quinta-feira, 16 de abril de 2009

A bimbalhona

Tão moderna...
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O meu amigo Nuno Tavares que para mim há-de ser sempre o Zandinga, alcunha que se lhe colou à pele nos tempos do Liceu, é um companheiro de longa data. Se bem me recordo, fomos da mesma turma nos três anos em que estudei em Portalegre e passámos umas aventuras juntos...

Lembro-me que quase não almoçávamos para nos enfiarmos no “Convívio” do patriarca Artur Matos a jogar snooker e levávamos horas agarrados à máquina de arcada do Tetris que era então a novidade total. Loucura!

Quando a gente gosta de alguém e é amigo de verdade, nunca lhe perde o rasto e a afinidade. Eu pelo menos prezo em ser assim.

O Nuno sempre foi um gajo inteligente, algo tímido, reservado mas sempre puro e leal. Um gajo autêntico, mesmo. Andou por Lisboa a estudos mas preferiu regressar à terra natal onde desempenhou diversas tarefas e tem sido um bom colaborador nalguns eventos que tenho organizado no Município. Tem o defeito de ser apoiante do Porto mas ninguém é perfeito.

Há dias ligou-me a dizer que é vendedor de Bimbys e que me queria fazer uma demonstração. Eu por acaso já tinha ouvido falar na coisa mas disse-lhe logo que o maquinão aquele não me fazia falta, sobretudo depois de saber que vale quase 1000 euros que dão para um LCD à maneira, um bom portátil (VAIOs incluídos) ou até para uma viagem assim já porreirinha.

Mas que sim, que tinha de fazer a demonstração e prontos pá… vamos lá a isso “for old times’ sake…”, mas sem compromissos, ãh?

Com o que eu gosto de juntar os amigos e como nunca tinha estado numa reunião destas tipo Tupperware, convoquei a rapaziada da Cultura para a minha maison que quantos mais melhor. Ele garantiu que aquilo fazia o almoço mas como eram tantos, arreámos uns pollos assados, alinhámos nuns queijos e enchidos e tapas várias, rodaram uns tintos alentejanos e a coisa compôs-se.

Quanto ao assunto que ali nos levou, devo dizer que fiquei deveras encantado. Aquilo só lhe falta mesmo fazer uma coisa que os homens adoram e eu perguntei logo se fazia. Não. De resto, faz tudo e como diz o Nuno, parece mesmo a cozinha mais pequena do mundo: ela pesa, ela tritura, ela mistura, ela faz sopas, gelados, caipirinhas, arrozes, patés, lasanhas, e até cozidos à portuguesa… tudo, tudo, tudo.

E o mais interessante é que tem livros de receitas próprios a ensinarem como é que o maquinão faz os diferentes pratos. Metes isto, mais aquilo, mais o outro, sempre em quantidades certas, carregas na velocidade e na temperatura e voilá! Bonito! Escusado será dizer que um gajo pode não ver um boi de cozinha mas se largar as 200 notas e investir vira um autêntico chef franciú.

Ele bem quis concretizar a venda mas eu disse-lhe que cá na minha casa quem manda é a patroa e que a cozinha é território muito seu pelo que a bibi aquela só tinha hipótese de cá entrar com a sua anuência. Mas ela diz que não, que não justifica o investimento e que quem gosta de cozinhar prefere os tachos, os fogões e os refogadinhos a olho, ali bem à maneira.

Sendo assim… que fazer? Ainda se fizesse a tal coisa… Ai não? Prontos… nada feito.

“Então se não compras vim cá fazer o quê?”.

“Então eu não te disse logo que não queria comprar? E tu disseste-me que mesmo assim o que querias era mostrar. Verdade?”.

“Tens razão”.

“Aaah”.

Mas as outras meninas ficaram super-entusiasmadas com a coisa. Pudera... A limonada? Belíssima. O gelado de frutas? Gostoso. Ai a porra!

Elas a pensarem como é que a raptavam e convenciam os seus mais-que-tudo a darem o aval positivo e eu sem hipótese com a minha mulher. Já viram isto? É por isso que a terra não cai para os lados.

Agora… o Armando Nuno domina a cena e mexe naquilo com maestria. O rapaz safa-se… Diz que faz pão e até vinho quer experimentar a fazer.

“Ai… se ela fizesse minis… ou tirasse imperiais como as da Pastelaria do Choca… comprava-te logo, não uma, mas antes duas!”.

Mas diz que não… que isso ainda não faz.

Olha… foi um belo convívio, um belo almocito, fiquei ali com uma lasanha prontinha a marchar e bem fresquinha e ainda podem surgir compradores pelo que foi bem. Acho que o saldo é positivo.

E nunca se sabe… como disse, e bem, o Barradinhas… neste ano o nosso Sócrates deu Magalhães. Pode ser que para o ano se passe e comece a dar Bimbys.

Eu inscrevo-me logo!



Então? Compramos ou não?

O China é craque nas saladas

Caipirinha... Saudades...

À bolonhesa!

Fresquinha... Boa no Inverno... gostosa no Verão

Queres uma? Chama o Armando!

4 comentários:

Artur Sequeira Portela disse...

Amanhã segue a tournée em Monforte. O Zandy e a Bimbalhona.
Abraços.

Robson Lima disse...

Deixa que um dia, quando e se eu voltar a Marvão (torço anciosamente para que este dia chegue) eu vou ensinar a você como fazer uma típica caipirinha, como se faz aqui no Brasil, e tem ainda as variações, que são as Mangueiroscas.
Um abraço.....
PS: Essa caipinha da foto me lembrou aquela que tomamos no barzinho no Castelo de Vide, maravilhosa.... O vendedor vestido de Ronaldo.

Robson Lima disse...

Olha o Benvindo aí, de Mestre Cuca.... Pense numa salada a lá China, rsrrsrsrsrs
Abraço Benvindo Trigueiro, amigão.

nuno tavares disse...

Olha que faz! È preciso cuidado para não esquecer a colher inversa senão ficas feito em rodelas.
P.S.:O Zandinga morreu.
P.S.2:Binbalhona?? Bynbinha, se faz favor!
P.S.3:Vocês têm que ver-969282142
P.S.4:Oh Robson,a minha mulher viveu 20 anos no Brasil, e a minha sogra vive em S.Paulo. Faço-te caipirinhas, caipiroscas, morangoscas e até castanhoscas...