sexta-feira, 1 de maio de 2015

As obras (de Santa Engrácia?)

O aparato foi, de facto, grande, mas...

Quer-se dizer... o branquinho está a ficar bonito mas... convém não olhar nem para o granito, nem para o estado das janelas, se faz favor.

Prontos, eu não estou a olhar!

Tão pitoresco! O ferro também está magnífico e num avançado estado de deterioração, a fazer lembrar o ferro forjado das janelas da casa do governador. :P

E as janelas? Parecem tão antigas...
Olha, como Marvão!
A minha “casa” está a ficar bonita. Com um “novo” telhado (de telhas demoradamente limpas, uma a uma), no qual trabalham há coisa de 1 ano (se não está lá, anda lá muito perto, incluindo o tempo das chuvas com longas e demoradas paragens, uma vez que começou para aí em Outubro/Novembro) está agora numa fase de pinturas e acabamentos.(?)
Como o edifício foi mandado contruir (recuperar) pela câmara para dar guarita aos serviços públicos no tempo do presidente Andrade; é à autarquia que cabe a sua gestão. O piso superior, onde se localiza o quartel da Autoridade Tributária, na qual me incluo, diz respeito ao Estado Português mas há sempre uma supervisão do espaço pela autarquia, até pelas habitações que tem alugadas no espaço das águas furtadas (3º Piso) a particulares.
Como perguntar não mesmo custa nadinha, quis saber qual era a empresa que estava a executar os ditos trabalhos.
- “Ah… é da empresa do rapaz que era sócio do vereador mas teve de fundar uma nova porque senão não se podia candidatar aos concursos.”
- “Ah… Estou a ver…
E então não acha que antes de pintar se deveria recuperar o símbolo do Brasão que dá nome à casa, por exemplo? Nem que fosse uma lavagem, porque embelezava muito e dava uma dignidade que assim não tem?”
- “Pois… mas isso era antes de ser pintado”.
- “Ah… pois bem.
E as janelas não poderiam ser também recuperadas? Desempenadas? Lixadas? Pintadas?
E o granito das varandas não poderia ser tratado, limpo, recuperado?”
- “Epá… sim, mas a empresa já está a fazer assim… Isso era antes de se pintar.”
“??? Pois… se calhar tem constrangimentos financeiros/logísticos que a gente não domina não é? E assim vai…”

Coisas que se estranham aqui em Marvão… Há tempos, antes e para o 25 de Abril, os funcionários do município pintaram e recuperaram os mastros das bandeiras, que foram lixados e pintadinhos da melhor forma que sabem fazer, mas deixaram as grades que estão à sua volta no mesmo mísero estado em que estavam. Como tal? Sem supervisão, só pode!

A tinta pintou o mastro,
Mas não chegou para a grade,
A tinta pensou para consigo:
Vamos embora que se faz tarde!

(Poesia inspirada na lírica condomíniana de mestre Hélio Lobato, a.k.a. sempre brilhante Ricardo Araújo Pereira aqui.
)
Coisas que fazem lembrar aquela anedota que o meu santo sogro com graça conta por vezes, quando calha:
 “Ó mãe: tomo banho ou meto perfume?”

Isto mais me parece que é um vestido “lindo” que se quer vestir à menina, com as orelhas cheias de cera e encardidas.

Não poderia tudo ser tão mais simples, tão mais liso, tão mais tudo às claras, como se não nos tomassem por uns tansos que comem e calam?

Pensando bem, os fungos e o verbete no brasão dão-lhe um ar mais antigo ainda. Muito Marvão!


Tá bom!

Eu, Pedro Sobreiro, cidadão do mundo que vive num estado de direito democrático, sem cadastro e com telhados que bem podem ser de vidro porque em nada me envergonho de passear como vim ao mundo, aqui me confesso e questiono porque a palavra é uma arma e a cidadania deve ser vivida de pleno direito.

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