E a festa começou muito bem com a animação a cargo dos finalistas da escola local a darem provas de organização e trabalho, primeiro com o desfile bem coordenado dos mais pequenitos e depois com as danças, os playbacks e por aí fora. Pena foi que não tivessem conseguido aguentar o nível até ao final que foi algo atabalhoado e não esteve à altura do resto da sessão. Quando a fasquia começou a baixar, num karaoke em que ninguém se entendia, a populaça começou a bater em retirada e foi pena porque realmente mereciam outro desfecho.

As comemorações concelhias que evocaram a memória do 25 de Abril, que não constaram do cartaz geral da romaria por falta de vontade das forças vivas da aldeia, não deixaram de, ainda assim, se realizar e também estiveram engraçadas. A banda chegou a horas, o frio era de rachar, a assistência pouca mas os discursos foram bem quentes e para todos os gostos. Dando continuidade à promessa de dar voz a todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal, o presidente Dr. Carlos Sequeira deu vez ao Dr. Mena Antunes, do PP, que no seu estilo inconfundível zurziu a bom zurzir em tudo o que mexia e deixou antever ter munições para muito mais. O Prof. Garraio, pelo PS, num registo um pouco extenso para a ocasião, falou da história, da revolução e soube defender a dama a nível nacional e concelhio, o que não deixa de ser óbvio atendendo aos sufrágios que se avizinham. Não tão óbvia foi a escolha do Enf. João Bugalhão para manifestar a posição do partido laranja e menos óbvia ainda se tornou quando concretizou o seu discurso, suficientemente cáustico e incisivo para suscitar a dúvida nalguns presentes pela primeira vez na cerimónia, sobre se seria o representante da CDU. Vocês nem imaginam o que custa um homem ter de estar ali a ouvir, a ouvir e a não poder piar… Chega a ser cruel...
Os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal encerraram a extensa bateria de discursos e a popular Emília Mena, a meu convite pessoal, protagonizou um inédito e belo apontamento cultural ao ler uma poesia de sua lavra sobre a liberdade.
Os enchidos estavam poderosos, as carnes fumadas idem aspas, os queijos eram de primeira linha, os vinhos alentejanos estavam no ponto e até me custa a perceber como é que não vai mais gente a estas coisas. Eu sei que a parte inicial é difícil de levar, mas o repasto vale sempre a pena e afinal, ainda vai sendo de borla, o que nos tempos que correm…
A cena parece de um daqueles filmes de cowboys que se faziam em Itália nos anos 70, os western Spaghetti. Tipo: Duelo ao pôr-do-sol.
Uma das grandes aquisições, em termos pessoais e de amizade, destes 4 anos de mandato.
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Antes do almoço ainda deu para dar uma voltinha pelas barracas em Santo António e deu para ver que neste ano se registaram duas baixas de vulto: a mítica roulote do nosso Lino Bar e a mini pista de carrinhos de choque. Se não fosse o carrossel, meia-dúzia de indianos a venderem óculos de sol, cachecóis, capas para os telemóveis e t-shirts da música e do wrestling; e nem parecia que estávamos no São Marcos. Mas ainda assim… houve a bela da barraca do turrão, a da massa frita, a quermesse, a tendinha dos finalistas e o destaque para a tenda dos produtores de vinhos locais, impecavelmente gerida pelo Quim da Luz e pelo Vitor Bernardo ao balcão; acompanhados pelo nosso Francisco Nunes (mais conhecido por Chico Barril) a fritar pedacinhos de toucinho como só ele sabe. Ai que bom…

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65 anos mas espírito de 30! Eu quando for grande quero ser assim.
O Manel passeou o seu charme arrebatador de paletó branco à Júlio Iglésias. De partir o coração. Calça de ganga rota, cabelo puxado para trás, sapato rasinho de ganga. Ultra na Moda! Este homem é uma Redoute ambulante. E ainda por cima anda montado num Peugeot cinza descapotável! Nível, bébés! Nível!
O Sr. Zé Maria também ficou bem de emplastro lá atrás.
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As pequenas rodaram e rodaram ao som de êxitos do momento, ora nas costas do elefante, ora nos carrinhos dos bombeiros e quanto a prendas, a mais pequena encantou-se num cãozinho castanho que só ladrou meia-hora e ao fim de uns apertões já não abanava o rabo. A minha não tirava os olhos de um peluche da barraca dos tiros e lá andei eu armado em Clint Eastwood a ver se o sacava mas e a porcaria da pressão de ar deixava? Eina pá qui coisa mais torta! A russa não me deixava concentrar e eu só tinha 15 rolhas. Descobri-lhe a manha, cumpri o objectivo e deitei as latas todas a baixo mas ela enganou-me e ganhou o jogo na secretaria ao dizer que as latas tinham de cair no chão e não podiam ficar só caídas na prateleira. “Então mas não caíram porque bateram nas orelhas do boneco que está aí ao lado!”, dizia-lhe eu… em vão. Olha, sempre tirámos um peluche médio e parece-me que de tão bonito que era que fez logo esquecer o outro.



Ainda mal me tinha instalado com o meu pai sogro quando a Sónia Matias, que teve honras de abertura do festival, se chega à minha beira e me dedica a primeira lide e eu… opá… fiquei cá de uma maneira que não me cabia o feijãozito no tal sítio. Impecável! E ouve um parvo qualquer que me disse da bancada “baboso!” e eu respondi-lhe “antes ela que um cavaleiro. A ser… que seja assim… Palermas! Invejosos!” mas eu ainda estava fora de mim. A partir daí foi sempre a subir, a subir. Belas pegas, melhores farpas, música de espectáculo com a certinha Euterpe de Portalegre, imperiais fresquinhas à mão de semear… muita bom mesmo! Olaré!





Estas festas podem não ser grande coisa para quem vem de fora. Mas a gente gosta tanto disto, opá. A gente é feliz assim...
Viva o São Marcos e o seu bezerrinho que também não me deixaram meter lá à porta e devia de ficar tão bonito.
Olha, Deus queria que para o ano cá estejamos outra vez.