher, um golfinho a mergulhar ao pôr-do-sol (vómito…), caracteres chineses, símbolos de clubes de futebol, focinhos de cães ou gatos e por aí fora… estão condenados a 3 coisas: ou continuam a levar com o riso de quem olha, ou começam um mealheiro para fazerem uma remoção a laser no Natal, ou vão à drogaria aviar meia dúzia de folhas de lixa e começam a limpeza a sangue-frio numa de “do it yourself”.
Neste Verão, o tempo esteve uma merda e eu fartei-me de rir da velhota algarvia que esteve durante uns bons 10 minutos a falar sozinha na paragem do autocarro em frente ao apartamento onde eu estava, a mandar o Verão literalmente para o caralho só porque ainda não trouxe calor. Naquele precioso monólogo, ela, na sua imensa sabedoria popular, falou de tudo um pouco... dos malefícios do efeito-estufa ao degelo dos calotes polares, das temperaturas de torrar de antigamente ao “chove-não-molha” actual, da crise, da falta de dinheiro, da falta de turistas, do governo e demais coisas da, cito, “puta que pariu”. Ainda lhe gritei “CONCORDO!” da varanda mas acho que ela já estava meio mouca. E pitosga. Fartei-me de lhe dizer adeus quando já estava sentada no vai-vem e ela nem esboçou o mais mínimo movimento a não ser um bater de placa nervoso. Mulher do catano!
É certo que esteve sempre sol e ameno e a minha Cris ficou toda contente porque a menina assim não apanhou calor nenhum. Mas e eu?!? Eu queria era ferro e fogo e ondas de 5 metros para fazer muitas carreirinhas… mas disso nada… Desolação. O mar como uma imensa piscina de água gelada onde o pessoal ia fazer xixi. E nada mais…
E assim se passaram… estes belos 9 dias… na doce rotina da corrida-de-1-hora-pelo-areal-às-8h-da-manhã-seguida-de-café-mais-bola-com-creme-mais-jornais-mais-mergulhos-mais-contruções-na-areia-mais-almoçarada-mais-sesta-mais-mergulhos-até-anoitecer-mais-jantarada-mais-passeio-na-rocha-ou-Shopping. Desconfio que se me saísse o milhões haveria de organizar os meus dias com uma simplicidade desarmante. Ser-se feliz até é simples e eu fui muito nestes dias se bem que coabitar com 3 mulheres; sendo que uma é pré-adolescente precoce (que critica e questiona e refila por tudo e por nada), outra que só tem 1 ano e meio mas é um autêntico compêndio ambulante de terrorismo infantil e outra que é mãe e tenta meter tudo na ordem (eu incluído); não é nada fácil. Mas eu gosto assim… Aliás… eu adoro.
Já digo como a Leonor que começa a perguntar antes da Ribeira de Nisa se “já chegámos ao Algarve?”.
Diz-me Deus… Ainda falta muito para o ano?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
"Vidas" do Correio da Manhã – Manos Sabi no Sasha

Esta brochura, se me é permitida a designação, é uma das mais isentas, bem estruturadas e completas publicações do mercado editorial português.
Não tenho qualquer tipo de dúvidas que grande parte do sucesso do jornal se deve a esta lapidar e complementar revista.
A edição do sábado passado, que eu me apressei a comprar a fim de me servir de companhia na manhã passada nas piscinas do Centro de Lazer, era riquíssima.
Para além do destaque à nova doença de Ronaldo, chamava também a atenção para a Clara de Sousa (que anda feita maluca), para o gémeo modelo e para os Santamaria. Um mimo!
Folheando no interior, não pude esconder a minha satisfação e alguma vaidade ao ver publicada uma foto que sacaram a mim e ao Júnior no Sasha, em plena festa da Maxmen, onde de facto estivemos.
Aqui deixo a cópia para a posteridade com um grande abraço para o Rúben (onde é que estão os gajos dos convites?) e ao Janita que serviu de fotógrafo com o seu telemóvel.
Muitos beijinhos também para o Evaristo, o DJ Joaquim e a Carla Matadinho, que mal vimos mas isso não interessa nada.
Foi uma noite memorável, pá! Se eu me pusesse aqui a contar o episódio do Zézé Camarinha, o dos russos bêbados que iam entrando pela praia fora com o carro desembestado, o do gajo que ladrava às inglesas e o do taxista maluco… dava quase para escrever um livro!
E o man que ficou profissional a passar lancheiras a ferro com as rodas da viatura, ao estacionar na praia?
Muito bom!
Valeu, pessoal!
domingo, 24 de agosto de 2008
Bolan... Aquele bar!
O Bolan, em Alvor, bem pertinho de Portimão, é um verdadeiro templo de amizade e tudo aquilo que um bar deve ser: um espaço de paz e convívio, de fraternidade e atitude.
Situado na esquina de uma rua polvilhada de estabelecimentos e gift shops que vai desembocar na Ria local, impressiona logo pela sua aparência exterior, pelas cores garridas da bandeira da Jamaica e pelo seu estatuto interventivo bem patente nas imagens na fachada de Luther King, Mandela, Che, Marley, Ghandi, Malcom X, Haile Selassie, Teresa de Calcutá e Miles Davies, todos homens e mulheres que pugnaram a sua existência na luta por um mundo mais justo e mais fraterno.
Se o aspecto exterior não podia ser mais convidativo, imaginem o recheio… Entrar no Bolan é mergulhar no quarto de um eterno adolescente e deixar-se deslumbrar por toda aquela iconografia de encantar. Numa deliberada estética “pró-erva”, não é de admirar encontrar estampadas nas paredes altas desta casa antiga e de traça tradicional, diversas personalidades do showbizz exercendo a arte do fumo, não faltando mesmo uma versão da Mona Lisa com um grande cacete nas unhas.
No Bolan, o som é reggae e a bebida, caipirinha ou caipiroska de frutos silvestres, ambas de provar e chorar por mais.
Enquanto nos deliciamos com a especialidade da casa, passeamos os olhos em redor e reencontramos Frank Zappa e os Beatles, Jagger com Marley e Tosh, desenhos, posters e souvenirs, Chaplin, Jimmy Hendrix e James Brown, todos eles desfrutando, sorrindo, ajudando a fazer-nos sentir em casa.
Descobri esta pérola pela mão do meu Júnior que em boa hora para ali me encaminhou. Fartou-se de me falar no estatuto quase mítico do fenómeno e na figura tutelar do proprietário conhecido como Cáubi, seu cliente e amigo, figura famosa na cena pelas suas respeitáveis rastas, pela contagiante boa disposição e pela exemplar gestão familiar que implementou no espaço com a ajuda dos seus 6, disse 6 filhos.
Na minha noite de estreia, no ano passado, fiquei com tamanha boa impressão que não resisti a regressar, como se me faltasse fazer qualquer coisa importante nestas férias se por lá não passasse. Desta vez tive o azar de não levar o Miguel comigo e de não poder estar com o patriarca que estava ausente, mas tive a sorte de ter um pôr-do-sol imenso que tudo banhava com um dourado redentor bem à frente da esplanada, e de ter conhecido o Nago.
O Nago é um dos herdeiros deste legado e pelo que tive oportunidade de dele conhecer, posso assegurar que o império está mais do que garantido. Os traços do seu rosto não enganam e ele foi pronto a explicar que naquelas veias corre sangue com ascendência dos indígenas da amazónia, de escravos africanos e dos tão europeus holandeses. A sua atitude muito positiva, uma simpatia contagiante e uma graça natural encantadora fazem dele um adolescente tão diferente de quase todos os outros, standartizados, formatados, limitados. Um verdadeiro anfitrião de luxo!
E eu senti sinceramente que podia ficar ali para todo o sempre, naquelas mesinhas de tábuas vermelhas, verdes e amarelas, a receber a energia revigorante do astro-rei, enquanto intercalava a conversa com mais com mais uma sorvidela daquela mescla divina de açúcar torrado, lima, gelo e cachaça.
Compromissos já assumidos obrigaram-me a partir, contra a minha vontade, mas com uma promessa: “Algarve para mim, tem de ter beijo neste solo sagrado. Jamais falharei!”.
O Bolan ficou por lá, languidamente estendido rua abaixo, à espera dos amigos que já tem e dos tantos que certamente há-de fazer com a sua magia encantadora.
Até breve, espero eu!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Modas… de Verão
Olhar para tudo em volta. Observar, analisar e ruminar tudo o que vejo.
Perante a oportunidade de ver tanta gente, de tantos sítios diferentes e durante tantas horas à minha frente, aproveito sempre a praia para fazer o meu raio-x à portugalidade, batendo uma chapa ao sentir e ao estar lusitano.
E isto porque não há moda, boato, crença ou novidade que não rebente ali bem no meio do areal, nas bocas de quase todo o mundo.
Neste ano, estão em destaque:
1) Rabos
-
Acho justo. Na verdade, nós, os homens, já há muito que utilizamos a tanguinha tipo “nadador”, ao melhor estilo Zézé Camarinha, e nunca ninguém se horrorizou com isso. Ainda era eu gaiato e já me lembro de uns modelos à leopardo, com as ancas bem cavadas, que a mim me pareciam que davam um ar traveca aos machos que os envergavam, mas que me parece que não deixavam de surtir o efeito desejado no público feminino que perante tamanho exibicionismo, nem sequer precisava usar muito a imaginação para antever o calibre…
De forma que saúdo as jovens e as senhoras que, de uma vez por todas, se assumem sem complexos e sobretudo aquelas que mesmo sabendo que não são donas de um corpo escultural, não deixam por isso mesmo de revelar as suas formas, mais lisas ou arredondadas que ele há gostos para tudo e é por isso mesmo que o mundo não cai para o lado.
Nota do Professor Martelo: 5/5
2) Tatuagens
A prática de gravar no próprio corpo símbolos ou elementos relevantes com carácter de permanência é uma prática corrente do homem desde tempos imemoriais.
Hoje em dia, não há coisa mais na moda que as tatuagens, ao ponto de eu dar toda a razão ao meu irmão quando diz que qualquer dia quem é notado não é quem as tem, mas quem não as tem. Realmente, conta-se pelos dedos de uma mão, o pessoal que ainda não aderiu a isso.
Não é que eu não concorde, antes pelo contrário. Interesso-me bastante pelo tema e há muito que ando a matutar naquilo que gostava de ver para sempre gravado na minha pele e só ainda não concretizei porque o facto de ser para sempre me deixa meio a vacilar.
O que me custa notar é que a maior parte do pessoal só não tatua um sinal de trânsito, o símbolo do Lidl ou o número de telefone dos bombeiros lá da terra porque não calha.
Há o grupo dos caracteres chineses (que vão sendo cada vez menos à medida que vão abrindo mais lojas chinocas pelo país fora), o grupo dos caracteres árabes (estilo Simão Sabrosa e Quaresma), o grupo dos indígenas (estilo índios e lobos), o grupo ao estilo inglês (apanhando o braço todo, como o Raul Meireles), o grupo dos clubes de futebol e o grupo das pessoas (que tatuam a cara dos filhos e da avó e nunca ficam parecidos), isto para não esquecer o grupo dos pioneiros, da guerra colonial, da malta que esteve em Angola, Moçambique ou na Guiné e que ostenta, orgulhosa, a data do período em que lá permaneceu, um “Amor de Mãe”, “Em África rezei por ti” ou “Sangue, Suor e lágrimas”.
Hoje passei por um tipo que num ombro tinha uma imagem de Jesus e no outro, uma águia. Estive para lhe dizer: “olhe, desculpe, mas o meu amigo de certeza que é católico e do Benfica, certo?”. Como de certeza que ele me ia perguntar: “epá! como é que sabe?”, achei melhor fingir que não vi nada. As tatuagens podem ser perigosas…
Eu ando louco por uma tribal azteca ou por um elemento floral oriental que vi numa revista mas é melhor esperar a ver se me passa. Se tivesse ido na minha conversa de há uns anos atrás, já há muito que tinha um extraterrestre num antebraço ou o Batman com a capa a esvoaçar nas costas. Ele há coisas…
3) Colares à Cristiano Ronaldo
-

A rapaziada cá da praia, querendo tanto imitar o ídolo e na dificuldade de arranjar uma namorada com o calibre de mamas da Nereida ou um Rolls-Roice de 500.000 euros, faz romaria à santinha para adquirir o adereço da moda.
Ainda hoje me cruzei com um casal em que ele levava um branco a condizer com os dentes da frente e ela um rosa-choque bem feminino.
No Sasha, o clube / discoteca nº 1, são mato e não há jovem que se preze que não tenha o seu. Aposto que nem desconfiam que aquilo também dá para rezar mas… quem é que precisa de rezar quando há ipods e playstations?
“Isso tá fora de moda”, dizem eles, e eu acho que a Igreja também tem culpa: quem é que os manda meterem as missas a um domingo de manhã quando sabem que a malta vai toda para a borga no sábado à noite? Experimentam a fazê-las às segundas-feiras de tarde, quando anda tudo arrependido do mal que se portou no fim-de-semana e vão ver que apanham lá muitos mais, até a confessarem-se!
Termino como uma nota que me surpreende sempre imenso que é a predisposição para a novidade com que os veraneantes vêm para as terras do Algarve. É uma coisa divertidíssima! Não podem ver nada novo que juntam-se logo num magote de malta, atropelando-se para estarem na linha da frente. Seja um gajo a tocar berimbau, um cãozinho que faz o pino ou uma pulga amestrada a praticar dança Jazz, tudo é razão mais que suficiente para que o pessoal que circula nos passeios aos milhares fazer logo uma roda com um escarcéu monstruoso à volta.
Isto é bom para quem tem o amor-próprio em baixo ou necessita um suplemento extra de atenção. A solução está em vir para o Algarve, estender uma toalha numa esplanada ou montar uma banca numa avenida qualquer e começar a tocar pífaro liso, a falar ao contrário ou a fingir que é capaz de imitar o som dos traques apertando o sovaco como nós fazíamos quando éramos putos.
Um dica de ouro? Fazer de homem-estátua! É dinheiro garantido. Vista uma cuecas largas, meta muita base na cara, coloque uma lata de atum vazia para as moedas (uns bons metros à sua frente), empine-se num balde virado ao contrário e finja que é capaz de estar quieto mais de 5 minutos. Acha que não aguenta? Não faz mal, também ninguém vai ficar lá mais do que esse tempo a reparar e entretanto pode coçar o nariz, os tintins ou a orelha que o pessoal até se ri a pensar que é de propósito.
Verão 2008! Ele há coisas fantásticas, não há?





