sábado, 30 de julho de 2016

2011.07.30. – 4.15h da manhã




Antes disto... a vida estava assim...






Cumprem-se hoje 5 anos deste esta data marcante, que Deus não quis que fosse aquela que ficasse gravada junto ao meu nome, numa pedra mármore.

Foi a esta hora que quem orienta a nossa vida me quis dar um abanão, para que começasse a ver realmente aquilo que é importante.

Sãs as pessoas. Sempre as pessoas. E não, nada, nunca o património, queira lá isso dizer o que seja. São as minhas mulheres, os homens que enchem a minha vida, os meus queridos, amigos e familiares que fazem tudo valer a pena.

Ultimamente não tenho escrito aqui muito, e quero por isso pedir desculpa aos leitores habituais. Mas a verdade é que tenho passado a maior parte do tempo a viver. E isso sim que é certamente a melhor desculpa. Vou mais à lanchonete no Calçadâo (meu mural do fecebook), porque está no telemóvel e mesmo à mão de semear.

De resto acordo e vou trabalhar, porque me faz falta à carteira e à mente.
Dali saio e geralmente vou para o tanque dos meus sogros com a minha pequena, refrescar-me.
Outras vezes vou fazer remo, ou nadar, de forma intercalada. (que isso de correr para manter a boa forma física é à beira-mar ou no inverno, quando está frio.)
Depois janto e vou ao parque infantil com a Dona Alice e dali, vejo um pouco de televisão antes de adormecer para retemperar energias para a jornada que se segue. Viver assim é extenuante. Ver um “Eixo do Mal” nas gravações automáticas dá-me para 5 dias… e nem consigo ver o “Governo Sombra” ou o Notíciário das 20h da SIC, que é o que eu gosto.

Relembro aqui esta data de 30 de Julho de 2011 não por lamechice, mas porque a memória é realmente importante para que se evolua e não voltemos a cair nos mesmos erros.

Eu de Vespa, com um copo a mais e de guitarra às costas… era a o Jim Morrison em Venice Beach.



O Pedro de hoje é muito diferente do Pedro de então. É o mesmo Sabi de sempre, mas limou muitas arestas. A personalidade e a linha da espinha dorsal é a mesma, os gostos e as paixões, os amores e desamores são os mesmos. Nada alterou, aí.

Mas comecei a agradecer a Deus cada dia, e a pedir que me ajude no que há-de vir logo pela manhã, reconhecendo a minha condição de mortal. Deus, que me deu esta nova oportunidade, é o meu refúgio e a minha força. Perdi a vergonha e o medo de o afirmar, e digo-o de cabeça consciente, como os cristãos que são mortos em todo o mundo sob o terror assassino do autoproclamado estado islâmico.

Continuo a ter de lidar diariamente com a minha forma infantil de ver o mundo, sempre pelo lado mais belo e mais puro. O meu herói continua a ser o rapaz que nunca cresceu, sonhado pelo escocês J. M. Barrie, Pan de seu nome, Pedro, como eu.

Estou menos egoísta. Penso menos em mim. Luto comigo diariamente para que isso não aconteça e esta vertente é decorrente da outra.

Continuo a adorar escrever. É aquilo que mais gosto de fazer na vida. Não sou de inventar romances mas já tenho um assunto sobre o qual o fazer: o dia a dia de um funcionário dos impostos na província, sem obviamente referir nomes ou situações, mas relatando as situações caricatas que surgem todos os dias ao balcão. Tão engraçadas, contadas por mim…  que só me falta o mais importante para além da saúde: tempo. Até poderia vir a ser subsidiado pela Autoridade Tributária pelo que… sonhar não custa.

Depois de um momento de baixo que senti na recuperação, onde nem sequer tinha equilíbrio para andar de bicicleta, não conseguia correr e só podia caminhar, sinto que estou, neste momento, no meu apogeu físico, aos 43 anos, estando ainda melhor do que estava antes. Fiz uma maratona (42 km) na praia somando as corridas diárias, faço 1500 metros nadando em 35 minutos. Sem consumir sequer um tinto às refeições ou uma imperial, com a força de vontade que Deus me dá, e com muito querer e acreditar, consegui. Qualquer um, qualquer uma pode, desde que queria.

Agora sinto-me um funcionário da Autoridade Tributária muito mais capaz e eficaz, muito por causa do novo chefe que lhe dá confiança para aprender a andar e a fazer. Fazemos uma dupla sólida e inatacável, blindada pelo amor à casa e ao próximo. Temos os dois, Cristo como exemplo. Agora posso ajudar o próximo como sempre fiz e tenho o total aval para o fazer. Seja o contribuinte que tenho pela frente, um idoso com baixa escolaridade, que quer resolver um assunto premente, ou um jovem desleixado que deixou cair uma qualquer situação fiscal, sei que posso dedicar-me ao assunto sem ter de me justificar porque estou a perder tempo, porque na realidade não é isso que se passa.

Eu dantes gostava de apanhar uma bebedeira. Não muitas, não sempre e quem me conhece sabe bem que isso é verdade, mas gostava de encharcar as velas e fazer reset, como se fazem aos computadores. Limpar o disco rígido.
Isso acabou. Há 5 anos, excepto num deslize há 4 anos que não quero repetir porque não posso e é horrível.

Retomei o gosto de fumar 1 cigarro, não! 4 cigarros por dia, ou menos, mas nunca mais de 5, de tabaco orgânico sem aditivos.

Deixei de ser capaz de chorar. Nem no funeral da minha tia Maria, que tanto me abalou, fui capaz de deixar que a tristeza chegasse a esse ponto tranquilizante.

A minha vida está longe de ser um mar de rosas. Tenho problemas como todos têm, até entre as 4 pessoas mais importantes no mundo para mim. Mas há que saber com calma, muita inteligência, muita tolerância, muito amor, resolvê-los.

Bem hajam por lerem este desabafo. Soube-me bem. Quanto é a consulta da psicóloga?
(Private Joke) Meta na conta da garagem.

Vemo-nos no facebook! Pelo menos durante a silly season, enquanto o calor se mantiver. A menos que surja um assunto digno da taberna virtual! Até lá!


Recordo aqui também o dia em que voltei a este espaço, a 25 de Novembro, em que tanto comentário me encheu o coração de alegria, e ainda hoje me enche de emoção, ao ler.
Obrigado



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