segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Passerelle XL

Morrer e ir para o céu deve ser coisa do género...

Dizem-me, leio, vejo em todo o lado que as modelos XL estão na berra.

Perguntem-me lá o que é que eu acho disso?

O que é que eu acho disso? Porra! Acho o MÁXIMO! O Máximo e não é o poeta popular que reside aqui connosco na aldeia. É o Máximo, máximo, por ser bom demais!

Eu nunca compreendi de onde é que surgiu aquela ideia das manequins terem de ser estupidamente escanzeladas. Costumava ver as imagens dos desfiles e ficava pasmado com a cena… Parecia um freak show! As grandes griffes faziam gala em escolher como ideal de mulher, umas cachopinhas subnutridas com carinhas de bonecas mas sem mamas, sem ancas, sem fibra, sem alma, sem vida! Como se fossem marionetes! Ai c’a nervos!

Vê-las jingar pelo catwalk, todas desengonçadas, em trote ébrio, a tentar dar passo firme… era confrangedor. Mas quem é que quereria ser assim? Namorar, casar, viver com alguém assim? Nunca percebi… Era demais para mim…

Rei morto, rei posto et voilá! Uma nova era se abre aos nossos olhos e eu estou gajo para encomendar já uns bilhetitos para a próxima ModaLisboa.

Substância, meus queridos e minhas queridas amigas. É tudo uma questão de substância! De matéria, vamos lá!

Nomes como Crystal Renn, Ashley Graham ou Tara Lynn vão brilhar nos tempos mais próximos.

Não tenhamos dúvidas: o futuro é das mulheres roliças, charmosas, curvilíneas, conscientes do seu poder, e… isso sim, sempre bonitas! que só a essas são permitidas cargas e quilos em excesso.

Agora também é preciso que se diga: cheínhas mas nada de bombardeiros, porta-aviões e blindados do género. Depende da altura, como é óbvio, mas tudo o que passe das 6 arrobas já é de arrear e as Vénus primitivas deixaram de ser usar… na pré-história! Cheias mas não a transbordar que no meio… continua a estar a virtude. Essa não muda de lugar!

Digam-me cá os valentões que me lêem… sejamos sinceros… o que é que nos parece mais apelativo? Uma beldade de 30 quilos com as pernocas a tilintar, daquelas que passam por entre as gotinhas de chuva, das que parece que estão sempre esfomeadas e cheias de frio ou um mulherão assim como estes da foto, todas elas sadias, encaloradas, tesudas, cheínhas de espaço e conforto e curvas e refegos para um macho se aconchegar? Ah… elementar, meus caros…

Não brinquem comigo! É outra loiça!

Foi quase preciso chegar aos 40 para o mundo me dar razão. Tarde mas ainda a tempo! E mais vale tarde… isso mesmo! do que nunca!

A moda está de parabéns porque percebeu que nestes tempos de crise mundial, quem mostra as coxas rechonchudas por baixo da mini-saia só revela bonança. Que a vida imite a moda e as deixe passar…

É um regalo… (um doce e lânguido regalo…)

Vou ali assinar a Vogue e já venho!

2 comentários:

Pousadas disse...

Viva a Real Tertúlia da XICHA!!

Artur Sequeira Portela disse...

Bom gosto Pedro e as mulheres da imagem são lindas!