quarta-feira, 27 de abril de 2011

O São Marcos (2011)


Funchal? Não! Santo António...

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O fogo de artíficio visto pela minha Leonor num desenho feito na escolinha esta manhã

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A fabulosa roulote Oásis. Um primor!


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O São Marcos é uma mesa de amigos

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O São Marcos pode ser uma massa frita comida ao sol


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O São Marcos é uma pega destemida





Se há vida para lá das festas de São Marcos? Claro que há. Mas custa imeeenso a encaixar nela.




O São Marcos é um festa peculiar. Logo a começar… decorre num período do ano em que o tempo geralmente ainda está instável (quando a cartilha tuga manda que as romarias se amontoem nos meses quentes de Verão). Depois, e isto à parte da componente religiosa que eu respeito e excluo desta abordagem por esse mesmo motivo, eu diria que é uma festa que para alguém que vem de fora poderá parecer… como é que eu digo isto sem ofender… bizarra. Ou melhor: peculiar.



Na edição deste ano, que foi de vacas magras por coincidir com outras romarias ligadas à quadra pascal que nos sugaram alguns divertimentos e atracções, não houve direito a carrinhos de choque e a carrosséis infantis (que deixaram os petizes a suspirar); não houve direito à “Mega-Rulote-Paraíso das Bifanas do Lino”; não houve a grande tourada porque a chuva fez a maldade de desgraçar o piso de uma praça renascida após extraordinários melhoramentos; a cabeça de cartaz dos espectáclos nocturnos era uma artista da vizinha Castelo Branco chamada Suzy (quem?) e até os indianos reduziram a sua representação a um único estaminé que se deve ter fartado de louvar Shiva pelo jackpot nas vendas de t-shirts metaleiras, óculos mafiados e outras bijutarias diversas que a todos nos encantaram.



A festa do São Marcos pode parecer pobre para quem vem de fora mas para nós… é o máximo! E é o máximo porque nos encontramos, porque nos sentamos na praça a beber umas imperiais numa esplanada improvisada junto à barraca dos finalistas, porque vemos quem não víamos há muito e de quem muito gostamos, porque é uma festa da nossa gente, gente da qual daqui a 100 anos provavelmente não deverá restar vivalma.



Podendo admitir que o São Marcos poderá não ter nada para quem vem de fora, ainda assim, o São Marcos tem jogos de futebol com gente da terra, tem tiro ao alvo, tem torneios de malha, tem quermesse, tem uma discoteca sempre cheia, tem actuações com grupos de cá, tem garraiadas onde a bicharada perde a força nos braços de gente de cá, tem um fogo de artificio que manda ventarolas, porra… tem tanta coisa! O São Marcos é a gente de cá a dizer: olhem… nós somos assim… e divertimo-nos imenso!



Para mim, que me esfalfei para estar em quase todo o lado, o ponto alto do São Marcos deste ano foi a estreia da Grupa, um colectivo de música de “Arrebimbómalho” do qual tenho a honra de pertencer, composto por um grupo de amigos que tiveram a loucura suficiente para embarcar nesta aventura musical de se apresentar sem rede perante a terra em peso apesar de só ter feito 3 ensaios. Claro que não faltaram as naturais fífias (de estranhar seria que não as houvesse) mas, digam o que disserem, a verdade é que resultou, animou a malta (que é o que faz falta) e foi de borla, o que é quase impossível nos dias de hoje. E é por isso que eu agradeço a todos os membros o facto de me terem ajudado a concretizar este sonho de toda a vida, à assistência que fez o favor de nos aturar sem arredar pé (e ainda por cima bateu palmas e bailhou) e aos Duros de Domingo que não só ajudaram ao final em apoteose como ainda por cima nos encheram o saco da viola com moedinhas ofertadas pelos presentes. Porra! Foi demais!



Agora, o futuro da Grupa, a Deus e à vontade dos seus elementos pertence. Eu gostava que voasse mas estas empreitadas só avançam com a coragem de todos... Faço votos que não tenho sido um episódio circunstancial. O próximo embate é já no próximo domingo no Dia do Sócio do GDA. A ver vamos…



Quanto ao São Marcos, oxalá para o ano cá estejamos todos, com melhor tempo, mais diversões e… se possível… algum dinheiro na carteira. Se é que eles deixam…



Ah… Já me esquecia, mas pshiuu… não digam a mais ninguém: o fogo de artifício visto do miradouro junto à minha casa é um espectáculo! Loucura!… Parece que estamos na Madeira. Vá… agora contem a toda a gente e depois digam que para o ano não arranjam lugar.



Viva o São Marcos! Viva a gente!






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3 comentários:

Helena Barreta disse...

Estas suas palavras têm o condão de me levar às férias grandes passadas aí. O que eu gostava de comer massa frita na companhia do meu pai quando íamos à Vila; as touradas à vara larga; os bailes. O divertido que era ver a felicidade e emoção do meu pai no reencontro dos amigos, encostados às bancas dos comes e bebes a contarem histórias e peripécias de quando eram cachopos.

Não consigo, aqui onde estou agora, ouvir o vosso grupo, mas se a música "Olha a Perninha" é a que estou a pensar, vou então considerar este post uma homenagem ao meu pai, é que essa canção era cantada e mais que cantada por todos.

É por isto e muito mais que faço da leitura diária deste blogue uma "obrigação", obrigada.

Um abraço

Isabel I disse...

" O tempo é outro tempo nas terras pequenas
e quem de si mesmo afinal foge
encontra aí o coração em festa..."
Ruy Belo in " Portugal Sacro-Profano, Mercado dos Santos em Nisa"

Carla disse...

Parabéns pela iniciativa! Nota 10!
Já tenho um autógrafo que, daqui por pouco tempo, vai valer millions!!!
lol
Bj
CB