domingo, 12 de fevereiro de 2017

Apresentando... Lukas Graham


O que eu ando agora a ouvir? Sempre entre muitas coisas? Um puto de 29 anos que me embala na rádio, que “diz” coisas naquilo que canta, que tem uma banda com o seu nome porque… veio depois dele e… acha que é um nome giro. A letra já me fascinava, mas quando pesquiso é descubro que é autobiográfica fico… quite all right!

Descobri que o Lukas Graham é uma personagem fascinante, com uma educação alternativa que nasceu numa ocupação anarquista em Copenhaga, chamada Chistiania, lugar com população menor que mil pessoas, onde moradores rejeitam governo e dinheiro, aceitam tráfico de erva e vivem de forma mais precária que no resto do país. Em entrevistas, o cantor compara o local às favelas do Brasil. Ele conta que a maioria dos seus amigos de infância estão na prisão e os retrata como pessoas que não tiveram sorte na vida mas que, se tivessem tido, seriam pessoas boas. 





Toda a gente o ouve com “Mama said”, mas creio eu que poucos perceberão o que está por trás das linhas que canta. Dr. Sabi não é mais que os demais, apenas diferente. Gosta de saber, tenta sempre conseguir saber o que está por detrás, seja do que for.
E assim… “Mamã disse”
  
Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.

Lembro-me de perguntar à mãe e ao pai,
Porque nunca viajávamos para sítios exóticos,
Na verdade só visitávamos amigos,
Nada a contar quando o Verão acabava.
Na verdade, nunca íamos comprar roupas,
Chegávam-nos à mão em grandes quantidades,
Sapatitos novos numa vez ao ano, e então,
Era jogar à bola logo para rebentá-los.


Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.

Não me percebam mal, eu não passei mal,
Tive amor suficiente da mãe e do pai,
Mas acho que eles não perceberam,
Quando lhes disse que a minha cena era Hollywood,
Disse-lhes que poderia estar a cantar na televisão,
Os outros miúdos diziam que era maniento,
Os mais velhos começavam a gozar-me.

Mas agora estão todos à minha frente (ha ha)

Quando a mamã dizia que estava bem
A mamã dizia que estava bastante bem
A nossa gente ia para a cama
E estava tudo bem
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles
Que apontavam dedos maldosos e gozavam
Porque éramos bons miúdos.

Porque éramos bons miúdos,
Eu sei de onde sou,
Eu conheço a minha casa,
Quando estou em dúvidas e a lutar,
É para lá que vou,  
Um velho amigo pode dar-me um conselho,
Quando os novos apenas sabem metade da história,
E é por isso que os quero sempre junto a mim,
E é por isso que estou feliz,
E estou bem,
E sabes o que a minha mãe dizia?

Sabias o que é que ela me dizia?  

Quando a mamã dizia que estava bem,
A mamã dizia que estava bastante bem,
A nossa gente ia para a cama,
E estava tudo bem.
A mamã dizia-nos que éramos bons miúdos,
O pai dizia-nos para não ouvirmos aqueles,
Que apontavam dedos maldosos e gozavam,
Porque éramos bons miúdos.


Para provar que não é um one hit wonder, um fogacho de sucesso que surge e estoura como muitos outros, todos os dias, reouvi o seu primeiro hit “7 years”



Uma vez, quando eu tinha 7 anos, a mãe disse-me,
Vai arranjar amigos ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 7 anos.

Era um mundo grande, grande; mas nós pensávamos que éramos maiores,
A empurrar-nos uns aos outros para os limites, estávamos a aprender depressa,
Aos onze, fumando erva e bebendo água ardente,
Nunca ricos mas na rua para fazer figura grande,

Uma vez, quando eu tinha 11 anos, o meu pai disse-me,
Arranja uma mulher ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 11 anos.

Eu sempre tive aquele sonho, como o meu pai antes de mim,
Então comecei a escrever canções, comecei a escrever histórias,
Alguma coisa sobre essa glória, parecia sempre aborrecer-me,
Porque apenas aqueles que amava na realidade, poderiam conhecer-me de verdade.

Uma vez, quando eu tinha 20 anos, a minha história foi contada,
Antes do sol da manhã, quando a vida era solitária,
Uma vez, quando eu tinha 20 anos.

Apenas vejo os meus objetivos, não acredito no fracasso.
Porque sei que as vozes pequenas, te podem fazer maior,
Tenho os meus rapazes comigo, pelo menos com esses conto,
E se não nos encontramos antes de eu sair, espero ver-vos mais tarde,

Uma vez, quando eu tinha 20 anos, a minha história foi contada,
Escrevia sobre tudo o que eu via à minha frente,
Uma vez, quando eu tinha 20 anos,
Em breve teremos 30, as nossas canções estarão vendidas,
Teremos viajado pelo mundo e continuaremos a rodar,
Em breve teremos 30 anos.

Ainda estou a aprender acerca da vida,
A minha mulher trouxe-me crianças,
Então posso cantar todas as minhas canções para eles,
E posso contar-lhes histórias,
Os meus rapazes estão comigo,
Alguns continuam a procurar a glória,
E alguns tive de deixar para trás, 
Meu irmão, continuo a senti-lo.

Em breve, terei 60 anos, o meu pai tinha 61,
Recorda a vida e a tua será melhor,
Uma vez fiz um homem tão feliz, quando escrevi uma carta,
Espero que os meus filhos venham e me visitem, uma ou duas vezes por mês.

Em breve, terei 60, irei pensar que o mundo é frio?
Ou terei um monte de filhos para me aquecerem?
Em breve, terei 60.
Em breve, terei 60, irei pensar que o mundo é frio?
Ou terei um monte de filhos para me aquecerem?

Uma vez, quando eu tinha 7 anos, a mãe disse-me,
Vai arranjar amigos ou ficarás sozinho,
Uma vez, quando eu tinha 7 anos.

E não é sobre isto que é o sentido da vida? Quando formos velhinhos, teremos filhos e netos que nos estimem e considerem? Que façam tudo ter valido a pena, quando nós desaparecermos? Que façam a nossa vinda a este mundo ter deixado marca?

Os funerais… valem sempre muito menos do que o que as pessoas pensam que valem. Poucos estão lá de verdade, com sentimento, lamentando verdeiramente a falta de quem partiu. Muita gente “tem” de estar porque sim, porque fica bem. Muita gente está solidária, mas a sofrer com a desgraça dos outros, a admirá-la como se estivesse dentro de um reality show. Há muitas conversas cruzadas sobre tudo e nada. Cá fora então, no território macho, a distância do defunto é chocante para quem está em homenagem, e há mas é que ir provar o vinho novo da taberna ali em baixo. O meu e o teu não serão certamente diferentes.


Lukas canta-nos sobre pessoas, sobre vidas e o que realmente importa. Já está nos favoritos. A seguir.

Em 1º. Na corrida (para o tão sonhado TETRA). A depender… apenas de nós


Então é assim… apertados pelo porto que já se chegou a imaginar fora da corrida, e agora nos cheira as chuteiras, apenas a 1 ponto de distância, quando já lá esteve bem atrás; o Benfica tinha de defrontar um Arouca desenhado de forma raçuda, à imagem do seu treinador Lito Vidigal. Já perdemos pontos com eles.


O Benfica jogou e… ganhou por 3 a zero. Uma exibição plena de concentração, esforço e sábia gestão do plantel, porque teve de alinhar toda a segunda parte com menos um, devido a um vermelho direto duríssimo, que encostou Ederson às boxes, por uma saída menos inteligente em que houve contato com o adversário. Ai os árbitros roubam a gente? Ai pois roubam! E é muito!!!!! Vermelho ali?!?!? Nas nalgas, senhor professor. Nas nalgas!


Dois golos do meu Barba de Chibo favorito e o melhor do jogo… Carrillo! A deixar a lagartagem cheios de urticária e hemorroidal. Um lance de antologia começado pelo meu Semedinho (ai vais render milhões, vais!) e o menino peruano a afirmar-se cada vez mais, com grande classe e suplesse. Parecia que tinha olhinhos.



Tio Sabi: Este vai para ti!

Classe! MAis de 40 000 000 (está bem assim, Nuno Mota?) nas bancadas e o momento da noite, ao cair do pano, com todo o estádio a cantar em coro : “EU AMO O BENFICA!!!!”. De arrepiar…


(Obrigado pelo vídeo, mestre Zé Belo! ;))
A conversa que se segue no meu mural de facebook é, de resto, simpática de se seguir. De um homem que joga na minha divisão, nestas andanças, modéstia aparte.


Perguntaram ao nosso Adjunto Arnaldo Teixeira, o que foi aquilo, do estádio todo a uma só voz. Resposta: “Isto é o Benfica! É o Benfica!”


E o vosso Tio Sabi carrega: pois nem que eles, os outros todos, se pintem da cor que quiserem. Isto é lindo, é magia, é futebol, é saúde! Os rostos dos executantes, os sorrisos, o companheirismo e a amizade. Não há aqui ódios, raivas, maus fígados. O futebol é lindo e nós somos futebol. #Páputaqueospariu!





#aculpaédobenfica
O estádio todo a cantar…



E agora os outros que amanh… ! Eu quero que os outros se amolem!!!!!!! Não vou sequer ver! O Benfica só precisa dele! E desta garra, deste brio, deste fervor! BBBBBBBEEEEEENNNNNNFFFFIIICCCCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMMMPPPPREEEEEEEE!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O fado, que lhe vai lá dentro



Os finalistas pediram à Leonor para ir cantar na sua noite de fados. E ela acedeu. Sempre amiga de ajudar, desde que me lembro, nem pestanejou e disse logo que… sim. Sem pedir cachet (também, era o que mais faltava), ou qualquer outro tipo de mordomia. Deu um sim, sem pedir, pois, qualquer coisa em troca. Quando a causa o justifica, tem a quem sair, digo eu, com evidente imodéstia.


Alguém soube que cantava bem, outros insistiram, ao concordarem, e lá foi ela. Nós, pais, fomos também numa terrível noite de Inverno, com a televisão do Inácio a dar um bestial (o resultado seria sempre bom. Um, ou ambos, teriam de perder pontos para nós) dérbi de futebol, em que os tripas recebiam a lagartagem, em casa.

O recinto estava muito bem composto, que estes eventos que mexam com as famílias do intervenientes, resultam sempre num sucesso. Muita, muita gente para um menú que era apelativo mas… não mais do que isso. A sala estava cheia e a política já se sentia no ar. Não havia candidato com pretensões, que não estivesse por lá. Os dados estão mais que lançados e a rolar.   

Fiquei sentado num sítio do qual sempre fujo: junto à parede, de frente para ela, e de costas para a sala. Não gosto porque quem fica assim, perde sempre tudo o que se passa no recinto onde se encontra. Ora foi essa mesmo a razão porque me procurei alocar ali. Eu fui mesmo foi para assistir à atuação da Leonor e da minha afilhada Maria, para poder desfrutar do talento das demais participantes, para conviver com os meus familiares que estavam entre os comensais e admirar os artistas mais velhos convidados.

O que demais se passava na sala, eram manifestações capazes de me causarem uma certa repulsa. Ou muita repulsa. Desconfio da verdade da palavra que os move, uns mais que outros e… não quero nem assistir. Levei o espetáculo de costas, a ouvir o empolgante relato com um ouvido, e a conviver com o outro.

De vez em quando via-os passar no espelho à minha frente e deixava-me rir, cá dentro. O que move as pessoas… pode ser o poder, a influência, o dinheiro, a consideração dos outos… mas nada é dado com despojo, sem querer algo em troca. Nos antípodas da minha Leonor, nessa noite.

Quanto aos intervenientes: os guitarristas estiveram ao mais alto nível. Epá, para quem não tem conhecimentos suficientes para analisar o nível de execução, aquilo foi bom demais! Sem abébias, sem falhanços, com pinta, com gosto, com qualidade. Gostei muito. E disse-o ao amigo José Roberto que fez o favor de ensaiar a Leonor, já para a atuação de Marvão: “quando se faz com amor… salta cá para fora!, ó mestre.”



Dos consagrados, já mais velhos, é um prazer poder admirar quem canta o fado com tanto prazer. Artistas que já vou conhecendo destas andanças, o Sr. José Claudino é um homem que canta o fado com devoção. Carrega de emoção cada palavra que diz e enche a sala de sentimento e paixão.


Tal qual como a da Dona Júlia Ferreira que diz sempre sim e nunca se nega a ajudar a quem lhe pede para dar largas ao seu talento. Por mim, parecia-me que poderíamos ficar ali o resto da noite a ouvi-la.


Uma novidade foi o Sr. Alfaia (do qual não consegui tirar uma foto boa. Peço, por isso, desculpa), que eu creio que ainda não conhecia e foi toda uma revelação. Um tipo de fado mais clássico, bem dito, cantado de olhos cerrados, para sentir cada sílaba. Levei-lhe um recado do seu primo que mantém aberta a Piscina Museu-Arqueológico ali no Tragasal, e creio que entreguei bem a carta a Garcia. Missão cumprida! Será que vamos ter fadistagem cá pela aldeia?

Passemos agora então, para as verdadeiras estrelas do evento, sem contar com todos os finalistas que estiveram muito bem na apresentação do evento, no serviço de mesa, na organização geral.


A fantástica Marisa Garção é um docinho. Não sei bem se aquilo de cantar o fado foi um dom natural que nasceu com ela, ou então foi algo que herdou por via de um pai que ama tanto a música, que lhe foi dando uma forcinha para a frente, até que não descansou senão enquanto não a viu lá cair. Um pouco como a história do filho do caçador, que quase que tem de dar um caçador também. A Marisa impressiona não por ter uma voz cristalina e poderosa, mas por ser aquele projetinho de mulher tão bonita (não sairá às pedras da calçada…, seguramente) que toda ela é força, querer, vivacidade e ímpeto. Desejo que cresça sempre com esta graça e esta paixão. Impressiona.




A Joana Vieira era a estrela da companhia, sejamos francos e lisos. Esta já mulherzinha, cuja paixão pelo fado nos habituámos a admirar desde que quase andava de fraldas, tem sido um projeto de artista lindo de acompanhar. Ela, pequenina, quase que enfeitiçava o Grupo Desportivo Arenense com a sua paixão. Tanto se gosta, que se entranha e fica dentro. Esta menina nasceu, no, e para o fado. Com muito sentimento, um lindo cabelo, pose e saber estar em palco, parecia a artista convidada. Lindo de ver era o pai Fernando que a seguia e segue sempre, alimentando este amor do seu rebento. Boa sorte, ó companheiro!


Por falar em artistas com alma, com garra, com querer e com talento, falarei na minha afilhada Maria. Esta mulher (dói dizer isto… tou velho…) nasceu para estar à frente de um holofote, ou atrás de um micro, como preferirem. Desde sempre pá! Havia qualquer coisa e… a Maria estava lá. Pois a Maria tem voz, tem pose, tem à vontade e saber estar. Ela ajeita os cabelos, ela dedica um fado ao avô, a quem agradece por ter esta paixão por este tipo de música; ela tem, como os americanos dizem: what it takes! É sempre um prazer poder admirar quem faz tão bem o que está a fazer, e é tão feliz a fazê-lo. Parabéns, minha querida. Tudo bom! O pior disto tudo É QUE COM ESTAS MERDAS ME SINTO HORRIVELMENTE VELHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH que neura! Se elas estão assim… Ai vais de canoa, vais!



E chegamos à Leonor, peça central da minha existência, já há 15 anos, quando descobri que um gajo tão tonto e tão palerma (hipocondríaco, também), era capaz de gerar uma vida. Pois assim, nada de mal formações congénitas nos testículos, ou incompatibilidade entre os cromossomas entre mim e a Cristina, nada! UUUUUUUUUUUFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFAAAAAAAAAAAAAAA…

Já tinha contado que a Leonor disse que sim, que ia. Comecei por isso. Mas a Leonor… é o ser mais parecido no mundo que há comigo. Se a dona Alice é a mãe escarradinha, esta, como lhe costumo dizer, “os livros que anda a ler… fui eu que os escrevi.”

Disse que sim mas… o clima de guerrilha que se instalou depois, em minha casa, é coisa para eu pedir de joelhos quando for a próxima vez: ou dizes logo que não, ou pensas duas vezes. Compromisso, é compromisso.
- Se és crescida e tens palavra, tens de a assumir, senão passam a não te dar crédito. Pensa lá nisso.

Para ela não havia nada a ensaiar, não lhe metia medo se não acertava com os guitarristas, e a mãe, claro, apertava. Uma apertava, a outra fugia com o rabo à seringa e o Drocas impava.

Foi muita pressão, muita pressão. Mas essa noite, como de resto aconteceu em Marvão e em São Salvador, as coisas não correram nada mal.

Eu sei que ninguém me leva mal de dizer isto. Quando muito podem achar-me presunçoso e maniento mas eu quero lá saber disso! Este blogue é meu. Faço o que quiser. Não tenho de dar justificações a ninguém. Se não gostarem, podem deixar de cá vir, olhem! Ou criem um vocês. Mas eu… se não digo aqui o que penso… então é que não digo mesmo em lado nenhum. A Leonor é muito bonita. É a única mulher que acho mais bonita que a mãe. Tem os brilho dos teenagers e a minha, já algumas rugas nas covinhas. Está a ficar um pouco larga nos quadris mas… a porra dos chocolates e dos doces são tão bons… e o pai é tão careta com aquela seca da importância de fazer desporto e correr que… que se amole!


Depois, tem presença, tem muita piada e sabe estar… no seu jeito. Muito descontraída, muito show off, muito outside. Brincou com a colega Liliana quando a chamou ao palco por… Bruno Sobreiro. Ao ver todos a rirem, disse que… “na boa… Bruno também dá.”

Tão “fora” é que quando a chamaram, tive de lhe ir segredar ao ouvido que não se esquecesse de agradecer a quem a convidou. Ela: “claro! Faço sempre isso, pai!”.
Fui lá porque nem em Marvão, nem no Porto da Espada aconteceu tal atenção.

A Leonor tem uma voz muito bonita, muito diferente de cantar o fado e nada é ali forçado. Sai tudo com as maiores naturalidades e caso estivesse treinada, poderia ampliar os sons que consegue atingir e quem sabe, dar uma boa fadista.


(Aqui com a extraordinária prestação da Alice, nos backing vocals. Ouviu-a tanto a aprender a letra... que a aprendeu também. A minha pequenina, que eu digo sempre que é a minha favorita cá de casa, mesmo à frente das outras. A diferença de idades (9 para a mana) permitem-me estas alarvidades. Ela merece, coitadinha. É tão pequenna... E eu noto o grau de satisfação do seu sorriso quando me ouve dizer isto... Pisca-me o olho! A mãe não consegue...

Mas para isso, como para tudo na vida, tem de haver trabalho. Muito trabalho, humildade, abnegação, capacidade de acreditar. E eu creio que… as prioridades da menina são outras. Como pai, não me resta outra coisa que aceitar, como as coisas são.

Se ela fosse uma Joana, uma Maria, alguém que quisesse muito, eu teria todo o gosto em apoiá-la, em ser um como os Fernandos (Vieira e Dias). Faria-o com gosto. Ela sabe, que eu o sei. Assim, há que apenas conseguir transmitir-lhe que… estarei sempre aqui. Aconteça o que acontecer. Mas a vida… essa… será sempre a dela. E é a coisa mais preciosa que tem. Só se vive uma vez e há passos que se dão, que não permitem volta atrás.

Eu, aqui estarei. Sempre!

Se for para cantar, para cantar será.


Amo-te, como tu sabes. Mais do que a vida minha.

Sê feliz, Leonor. Eu tou cá para ajudar

Com o bigode que eu adorava e tu odiavas. E tudo o vento levou...


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Carta a Toni (Sir António Costa, prime-minister)



Hoje larguei a jorna quando pouco passava das 16 horas. Depois das 7 horas de trabalho diário, 35h numa semana, contas fechadas, assuntos organizados e arrumados, estava com o dia concluído. O sol brilhava e aquela nuvem espessa, fria, de nevoeiro que tinha envolvido Marvão durante todo o dia, tinha-se dissipado. O sol e a paisagem convidavam.

Apoquentado pela inatividade física destes últimos 15 dias, que me começam a atormentar a alma e a comprometer os movimentos, pensei, que fazer? 
É isso! Vou correr!

Se assim o pensei, melhor o fiz. A pequena estava com a avó Zira, a do meio, ainda trabalhava no Turismo; e a mais alta ainda estudava em Portalegre. A barra estava livre, só para mim!

Enverguei a indumentária, selecionei o novo dos “21 Pilots” para me ir fazendo companhia, e fiz-me à estrada. Atirei-me à volta do Valongo, pela Ranginha, que é, de longe, a minha favorita. Pela extensão e dificuldade. Foram 11,32 km em 1 hora e 32 m.


O que os meus olhos viram… a tarde… o pôr do sol… as paisagens  para o lado do Pé da Serra e Castelo Branco…

E eu só pensava… a quem é que tenho de agradecer isto? A Deus, claro está, é mais do que sabido e conhecido. Mas na terra… quem é que tornou isto possível? E foi então que se foi desenhando na minha cabeça… enquanto corria…


A carta a Toni

Meu caríssimo e querido António Costa, primeiro-ministro de Portugal,

Perdoa-me a informalidade, mas tu pareces ser um gajo tão fixe, bonacheirão, sempre sorridente e bem disposto, que me sinto à vontade para me esticar contigo.

De verdade que acredito que não leves a mal esta minha alarvidade. Depois, o nosso Marcelo, inaugurou uma forma de estar na política que se acaba por estender aos outros órgãos e membros, quer queiram, quer não. Quem entra na Musgueira ou na Buraca, com um à vontade que dá para se meter pela casa das pessoas adentro, como se vivesse lá, acaba por contagiar.

Escrevo-te porque hoje me aconteceu uma coisa tão boa, que me apeteceu agradecer-te. Saí do serviço, depois de cumprir as horas que o governo liderado por ti, aprovou. Ainda tive tempo para ir fazer o que gosto tanto e por motivos diversos, andava estranhamente a adiar: correr. Coisa pouca, dirão alguns; uma excentricidade, dirão outros; mas uma vitamina poderosa sem a qual falha o meu equilíbrio… físico e mental, é o que é.



Como espero sinceramente que chegues a debruçar os olhos sobre estas linhas, passo a apresentar-me. Eu sou Pedro, o Sobreiro, tenho 43 anos mas quando me olho para o espelho vejo sempre o puto com 7. Não sei se isto é defeito, ou doença. Não sei se há mais malta assim, mas eu sofro disso. Sou natural de Marvão, essa vila magnífica entre o Alentejo, com que não se parece nada (tem rio e montes de água), e a Beira Baixa, mesmo aqui ao lado, que se vê bem perto.

Estudei para ser jornalista, estou encartado para tal, mas trabalho nas finanças, aqui na terra. Olha, foi o preço a pagar por querer regressar para aqui, mas não me importo nada. Mesmo. De verdade. Até gosto muito do que faço. Nas horas vagas, quando tudo dorme, exerço a escrita, aqui. Relato a vida, percebes? Isto é tipo "O Diário de Adrian Mole, na crise da adolescência" que eu li e me marcou muito. O meu blogue, que já tem 10 anos (não é de ontem!), e cerca de 525 000 visitas, é o meu livro.. "O Diário do Drocas (aka. Tio Sabi) na intensidade excêntrica da meia idade. A malta até gosta como eu conto as merdas e vem cá ver. Na boa. Sem compromisso.

Sou casado, tenho duas filhas, um cão e acho que sou feliz. Sou mesmo! Não considero que seja mal remunerado mas meti-me a fazer uma casa (sonho de vida) com dinheiro que não tinha, pedi ao banco para me emprestar e… não estás a ver bem. Assim que lá cai… chupam-me logo 1/3. Isto porque as taxas de juro estão baixas. Agora imagina tu…

Há, vai fazer 6 anos, dei um trambolhão de uma vespa e ia-me finando, rapaz. Contra um muro, imagina. Uma cena… Fiquei logo KO. Tinha estado a jantar com amigos, vinha com um grão na asa (não astronómico, como algumas meninas dessa casa grande onde legislas, e ainda assim se safam com a proteção dos governantes, mas algum seria) e safei-me à rasca. Valeram-me os bons médicos, os grandes hospitais e Deus, força em que muito acredito, sobretudo depois deste tropeção.

Tenho 1 metro e 80. Bem, é 79, mas eu queria tanto ter 80, que digo sempre assim: 1,80. Ninguém me vai medir agora, não é? E eu não mostro o cartão a ninguém. Peso 80 quilos e sou atlético. Nado com regularidade, também, e sinto-me bem. Não sou um homem particularmente bonito, mas também não me considero feio. Epá… tenho um nariz muita grande e sou careca, ou em vias de o ser; maneiras que não vivo mal neste escafandro que tenho. Tenho um olho azul, e um verde. Mas sou do Benfica! Grande benfiquista. O meu sogro quase que me obrigou, mas eu já era antes de o conhecer. Ou à filha dele. Minha mulher.

Não to digo para me estares a agradecer, ou para pensares que te estou a fazer algum favor, mas eu votei em ti. Votei no PS porque queria que o país mudasse, porque o discurso de desgraçadinho daquele com pouco cabelo, como eu, que tinha a mania que era cantor; e do pequenino narigudo, como eu, que quis ser vice do que manda; já me estava cá a enjoar. Os gajos eram uns tarecos do catano. O pequenelho bateu logo asa, para aquela empresa para onde o teu ex-colega Coelhone foi ganhar trocos. O outro ainda por cá anda, convencido que ainda vai lá mas… não será fácil. Há um príncipe no norte que lhe vai tomar a corte.

Olha, isto tudo para te dizer que achei aquela tua jogada da Geringonça, de juntares os meninos todos do recreio, do contra, que poderiam alinhar na tua equipa, para ir contra o que tinha mais votos, foi uma cena malaica e genial. Parecia um filme. Parabéns.

Vejo todos os dias as notícias, ao almoço e ao jantar. Sempre na SIC, porque acho que é a melhor. Vejo sempre o Eixo do Mal e o Governo Sombra, e por vezes, a Quadratura do Círculo, onde tu exercitaste a tua retórica, sempre com brilhantismo e bravura. Mas esse, às vezes, dá-me sono e deixo-me dormir. Já não sou novo. 43 já são alguns.

Vejo as notícias mas deixei de comprar o jornal do teu mano, o Expresso, nem foi tanto pelo dinheiro. Também importou… (isto depois da Troika, conta tudo), mas foi porque aquele saco de plástico cheio de coisas que eu queria ler, mas não conseguia porque não tinha tempo, me dava uma ansiedade brutal. Estou mais tranquilo, assim. Mais burro mas mais descansado.

Quero eu com isto avançar que não serei o gajo mais informado para estar aqui a debater contigo as tuas políticas, mas acho que tens estado sempre muito bem. Epá… uma argolada ou outra, como esta da concertação social, em que achavas que a malta tua amiga ia votar como tu, mas a história da Taxa Social Única não te correu como querias, não foi? Deixa lá… Cuidado com os comunas! Eu tenho uma amiga que é, e adoro um veterinário da minha terra que também é… gajo brilhante, que escreve como ninguém, mas é alpalhoeiro e fala muito alto. No entanto, é grande benfiquista e tudo se lhe desculpa. Mas os comunas são como os lellos. Quando os “atacam”, fecham-se sobre si e … mordem. Conta com os teus. Olha, aquele jovem, o Galamba, tem um aspeto desenxovalhado e fantástico. Parece ser porreiro. Desvia-te é do Sócrates. Esse gajo, pá… não acrescenta nada. Vai por mim.

Mas olha, eu acho que quase tudo o que fazes é bem. Tu trabalhas, tu és esperto, tu és gajo para marcar. Curti quando foste lá à China para os gajos virem para cá em força com os telemóveis Huawey. Sabes que é o meu? É uma máquina. Foi-me receitado pela chinesa minha amiga da Hiper Mega Casa China da Citroen de Portalegre, Luana, que agora tem um restaurante. Ainda não fui lá. Mas tenho muita vontade.  

Olha, a razão desta missiva e o que eu te agradeço mesmo, é a hora a que saio do serviço. Quano é que isto não vale? Com os outros dois estarolas, tinha que gramar até às 6h da tarde. Às 6h… Fechava a Câmara às 4h, a Conservatória às 5h e os desgraçadinhos dos impostos, agarrados às mangas de alpaca até às 18h. Era de noite, escuro como o breú, quando descia a encosta de Marvão. Uma pena. Até podia ter tido um acidente. Bom… sou capaz de estar a exagerar… mas era mau.

Eina, eu hoje fui sempre a dar-te beijinhos no ar. A cada paisagem e coisa boa que via. Quando via vaquinhas… gritava “COOOOOOOSTA!!!!!!”… Quando via ovelhinhas, que até se assustavam: “É O MÁÁÁÁÁÀÁÁÁÀÁÁÁÁÁIORE!!!!!!”

Tão bom… tão bom…

Olha, eu sou assim um bocadinho excêntrico. Intenso, como me chama um amigo meu. Maluco, me chamarão outros, e quem sou eu para dizer que estão errados de todo.

Mas uma coisa te digo e agora desculpa o vernáculo e a baixeza: Até podes mandar fazer a maior m***a, tipo mandares entortar a pata direita do cavalo de D. José, (que é a esquerda, AHAHAHAHAH, apanhei-te! Boa?), ou outra cena qualquer má… mas aqui o Drocas, também conhecido mundialmente (tenho seguidoras ali em Valência de Alcântara, Olá Goyi!!!) por Tio Sabi vai sempre votar em ti, enquanto mantenhas este maravilhoso horário de trabalho.

Rapaz… eu contento-me com pouco.

Quando passares por aqui, apita. O mayor é um bronco do catano (fui vice dele. Foge-te! Deixou saudades nenhumas!) e não interessa, mas eu conheço aqui cenas e malta muito fixe para te apresentar. Vem num estilo casual.

Curto-te bués.


P.S.: Tchau! ;)

EU
(A internet tem cenas demais, não tem?)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A fabulástica dissecação do maior espetáculo americano (por RAP)






A fabulástica dissecação do maior espetáculo americano

Tudo o que eu sempre quis dizer sobre esta aberração, mas nunca tive a capacidade para o fazer, de forma tão clarividente e brilhante.

“11 rapazes da Telepizza que combinaram uma zaragata com 11 rapazes da Pizza Hut é muito bom!”


Nota do redator Tio Sabi: estes gajos, que endeusaram esta merda… foram os mesmos que elegeram o Trumpa. É clicar abaixo para ver o vídeo, ó fachavore...



A caminho do calvário...



“O Porto está na disputa do 1º lugar e como é óbvio… tirou-nos da disputa do 1º lugar.”

Este é o magnânime, o brilhante estratega do futebol moderno, JC, o Cruyiff da Reboleira.

Zurziu no Palhinha (cotadinho), zurziu no árbitro (que era dos seus favoritos) porque houve “falta no 2º golo, e uma mão na bola ou bola na mão.”

Depois.. “Foi o Casillas que ganhou o jogo”.
(nota do redator, Tio Sabi: Ai sim, meu palerma?!?!?!? E a merda da estratégia que montaste, não? E o Matheus Pereira que inventaste à última da hora? Tiveste lesionados?!?!? Olha… azar do c******roquete!?)

“Foi uma equipa muito jovem… (chuinf…) Dos 18 convocados, 10 eram da formação”
(nota do Tio Sabi:
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Essa é uma boa desculpa para dares amanhã, à gorda que anda sempre a trocar de mulhere

“Não ganhou o melhor que o Porto não foi melhor que a gente. O empate seria o mais justo.”
(n. r.: injustiças do caraças, é o que é. Depois ainda me vêm dizer que injustiça é o Trump ganhar as eleições, ou os refugiados a morrerem afogados, em busca da terra prometida.”

“Não é qualquer equipa que aqui, no Dragão, como se diz na gíria, dá dois de avanço e depois faz uma 2ª parte COM ESTA QUALIDADE”.
(n. r.: lindo! Fica lá com a taça, que é de barro e veio das caldas! Cuidado com a cabeça, que tem uma protuberância. Fica-te a matar… na testa! Vai uma foto?)

Hugo Cadete, RTP: “E agora, a partir daqui? A 9 de Porto, 10 do Benfica, se o Braga vencer o Estoril… SCP em quarto, olha para o segundo lugar a partir de agora ou ainda pode pensar no 1º?”
Tambores a rufar………………………………………………………………………………….
TTTTTTTTRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMMMMMMMMMMMMMM TAM!
“Eu… acho que JÁ LHE RESPONDEI… já lhe respondi à pergunta.”
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA
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Até te falta a língua. ViBORA!

E mais…
“Sei que mete muitos “ses” na sua pergunta. A “ses” não sei responder.
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Cómico!

“Aquilo que lhe disse… depois da vitória… do Porto… que o 1º lugar… torna-se mais difícil, não é? Foi isso que eu lhe disse… portanto… respondi à sua pergunta.” (LÓGICO!)

“Falou das contas já, mas tendo em conta a complicação que pode advir das contas desta derrota, pergunto-lhe se mais do que esquecer o 1 lugar, começa a ser obrigado a esquecer os dois primeiros lugares, ou se pelo menos, ainda há margem para chegar ao segundo lugar nesta temporada?”
Hummmm… disse bem… aaahhh… agora temos como… tínhamos que pensar… era jogo a jogo…estamos em terceiro… estamos mais longe do primeiro e do segundo (n.r. BRILHANTE!) aaahhh, portanto as nossas contas hoje… aaaahhhh… baseiem-se nos jogos que faltam e…jogo a jogo… e tentar… e… aaahhhh… recuperar o mais possível… aaaaaahhhh… em relação aos nosso dois rivais que estão à nossa frente (n.r. MAIS BRILHANTE AINDA! SOBREMANEIRA BRILHANTE!!!)… e… tentar… como é óbvio… também… fazer crescer… muito mais… estes… estes… jogadores novos… da formação do Szeportingue para… para… o futuro do Szeportingue… terem mais experiência… e é… neste jogos… não é? O Palhinha amanhã… é de certeza muito mais jogador “co que era” hoje…. Em que aprendeu alguma coisa, não é? E É ASSIM QUE A C’AGENTE OS VAI CRESCERE!

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA
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AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA

FIM DA TRANSCRIÇÃO
BOA NOITE, COLEGAS BENFIQUISTAS DO MEU CORAÇÃO!


CHUPA!!!!!!!!!!!