segunda-feira, 18 de abril de 2011

E para desanuviar... Pé no acelerador!

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Para mim, mais do que qualquer outro ícone da sagrada galeria da história da música, mais até do que Keith Richards (sacrilégio!), Lemmy Kilmister, o mítico vocalista/baixista dos Motörhead é o Rock’n’Roll em corpo de gente. Tudo nele é Rock’n’Roll. A pose, o estilo, a atitude, a forma de vida… as botas de cabedal pelo joelho feitas à medida, as indumentárias sempre negras escolhidas a dedo, os adereços, o corte de barba/bigode, os longos cabelos negros, os chapéus sulistas… tudo nele é perfeito. E que dizer da voz rouca e arrastada? Que dizer da forma absolutamente única como “malha” os seus baixos Rickenbacker que encaixam nele como uma espada num temível viking? Que mais dizer deste gigante que espalha coolness pelo mundo há mais de 30 anos enquanto evangeliza as massas, sempre movido a Marlboro reds e Jacks’n’coke (uísquies com cola)? Fogo! Demais… Eu se o visse em carne e osso acho que ficava sem fala por um mês.

E é por ser tão fã que exultei quando soube que tinha sido recentemente lançado um filme sobre esta personagem única. Claro que não descansei enquanto não lhe meti a vista em cima! E que documentário, meu Deus… Eu gostava de ter tido uma câmara para filmar a minha cara de felicidade durante as duas horas de duração deste tratado único. Bom demais…

São quase 120 minutos de Lemmy puro e duro, nú e cru, numa viagem única ao coração do Rock. Todas as facetas, todas as visões, ambições e militâncias aprecem aqui expostas de uma forma que eleva a sua vida a forma de arte. A galeria de ilustres que se prostram a seus pés é tão vasta que chega a ser comovente.

Lemmy ao vivo, Lemmy a compôr, Lemmy a vaguear, Lemmy a jogar, Lemmy e as mulheres, Lemmy a descascar batatas, Lemmy e a sua colecção de punhais nazis, Lemmy e a sua casa, Lemmy e o seu filho, Lemmy a disparar um tanque de guerra. É um Lemmy total e o subtítulo não podia ser outro: “49% motherfucker, 51% Son of a bitch”.

Para guardar religiosamente ao lado do “The filth and the fury” (Sex Pistols) e “Joe Strummer: The future is unwritten”, que com ele passam a constituir a trilogia sagrada para quem quer entender todo o poder e a força do Rock’n’Roll.

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METE MAIS ALTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!

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4 comentários:

Helena Barreta disse...

Não é bem a minha onda, eu sou mais Stones, Queen e os grandes Pink Floyd, mas o que acho verdadeiramente extraordinário é continuarmos a ouvir bandas com anos e anos de música da boa.

Um abraço

Jorge Miranda disse...

Tive o prazer de o ver o ano passado ao vivo, com o meu filho mais velho.
Saudações

Felizardo Cartoon disse...

Já o caricaturei 2 vezes! A última saiu melhor!
Abraço!

Artur Sequeira Portela disse...

Um senhor que tive o prazer de ver actuar ao vivo o ano passado!