quinta-feira, 10 de abril de 2008

Toma lá, dá cá!


O nosso país é profícuo em gajos que se armam ao pingarelho, a pensarem que sabem tudo sobre todos.

É por isso que eu não gosto do Professor Marcelo. O gajo até pode saber muito, mas aquele ar de sabichão, de olhos esbugalhados, a falar aos gritos como se estivesse a ter uma síncope cardíaca, tira-lhe toda a credibilidade.

Se fosse da minha turma no Liceu… fazia questão de não lhe falar e jamais me sentaria ao seu lado. O gajo leva os dias a mandar gafanhotos.

Durante o meu curso, não raras vezes me ensinaram que a verdade dos factos até é bastante simples e facilmente desmontável.

Quero eu dizer com isto que é muito provável que ouçamos uma boa análise social ao balcão da Tasca do Papagaio, num bairro social qualquer, numa converseta de fim de tarde de um grupo de operários da construção civil, enquanto “malham” mais uma grade de minis e arrematam umas “punhetas de bacalhau”. É bem provável que os ouçamos dizer algo que é muito verdade e que faz todo o sentido. Às vezes até é mais provável ouvir ali verdade, que num desses programas de televisão onde alguns urubus vão passear as novas plumagens.

As coisas são simples e até uma criança as entende.

Na 1ª página do insuspeito Expresso deste sábado, diz assim: “Coelho deu à Mota-Engil os maiores negócios das SCUT.

Não há ilegalidade, mas há muita promiscuidade. A construtora passa a ter dois ex-ministros e um ex-secretário de Estado das Obras Públicas na direcção.

Jorge Coelho está a dias de se tornar presidente da maior construtora portuguesa, empresa com que negociou, enquanto ministro, concessões superiores a mil milhões de euros.

João Cravinho, também ex-ministro das Obras Públicas do PS, sem querer particularizar o caso, considera intolerável que quem define parcerias com privadas, vá depois gerir esses interesses. Mas a Mota-Engil é uma empresa de ex-governantes”.

Meus amigos, Portugal no seu melhor!

Já dizia o velhinho Lincon “Podes enganar todos durante algum tempo; ou enganar alguns, o tempo todo; mas não podes enganar todos, o tempo todo”.