O Município de Marvão apresentou há dias, na sede do GDA, as propostas de intervenção urbana previstas para Santo António das Areias e Marvão.
O vosso Tio Sabi... não podia faltar, claro está!
Se mexe com a minha terra, mexe com a minha vida e a dos meus, e eu quero estar dentro.
Este projeto urbano de acessibilidade e inclusão social da aldeia tem como principal objetivo melhorar a mobilidade pedonal do “espaço” constituído pela Av. 25 de Abril, Av. Dr. Manuel Magro Machado, Praça de S. Marcos, Largo Ricardo Vaz Monteiro, ao abrigo do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) e ainda, a intervenção ao abrigo do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), do Largo D. João da Câmara.
Com este projeto urbano de acessibilidade da vila de Marvão, diz o Município que pretende criar também percursos pedonais acessíveis, marcar meios auxiliares de deslocação para deficientes visuais, melhorar a acessibilidade aos miradouros e Castelo, requalificar os Largos do Pelourinho, Calvário e de Santa Maria, construir um elevador de acesso à Torre de Menagem, e reformular a rede de painéis/ mupis informativos, ao abrigo dos planos PAMUS e PARU.
O homem até brincou com o nome do projeto -"Marvão para Todos", gracejando que foi pioneiro e os que vieram a seguir lhe deveriam pagar direitos de autor. Brincalhão...
Mas eu, assim que vi a engenheira responsável pelo projeto falar, dei logo a minha iniciativa por feliz e o tempo por bem empregue. Ligada a projetos de sucesso no norte do país, quis trazer até nós a sua visão de mudança.
Aqui, permitam—me que vos traduza a minha visão, será um luta entre os velhos do Restelo, de Santo António dos anos 60, quando João Sequeira estava em estado de graça, e a SAA do Século XXI. Menos carros, sentido único, mais passeios, mais mobilidade, mais esplanadas, mais espaços verdes, menos alcatrão, menos monos e lixo urbano. Numa só palavra: melhor.
Os meus parabéns ao Município de Marvão, por ter tido a inteligência (!) de se ter rodeado dos, está mais que visto, melhores.
Faz—se assim um liffting à nossa aldeia, por mãos experientes e espíritos argutos que sabem tornar tudo mais habitável, sustentável a nível do desenvolvimento e assim, candidatável.
Vocês conhecem o vosso Tio Sabi, o pistoleiro insolente que elogia tudo o que acha bem, mas dispara sobretudo o que está mal; sem medos, sem pejos, de peito aberto!
Se a Câmara fez bem em pensar nisto, em quase tudo o resto de hoje... só fez asneira. Tiros nos pés que só me fizeram rir por dentro e dar graças a Deus por me ter dado o discernimento para abandonar a jangada conduzida por este sujeito, pelo meu próprio pé.
Não mandou colocar em teste os equipamentos de projeção a tempo (manhã/toda a tarde) e a equipa que agora o leva ao colo (Fortificar Marvão com a total anuência da Casa Do Povo Saa) teve de estar a ultimar tudo em cima da hora. Cima da hora não! Muito passada da meia hora...
Disse ele que o atraso era de meia hora académica, "muito usual nos acontecimentos por aqui", segundo avançou. Não sei se cursou a engenharia que diz que tem, na Universidade do Relvas e do Sócrates, mas a estes timings eu chamo... suicídio, displicência, bandalheira.
Marcar uma apresentação para as 6 e meia, deixar derrapar com os computadores e outros atrasos para as 7h, e depois dar largas ao seu natural discurso verborreico sobre tudo e sobre nada, como sempre de cada vez que tem umas dezenas de pares de olhos em cima dele... é obra!
E eu só pensava... que bem fiz! Já não aturava este tom monocórdico, sonolento, irritante, há anos! Por isso é que não frequento as assembleias municipais, que até me interessam muito e tanto lamento isso.
Pensei para comigo que para se ser capaz de lidar com esta forma de viver e fazer política na equipa deste senhor, para se ser pactuante com toda esta forma tão desarticulada de comandar, um tem de ser:
a) um grande amante do € que lhe cai de mão beijada, sem suar muito para isso;
b) igual ou pior, porque isto deve envergonhar. E muito.
Por isso há os uns... e os outros.
Como dizia o bom do Orwell... os animais são todos iguais mas uns... são mais iguais que outros.
E como defendia sempre o meu jovem velho Dai: cada um... é como cada qual.
Com quase 15 anos... e uma vez que não tem pilinha, nem sabe jogar à bola.... a ver se é por ela e aqui que me consigo fazer rico, porque está mais que visto que não é a trabalhar para arrecadar impostos que lá chego...
E porra das cruzes do Euromilionário são tão fáceis de ver que são mesmo aquelas e não podiam ser outras... depois de sairem.
A estreia deu—se com o novo fado da Raquel Tavares, "Meu amor de longe". Ainda muito temerosa (aposto que assustada por ver aquela multidão de olhos postos nela), mostrou ter uma bonita voz, boa dicção e colocou (como lhe pedi), expressão em cada palavra que dizia.
A meu ver, não foi um sucesso mas não foi por sua culpa exclusiva. Denotou—se ali que, dos 3-executantes em palco, havia um que não conhecia o tema a fundo; e este também não foi o acompanhante da viola clássica que estava encarregue de fazer a métrica bater certo, e apenas ele com ela ensaiou.
Muito enrolar, enrolar e as notas que a permitiam soltar—se... que não entravam.
Esteve... bem.
No segundo tema, aquele que o sei pai Sabi gostaria de ver como hino nacional, um outro novo fado, desta vez numa letra absolutamente brilhante do Deolinda, Pedro Silva Martins, celebrizado pela fadista Rock Star, Ana Moura: Desfado.
Esteve mais segura que no primeiro (o calo ganha—se, praticando), e o acompanhamento na guitarra portuguesa (mais que habituada aos clássicos de sempre) não esteve tão fora. Sim, porque a viola clássica esteve mais uma vez irrepreensível e ao mais alto nível. Dava gosto.
Para fechar, sem querer, fez—se a vontade ao homem e a piquena amandou—se à "Casa da Mariquinhas" da intocável diva, Amália. Aí, os guitarristas estiveram insuperáveis e ela... o meu amor, teve de levar um auxiliar de memória para nortear.
Mas cabulou pouco e esteve com uma métrica, uma dição e uma entoação... muito boas.
Agora eu, como pai e uma vez que tem os atributos, gostaria que; como me ensinou o meu 1• Chefe de Finanças, Delfino da Graça Bento Amaro, de quem sempre me lembro e tenho muitas saudades; "criásse pé, para dar coice". Quer isto dizer, arranjar um bom tutor, estudar, desenvolver o ótimo instrumento que Deus lhe deu, e voar. Sempre olhando para cima, porque para os lados não se aprende nada.
Os meus humildes e respeitosos incumprimentos e agradecimentos à Sandra Paz, senhora presidente da freguesia de Santa Maria de Marvão, que se lembrou de nós; quando aproveito também para a parabenizar pela extraordinária noite de convívio que organizou na sua terra.
Agradecimentos fraternos que vão também direitinhos para o excelentíssimo presidente do Centro Cultural, meu caro Tiago Pereira, que muito felicito.
Muitos parabéns à minha querida Joana Vieira que está toda uma fadista! (Grande voz, muita simpatia, ENORME presença, muita rodagem, grande savoir faire); a esse docinho chamado Marisa Garção que todos nós vimos crescer para o fado e agora já impressiona e muito, que a vontade também se faz força e beleza.
Bem hajam os artistas, todos, os que vieram de fora mas permitam—me que abrace os nossos bebés.
Muita saúde e força para todos, sobretudo para o fadista que abriu o peito e nos falou, sentido, da débil saúde da sua esposa. Estará nas minhas orações e peço que Deus, pai, a ampare pelo melhor caminho.
Definição de
crooner (nome) – Um cantor, normalmente masculino, que canta numa voz doce, suave
e baixa.
O
Serviço estava cheio de contribuintes, habituados a subir a Marvão e verem ali esclarecidas
todas as suas dúvidas, fossem elas relacionadas com rendimento, património,
justiça tributária ou qualquer outra cobrança. Ali têm pela frente dois homens
que têm de ser médicos de clínica geral, que têm de saber um pouco de todos os
impostos e ali, de imediato, ao balcão, terem de ter uma resposta cabal, capaz
de os satisfazer.
Só
estou na casa há 16 anos, mas ainda me lembro bem do tempo em que em Marvão, éramos
bem mais de 6 para conseguir chegar a todos os que se nos visitavam, mas agora
os computadores… bem, mas isso é uma velha, profunda e longa questão que não a
que me trouxe aqui hoje.
Dizia
eu que a sala estava cheia de gente para atender, cobrar e o telefone não se
calava. Até que numa dessas muitas chamadas, o meu chefe se virou para mim e
disse: “Pedro, é para ti. É o Tó” (que já é por ele conhecido, por ser um cá
dos meus).
“Vou
já!, disse baixinho e algo aborrecido porque já lhe tinha explicado que ali era
o meu lugar de trabalho e…”.
Depois
de atender quem estava em mãos, aproximei-me já com a estratégia montada na
cabeça que passaria por lhe explicar isso, que temos muito serviço, que somos
poucos, mas antes que tivesse tempo para fosse o que fosse, do outro lado ouvi
um…
-
MAAAAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNNNN! Estás fixe ? Ouve, tenho uma cena para te contar.
Estou muuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiittttttaaaaaa bem. A vida corre-me 5
estrelas! O meu pai e a minha mãe estão a recuperar bem. (Ele de um AVC e ela de um
problema qualquer também grande de saúde). Ele já vai a Santo António a conduzir, a
comprar ao Rui Boto, o jornal desportivo para ler as notícias do Sporting e têm
ido à fisioterapia. Estão aqui na Anta a receber apoio. Eu também como de lá.
Sou muita bem servido e estou muita bem. Só como dieta.
(…)
-
Caminho Muito. Todos os dias vou aos Barretos a beber café (1,5 km para cada lado).
(…)
-
Não me falta tabaco. Tenho muito tabaco. O meu o pai compra-me uns pacotes no
Rui Boto e tenho sempre que fumar.
(Tudo
isto de uma assentada só, sem eu conseguir dizer fosse o que fosse e já
mostrando algum comprometimento por não poder dar mais atenção às pessoas. 3 ou
4 minutos que pareciam horas.)
- Ouve man, crooner, sabes porque é que te
estou a ligar? Peciso que me arranjes uns cds. Não tenho música nova. E tu, de
certeza que tens muita música.
-
Ó Tó… essa cena dos cds já foi chão que deu uvas. Agora a malta não compra
fisicamente os cds e ouve-os em aplicações da net ou em podcast. Eu tenho umas
largas centenas de cds que comprei ao longo dos anos, mas estão no sótão,
arquivados/encaixotados…
- ERA ESSES! PARA EU OUVIR QUANDO ESTOU A
ESTUDAR CIÊNCIA MODERNA!
-
Ciência moderna?!?!?
-
Ouve man! Tenho que te introduzir à ciência moderna. A ciência moderna tem um
pouco de tudo: filosofia, psicologia, epistesmologia, estudo da razão pura.
-
Mas…
-
Eu sei que tu nunca tens tempo de ler. Nem para os filmes que tanto adoras tens
tempo. É só família, as tuas cenas da internet, mas tens de ler isto! Ouve-me
bem, estou nas 7 quintas. Acordo bem cedo, começo a estudar, vou andar aos
Barretos e beber café e… vou lendo, tirano apontamentos e… só me falta a
música! Quando é que me arranjas? Preciso mesmo!
-
Eh Tó… eu levei os cds que colecionava todos para o sótão e tenho lá do rock ao
clássico, coletâneas que fiz com o meu irmão, blues, pop, jazz, muito indie…
-
Mas quando é que me trazes?!?!?!?
-
Ó companheiro… assim que tiver tempo de lá ir procurar… Eu prometo. Vá Tó, fica
bem e aquele abraço. (Senão nunca mais me desmarcava e não saia mais dali)
Pois
tive mesmo de arranjar tempo e consegui selecionar 30, 40? cds que meti num
saco de plástico forte e na bagageira do meu Kaguincha Twingo, para lhe ir
levar á Beirã, assim que possível.
Ele
bem perguntava quando seria, mas essa voragem dos tempos de que costumo falar,
fez com que a semana ou os 15 dias que eu tinha imaginado, se tivesse
prolongado por tempo a mais, mas nunca mais do dobro.
Eu
gasto o tempo todo a viver. Sei que não o aplico mal, mas gasto-o. Família,
Trabalho, Família, os meus hobbies (blogue, facebook, comunidade virtual),
Família, sem cinema e pouco ou nenhum som.
E
numa manhã destas, há duas semanas, maios ou menos, ia eu para cima, eram
8.35h/8.40h e depois da curva do infantário, sai-me uma aventesma muita grande,
de barba, calções e t-shirt, a pedir boleia de braços abertos. Mandava parar
todo e qualquer carro, mas… todos se desviavam.
“Cruzes!
É o Tó!”, pensei.
Encostei
de imediato e abri o vidro: -“foi o senhor que pediu uma limusine para Marvão?”
-
PEDRO!!!! Meu grande amigo! Calha mesmo bem, man! Deixa aí entrar.
-
Deixa-me adivinhar: tu pediste os discos na semana passada, eu disse que ia lá
nesta semana. Sabia que não podia ir lá nesta quinta porque o enfermeiro ia lá
dar-te a injeção para a bipolaridade, já hoje é sexta e tu pensaste: bom,
passa-se a semana e aquele cabrão não me vem cá trazer o que me prometeu.
Levantaste-te hoje e pensaste: vou-me a ver dele!
-
Isso!
-
Sou quase vidente. Se acabarem com as finanças e tiver de ir ver de vida,
arranjo uma tenda dos marroquinos, vou comprar uma bola de cristal à feira da
ladra, e faço-me à vida!
-
“Tenho tudo orientado”,
disse ele. “Quem me deu boleia até aqui a cima desde a Beirã, foi o Luís da
Estrelinha (vice-presidente da câmara que nunca se livrou dessa alcunha
entre as crianças que foram seus pares. Teria sido muito mais fácil para mim
ter sido o filho do João Sobreiro, mas consegui sempre impor-me por mim).
Como mora aqui, estou à boleia. Vou contigo para cima e calha mesmo bem. Mesmo
bem. Era contigo que ia ter. Ouve, vou levar os discos…
-
Epá, mas são muitos e pesados…
-
Não faz mal. Não tenho presssa. Vou mesmo na minha. Se os carros pararem para
me dar boleia (o que acho difícil. Muito
difícil, digo eu), eu digo que não quero ir porque vou na minha. A minha mãe fez-me o
almoço que trago aqui. Duas sandes impecáveis e está tudo a correr bem. Agora,
se faz favor dás-me dois euros para beber café aqui e outro nos Barretos. Bom,
vamos lá fazer a troca porque eu tenho aqui uns livros para te oferecer.
-
Eh Tózinho, mas eu não ten…
-
Lês só uma página antes de dormir. Vais ver que dormes melhor. Não é uma
leitura assim séria, estudiosa, como se fosse um trabalho, como eu faço, mas é
uma leitura.
Chegados
ao alto, disse-lhe: “vamos lá acima ao serviço para fazermos a troca e não
estarmos aqui como ciganos na rua. O meu chefe é um fixe e não há espiga.”
Demoramos minutos. Assim foi.
Dei-lhe
só um lamiré do som que lhe passava e ele deu-me os livros. Mas que não se
pense que eram livros quaisquer. Obras recentes, de Junho de 2016, numa 1ª edição,
com preço de amigo da FNAC. Juro que não sei onde é que esta alma vai buscar as
referências. Mas irei certamente lê-los. Promessa a mim próprio.
- “De Primatas a Astronautas”, de Leonard Mlodinow, com um chamariz de Stephen
Hawking, esse mesmo, o génio encadeirado: “Mlodinow nunca falha na tarefa de
tronar a ciência tão acessível quanto divertida.”
Obras
cheias de apontamentos, índices, notas e recortes. Mas onde é que este homem
tem a cabeça? E onde é que a gente que pensa nele, se é que pensa, pensa que
ele a tem?
Habitue-me
a admirar o Tó Gordo, era assim que o conhecíamos, porque era mesmo anafado,
desde que me lembro. Dono de uma inteligência rara, foi sempre idolatrado por
todos os pais da pequena aldeia onde nasci, por ser um exemplo de filho.
“Mete
os olhos no Tó!”, “Havias de ser assim” eram paragonas que se ouviam por toda a
Beirã, um pouco por todas as casas.
Um
par de anos mais velho que eu, um bom par de anos, uma década?, já ia distante
quando eu comecei a ganhar consciência. Ele já fazia a barba, andava de colete
e cabelo pelos ombros quando eu comecei a fazer xixi no urinol dos grandes.
Num
nosso tempo onde os miúdos bons daqui, do concelho, de agora, arranjam empregos
lá fora (Seguros, Miguel Miranda) e dão aulas no estrangeiro (Arquitetura, Rui
Pinto), o Tó foi um dos primeiros a desbravar esse caminho para Lisboa. E logo
para estudar Filosofia, creio que na Clássica.
Filho
único de uma família tipo da Beirã (pai guarda-fiscal; mãe doméstica), sempre
viveu num lar honrado, de pessoas muito respeitadas, honestas, trabalhadoras.
Miúdo nada problemático, com uma forma de pensar muito alternativa, sempre foi
muito católico e lembro-me da sua ida a Taizé. Eu também queria ter uma cruz daquelas,
em forma de pomba. Eu também queria ter sido assim.
Em
Lisboa, o Tó perdeu-se. Cortou-se o vínculo, sei lá como. Mas por deslumbre ou
más influências, entrou na vida alternativa. O álcool e as drogas apoderaram-se
dele. Deixei de ter notícias. Deixei de o ver e de saber dele.
Certo
dia fui a Lisboa com os meus pais, de comboio e em Santa Apolónia
encontrámo-lo. Fortuitamente. Recordo-me de ter visto a minha mãe chorar, pelo
choque de o ter visto assim desarranjado. Não sei se estaria dentro de si e que
discurso deu, mas estaria certamente muito longe do Tó da Beirã que todos
conhecíamos.
Soube
por amigos e vim a saber por ele depois também que o Tó chegou a ser uma figura
do Bairro Alto, daquelas típicas, características, como a velha do “pontapé na
cona!”
Só
soube que estava de regresso quando me apercebi que se tinha passado completamente.
Do tipo andar despido, ofender a mãe e todo nú a fugir em Portalegre, de uma
vez que o levaram para o hospital.
Nesse
entretanto, os anos também foram passando por mim. Casei-me, nasceu-me uma
filha e comecei a ir frequentando o quarto do Tó. Sempre com um som de fundo,
sempre com o seu hábito de escrita e com o seu bom trato e educação.
Li
os poemas dele que adorava, e me maravilhavam pela arte da escrita por imagens,
sempre com um Mário Cesarini e um Herberto Hélder como ídolos, por trás.
Noites
em que ouvimos, dissecámos e escamoteámos o FMI do José Mário Branco. Quem nos
haveria de dizer então que haveria de voltar…
“Vamos
então beber o cafezinho?”, perguntou naquela manhã, em jeito de quem já estava
a dever tempo à estrada, que havia-de caminhar a seguir.
Um
café, um cigarro, dois homens a falar como rezava cada um a Deus à noite, e na
importância de sabermos agradecer cada dia, como se fosse o último. Porque a
vida é uma bênção e porque a sua consciência nos faz limpar de muitos
artifícios nocivos que teimam em afastar-nos daquilo que é essencial e
verdadeiramente importante.
Disse-me, seguro e confiante: "Estou muito mais magro. Só como dieta. Não se nota?" - Porra Tó... Ainda bem que me dizes isso. Já temia que não estivesses bem de saúde"
Vi-o
descer a calçada, com o saco com o farnel que a mamã lhe aviou e os discos que
o amigo lhe emprestou. A vida é efémera. Na realidade, não valemos mais do que
aquilo que somos, sentimos, respiramos, vivemos no momento.
Fui
feliz naquela manhã, diferente de todas as outras.
Era
a sessão de abertura do “Periferias”, o Festival Internacional de Cinema de
Marvão e, agora, o de Valência de Alcântara também (já na sua 4ª edição). Eu
tinha de estar presente. Não para aparecer no Jet 7 da porcalhota, mas porque o
documentário inaugural que teria a sua estreia nacional, versava uma temática
muito nossa, e por isso também muito apelativa: o contrabando.
Uma
vez que iria só, pensei em convidar a minha mãe, que adora estas temáticas e
por certo alinharia. Rumamos assim bem cedo e logo após o jantar para evitar
atrasos e constrangimentos diversos que poderiam obstar a que fosse uma noite
bem passada, como por exemplo, não termos um sítio confortável para sentar,
pensando sobretudo nela.
Chegámos quando faltavam 10 min para as 9 h e deu tempo para sondar o terreno, fazer os
cumprimentos queridos; um ou outro circunstancial e tempo ainda para virar a
cara (o que dá o tal prazer especial) a quem tudo beija, mesmo que seja num
funeral, que em tempo de guerra não se limpam armas.
Antes
de dar largas ao teclado e à minha verve escorreita, que louva sempre o que é
bem e zurze no que é mal, tenho de começar por dar os parabéns à bela, simpatiquíssima
e doce Paula Duque Giraldo porque é ela a mola que faz tudo girar em torno
desta mostra cultural. Quando se está à frente seja do que for, de vez em
quando as pessoas têm a sorte de sem saberem ler, nem escrever, nem nada terem
feito para algo acontecer, lhe aparecerem assim estes diamantes como ela a pedirem
que lhe possam dar alguma margem para que possam brilhar por nós todos.
Pelo
que conheço da Paula, das poucas vezes que tivemos possibilidade de trocar
algumas impressões, já me apercebi que tem um background imenso nesta área de
cinema, sobretudo o tipo curtas/documentários e de cariz independente. Vai daí,
com os seus conhecimentos da arte e da área, tudo tem remexido e esgravatado
para levar avante esta sua ideia quase que Quixotesca de ter uma mostra deste
tipo em Marvão. A ela e antes mais que a nada, nem ninguém, os meus muitos
parabéns!
Notem
bem que as observações que irei fazer não são para criticar objetivamente nada,
nem ninguém mas são… observações. Isso mesmo. Observações. Daquelas que visam o
melhoramento e não para deitar abaixo seja lá o que for.
O
festival seria para começar às 9h. Nestas coisas há sempre um ou outro atraso,
normal. Ora entre discursos circunstanciais e agradecimentos diversos, perdemos
1 hora. Leram bem. 59 longos e eeeeeeexxxxtttteeeeeeeeeennnnnnssssssooooooosssssss
minutos, mais um. Falou o alcalde de Valência, um cachopo novo mas com óbvio treino
político e pareceu-me que com menos sinceridade e veracidade do que aquela que
eu gosto mesmo.
Falou
também um rapaz que não me consegui aperceber muito bem quem era, mas creio que
era alguém ligado ao cinema ou aos fundos que suportam a iniciativa e depois
falou o presidente da câmara de Marvão que, com o seu estilo absolutamente
marcante nos abrilhantou a sessão em cerca de 15/20 minutos de estilo livre,
isto é, sem recurso a qualquer cábula ou guia orientadora. O que se traduziu
numa brilhante viagem pela temática dos “Direitos Humanos” que é a linha que
une todas as obras que serão envolvidas no festival. Ou seja, enquanto toda a
gente se preocupa em devorar os filmes, este homem vai mais longe e na sua
visão clarividente, mergulha no verdadeiramente fundamental, sem sequer passar
cartão aos relógios que isso é coisa para os comuns mortais que se preocupam
com tudo o que não interessa.
Falou
a Paula, que estava visivelmente satisfeita por, tudo aquilo em que há tantos
meses tem andado a trabalhar, se ter tornado finalmente realidade, e Paulo
Vinhas Moreira, o jovem realizador da obra que não a deu como sendo algo que
esteja fechado, confinado, concluído, mas sim como uma narrativa permanentemente
em construção num país com fronteiras tão extensas, onde a interação entre estes
dois povos que estão dos dois lados da fronteira está em permanente
reconstrução.
A
projeção aconteceu no edifício da Alfândega dos Galegos e aquele sítio é, para
mim, um sítio muito especial. Carregado de memórias de tardes em que a ida a
Valência com as tias e os pais, aos sábados à tarde, era uma garantia de felicidade,
não foi fácil lá voltar. Dá sempre medo quando a gente regressa ao passado.
Parece que aquilo tem vida própria e ganha mais, perante nós. Do contrabando,
recordo sempre os ralhetes que o meu pai nos dava e os pedidos que nos fazia
para não trazermos nada que não fosse permitido, tal era o medo que tinha dos
seus amigos guardas (fiscais e civis, porque trabalhava com ambos os lados no
seu serviço de ajudante de despachante) o apanhassem. Medo vão, digo eu agora
que penso nisso, porque os espanhóis nunca revistavam nada e diziam sempre “Halá
Juan! Hasta pronto!”, e os portugueses, igual.
Sobre
o filme, o documentário… a recolha de imagens é belíssima, a poesia visual
muito por causa da fotografia é um portento. O som… foi miserável. Execrável.
Inexplicável como é que se permitiu que aquilo acontecesse. Mas será que
ninguém testou os aparelhos para ver qual era a qualidade sonora? Aquilo foi ao
ponto de grande parte dos 45 minutos da projeção não terem sido audíveis. O que
me safou foram as legendas em inglês para ir apanhando a coisa, nunca com a
graça que teria a audição do original.
Mesmo
que dissessem “ai mas a sala cheia, muda muito o som e só agora se poderia
testar com essas condições…”
Tudo bem. Mas é que não se
percebia peva! O Ti Manel da Relva já tem uma forma de falar muito própria e
antiga mas ali… zero.
Muito
difícil. Aquele documentário num bom ecrã, uma boa sala escura e um bom sistema
sonoro, deverá ser uma experiência bem diferente.
O
destaque vai inteirinho para o Zé Manel pedreiro dos Galegos, o irmão do João
pequeno, que deu um verdadeiro show de bola quando contou as histórias do seu
pai, um industrial do contrabando! Tal era a dimensão e a prosápia! O som aí,
creio que por indicações da Paula, melhorou bastante. Porque houve uma altura
em que dialogavam, um português e um espanhol que, não se percebia um cacete.
Nas estradas onde corro... sempre a pensar nisso...
E
foi este homem Zé Manuel que, para fechar o documentário, dizendo que nem sequer
conseguia explicar isso, abordou, à sua maneira, o fim do contrabando e a
abertura das fronteiras, como uma coisa que nem se consegue explicar…
Como
o espaço Schengen e a abertura das fronteiras, acabou-se com tudo, com aqueles
negóciozecos em que numa viagem os duas daquelas se conseguia tirar, o que não
se conseguia tirar em todo o dia de trabalho da terra.
Viagens
loucas naquele jogo do gato e do rato, tão bem contadas pelo bom do Zé Manuel,
naquela altura “em que um gajo tinha de andar tanto em forma que nem sequer havia
colesterol”.
Para
terminar, o fim da fronteira e o fim de tudo. O fim da minha Beirã, com imagens
dela a serem as últimas a serem projetadas, e o escritório do meu pai, o
escritório da minha mãe, e o fim do Pedro pequenino que teve de crescer para
ajudar; e eu a ver aquilo sem conseguir chorar.
Se eles podem ter um autocarro com o escrito, eu também posso abrir um capítulo no blogue. Olaré!
Bom…
apesar de o telefone estar todo “esboquinado” e estar muito calor para pegar no
computador, eu tinha de fazer isto.
O
telefone foi vítima da minha insensatez e total displicência, que sou mesmo
tropeção e mal jeitoso. Estava todo carinhoso a limpá-lo com a toalha húmida do
banho e sei lá por que maldição, me escorregou das mãos, mas… não caiu no chão…
não! Estiquei a gafanha (43-44) e amorteci a queda. No entanto, o que tem de
acontecer tem muita força. Ainda hoje estou a tentar perceber o que se passou a
seguir, que tudo terminou com o vidro a dar o peido mestre, com o meu dedorro
gordo do pé direito, a asfixia-lo no chão lisinho da minha casa.
Por
isso tem estado estabariado e, as publicações pela lanchonete no calcadão
(leia-se facebook), que é o que mais jeito dá nesta altura do estio, têm sido
poucas ou nenhumas que a porrada no vidro foi de tal ordem que ficou com mil estilhaços
que ao serem tocados, baralham a máquina toda e quando penso que estou a publicar uma foto,
estou é a ligar para o Carlos Ramos da Ramila que não me larga porque tem as
pinhas lá à espera, com o calor que está.
Assim
que montei-me na máquina de estimação, VAIO máquina!, para abrir um capítulo no
meu blogue: #RUMO AO TETRA, onde irei colocando as minhas
divagações/reportagens/reflexões/crónicas/devaneios ao longo desta época que
agora começa, rumo ao canecão, com uma regularidade que quero que seja regular,
mas que não posso por ora garantir, porque é só quando me der jeito.
Puto, não jogaste peva!
Jogo 1 – Tondela - 0 x Benfica - 2
Estádio da partida – Pequenino como o raio que o
parta
Estádio privado – Pastelaria Caldeira (A nossa
catedral)
Treinador – O nosso petit
Tempo – Bom. Aquilo não estava a arder.
O
jogo foi mau demais para ser verdade. Muito fraquinho. Não jogámos uma beata. O
melhor? Ganhámos, não por 1 mas por 2. = + 3 pontos para a saqueta.
Não
houve fio de jogo, não houve um caudal ofensivo constante, não se viu futebol. Apanháremos
um ou dois cagaços dos piquenos que foram desenhados à imagem do treinador, o
nosso querido Petit, o Pitbull. Poucos skills mas uma entrega total.
Os
velhos do Restelo e os arautos da desgraça que “puxam”, ou “deveriam puxar”
pelo mesmo clube que eu, só choravam ao meu lado os passes perdidos, a falta do
“Eu Shou Nico Gaitán”, do minino Renatinho e por aí fora. MAS QUE DIABO?!?!?
Quem é do Benfica puxa sempre ou está lá só para criticar? Que está mal, quando
está mal, todos vemos, não é preciso estarem a bater mais no ceguinho, irra!
O
Shôtor Baltazar ainda ripostou mas… ver, sofrer e puxar só, é difícil.
Eu
ali sinto-me não entre os meus, mas como os sofredores do concurso “1,2,3” que
via na espanhola, que iriam ganhar o que ganhava quem estava a concorrer, mas
sabiam qual era o teor dos prémios que eram eliminados. Só eles… BBBBRRRRR…
No
meu clube, muita gente presa por pontas. O imperador César e o Luisão já vão
dando sinal da idade e o resto foi uma arrastar paralelo aos minutos.
Aqui
fica o vídeo do jogo e, de tudo o mais, ficam 2 lances: um com Pizzi a centrar
para o oportuno Lisandro marcar e outro do menino André Horta que pode não sero
“o novo” nada ou uma coisa qualquer, mas é puto do Benfica e que agora joga lá de alma e coração.
Isso às vezes tem uma
força…
O
comentário mais certeiro é: “Como é que foi o jogo? Olha… ganhámos.” (E os
campeões também se fazem assim.”
Uma
verdadinha verdadeira é que o desporto nacional não é o futebol, mas sim a
inveja. Outra verdade, é que quase toda a gente está contra tudo e todos, mas adora
fingir, dizer mal nas costas, nos cafés; em todo o lado menos onde se deve de
reclamar. Eu não sou assim. Tenho provas dadas disso e muitas têm sido
expressas aqui, na minha casa virtual.
A
situação que se passou foi que há dias rumei com a minha mais pequena infanta,
a amazona, a dos cabelos encaracolados e andámos apressados, apesar de termos
acordado cedo, para passarmos uma manhã de sol e sonho na praia de Marvão
(leia-se piscina do Centro de Lazer da Portagem). Acontece que chegados lá a
tempo de desfrutarmos da manhã por inteiro, das 10h às 13h, batemos com o nariz
na porta, porque ainda não era a hora de abertura, mas ainda por cima, tínhamos
à nossa frente uma fila enorme de pessoas à espera para entrarem. Tudo bem até
aqui. Tudo justo, tudo certo.
Acontece
que muitas dessas pessoas que aguardavam na minha frente, tiveram de pagar
bilhete, o que significa que as caixas tiveram de fazer trocos, tirarem o ticket
do sistema informático (que muitas vezes não funciona, leva imenso tempo e não
costuma ser sempre assim tão célere como, por exemplo, rasgar uma senha de um
livrinho). Tudo isto esmiuçado e traduzido dá em 15/20 minutos de perda de
água, de sol, de bom tempo, de convívio.
Sem
querer passar à frente de ninguém, (a minha corrida era contra o relógio), perguntei
na entrada: será que quem tem cartão de utilizador frequente pode já passar? (numa
fila entre pares munidos da mesma forma de entrada, sem terem de levar com
Valência de Alcântara inteira, que toma a Portagem, por estas alturas do estio?)
A
resposta do funcionário que está responsável pelo espaço, que já o era no meu
tempo de vereador mas nunca por ter demonstrado capacidades de liderança /
espírito de trabalho / de equipa; mas sim por ter uma bula presidencial que lhe
dá indulgência total, a ponto de ter folga um dia preciso do fim de semana em
que todos os funcionários da área trabalham em escala menos ele, foi: “não!”
“Tudo
bem”, respondi. “Eu espero. Mas depois quero o livro de reclamações, têm?” (claro
que têm de ter, como serviço público que são. Senão chamava a GNR. Mas como da
última reclamação que fiz para a câmara (porque as vacas e as vedações de um
privado que se julga um dos novos Sinhôzinhos Malta cá do sítio, me impediram
de correr num dos caminhos camarários que levam até aos Cabeçudos, pela
Vedeira) nunca teve resposta… experimentei.
E
a reclamação que aqui surge em .jpeg ainda me levou uns bons 10 minutos a
redigir à sombra, saiu assim:
Tendo chegado a
tempo de usufruir da piscina desde a hora de abertura, e estando munido do
cartão de utilizador frequente do espaço, reclamo do imenso tempo perdido
(10/15 minutos) na fila para entrar porque a ordem respeitada é apenas a de
chegada.
Há uma confluência
entre quem quer pagar bilhete (num sistema informático obsoleto, que por vezes
tarda a mais) e quem tem cartão.
Não há uma placa
informativa que explique a quem chega, esta dinâmica de entrada.
Reclamo/proponho também
que seja colocado um relógio de parede, que possibilite ao utente saber a hora
do dia; a colocação de música ambiente em som num nível baixo, numa rádio
nacional, como existe em Castelo de Vide, por exemplo na Rádio Comercial, a
mais ouvida; e a colocação de um livro de sugestões como existe nessa vila;
para que não seja necessário utilizar este livro para tal feito.
Apesar de saber que
este propósito é de difícil concretização, proponho a abertura do centro para
as 9 horas.”
A
resposta chegou dias depois, que eu sei que há prazos a cumprir e não falharam.
Mas
foi uma respostazinha ao estilo: tááááááááaááááá bem, abelha. Do género, festinha
na cabeça do cão e ele enrosca-se e deita-se.
Nos
últimos dias, que as eleições estão a aproximar-se a passos largos (estão aqui,
estão aí!) e como a malta do contra se anda para aí a juntar num grupo de
refundidos (Marvão para Todos), a máquina no poder em Marvão, qual camorra
muito bem oleada e articulada, anda já com a máquina do alcatrão a tapar os
buraquinhos da estrada para facilitar a vida a quem lá passa. A gente agradece.
Não diz é onde vota, que a gente é esperto. O espaço entre SAA – Ponte Velha -
Portagem, parece outro. Esqueceram-se que o real problema desse troço é a
dimensão da estrada; e as bermas tão mal esgalhadas (disformes, fundas,
desalinhadas), onde já se ia finando este vosso escriba. E esqueceram-se também
de um buraco no alcatrão no meu bairro, na curva junto à APPACDM. Não sei se
foi de propósito. Ainda estou por descobrir.
A
real questão que está por trás de tudo isto, é de fundo mesmo e sobre a
essência de serviço público. Quem está nestes sítios a trabalhar deve sempre
fazer o esforço de se meter no lugar de quem serve, para dessa forma, saber
melhor se está a agir de forma correta, com a sua consciência e com quem é o seu
empregador.
Eu
faço sempre isso no meu serviço de finanças. Trato cada contribuinte como se
fosse um cliente, a quem eu devo servir. Como se estivesse na mercearia das
manas Sobreiro, onde fui criado. Sei que sou da autoridade, não da tão respeitada
e temida por todos, rodoviária; mas sim da tributária. Ali, onde trabalho, em
total consonância com a chefia, não há caras cerradas e palavras duras para quem
está do outro lado do balcão. Há sim compreensão, esclarecimentos, ações. Boas
ações. As leis e as regras têm de ser cumpridas por todos. Mas há formas e
formas de explicar e fazer entender isso a uma população onde o nível etário e de
escolaridade são, como em todo o interior nacional, alto (o primeiro) e baixo (o
segundo).
Os
funcionários que estão lá dentro do Centro de Lazer poderiam, (atenção que não
é uma crítica, mas sim uma sugestão) fazer duas filas distintas, facilmente
observáveis e diferenciáveis, entre quem tem de pagar e quem tem cartão. Disseram-me
então que há, mas eu nunca a vi. Facilitariam muito a vida a quem se quer
divertir no Centro de Lazer e não teria assim de gramar estopadas de resmas de
espanhóis (que simmmm, eu sei… estamos na União Europeia e…) a “roubar-nos
tempo”.
Certamente
venderiam muitos mais cartões de utilizador frequente e facilitariam a vida a
quem se quer divertir, apenas.
E
se eu queria passar à frente não era por apanhar ou não espreguiçadeira, que
nós os dois paramos pouco nelas. Eu porque nado muito e quase sempre estou na
água, ela porque brinca e anda sempre dentro também.
O
que eu peço, peço, não exijo, nem reclamo, na verdade; é que pensem nisto.
O
excelentíssimo senhor presidente que já vice-presidenciei, deu-me a honra de me
escrever, tratando-me por excelência e dizendo que ia pensar no que eu pensei.
Vou emoldurar. E esperar.