terça-feira, 7 de junho de 2016

A (minha) finalista

Leonor Sobreiro
14 anos e meio de gente
Quase 15
Totally adolescent
Este blogue é a minha vida. Como o banner de cabeçalho indica, aqui me confesso, aqui me interrogo, aqui me pergunto e procuro encontrar repostas. Aqui… vivo eu, também.

Não querendo, nunca querendo interferir com ninguém, aqui quero respirar. Ser eu.

São quase 10 anos, muitos milhares de palavras e largas centenas (milhares?) de imagens e vídeos. São mais de 500 mil visitas e de verdade que nunca pensei quando escrevi que no princípio era a palavra, no 1º post deste blogue, que a empreitada ascendesse a tanto.

Como já disse tanta vez, eu sou feliz… ou procuro ser feliz aqui. Sou!

Não me querendo vangloriar, distinguir dos outros meus pares, meus irmãos que vivem no mesmo tempo; apenas quero ser eu. O Pedro. Diferente de todos porque, como o meu pai me ensinou, cada um é como cada qual.

Aqui quero postar a minha vida, o meu viver e que isto seja um dos meus legados. O que fica. O de um rapaz que se fez homem e foi o jornalista do dia a dia que não pôde ser na vida laboral, por contingências diversas. Porque assim não era para ter sido.

Este blogue é uma cápsula do tempo na viragem de milénio. Pode ser pretensão minha mas dessa e água benta, cada um toma a que quer. Posso vir a estar condenado ao limbo do esquecimento cibernauta mas penso que pelo menos, para os meus, para as minhas, aqui terão um álbum multimédia do que eu era e do que foram em tempos, que lhes servirá de aconchego.

De verdade que acredito que há momentos na vida que são marcantes e este foi seguramente um deles. No passado sábado levei aminha filha Leonor ao baile de finalistas. Ao seu baile de finalistas.

Claro que sou um pai babado. Ia linda de morrer e oxalá Deus a proteja sempre e lhe mostre o caminho certo.

As mais que tudo. Por elas... a vida. Sem pestanejar.


Vesti-me a rigor. O dress code não engana.Calhou de crocs e t-shirt dos Simpsons. 
Belo papá.
Eu arranjava-me mas assim já percebo porque é que não me deixou ir para o baile sacudir o disco sound 
Bem hajas, querida vizinha Rosa Guedelha, pela tua arte.

 A Leonor hoje vive a quilómetros de mim. Na mesma casa, mas muito longe. Já foi muito minha, muito pequenina, muito o meu sonho de amor tornado gente, como mostra estes vídeos que aqui publico. Foi assim… mas hoje… está longe. Vive junto a mim mas cada palavra que lhe posso tentar dizer, soa-lhe como um ralhete, uma seca, uma chatice aborrecida.

Por muito que lhe diga, “filha, olha que eu sei o que estás a pensar. Tu és muito parecida comigo. Eu vivi e pensei o que pensas ainda não há muitos anos. Há vinte e poucos…”, ou “olha que os livros que tu andas a ler, fui eu que os escrevi”, que… ganho nada. Eu creio, espero e peço que volte. Há quem me diga que sim, quem me garanta que sim, mas eu… vou escrevendo e esperando que ela um dia possa ler estas palavras com alguma saudade (destes tempos). Digo não no sentido de cobrar, mas porque acho que esperava e mereço outra compreensão da sua parte.


Muitas das recordações da minha vida bebem muito das músicas e dos filmes associados a esse período. Bem lembro a minha festa de finalistas da Escola Secundária Garcia D’Orta em Castelo de Vide, no salão dos Bombeiros Voluntários. Mas isso foi há tanto tempo atrás… há quase trinta anos. Este baile é um momento único como Coppola tão bem cristalizou, então.2


A minha pequena (?) ia linda de morrer. Ainda fiz uma festinha ao seu acompanhante, o André Pinheiro que elogiosamente trato por “Einstein dos Assentos” (se é brilhante a Matemáticas / Químicas e o trato pelo nome de um génio… se habita no bairro da cidade chamada Assentos, qual é a estranheza do nome? que até é afetuoso. Mas estranho seria lhe chamasse Edison da Corredoura.

Eu gosto do miúdo. É educado, simpático, limpinho e bem parecido. Acho bem.

Legenda: "PAI! VAITEMBOOOOORRRRAAAA!"

Ele ainda lhe disse: "é o teu pai... deixó lá..."


Se fosse um brutamontes cabeça oca, ou uma ave rara com ar de passista já me teria de insurgir. Mas assim tudo bem.

Andemos pa diante.

A “pequena” ligou toda entusiasmada que tinham ganho o prémio “Melhor par do baile”?

Ao telefone

– E isso dá quanto, filha. Em, €€€€?

- Nada! Uma garrafinha de decoração.

- Eina!