quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Rui Vitória: o meu Homem! O meu treinador!




O VIDEO (que diz tudo!): http://videos.sapo.pt/MNsmgHhKOlSughOQpqtm


És GRANDE! ÉS GRANDE! ÉS GRANDE!!!!!!

És o meu treinador! Cada vez gosto mais de ti!

Postura, nível, grandiosidade, educação, classe. És grande!

Tu não falas mas o Tio Sabi fala porque é na porca puta deslambida que estás a falar. E como é que me vêm benfiquistas a dizer bem do homem?!?!? Por Deus.

Malcriado, arruaceiro, gingão, mal falante, otário…Pensa que tem o rei na barriga e fala de alto mas… o campeonato é uma prova longa. Muito longa. E cá estaremos para ver. Para mim, quanto maior for a sua queda, maior é a minha alegria. Desejo-lhe o pior!

Não te vou fazer publicidade, não vou falar mais em ti, mas sabes que nunca gostei de ti. Houve alturas em que te tolerei e quis fazer as pazes mas… tu não prestas!

As datas que o nosso Rui falava eram estas: quando caíste de joelhos ao perder um campeonato frente ao Porto depois do tempo regulamentar e quando, enquanto treinador vimaranense, o Rui te pintou a Taça de Portugal com uma reviravolta apoteótica e uma lição de tática.










Rui Vitória: CADA VEZ ÉS MAIS O MEU TREINADOR!

Tá bom, Sabi! ;)


Se te visse em Marvão até te ia dar um beijo! AMO!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Children, I have a dream





Parafraseando o grande Martin Luther King, Jr. “I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin, but by the content of their character.”

Eu tenho um sonho que um dia, os meus filhos viverão numa nação onde não será julgados pela cor da sua pele, mas pela essência do seu carater.

Pedro Sobreiro has a dream that one day, the man that was the most important and powerful man of my country, could be  humble to be capable to burst himself to tears in front of the whole wide world, feeling himself down for being incapable of defeat the gun lobby, that conditions american people to buy and use weapons to the kill inocente people.

Pedro Sobreiro tem o sonho que um dia, o homem mais importante e poderoso do seu país (o primeiro de todos os portugueses, o chefe das forças armadas e judiciais; o primeiro cidadão de todos) fosse humilde ao ponto de ser capaz de ir às lágrimas em frente do mundo inteiro, sentindo-se em baixo por ser incapaz de derrotar o lobby do armamento que condiciona os americanos a comprarem e usarem armas para matar pessoas inocentes.


Tino de Rans? Jorge Sequeira?





domingo, 3 de janeiro de 2016

O Início das Crónicas de Pedro, o quarentão sarcástico

As Crónicas de Pedro, o quarentão sarcástico a história de um jornalista rendido à causa tributária pelo soldo na província

Contém: Manual de sobrevivência de um renascido do coma de grau 6 da escala de Glasgow e textos já escritos, nunca antes editados e “Estórias da Casa do Brasão” – retalhos da vida de um funcionário do fisco no topo do mundo: Marvão


O início de tudo?

Sempre me disseram que tinha jeito para escrever. E eu sempre senti que não estavam muito errados, ou que se estivessem a mentir, não seria uma mentira lá assim muito grande. A verdade é que uma folha e branco à minha frente é um universo enorme, sem fim, à minha espera para desbravar. Desde que me lembro, nunca me senti aborrecido, só, sem nada para fazer. Com folha ou sem folha para escrever, a minha cabeça está sempre a pensar, imaginar, criar hipóteses e soluções.

Mas se por um lado eu estava certo deste meu talento, que é uma coisa natural, porque nem sequer sou um leitor compulsivo, nem nada que se pareça; nem sou um grande conhecedor da nossa língua ao ponto de conhecer todos os tempos verbais; sempre me faltou uma história. Tempo e uma história que merecesse ser contada.

Teria eu lá tempo nesta voragem avassaladora de que são feitos os nossos dias de me sentar como estou agora, tranquilo, à braseira, sentado no sofá de casa; a imaginar pessoas, vidas, relações, tragédias, histórias de amor e desamor? Certamente que não. Por isso de cada vez que me aventavam com um clássico “tens de escrever um livro”, eu respondia com o também já lapidar “um dia. Talvez um dia.”

Mas tudo isto mudou quando numa bela manhã antes do Natal, muito antes desse dia que eu estava à espera, quando a minha amiga, agora colega e camarada nas lides políticas municipais Susana Teixeira, Dr.ª Susana Teixeira, atriz encartada e licenciada hoje refém dos sinais dos tempos e dos estágios do Centro de emprego decidiu fazer-me uma oferta natalícia, creio que de alguma forma para me agradecer, uns bolinhos da minha santa sogra e uma garrafinha de licor que lhe tinha ofertado momentos antes, no último dia que iria trabalhar nesse ano de 2015, véspera da véspera de Natal.

Abri com agrado, surpresa e era um caderninho que comprou na Mercearia de Marvão, com uma frase do (dizem que) grande Saramago que já me tinha ajudado a batizar o meu blogue: “É verdade, de Marvão vê-se a terra toda”. Não foi bem o livro e tudo aquilo que ele deixava antever, que cheguei a imaginar e temer que ficasse encostado a uma gaveta qualquer, como tantos outros antes; mas foi mais a dedicatória que a minha querida Susana escreveu: “Que as palavras de Saramago te inspirem a contar todas as histórias que existem em ti! Feliz Natal!”

Enquanto ia labutando e fazendo coisas diversas do meu serviço, a minha cabeça (que pensa sempre em dois níveis diferentes, um de resposta imediata e outro, que pode estar a ser utilizado ou não, dependendo das ocasiões estados de alma) teve uma epifania*.

Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa". O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão "I just had an epiphany", o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural). Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa". O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão "I just had an epiphany", o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural). Em Wikipedia, e foi mesmo isto!

De repente, assim do nada, vindo sabe-se lá de onde, fez-se luz. Percebi qual era o meu caminho, o que teria de fazer em seguida, que poderia juntar o útil, para mim, e o agradável, presumo eu que para muitos outros: contar as histórias, as minhas estórias, a história de tudo o que me acontece. Não no blogue apenas, não só no facebook (duas ferramentas que utilizo diariamente para escape (da monotonia, da seriedade, de uma vida igual a tantas outras – casa-trabalho-casa) e funcionam como um psicanalista, só que mais barato), mas num livro à séria, a brincar, porque não tenho outra forma de ver o mundo senão com graça, com piada. A vida é tão efémera, fortuita e ridícula que não tem outra forma de ser vista. Como eu digo sempre porque concordo e ouvi algures: a vida é uma férias de que a morte no dá.

A este empurrão da Susana, que percebi logo e lhe agradeci na hora porque, depois desta visão lhe disse que era capaz de me ter ajudado a dar o passo que faltava para mudar a minha vida, muitos outros se seguiram e me convenceram que encarrilar neste trilho seria provavelmente a melhor de várias, não serão assim tantas, opções.

Uma delas chegou-me de onde não estaria certamente à espera. Tomava uma imperial de Natal no meu palco de sonhos na minha terra (a.k.a. Pastelaria Caldeira, a melhor imperial do sul do Tejo, ou pelo menos do concelho), com uma companhia de luxo, com o mano, Miguel Sobreiro (aqui habitualmente referido como Broki, mistura de brother e little, nem sei bem como resultou nesta palavra mas é esta), dois amigos de infância mais velhos (um par de anos mas naquela altura, quando um gajo estava a crescer pareciam décadas), Rui Felino e Paulo Jorge Nunes e o meu amigo Artur Costa, um par de anos mais novo que eu. Sai do quentinho da sala para fumar o meu cigarrinho sem aditivos enrolado com uma mortalha de arroz, um dos 3, ou que chegam a 4 num dos dias de desvario e loucura festiva, e deixei-me estar junto aos ferros onde passei tantas tardes e me lembro de estar a namorar a minha Cristina. O Artur chegou-se ao pé de mim e, sem ter nada a ver com o assunto que estávamos a falar lá dentro, disse-me que nunca tinha tido oportunidade de falar comigo antes mas que tinha sentido muito a morte do meu pai, que faleceu há já mais de 20 anos(!), pouco tempo antes do dele, também desaparecido prematuramente, com um problema na cabeça. Disse-me isso e também que gosta muito de acompanhar aquilo que escrevo no facebook. Disse-me que assim que vê alguma coisa minha, da qual apenas aparece um bocadinho, um pequeno trecho, clica sempre no (ver mais). Porque, disse-me ele, são sempre coisas diferentes, engraçadas, que não aborrecem e que dá gosto ler seja a dizer bem das minhas filhas, do quanto gosto da minha senhora, do amor incondicional que tenho pelo meu Benfica e até da graça que lhe dá sempre que vou criticar o seu Seporten ou dizer mal do Jasus, esse Judas Iscariotes pesetero. Disse: “Olha que os teus amigos não são só o Abel que vive na Santa Casa e andas sempre a elogiar! Eu também sou teu amigo…).

Este aconchego do Artur, um homem bem sucedido na vida que criou a sua própria agência mediadora de seguros, creio que com algum sucesso, por aquilo que tenho acompanhado; também me soube muito bem e motivou.

Escrever um livro é uma tarefa hercúlea, uma odisseia imensa e gigantesca mas… creio que posso tentar.

Outro grande apoio foram os dois textos que a minha mãe leu, colecionou e me entregou, um que escrevi em Fevereiro de 2003 sobre o nascimento da minha primeira filha; e um outro publicado no Jornal do Alentejano em Fevereiro de 2004 sobre a morte de Fehér. Textos que despertaram em mim duas sensações curiosas: por um lado quase que me recordava de cada palavra, do jeito que tinha feito para ela caber na frase e textos que me pareceram… bons. Com algo para dizer, sem serem maçadores, com princípio, meio e fim. Pensei para comigo… epá, sou capaz de ser escritor.

Eu tenho consciência que apesar de não me considerar muito inteligente, algo inteligente serei, de certeza que não sou parvo mas tenho bastantes limitações. Mesmo agora fui interrompido pela Alice que acabou de tomar banho para ir logo toda a arranjadinha para os anos do avô, o único que tem, a pedir para lhe fazer o leitinho da manhã, que tive de ir mudar de chávena após me ter sentado para continuar a redação por estar muito quente.
Também trabalho num serviço muito exigente, de grande responsabilidade, em que o chefe é grande companheiro e me ajuda a crescer a cada dia que passa mas cujo teor do que fazemos é muito absorvente e abrangente, com um variedade de campos que vão do balcão à cobrança e dos impostos do rendimento aos do património que fazem com que chegue ao final do dia muito cansado. Cansado ao ponto de dantes estar sem dificuldades até à 1h e 2h da manhã e agora, após o acidente que sofri, cair ao tapete por volta das 11h e tal da noite para… não conseguir dormir mais que as 7 horas, o meu limite diário de sono, e acordar para passear o novo inquilino cá de casa, Sizzle, o cão renascido logo às primeiras horas da manhã.

Outra limitação é que tenho um feitio, não é defeito, desde a nascença de pensar que sou mais do que aquilo que realmente sou, que vai-se a ver, é nada. Por vezes, muitas vezes as pessoas fecham a conversa com um “só tu”, “este Pedro…” ou “és único!” que fazem com que a minha autoestima cresça ao ponto do tornar a sala demasiadamente pequena para mais que uma pessoa além de mim. 

O português que escrevo, da forma como o faço, também é um limite à erudição e demasiadamente próximo da oralidade, com inglesismos, erros propositados e outras expressões coladas à maneira como se fala que não abonarão muito a meu favor. Mas é o que há. Eu também costumo dizer que se fosse um produto numa prateleira de um hipermercado, não era nem dos da prateleira de cima, nem dos de baixo. Seria colocado ao meio e nunca dos da frente, pelo que…

Também me repito bastante, já com um bocadinho de esclereose e influências de tudo o que disse atrás (feitio e acidente) maneiras que, caso não gostem muito, é meterem para o lado e comerem só as batatinhas fritas que foram feitas em azeite de qualidade da terra.

O título desta obra foi pensado e quer dizer praticamente tudo. Este é um livro de apontamentos diversos. Aqui caberão coisas que já escrevi e quero que fiquem, e outras novas que nascerão todos os dias que meter os pés no chão (e lembro-me muito dos meses em que disso não era capaz). Enquanto durar o Pedro, os assuntos nunca faltarão.

Este “(Quase) Diário de Pedro, o quarentão sarcástico” (como me batizou a minha filha Leonor, que batizei de verdade; no seguimento de uma Mixórdia de Temáticas do grande Ricardo Araújo Pereira) será composto de crónicas avulsas cujo o único nexo e elemento aglutinador será o mesmo, este que assina. Vai beber muito ao “Diário Secreto de Adrian Mole” só que este é mesmo de verdade e às aventuras de “Charlie e Lola” que as minhas filhas adoram e acho que gosto ainda mais, e ajudaram a batizar o nosso cão, como mesmo nome do deles.

Não sei onde isto me levará mas sei que a estrada só se faz caminhando. Tem dias, há já muitos dias que venho cozinhando a ideia na cabeça e há muitos desses que penso que é tudo um disparate, a minha falta de autoconfiança (o outro lado da minha personalidade, o derrotista, o velho do Restelo a tomar conta de mim) assombra-me e diz-me que mais vale estar quieto, que é tudo uma perda de tempo. Onde é que já se viu o Pedro a escrever um livro? Se ele nem sequer sabe qual é o mais que perfeito de um verbo e tem de googlar para isso…

Tem outros que acho que isto vai ser uma saga como a do Wally, que não passa de um boneco idiota que nunca diz nada com ar de inteligente no meio de muita gente mas está editada e traduzida (Dónde está Wally? em castelhano) em milhentas línguas. Nesses dias, acho que as pessoas que gostam de me ler no blogue e no facebook, vão querer dar 10 ou 15 euros por isto (há livros bem mais maçudos e piores que este que é assim uma pastilha Rennie para a mente, para desanuviar quando um gajo está aborrecido, à espera do autocarro que nunca chega, do médico que nunca mais se despacha ou de um comboio que nunca mais arranca). Tem dias em que acho que isto vai fazer das minhas filhas umas gastadoras mimadas como a Lisa Marie do pai Elvis e da minha viúva, uma Jacqueline Kennedy Onassis.

Um pouco louco, também, se ainda não repararam. É que diz o povo que é sempre sábio que disso e de médicos todos temos um pouco; e eu, como acho que sou hipocondríaco, dupliquei na outra parte.

Entre uns e outros, vou escrevendo, sempre na esperança que não tenha uma edição só póstuma e vá dando para ir gozando em vida que nunca é tarde para começar e se ter uma filha com 37 foi tarde, para começar a escrever com 42 é bom e, se Deus quiser, ainda vai dar tempo para comprar um iate e passar as tardes ao sol a jogar poker com o mano (que não percebo nada mas ele é esperto, tem uma mala de fichas e domina) na barragem da Apartadura, a beber ginger alles, eu; e gins tónicos, ele.

Há dias recebi um pedido de amizade numa rede social daquele que considero ser o Sr. Editora, o responsável por grande parte das edições feitas no concelho. É uma hipótese. Também conheço alguns amigos bem relacionados no meio artístico que serão uma hipótese sempre a explorar. Ainda posso sempre recorrer ao Município de Marvão mas… esquece. Dinheiro para a cultura creio que há pouco e para mim… muito menos. Estou na lista negra, com muito orgulho, pompa e circunstância. Quem sabe se ela mudar… Em ultimíssima instância, poderei tentar conseguir patrocínios e fazer uma edição de autor. Só para cumprir o desejo de um homem para se poder sentir realizado. Já meti duas filhas neste mundo; já ajudei a plantar dois magníficos lódãos que foram derrubados pela insensatez humana na minha freguesia natal da Beirã, como está lá inscrito numa pedra comemorativa e plantei uma laranjeira da baía no meu quintal, pelo que… só falta este.
Neste entretanto saí para passear o cão e à porta da cozinha disse à Cristina: “Estive a fazer aquilo que gosto mesmo”.

Ela sorriu: “não te disse sempre para fazeres isso?”


A minha mulher tem sempre razão. Mesmo que não a tenha. Mas tem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E 2015 foi assim...




E 2015 foi assim…

Quando teclo estas linhas, já os fogos de artifício a anunciar 2016 no outro lado do mundo encheram de cor os céus da Austrália e os noticiários televisivos.
Sentado no sofá, gozo refastelado a tolerância de ponto em frente à lareira com a minha Alice ao lado a desenhar no tablet; a Cris na voltinha com o Sizzle para o xixi pós almoço; e a Leonor a preparar a indumentária para a passagem de ano com os amigos na garagem dos avós.

No ecrã somam-se as propostas ainda disponíveis para os que não quiserem ficar em casa… mas essa é mesmo a minha equipa. Eu quero ficar em casa! No meu reduto mais íntimo, mais pessoal e mais meu.

Pensei muito, tenho refletido muito na minha postura virtual perante o blogue e o facebook. O ano novo vai trazer novidades que divulgarei em breve em sede própria, na minha taberna virtual que tem sido algo(mal) relegada para segundo plano, vítima do crash no meu pc e do imediatismo, facilitismo do facebook que mora logo aqui no telemóvel que está no bolso.
Teclo com alguma dificuldade, diga-se de passagem, porque o dedo gordo da mão esquerda não ajuda as palavras a nascerem e dorme, inerte e todo envolvido em gaze como se fosse uma múmia desde a tarde de ontem. Um golpe profundíssimo com um xizato, que falhou uma caixa de suportes para alguns quadros que estava a colocar na sala, foi o motivo que me alterou os planos para toda a tarde mas essa é uma aventura que contarei depois.

Pensei se… e como… e se queria fazer mesmo isto, analisar o ano, despir-me na rede, tornar-me transparente para tanta gente que não gosta, que inveja, que não merece e concluí que… não podem ser os atentados terroristas a condicionarem a nossa vida. O mal e a inveja sempre existiram e sempre existirão e nós, pessoas esclarecidas, informadas, que gostam de estar vida e chegar aos outros, não nos podemos deixar limitar,

Todos os dias faço o balanço do dia à noite antes de me deitar. Faço-o de joelhos porque assim, tenho mais e melhor consciência da minha condição de humano, finito, limitado, que reconhece a sua inferioridade a tanto que existe no mundo e nos outros, e me ajuda a pensar. Ali a humildade sente-se. Não se provoca. Sente-se.

Da mesma forma quero aqui fazer o meu balanço do ano. Em público. Porque eu sou público. Poderia faze-lo numa folha A4 que guardaria num sítio qualquer mas isso não teria o mesmo efeito em mim. Escrever para mim é uma catarse. É algo que sai, regenera, limpa, clarifica, ajuda a resolver. É uma ida ao psicólogo. Mas tem de ser aqui. Para TU poderes ler. Se fosse só para mim, seria fazer como os judeus fazem no muro das lamentações que resta do antigo palácio de Herodes: às cabeçadas ao vento.

Eu preciso disto. Assim…

2015 foi um ano bom. Foi um ano com saúde, para mim e para os meus que é o que mais me preocupa e importa. Não desapareceu nenhum de nós, como no terrível ano de 2014. Ninguém ficou desprotegido de emprego, o Benfica sagrou-se bicampeão nacional, as mazelas foram coisas fortuitas, passageiras, que passaram. Menos mal.

Sem ter a sempre habitual revisão anual do Expresso que coleciono há décadas; com a Sábado e a Visão a fazerem prognósticos futuristas à Relatório minoritário, farei da minha lavra, com os erros e falhanços segundo o próprio, sem rede, nem cábula.
Este ano ficará inexoravelmente marcado com a entrada de duas novas vidas na minha vida (por ordem de chegada): o meu Chefe e o meu cão. Esta poderá ser uma afirmação que poderá ser absurda para quem não conheça o Tio Sabi, ou o Drocas (como ele por vezes me chama). Mas garanto-vos e explico que não é.

O meu Chefe é um homem chamado Nuno, apenas 3 anos mais velho que eu, mas com uma forma de ser e estar que contagia. Cristão verdadeiro, daqueles que até dá gosto de ver, pratica o bem e não olha a quem. Se a minha anterior chefia, quando me via ajudar os nossos “clientes”, idosos, sem escolaridade, me dizia de soslaio que “isto aqui não é a Santa Casa. Aqui cobramos impostos.”; este Homem mete sempre uma caixinha de bombons, paga pelo seu bolso, para os contribuintes adoçarem a boca na Páscoa ou no Natal. Entrou na mesma fornada que eu entrei para a casa dos impostos, uma geração de funcionários prestáveis, esclarecidos, que querem fazer o que tem de ser feito mas que olham mais para o cidadão que para o pagador. Tem a mesma categoria que eu mas apenas no papel. O homem domina. Se eu jogo, porque sempre joguei e muito lutei para aqui estar, na 2ª Liga Distrital; assim que ele pisa o edifício da casa do brasão, ouve-se o hino da Liga do Campeões. Mesmo que ele deteste que eu o idolatre, isso é mais forte que eu. É um homem bom, o que me chefia. É por ele e graças a ele que vou trabalhar todos os dias com alegria, para passar o dia junto a quem me quer bem e com quem mais tempo passo do que junto a quem mais amo.
Reabilitou-me, quando eu só tinha serviços considerados secundários e por isso me eram entregues. Deu-me pela primeira vez na vida a possibilidade de assumir a secção de cobrança, dando hipótese de aplicar os conhecimentos que tinha adquirido em Lisboa quando aprovei no curso de tesourarias que fiz para tal. Com ele, pela primeira vez na minha vida, senti-me um verdadeiro funcionário de finanças, respeitado para tal.
Ajuda-me diariamente para que consiga crescer e sinto-o todos os dias que passo com ele.
Por uma vez ou outra já me fez ver que quem manda ali é ele, com lisura, com elegância, sem peixeradas, como eu gosto. E eu faço.
Ele é o senhor “bem haja”, expressão e hábito que herdei da minha mãe e que sempre tanta agrado despertou a quem a ouvia. Mas uma vez que ele é um albicastrense encartado, assenta-lhe muito melhor a ele, e até soa melhor.

Outra vida que se juntou à minha, à nossa, é a do cãozinho tão sonhado que finalmente acampou junto a nós: Sizzle, ou Suíço, como o batizou o meu sogro e eu prefiro ao original. O Suíço tem uma longa história já connosco, apesar de nem há um ano estar entre nós. É um sobrevivente, tal como eu, e ia perdendo a vida na mesma reta, a 100 metros de distância, a menos de 1 quilómetro de casa. Por duas vezes a minha displicência, uma vez com um copo a mais depois de uma noite de farra; da outra vez, numa manhã em que a trela me pareceu que estava a mais; nos ia sendo fatal. Mas Deus, que não dorme e ajuda sempre aqueles que nele acreditam, deu-nos uma segunda hipótese. A mim depois de mês e meio em coma em São José; a ele, quatro dias e quatro noites chuvosas depois, quando já o dávamos cadáver, depois de buscas incessantes com ajuda de vizinhos e amigos por toda a área onde desapareceu. A nossa história está aqui contada neste blogue, minha casa virtual, e na minha página do facebook. É só uma questão de andar para trás.

A Cristina foi sempre a grande encarregada de educação das nossas filhas. Eu sempre ajudei mas só isso. Ajudo. É ela que se levanta de madrugada para acompanhar a Leonor a estudar quando precisa de apoio. Eu, como nunca tive ninguém que me ajudasse a estudar (a fazer trabalhos manuais, sim. Mas para estudar história ou geografia… não.), e sei que aquela é a sua profissão, que ou é bem sucedida nestes tremendamente importantes dez anos que se seguem, ou acabará assalariada de uma gigante nacional ou multinacional e mesmo assim… é menos provável! J

Ela achou que mudá-la já para o 9º ano em Portalegre seria a melhor forma de precaver a sua ida (obrigatória) para o secundário, naquela cidade e eu, concordei, claro. Acorda muito cedo, ainda de madrugada e quando acorda, acorda-nos a todos com portas e gavetas e sacos a arrastarem e a rugirem e a mandarem-me direto para o passeio matinal do Sizzle.

Da sua história na cidade grande, darei conta noutros capítulos mas por agora o que quero mesmo relatar, é a minha dificuldade em chegar a esta criatura que amo mas que agora está a anos luz de mim, como a cara que faz de frete de cada vez que tento chegar até ela.

A minha Cris continua, a cada dia que passa, a ser a mulher da minha vida que amo cada vez mais. Eu sei que tem os seus defeitos, como sei que tenho os meus e a vida não é um conto de fadas. Mas o mais importante é que sempre que nos zangamos, o que acontece com alguma frequência porque são dois feitios muito fortes, damos por nós a rirmo-nos quando nos cruzamos. A Cristina é por tudo e mais alguma coisa, a mulher da minha vida. A que me deu quase tudo, a que esteve comigo sempre em todos os passos importantes, mesmo quando eu parecia que estava a dormir e não estava cá. De mão dada. A dar-me a cheirar o meu perfume que meteu as máquinas loucas e a fez ir assustada a chamar os enfermeiros a correr.

A minha Alice… é a minha Alice. Por vezes vou relatando via facebook uma ínfima parte do quanto nos alegra os nossos dias e sou muito feliz quando um amigo que não vejo assim tanto mas que estimo muito me diz baixinho: “aquela tua Alice… é cá um prato! E uma delícia…”. Grande Abraço, Altino! Bom ano!!

A minha querida Amiga Susana Teixeira, colega temporária dos tempos modernos de quem gosto muito e me sinto muito próximo, minha colega camarada do Marvão para Todos sobre quem escreverei em breve, disse-me há dias no meio de uma conversa e em jeito de desabafo, não sei se meu, se dela: Tu tens uma vida boa, Pedro.

Pois tenho, minha querida. Tenho os meus problemas, as minhas crises existenciais, os meus medos e as minha falhas; não sou rico mas sou um rico homem que vive na casa que sempre sonhou, com a família que sempre sonhou, num emprego na terra que nunca sonhou mas adora porque é de sonho.

Desejo a quem quero bem um feliz ano novo e muita saúde que é o fundamental.

Peço a Deus… que esteja sempre comigo, connosco e o aconchego que representa o sentir desta mão quente nas costas, na cabeça, mesmo e sobretudo nos momentos mais difíceis não se explica. Sente-se.

Feliz ano novo! Feliz 2006!
(eu não gostava muito do 5 porque é o número que sei desenhar menos bem… J)  


PS : E não falei do país, nem do mundo mas… eu começo a escrever e esqueço-me. Já vou longo, 3 horas e 4 páginas. Depois…


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Reabertura da Taberna



Epá… é que já estava a ser demais!

Antes de nada, tenho de pedir desculpas aos meus estimados clientes por ter tantos dias a porta da taberna fechada. Isto realmente, é caso para dizer: COMO É QUE É IMPOSSÍVEL?!?

Olhem, esta minha ausência prolongada, de quase 15 dias, o tempo de umas férias na praia quando a gente éramos ricos, é demais. Eu percebo, concordo e peço desculpa mas tudo tem explicação e eu, à clientela habitual, com folha aberta no livro de calotes, devo tê-las.

Tinha a porcaria da caixa do correio cheia de panfletos dos hipermercados com promoções de brinquedos, novidades natalícias e cartas dos colegas da ASAE. Colegas sim, porque eles também são da autoridade como o gerente desta tabanca que tem um emprego de gente crescida para não parecer mal, mas é dos impostos e não é bem a mesma coisa. Perguntavam os postalitos da autoridade para as atividades económicas como é que era a coisa? Se se fechava a porta e não se passava cartão a ninguém e ameaçaram-me: os eu abria, nem que fosse umas horas à noite, como estou a fazer agora; ou metiam-me a porta fechada a cadeado.

A verdade é que o convite de uma amiga no facebook para publicar uma fotografia em cada 5 dias, que aqui darei conta em breve, me ocupou durante 1 semana. É que o vosso parente não se limitou a postar imagens e teve, claro, e como é óbvio e estava na cara, de meter a palheta na caneta e dar à língua. Isso ocupou-me mentalmente, muito, na seleção de imagens que teve de escolher e no que dizer. Depois uma semana passa rápido e deixei-me cair no facilitismo do facebook.

Facilitismo porque o facebook é imediato, está logo ali no bolso com o telemóvel, tem um retorno imediato porque chega a montanhas de amigos que comentam na hora e nos fazem sentir interligados, em rede, em comunidade e isso… é muito bom.

Nesses aspetos, bate o blogger aos pontos. É que nem sequer tem comparação.

Mas o facebook é uma falácia. Naquela rede, toda a gente tem sempre qualquer coisa para dizer, nem que seja copiado de um outro sujeito qualquer. Utilizador do facebook pode ser um qualquer que utiliza as novas tecnologias, que sabe o be-à-bá da coisa. Já o bloggger, é outro campeonato. Não tem um blogue quem quer. É preciso que seja alguém que consigo captar leitores, que consiga expor a sua visão, que tem de ser pertinente, mesmo que seja do desagrado de todos.

Ora eu sou dono desta taberna virtual há já 9 anos. 9 anos! Quase uma década. E já cá meti tanto de mim dentro, tantas horas a falar com o teclado, a trabalhar imagens, a dar azo às loucuras de uma mente desassossegada… conseguindo com isso ter tido quase 508 500 visitas que… parece impossível.
  
Não me considero mais que nada nem ninguém, mas se dissesse que não tenho vaidade em ser quem sou e da vida alter ego que tenho no limbo virtual, estaria a mentir.

Estar sentado na sala, com a lareira acesa a fazer companhia e as luzinhas do chinês da árvore a dizerem que é Natal… é todo um programa!

E eu estou a atravessar uma fase da minha vida em que ser um blogger é quase i,a tarefa hercúlea:

- Canso-me como não me cansava antes de quase ter partido a cremalheira. É difícil passar da 1 hora da manhã quando, antes da pega de cernelha me ter acontecido, ser comum deitar-me quase sempre depois da 1 e meia.



- As piratas que me enchem o navio consomem-me muito mais energia do que aquela com que acordo. Uma de 9, outra de 5, dão um generation gap interessante de acompanhar… no grande ecrã. A luta pelo televisor principal, do qual já desisti há muito tempo; entre o “Conan O’brien” e o “Jake e os Piratas da Terra do Nunca” é tremenda e capaz de levar a tia Vera Roquette à loucura. E eu dantes tinha a €port Tv e via todos os jogos que queria… AHAHAHAHAHAHAH (engraçadinho. Saudoso…)




- O meu computador? Velhinho, com, já para aí nunca menos que 7 anos, que te está rijo e quitado pelo meu grande amigo e génio de informática Márcio Almeida também já só é meu quando não está alugado na Escola Virtual, ou lá o que seja e depois disso… ainda esteve nos jogos de meninas a fazer tuáletes de vestidos de princesas.

- O novo menino cá de casa tem de ir mandar os faxes para Macau, que tenho de apanhar com saquinhos próprios entre as 6 e meia e as 7h da matina pelo que estou para ver se acordar cedo e cedo erguer, dá mesmo saúde e faz crescer. (Ainda mais?!?!?)  

- Depois, também tenho a sorte de ter um colega novo que me chefia que é um Homem daqueles. Que me dá tudo mas que sinto que puxa por mim, e eu adoro isso. Adoro mas sinto que chego ao final do dia com a sensação de mais uma batalha vencida e mesmo a pedir que a jornada sele com uma imperialzinha de luxo no meu Chocolate e o tal cigarrinho sem aditivos, enrolado em mortalha de arroz. Para ser um final de tarde de película.

Levei tempo a perceber mas acho que já agarrei a real mecânica da coisa. Publicar é, sempre que isso seja possível, no meu blogue, na minha taberna, na minha tasca virtual. Depois divulgo para os amigos que há petiscos novos na vitrine do balcão no facebook, para chegar à rapaziada toda.

O facebook é muito mais fácil, de ingestão rápida, de propagação massiva. Mas o facebook é o metropolitano, onde entram milhares e saem milhares, sem saberem muito bem de que estação vêm e para que estação vão. Este blogue é um elétrico artesanal que fugiu do museu dos coches e se kitou com um GPL. Essa é a diferença.

O facebook é o quiosque que tenho estacionado à porta do Estádio da Luz, sempre pronto para um prego no pão ou uma sande de barbela. Rápido, imediato. Já este blogue é a taberna clássica às Portas de Santo Antão.

Continuo cá porque isto me faz tanta falta. A minha sanidade mental e o meu equilíbrio também dependem disto. De ter tempo para mim, de poder fazer aquilo que mais gosto de fazer na vida, escrever, comunicar; de meter adubo neste sonho de escriba que se realiza de cada vez que a ele me dedico.

A cabeça está sempre com novos posts, com aqueles que têm de ser impreterivelmente escritos em breve.



Peço desculpa pela ausência. Prometo que não se voltará a repetir.

Palavra de escuta.

Bem vindos e até já.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Astana é que nos safaremos?

 


Convenhamos que a tarefa não era das mais fáceis. O meu querido Caldeira Martins, homem de ideiais políticos fortes e “não religiosos” fortíssimos, ateu de consciência, confidenciava-me horas antes do encontro que se o resultado fosse positivo, selaria um milagre e ele e se renderia à conversão. Não foi um resultado assim tão surpreendente capaz de garantir esse, sim, milagre, mas foi bastante promissor: o Benfica beneficiou da vitória dos colchoneros sobre os turcos do Galatasaray e garantiu a presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões.


Todo um feito. Longe como um corno, esse Casaquistão onde reina um frio do catano, e se joga às 3h da tarde, é dose. De certeza que tão longe, nem direito a uma minizinha e um bitoque com ovo a cavalo tiveram direito. E mesmo assim… conseguiram.


Foi algo que o Liga Europa Jesus Cristh Superstar pouco cheirou. Uma questão de afirmação do mister Vitória que jogou com garotos das escolinhas no time principal e entrou a perder no jogo por dois secos num terreno onde os transcontinentais asiáticos estão habituados a malhar a malta do sul, não os deixando vencer em sua casa. A equipa soube reagir e dar a volta por cima com Jiménez a dar um pontapé na puta da fama de perdulário, e a pontuar, com dois golos, o primeiro deles, lindo.

Amealhámos uns tostões para irmos jogar ao bingo do Suporten. 500 000?


Deixa lá, rapaz, que a tua vida é o campeonato nacional e para Cruyff da Reboleira, não há glória maior que ganhar ao Benfas. E já vão 3! Tens a passarinha cheia. Concentra-te lá no jogo de amanhã e vê lá se consegues mas é dar uma alegria aqui à rapaziada como com o Skenderbéu, béu! Muitos beijinhos.

Hoje foi um jogo que fez jus à nossa história, o nosso passado, nos orgulha e enche de esperança para ao futuro.

BBBBBBBBEEEEEEENNNNNFFFFFFIIIIIICCCCCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
  




Porto, Porto, Porto, Portooooooooooooooooooooooooooooo



Eu sei que quem me conhece, sabe bem que desde que a orientação do Seporten virou capa da GQ, o Futebol Clube do Porto passou a ser o meu segundo clube em termos nacionais.

É o meu Benfas e… logo a seguir o Puorto! Até já tenho uma fotografia do senhor Jorge Nuno em 3 dimensões na minha banquinha de cabeceira, ao lado da dentadura.
Ah, pois é, Bebé!


Já em temos internacionais… sou português e se poderem ser por 50, que nunca sejam por 2.

Digo que o Gina Lollobrigida, ou lá como é que se chama, é um grandíssimo treinador e oxalá se mantenha lá por muitos anos, tantos quantos a teimosia do papa do norte. Precisava de apenas 1 ponto para se qualificar para os quartos de final e… complicou! Bem!



Apostou no Imbula que foi decisivo ao fazer um penálti completamente desnecessário e foi um deleite ver os jornalistas todos nortenhos a perguntarem: (aquele Hugo Gilberto é-me cá um cromo) será que foi mesmo penálti? Como divertidíssimo foi ver eles a defenderem que sobre o André André também tinha havido um, com o Paulo Bentinho queimado até mais não pelo Pintinho, comentava, pago, pela televisão de todos nós, que claro que não era penálti.

Brilhante também o LOLOLOtepegui a sentar o André André no banquinho. Bem feito, que é para não ter dois nomes iguais.

De destacar também o frango a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e deslumbrante do Casillas que provou que é mesmo artista e justificou as camisolas que vende no Porto. Aposto que amanhã esgotam.



Agora a championze está apertadinha e tem que ir a Stanford Bridge disputar a qualificação com o tão aclamado treinador que tudo lhes deu e agora, com o descalabro, igualou o Porto. O que espetou 4 mísseis em Telaviv pode ser carrasco...


Ai isto promete. E ver os touros de palanque será… um xuxu!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Que força é (essa) aquela?

Abdelhamid Abaaoud, 27 anos. O cérebro dos atentados


Enquanto o mundo tenta reagir, atordoado, ao choque profundo dos recentes trágicos atentados em Paris; enquanto as fotos de perfil do facebook se pintam com as cores da bandeira francesa e os muitos murais se pintam com posts alusivos a essa cidade grandiosa, pela história e pelos muitos milhões de habitantes (tantos quanto em Portugal); enquanto as polícias se volvem loucas, revirando o mundo à procura do cabecilha dos atentados, um miúdo quase imberbe de sorriso palerma; enquanto muitos se envolvem em teorias da conspiração sobre quem financiou, e armou, e o que é o Estado Islâmico… eu penso. Reconhecendo a importância de todos estes comportamentos, como forma de acusar (os terríveis atos) e motivar para a erradicação deste tipo de comportamentos, eu limito-me a lamentar, em silêncio, as mais de 120 vidas que se perderam.

Ouço, leio e penso. 

O  Sheick David Mounir, líder islâmico no nosso país, deu uma entrevista que muito me elucidou e ajudou a tomar posição perante o que nos choca a todos. Claro, frio e muito cerebral, desmistificou e tornou óbvio o que pode parecer complexo.

Duas ideias que convém reter do muito que disse:
1 – Estes homens e os seus princípios nada têm a ver com a essência do Islão, que é um espaço de bem. São danos colaterais. Ruído.
2- Os refugiados não são terroristas. Também fogem desta realidade que está na sua terra.




É importante que todos compreendam que estamos perante não uma força, não uma ideologia, não uma religião, mas perante o mal. Algo tão antigo como o homem. O mal que se apodera de corpos jovens, franzinos, de passados dúbios e os conquista para o seu lado.

Que força é essa?

Que força é essa?

Que força é aquela?

Que força é a que faz um homem explodir no meio de inocentes, matar como quem respira, deitar tudo a perder, pensando que tudo tem a ganhar? Que coisas espera depois da morte? Que feitos se vê alcançar assim?





Cresci num mundo que teve duas grandes guerras mundiais. Duas conflitos que envolveram países de todo planeta, em que morreram muitos milhões de inocentes. Mas eram guerras com tanques, como homens. Depois veio a guerra do Iraque e mexeu-se com a região e os homens mais perigosos do mundo, por nada terem a perder e tudo a ganhar. Esta guerra que nestes dias temos vivido é mais letal porque é silenciosa e dorme ao nosso lado. No bairro ao lado. No nosso bairro.

A união entre os povos, mesmo os que sempre viveram de costas voltadas, numa guerra sem tréguas, com bombardeamentos massivos nos campos de treinos identificados, será o caminho certo para a humanidade se proteger contra a barbárie. Mas as quebras e desconfiança irão começar a minar a cooperação e as indústrias (do petróleo, gás natural e armamento) vão acabar por rasgar aquilo que o tempo recente ainda não permitiu sedimentar.


O mundo das minhas filhas jamais irá ser tão tranquilo como o meu.

 E eu lamento.

Rezo.
 Todo o dia a ecoar dentro da minha cabeça
E penso.

Que força é aquela? Como combatê-la?


Um belíssimo artigo do jovem do meu tempo do liceu de Portalegre que ainda viveu na mesma casa que eu em Lisboa, à praça de Londres. Na altura estudava no técnico e eu jornalismo. Hoje sou técnico e ele um afamado jornalista e opinion maker. A vida. Já não se lembrará de mim, mas eu, nunca lhe sendo muito próximo, lembro-me bem do "chefão", como então era conhecido. Muito bom, o texto.