sábado, 20 de outubro de 2007

A Cimeira e o Hardcore – Breve ensaio ou pequeno apontamento


Passava pouco da meia-noite, talvez uma meia-hora, quando me estiquei no sofá, rendido ao cansaço e ao silêncio da sala, com o código do IRS e as suas indomáveis manobras a latejarem nas têmporas. Tinha sido um dia duro de trabalho. Estiquei-me ao comprido e liguei a televisão para ver se desanuviava, não fosse eu ter pesadelos com os abatimentos e as deduções.

No ecrã, vejo os nossos Delfins (não, não eram os do Miguel Ângelo!) a sorrirem de par em par. “Olha que dois!”. O Durão e o Sócrates todos sorridentes, com o ar mais feliz do mundo, a fazerem lembrar a rábula do Sr. Contente e do Sr. Feliz, dizendo da sua graça. “A Cimeira de Lisboa é um sucesso. O Tratado já está e vai ser assinado em Dezembro. Nós os portugueses somos muita bons e viramos uma página da história da Europa e ta-ra-ta-ta, ta-ra-ta-ta…”.

E eu a imaginar uma manif de polícias ou enfermeiros a entrar por ali adentro. Era capaz de ser giro!

O quadro pareceu-me perfeito. O Sócrates com aquele olhar de vesgo, de quem está mesmo a precisar de umas gotinhas de Visadron, e o Durão com aquele ar de inchado que lhe meteram lá para Bruxelas… É impressão minha ou o homem parece mesmo que está soprado?

Só me deu vontade de ir ao sótão buscar a bandeira e correr para a rua aos gritos. Mas tentei-me acalmar, não me fosse rebentar uma veia qualquer.

Despedi-me deles e parti num zapping final por todos os canais da TV Cabo, uma das minhas maneiras favoritas de terminar o dia. Só parei na CNN, onde a malta do Paquistão resolveu dar as boas vindas à Benazir Bhutto com dois atentados suicidas. Um estrondo brutal mas parece que lá para aquelas bandas a coisa é mesmo assim.

Passei no XXL onde estava no ar uma fita softcore que mais parecia uma transmissão olímpica de ginástica.

E eu pensei: a Cimeira de Lisboa é uma boa oportunidade para eu falar de pornografia.

Não sei explicar bem porquê, mas parece-me que são coisas que ligam bem, como as ervilhas com o ovo escalfado.

A estas horas já está meio-mundo de boca aberta, outros a virarem a cara, outros a desligarem a CPU.

“Estará a falar a sério?!?!?!?!?!?! O gajo pirou de vez! Isso é coisa de estiva, de pedreiros, de chunguice, de ralé, de ciganos, de presos! Que falta de gosto, que falta de educação!”

Calma! Slow down, honey! Vamos descer ao nível do entendimento.

Sim, meus amigos. Porque não?

Nas aulas de Antropologia da Faculdade, não se cansavam de nos repetir que o homem é um animal com verniz cultural. Quando estala o verniz, salta o macaquinho que está cá dentro.

E é bem verdade! Todos concordamos que o ser humano é sensível à dor. Independentemente das convicções ou religião, custa-nos sempre quando vemos imagens de alguém a sofrer, alguém que passa fome, que está doente, que está mal.

Por outro lado, quase todos nós ficamos felizes quando vemos os outros sorrirem e estarem saudáveis e bem dispostos.

Indo um pouco mais fundo na minha maneira de ver as coisas, o ser humano é incapaz de ficar insensível perante o prazer, o sexo e em última instância, perante a sua exibição. Para quem estudou Freud e acredita no que o velhinho disse, a coisa pode ainda ser mais determinante já que quase tudo na nossa vida é condicionado pelas pulsões de cariz sexual que nos marcam desde o berço até à cova.

Despidos dos nossos tabus, sozinhos perante a evidência, compreendemos que a pornografia pode ser o derradeiro apelo à nossa condição primitiva.

O problema é que nós em Portugal ainda estamos muito condicionados por um século de repressão, em que vivemos oprimidos por um sistema social e educativo muito dominado pela Igreja, sempre rígida e manipuladora. Para nós, portugueses, o sexo ainda é tabu.

Seria bom se também aqui fossemos mais latinos, mais mediterrânicos, mais abertos e mais livres. Vivemos mal com a nossa sexualidade. Na maior parte do tempo, fingimos que não existe, faz-de-conta que não sabemos que é daí que todos vimos. Convencemo-nos uns aos outros que os bebés ainda chegam de França no bico de uma cegonha. Somos como os Teletubbies: sorridentes e assexuados.

E depois estranhamos quando os pais de família com posição e carreira saem de casa e do armário e rumam noite dentro à caça de meninos nas cidades…

É por isso que este pode ser um bom ponto de partida, um bom arranque para a educação sexual que nunca tivemos.

Há cautelas a tomar! Eu digo que este tipo de entretenimento é como o Jazz: cai-se facilmente na tentação de dizer que tudo aquilo é igual, que é sempre a mesma coisa, mas não é. É preciso educar… o ouvido.

E eu nem sou um particular entusiasta da modalidade. Digamos que sou um simpatizante e nada mais.

Não critico aquelas pessoas que passam as tardes a chorar à frente da televisão, a verem os filmes da tarde da TVI, dos coitadinhos, dos que sofrem e são encornados e depois ficam muito aliviadas porque carpiram no mal dos outros, os seus próprios males.

Mas para mim, há coisas bem melhores…

Descobri este mundo nos restos das revistas que os ferroviários deixavam esquecidas no chão, junto às camaratas estacionadas perto do depósito da água na Beirã. Eu e os meus amigos, ainda todos de calções, ficávamos pasmados a admirar o que seria aquilo. Os mais velhos faziam o favor de explicar e quase sempre confiscavam a mercadoria. Mas deu para fazer uma ideia. Nós a olharmos uns para os outros e os rufias a rirem-se enquanto caminhavam e nos deixavam para trás.

Na altura não havia Internet nem nada dessas modernices e nós contentávamo-nos com os calções curtinhos das Doce e o fato prateado da Super-Mulher.

No ciclo, ver representações de nus, só se fosse na “Enciclopédia do Corpo Humano” que não nos deixavam requisitar. A Professora de Biologia saltou o capítulo da Educação Sexual. Alegou que a turma era difícil. Os pais não falavam muito sobre isso. Eram os anos 80.

Voltei a apanhar esse andamento mais tarde, numa versão soft de edição portuguesa, a efémera “Élan”, que marcou a vida de Lisboa e a mentalidade do país. Naqueles anos loucos em que a cocaína e o champanhe marcaram o andamento da nossa capital, foi uma luz na escuridão que culminou com o escândalo do arquitecto Taveira e as suas incursões…à retaguarda. Por aquelas páginas passaram os novos valores da socialite do país, muitas carinhas e corpinhos larocas da rádio, tv e disco, que nos acompanham, algumas delas, até hoje.

O primeiro filme para maiores de 18 vi-o na mítica sala nº 1 do GDA, em Santo António, numa sessão das 11 e meia. Entrei à socapa, fiz-me passar por mais velho e antes que pudessem olhar para a minha cara para aferirem se era verdade a idade que dizia ter, já eu estava sentado no 1º balcão. O título era sugestivo, “Sexo na Selva” e a sala estava ao rubro. A fita era algo surrealista, a senhora que a projectava também, e havia uns cortes pelo meio onde apareciam umas pessoas num quarto que eu ainda hoje estou para saber quem seriam. Foi mau mas divertido. Foi tema de conversa entre amigos durante semanas.

Na altura do Liceu já se mostravam umas Playboy nas bancas, sobretudo a versão espanhola e a sempre excelente edição brasileira. As grandes divas das novelas revelaram-se ao mundo inteiro como Deus aqui as plantou, despidas mas com os bolsos cheios de dinheiro.

Depois veio o vídeo e o dvd e a net e a coisa tomou proporções à escala mundial e está para além do controlo de seja quem for. Sexo é a palavra mais digitada nos motores de busca e com isto digo tudo.

De todas as publicações, resta uma merecida menção à revista “Gina”, um verdadeiro ícone cultural do nosso país, autêntico rito de passagem que marcou gerações, quanto mais não fosse, pelas as suas pródigas prosas.

O bizarro mundo que gira à volta desta indústria parece estar agora a ganhar terreno e a instalar-se nas mentalidades cá do burgo. Já brilham as Feiras temáticas na capital e no Algarve, o negócio prolifera, parece haver uma maior abertura. Afinal, pornografia não é prostituição. Pornografia é legal e prostituição não. São coisas bem distintas.

Agora já há a FHM e a Maxmen e os homens não se envergonham de as comprar nas bancas à frente das mulheres até porque têm muitíssima qualidade e são dirigidas por dois dos meninos bonitos do extinto “Independente”, para além de serem dois jornalistas de gabarito: Pedro Boucherie Mendes e Domingos Amaral, respectivamente.

É preciso fazer um esforço para abrir as mentalidades. Na minha cadeira de “Seminário de Investigação” da Faculdade, quando disse que o meu tema era “A educação sexual através da imprensa cor-de-rosa”, um mergulho nos consultórios sentimentais da “Maria” e afins em busca das linhas orientadoras dos gurus de então, todos se riram. No final, se bem me recordo, foram 16 ou 17 valores para o grupo.

Porque é preciso desmistificar esta questão, vamos pegar nas pessoas que têm nojo e questioná-las perante a realidade. Provavelmente viram o “9 semanas e Meia”, o “Orquídea Selvagem”, o “Ultimo Tango em Paris”, o “Emmanuele”, o “Pato com Laranja” e até gostaram.

E eles respondem em coro: “Ah, mas isso não é pornografia!”. “Ai não? Mas está a um degrauzinho só!”.

E bem vistas as coisas, se calhar até viram “O Império dos Sentidos” e o “Garganta Funda” que agora até têm direito a documentários e a edições especiais e não ficaram chocados.

Há que saber ver as coisas com olhos de gente e ver onde está a qualidade. Um dos meus realizadores favoritos, Paul Thomas Anderson, autor do belíssimo “Magnólia”, estreou-se com o brilhante “Boogie Nights”, um filme que presta homenagem a esta específica indústria cinematográfica e ao seu anjo caído, John Holmes, e chegou a ter candidatos aos Óscares…

È importante que partam sem preconceitos e ponham os mitos de lado. Do género:

1) Os filmes para maiores de 18 são sempre a mesma coisa!
Resposta: Para além de não ser verdade e de existirem inúmeras sub-categorias, há imensas coisas na vida que são sempre iguais e isso não é necessariamente mau, certo?

2) Os filmes para maiores de 18 são uma nojice e uma pouca vergonha!
Resposta: Podem ser, mas para pouca-vergonha, já bastam algumas exibições do glorioso nesta época e as pessoas continuam a ir ao estádio.

3) Os filmes para maiores de 18 não têm história!
Resposta: Outra vez errado. Há belíssimas histórias de amor dentro do género. Mas realmente, se querem histórias a sério mais vale lerem o “Guerra e Paz” do Tolstoi ou o “Vermelho e Negro” do Stendhal. Histórias dessas não são para aqui chamadas.

4) Os filmes para maiores de 18 não têm grande aparato!
Resposta: Negativo. Há-os com tanques de guerra e até com aviões e helicópteros. É uma indústria profícua…. Tanto por descobrir!

4) Os filmes para maiores de 18 são maçudos e tecnicamente são vazios!
Resposta: A maior das mentiras! São inclusivamente estudados em escolas de cinema. Tudo ali é pensado ao pormenor: a música, os ângulos, a mise-en-scéne, a colocação da voz, os travellings… Basta prestarem atenção. Têm a sua arte.

Como vêm, tudo mitos! Para terminar e em jeito de conclusão, tenho de dizer que o Quentin Tarantino adora-os e eu também não desgosto, vá lá!

Da próxima vez que se cruzarem com um, não confundam puritanismo com hipocrisia.

Ou ao menos reconheçam… quantos de você, meus ratinhos da net, não recebem todos os dias uns exemplares desses ficheiros marotos terminados com um XXX? E aposto que não vão directos para a reciclagem sem uma vista de olhos, certo?

Sendo assim, e uma vez que já estou encostado ao muro, quem nunca tenha prevaricado… que atire a primeira pedra.

24 comentários:

Goyi disse...

Todo muito bonito e a gente contente porque tudoo que seja bom para Europa tambén será bom para nos, que somos de aqui.... ou nao?.
Se alguém da vossa Cámara puder asistir a os Debate organizado pelo Gabinete de iniciativa Tranfronterizas que se dará esta seman em Badajoz, no estaremos lá e falaremos do nosso problemas cá neste lado e no vosso da raiaDescripción



Un año mas, y ya son ocho,"Ágora, o Debate Peninsular" regresa a su cita anual, manteniéndose fiel a su vocación inicial: servir de puente entre España y Portugal, poniendo sobre la mesa asuntos que interesan a ambos países, y trayendo a la región extremeña algunos de los elementos más llamativos del acervo cultural portugués. El Gabinete de Iniciativas Transfronterizas de la Junta de Extremadura, con el apoyo de Caja de Extremadura y Caja de Badajoz, vuelve a encargarse de la organización de este encuentro, plenamente consolidado como cita inexcusable en el calendario hispano-luso, que este año cumple ya su octava edición, siendo la tercera ocasión en la que Badajoz acoge su variada oferta de actividades.

"Ágora" mantiene la fórmula que le ha hecho crecer a lo largo de estos años hasta afianzarse entre los eventos más destacados para los vecinos de uno y otro lado de la Raya. Vuelve, por tanto, a estructurarse en tres grandes apartados.




ÁGORA ACADEMIA

"Ágora Academia" se compone de tres monográficos en los que se abordan asuntos que, por su actualidad, ocupan y preocupan tanto a españoles como a portugueses. El curso que abrirá esta séptima edición, el lunes 22 y martes 23 de octubre en el Palacio de Congresos de Badajoz "Manuel Rojas" lleva por título "PRENSA Y POLITICA. De poder a poder"Este curso analizará las relaciones entre la prensa y los partidos políticos en España y Portugal, la alineación y significación ideológica de los medios y su repercusión en la vida política de ambos países. Miguel Gil, adjunto al Consejero delegado de Media Capital será uno de los codirectores de este curso junto a Mário Mesquita, periodista y comentarista político Destacados nombres de la comunicación, la política y el periodismo estarán presentes en este curso: Nobre-Correia, Daniel Gavela, Mário Bettencourt, Belarmino García, Luís Delgado, José Miguel Larraya, Marçal Grilo, Daniel Proença de Carvalho, Juan Tapia, Daniel Cruzeiro, Miguel Ángel Sacaluga, Jesús Mª Santos, Estrela Serrano, João Gabriel, etc

Este bloque académico continuará el miércoles 25 de octubre, en la misma sede, con el seminario "BARCELONA, LISBOA, MADRID, OPORTO. ¿Poker o dobles parejas? dedicado a los ejes formados por estos cuatro núcleos de la Península Ibérica, al paralelismo existente entre las relaciones de ambas ciudades de cada país y su conocida rivalidad.

Enric Juliana, delegado en Madrid del diario La Vanguardia, será uno de los encargados de conducir este curso junto al codirector portugués, el periodista y profesor universitario Carlos Magno. Importantes personalidades y conocedores de estas ciudades participarán en esete curso, entre los que estarán el Alcalde de Madrid, Alberto Ruíz Gallardón, el acalde de Barcelona, Jordi Hereu, los periodistas José Alberto Carvalho, Flor Pedroso o Ignacio Camacho.


El mundo de la sanidad cerrará el capítulo de los monográficos de este año, con el curso "SALUD SIN FRONTERAS. Cooperación en materia sanitaria"en el que estudiarán las posibilidades de colaboración que pueden existir entre los dos países ibéricos en materia sanitaria.La ex ministra portuguesa de sanidad portuguesa, Maria Belém Roseira será una de las directoras del curso junto con el director del departamento de Salud Internacional de la Escuela Nacional de Salud, José Manuel Freire. El curso será celebrará el jueves 25 de octubre y el viernes 26 en el Palacio de Congresos de Badajoz "Manuel Rojas" Constantino Sekellarides, Ferrán Martínez Navarro, José Mª Vergeles, Rosa de Matos o Cayetano Rodríguez Escudero serán algunas de las personalidades que intervendrán en este seminario.



ÁGORA PALESTRA

Tampoco faltará a esta cita "Ágora Palestra", ese espacio para la discusión de temas controvertidos, polémicos, o que, como mínimo, generan un cierto debate social en España y Portugal. Tras la aprobación de la ley en España y a la espera de entrar en vigor en Portugal, las leyes sobre el consumo de tabaco centrarán esta palestra titulada"HUMOS PROHIBIDOS. Debate sobre las regulaciones antitabaco"Miguel Barrueco, Juan Antonio Riesco, miembros del Club de Fumadores por la Tolerancia y otros expertos debatirán moderados por Juan Carlos Martín Araujo, actual Secretario Técnico del Plan de Drogodependencia en Extremadura. La cita será el martes 23 de octubre, en el palacio de Congresos de Badajoz, a las siete de la tarde.


ÁGORA ESCENA


Y como también viene siendo habitual en todas las ediciones de "Ágora", la cultura portuguesa envolverá la ciudad de Badajoz a lo largo de toda la semana, con una gran variedad de propuestas culturales y de ocio, que discurrirán de forma paralela a la celebración de los cursos y mesas redondas, y que quedan englobadas bajo el nombre genérico de "Ágora Escena". Exposiciones, literatura, gastronomía, teatro, cine y música darán un colorido especial a la capital pacense entre el 22 y el 28 de octubre.


www.agoraextremadura.es. En esta web podrá obtener toda la información actualizada sobre los cursos o eventos culturales previstos para esta séptima edición. Las inscripciones en los cursos son gratuitas y pueden realizarse también a través de la web.




Ágora 2007 - Badajoz del 22 al 28 de octubre de 2007




Eu já fiz a inscripçao e quero la estar nos días em que se fale de cooperaçco sanitaria vamos seguir lutando por conseguir uma melhor asistencia e queremos se faça um estudo de um posibel hospital na fronteira que nos de asintencia a toda a zona da raia, eu bem sei que voces nao estao tao interesados como nós, o projecto é ambicioso e se calahr um bocado utópico..... mais , que disse medo????.
A ponte foi aprobada por maioria de todos os vereadores e prometeram retomar os estudos, que segundo o Presidente, estao muito adiantados...... Tudo se verá!!!!!

Bonito disse...

Quando isto era a “Casita pessoal do Sabi” eu tinha algum “pudor” em cá vir. Sobretudo se estava em desacordo! Parecia-me pouco cordial visitar a casita de um amigo para fazer o contraditório ou, pior, falar de assuntos diferentes daquele por ele lançado.

Algumas vezes o fiz pelo interesse do tema ou levado na onda dos outros visitantes.

Agora isto mudou de figura! É a “tasca do tio Sabi”. Sinto-me mais à-vontade! Até porque gosto de um bom petisco e de beber um copo, regradamente (quase sempre), na companhia de gente que gosta de discutir ideias. E a tasca precisa de clientes…

Hoje, o vinho não é grande coisa e o petisco é uma mistela que não combina:

1 – A Cimeira de Lisboa

Independentemente das ideias que se tenham para a organização mais ou menos federalista da Europa (e a participação de Portugal) e da opinião que se tenha das personagens da “cena” e da situação económico-financeira do País (cuja responsabilidade abrange muitos Governos de longa data) e independentemente, ainda, de se perceberem a perniciosas hipocrisias de certas cenas televisivas é, de facto, um orgulho para o país e para os portugueses esta fase da U.E..

Eu orgulho-me que o presidente da Comissão seja português e que o actual Presidente da UE que liderou a Cimeira que protagonizou este Tratado histórico seja o PM português. E que seja a Cimeira de Lisboa.

Comentários jocosos a esta matéria parecem-me descabidos. E pronto!

E a seguir será a cimeira EU/África onde Portugal poderá/deverá ter, também, um papel destacado…

2 – Pornografia

Matéria tratada com o brilhantismo literário habitual e algum bom humor. Mas, com grande confusão de conceitos, na minha modesta opinião!

Sem me querer armar em Júlio Machado Vaz (pessoa que, se eu fosse mulher, gostaria muito de conhecer) julgo que misturar assuntos como sexo, preconceitos sexuais, educação sexual e erotismo com pornografia é um grande equívoco. Aqueles pouco ou nada têm a ver este.

Penso que a pornografia, com as suas “mentiras sexuais”, é um factor de “deformação” sexual para os adolescentes, sobretudo! E de erotismo nada tem!

Relativamente aos filmes pornográficos com conteúdo (estória) só “conheço” um e já não me lembro do seu título. Vi-o, há mais de vinte anos, na tal sala nº 1 do GDA onde haviam individualidades que entravam, a coberto do escuro, após o início do filme e saíam, a coberto do escuro, antes do seu fim. Acho que deveria ter estória… porque após cinco minutos do seu começo, e porque ainda não tinha passado qualquer cena de sexo explícito, já existia grande burburinho na sala, com assobios e comentários do género:

Estão isto é que um filme porno? Quero ver gajas nuas! Já! Se não, quero o meu dinheiro de volta!!!

Enfim, não gostaram da estória.

Nota: Recebo alguns mails XXX e não os apago sem ver e alguns guardo… para mais tarde recordar!

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Marca “Marvão”


O lançamento, de uma forma estruturada e profissional, da marca “Marvão” é das iniciativas mais louváveis deste executivo. Há muito que defendo que este assunto é estratégico para o Concelho.

A marca já, de certo modo, existe mas potenciada representa, com certeza, muito no que concerne ao turismo.

Mas, turistas são diferentes de visitantes, que é o que Marvão, essencialmente, tem. Uma marca (imagem) forte em conjugação com o golfe a funcionar, com o “tal” hotel e com iniciativas de índole camarário e particular que “ocupem os visitantes” será determinante para que Marvão se torne um destino turístico.

Todas a iniciativas que liguem o visitante à beleza natural do Concelho serão eficazes! Por exemplo, percursos temáticos pedestres e ciclísticos (ex: rotas do contrabando) bem organizados e outros desportos de contacto com a natureza. Um comércio alargado de produtos tradicionais (principalmente em Marvão) incisivo (género Óbidos mas menos agressivo) também era importante.

Em complemento, uma marca forte permitiria vender os produtos do concelho aproveitando a “boleia” dessa marca “chapéu”: MARVÃO


Convívio

Os clientes desta Tasca têm demonstrado a vontade de se reunirem em convívio “in loco”. Ontem na viagem de Santo António das Areias para Portalegre, deslumbrado com a paisagem outonal do Concelho, lembrei-me das antigas e maravilhosas caminhadas domingueiras por essas paragens com o Buga, o Banana, o Rui Boto, o Baltazar, saudoso Bonacho, etc.

Porque não organizarmo-nos, nos próximos tempos, numa caminhada desse género por terras de Marvão, seguida do merecido repasto?...


Ponte

Govi,
Obrigado pela notícia.

Apertem com o Presidente da Câmara de Marvão!!! Aproveitem os fundos comunitários… Em frente!

Isto não seria a salvação mas, enfim, dava uma ajudinha!

Miguel Sousa Tavares (MST)

Li, como habitualmente, no Expresso a crónica do MST. Brilhante, como já me habituou, desta vez sobre a dificuldade do saber retirar-se no momento certo.

Mas, esta semana o MST é capa da revista por ocasião do lançamento do seu novo livro “Rio das Flores”. A entrevista é, também, brilhante e versa, sobretudo, sobre este novo livro. Para quem devorou o “Equador” e aprendeu muito nele sobre a guerra ultramarina (ou melhor colonial) fica a pensar que não aguenta até ao Natal por esse presente. O melhor é comprar!


O Rafael


Na sexta-feira à tardinha recebi, no trabalho, um telefonema da Maria. Estava radiante porque tinha trazido do infantário “o Rafael”. Fiquei intrigado. Não conhecia nenhum Rafael na sua escolinha!

Afinal era o periquito da sala que vinha passar o fim-de-semana cá a casa, na sua gaiola.

Antes de me deitar, na cozinha, bebia o já tradicional copo de leite acompanhado pelos deliciosos bolos d’Avozinha quando cruzei o olhar com o do Rafael. Tive uma vontade irresistível do libertar. Detesto ver animais engaiolados. Não temos esse direito. Aconteceu-me o mesmo numa recente visita ao Zoo.

Não o libertei porque causaria um conflito institucional com a educadora e a tristeza da Maria na manhã seguinte suplantaria o prazer dessa libertação.

Hoje o Rafael cantou. Não foi de alegria! Parecia suplicar-me que o libertasse!

Felizmente amanhã já volta para o infantário



Bom, vou-me embora. Já saíram todos, as cadeiras já estão em cima da mesa e o “Tasqueiro”, de esfregona na mão, já está a olhar para mim de má olho!


Grande Abraço

Bonito Dias

Bonito disse...

Errata:

Obviamente não é

"guerra ultramarina (ou melhor colonial)"

mas sim

"províncias ultramarinas (ou melhor colónias)"

Grande abraço

Fernando Dias

Bugalhão disse...

A PORNOGRAFIA…

Hoje, pela tarde decidi-me a ver um filme. Algo que já não fazia há muito tempo, talvez acerca de um ano.

Num daqueles passeios, que fazemos pelos canais da tv, parei um pouco no “canal Hollywood”, deparei-me com uma fita em que entrava o nosso Joaquim de Almeida e que era uma “estória à americana” passada nos Balcãs e sobre a tragédia por que passaram nos anos 90.

A bem dizer, era mais uma fita daquelas de intoxicação americana, em que o “herói” sozinho, vence um exército de sérvios “estupidificados “, pelos americanos, em que a “noiva” morre e, o “rapaz”, acaba por casar com o “cavalo”, embrulhado na bandeira das estrelas e cantar o hino da terra do tio sam.

No dia anterior, isto é, ontem, tinha assistido aquela “cena” à portuguesa, que foi a festança dos nossos “heróis” sócrates/burrão, a cumprimentarem-se tipo “…porreiro pá, somos os maiores…da nossa aldeia…”

E eu a lembrar-me dos 500 000 desempregados, dos 2 000 000 de nossos patrícios que têm menos de 6 Euros/dia para viver, que agora sim a crise está aí… e estes gajos todos contentes!

Felizmente, que ao entrar agora aqui na tasca do “ti sabi”, encontrei o amigo Bonito de saída, e ainda lhe pude perguntar, SE ISTO NÃO SERÁ TAMBÉM PORNOGRAFIA PURA E…DURA!

Um abraço
J. Buga

Bugalhão disse...

Errata:

Onde se lê burrão, deve ler-se durão...

Luís Bugalhão disse...

sou um adepto do sexo puro e duro, sem tabus de qq espécie. é preciso é encontrar os parceiros(as) certos(as).

adoro a pornografia, principalmente pq não sou eu quem tem que manter aquelas performances, nem sou eu as gajas escravizadas (sim não há só as boas dos festivais da fil e de barcelona).

agora aquela industria pornográfica, cujo expoente máximo foi o abraço dos 'camaradas' (ou companheiros, que tanto para um cm para outro já lá vai esse tempo), não está com nada:

- as gajas são velhas e feias;
- aos gajos falta-lhes aqueles atributos essenciais, ie, não têm tesão;
- fazem-no sempre da mm maneira, e os prejudicados (com fê grande) são sempre os mesmos: nós;
- depois há por lá gente com preferências algo esquisitas, mas disso não falo pq há muita criança desgraçada neste mundo de gravatas e fatinhos de estilo; e
- finalmente, aquilo parece mesmo o 'portugal dos pequeninos em bicos de pés', e se um gajo quer filmes porno, não está para levar com histórias da nª sª dali d'ó pé de leiria (leia-se tangas).

resta-me esperar pelo epílogo, que deve ser sai ps entra psd, ou seja vira o disco e toca o mesmo, que a malta cá tem tanta pinta que não temos um partido único: temos DOIS!

qt ao petisco, bugalhão manda uma data para a mesa.

abraço

Jorge Miranda disse...

Concordo com o Marinheiro de Água Doce, marquem o petisco...porque de tangas estamos fartos.

Jorge Miranda disse...

Boas noitea, isto do espaço ter passado a Tasca é uma grande vantagem...
Porque agora já podemos entrar sem grande cerimónia.
Isto de confundir politica com pornografia só uma mente avançada pelo menos 3 minutos, porque a pornografia é mais importante que a politica.
O problema do Tasqueiro, é que por mais que tente, às vezes não consegue despir a camisola...
Vamos ver se o petisco não termina como o encontro do GDA.

Jorge Miranda disse...

onde se lê noitea deve ler-se noites

Bugalhão disse...

I ENCONTRO DE BLOGUISTAS DA TASCA DO “TI SABI”

A pedido de várias famílias aqui vai a proposta (sem pedido de autorização ao chefe), para o tão referido encontro.

Para que tenham tempo de agendar, proponho o dia 25 de Novembro, sábado (após descanso da feira da castanha), para a realização da coisa. Que para além do ALMOÇO, terá um pequeno programa desportivo ou “coltural”, que será divulgado mais lá para a frente.

Podem e devem participar todos os que aqui têm entrado na "tasca", ou que venham a entrar, desde que aqui dêem conhecimento até ao dia 19 de Novembro, para eu saber atempadamente e encomendar o petisco.

A intenção de participar, terá que ser devidamente expressa, sem recurso ás tais "figuras com estilo", tão em voga dos frequentadores.

Como suponho, que ainda não nos transformámos em "loby", ou grupo de pressão, as despesas serão a dividir por cada um dos participantes.

Espero pelas vossas inscrições

O ministro da coltura e da felicidade...

J. Buga, um vosso "criado"!

Goyi disse...

Contem comigo, espero que apareça mais alguma senohra e o tema principal da conversa nao seja pornográfico..... nao tenho qualque problema em fala em sexo, puro e duro, como diz o bugalaho junior, mais prefiro alguma outra coisa mais cultural..... cuando quiserem falamos de literatura portuguesa, gosto muito e voces têm auténticos "monstros " nisto da escritura.....é só uma proposta.
Quinta e sexta feira vou para Badajoz ao Debate Transfronterizo..... já vos contarei!

Bonito disse...

Boas

Passei cá só para tomar um “chazinho” (hoje é segunda feira e o dia foi duro) e fazer a minha inscrição no “certame”.

Grande abraço

Bonito Dias

Pedro Sobreiro disse...

Estimados clientes,

Como é do conhecimento de todos, sobretudo agora que o estaminé foi promovido à qualidade de taberna, faço-me muitas vezes distraído e finjo que não ouço as conversas.

Mas vocês sabem que eu as ouço, e eu sei que vocês sabem que eu não perco pitada do que aqui se passa.

Afinal, o trespasse não foi assinado e a papelada ainda está em meu nome.

Assim, sento-me no banquinho atrás do balcão, encosto a cabeça ao peito e até finjo uma ressonadela para iludir os mais afoitos.

Esta taberna já faz parte da minha vida e acho que é aqui, por entre o cheiro das pipas, dos refugados e dos escabeches, que passo alguns dos melhores momentos destes dias.

Toda a clientela é boa, exceptuando o contrário, sobretudo para um estabelecimento comercial de pequenas dimensões, que precisa de facturar.

Gosto de ver entrar os corajosos que dizem de sua justiça, batem o pé e querem marcar o compasso do fado. Arriscam até uma pequena cantoria final de sua própria lavra, e até não cantam mal, não senhor… O jeito apanha-se com a prática.

Gosto dos que me honram com as suas visitas diárias e me fazem companhia…

Gosto dos que entram de rompante, à moda de Alpalhão (ou será de Castelo de Vide?) e desafiam o estabelecido…

E claro que até gosto dos que se lamuriam em comentários já passados, de que os tomo por incómodos seres voadores e os enxoto… quando aqui nunca se tratou ninguém mal.

A ASAE não mete medo. A canhota está sempre aqui detrás da grade das minis pretas, com duas de zagalote prontinhas a estoirar.

E sim, já tinha ouvido falar no vosso ensejo de nos juntarmos num repasto. Para quem me conhece, não é preciso dizer que sentar-me à mesa com amigos, mesmo que ainda estejam por conhecer pessoalmente, é um dos grandes prazeres da vida. Um petisco, um copo e dois dedos de boa conversa, chegam e sobram para um dia bem passado. Herdei isso de quem já lá está e defendo essa forma de estar como uma máxima de vida.

O que eu estranho é que os dois protagonistas da primeira e única e falhada tentativa de nos juntarmos que passou por este blog, sejam os que se chegam à frente.

Não quero mal entendidos, não tenho nada contra. MESMO NADA!

Só espero é que não vos aconteça como o Júlio Iglésias e não “tropecem de novo na mesma pedra”.

Por acaso eu até andava a pensar nesse dito almoço. Tinha uma data provisória que poderia vir bem a todos (perto de um feriado, nos inícios de Dezembro) e um programa meio desenhado na cabeça que pretendia ir de encontro às vossas vontades. Até já tinha pedido preços mas isso agora não interessa nada. Estava a preparar-me para anunciar a marcação definitiva.

No entanto, concordo com a proposta que foi avançada e apresento desde já a minha inscrição.

Só vos peço é que se são os clientes que organizam a festa e não o dono da casa… que o façam bem e pelo menos não desistam, nem se zanguem uns com os outros. Está bem?

Vocês sabem que o Tio Sabi jamais diz não a uma boa briga ou a uma polémica. Não me arranjem é intrigas que eu disso estou mais do que farto.

Assim sendo, avante camaradas! que o caminho fez-se para andar.

Divulguem é amplamente o programa e que seja aberto a todos, como a porta desta humilde casita.

E aí de vocês que se neguem! Tenho ali malaguetas das boas!

Agora se me dão licença, vou ali limar uns carapauzinhos e ler a última edição da “Gaiola Aberta” que acabou de me chegar.

Provamos o abafado?

Clarimundo Lança disse...

Boas noites, caros colegas post’iteiros

Como inclusivamente até o MST, tem dificuldades sobre a ciência do bater em retirada na altura certa, e como ainda não foi afixada a tableta do “RESERVADO O DIREITO DE ADMISSÃO”, - para mim, uma imperial, vocês, peçam á vontade que a casa fia.

Ainda sobre a PIC.
Parece que estamos aqui a falar sobre a III Ponte sobre o Tejo.
Embora com mágoa o digo, a dita PIC não está feita (nem em embrião, mas abortada), porque sejamos realistas o contrabando de bicicleta já foi noutro tempo, agora ( vejam Porto Roque) os pópós são um bocadinho maiores.
Ora se nos acessos portugueses á referida ponte, passa somente um veículo ligeiro (inho) e com bastas dificuldades, em alguns sítios carece até de semáforos, visto não se ver nada como é obvio, para lá dos calhaus ( ainda não transparentes ), poderíamos assim começar uma nova guerra ( cá entra o guerreiro) entre cá e lla, pois senão imaginemos a famigerada ponte, construída, carro espanhol que vem de Espanha, carro português que vem de Portugal – quem faz marcha-atrás, quem tem prioridade, pois é …… lá abortamos outra vez em Espanha (lá, isso sim, não se esbanja em coisas futéis).

Sobre o referido repasto, se for obrigatório a participação nas caminhadas (buga arranja aí um atestado) tenho que pedir dispensa, mas desde já me disponibilizo para fazer o apoio (Vinhaça da Região, pão, queijo, azeitonas, chouriços, farinheiras e senão andarem muito depressa um magusto com abafado e aguardente tipicamente nossa). É só dizerem onde são as passagens que lá estarei.

Parêntesis ( O outro é aspas, este é só parêntesis)
Isto das caminhadas Bonito no teu tempo era um bocado sectária, senão vejamos, Buga, o Banana, o Boto, o Baltazar, o Bonito e o saudoso Bonacho, (grande Homem e Benfiquista) etc., desde que começasse por B caminhava.

Na hora:
Ora aqui está um tasqueiro á moda antiga, que defende os clientes, e não os deixa sozinhos a falar, que também mete a sua colherada e lhe arrima um trago.
Isso da fusca, para bélico já chega um, não me roubes o epíteto. Mantém é tudo em ordem e na ordem, para que os desgraçados não tenham nada que dizer.

Boas e contem comigo.

Clarimundo Lança disse...

Vai uma piada:
O Banco de Portugal perguntou a Jardim Gonçalves se deu 12 milhões ao filho,
ele respondeu: OH POIS DEI !!!!!

Luís Bugalhão disse...

olá companheiros da tasca.

1. 25NOV07 é um Domingo. Não sei se já alguém reparou, mas a ideia era fazê-lo ao Sábado;

2. eu vou (ou tenciono ir, que os militares não podem dar como garantido planos superiores a 24 horas, além de que estou à espera que o pinto de sousa me dê 5 diazitos de estada de borla nos catres das instalações centrais de marinha, e espero que não o faça nessa data histórica, só para calar os críticos);

3. qq programa me serve, desde que haja comida, bubida e boa conversa.

inté, e ó bugalhão, vê lá essa coisa da alteração da data.

Luís Bugalhão disse...

Caro ti Sabi,

como um dos mais chatos a clamar pela tua presença na tasca, venho dar a mão à palmatória e reconhecer que sempre cá estiveste. só que como não ligas nenhuma aos clientes que, como eu, estão sempre com exigências extravagantes (a propósito, não te esqueças que me prometeste uma branquinha), a coisa parecia-me menos boa. é claro que compreendo que para além da tasca, ainda tens a horta e os animais para tratar... mas que diabo, a tasca é que é o pólo de atracção para as boas práticas!

fora de brincadeiras, é sempre um regalo ler-te. não se trata de um elogio fácil, trata-se apenas de reconhecer o óbvio. bom comentário , o que aqui deixaste, embora eu não perceba muitas insinuações históricas que contém. mas, lá está, isso não é um problema meu. numa perspectiva egoísta, o 'vendo o mundo...de Marvão' é uma coisa que me lava a mente, e é só disso que eu quero saber.

por outro lado, tb é uma maneira de eu escarrapachar as minhas lucubrações intelectuais (passe o exagero) e, nesse campo, ainda estou mais contente com a tasca: fui aceite como cliente de pleno direito e, ainda por cima, dão-me trela, ie, consideram-me e respeitam-me.

logo, nunca poderia recusar a presença física (com as limitações que atrás descrevi) para efectivar o que até agora tem sido só virtual .

tb eu tive uma educação que apontava o convívio como um valor essencial para qq comunidade. e tb foi responsável um senhor que já lá está há anos, à espera de todos. por isso te entendo e por isso quis escrever este comentário. só para te dizer que te considero meu amigo.

ao resto do pessoal digo para não levarem a mal esta 'lamechice'. vós sabeis como é importante ser amigo do tasqueiro: sempre se aviam uns fiados. mas aí estarei para conhecer-vos a todos, os que não conheço, e rever o meu tio e o clarimundo.

inté Pedro. grande abraço.

Garraio disse...

Uma vez que o nosso anfitrião tasqueiro já estava a tratar do assunto, proponho que seja ele a assumir essa tarefa. Não há necessidade de voltarmos atrás, quando já íamos a meio do caminho.

O passeio esse pode ser até ao Rio.
(Sever, claro...) ;))

Não tenho problema de datas, tratando-se de um fim de semana ou feriado.

setespinhas disse...

Também gostava de estar presente. Poderia aí cumprimentar O Dr. Sobreiro e Enf. Bugalhão pessoas pelas quais tenho uma grande estima e consideração. Infelizmente, não vai dar. Fica para próxima. Um grande abraço e um feliz convívio para todos vós.

Bugalhão disse...

I ENCONTRO DE BLOGUISTAS DA TASCA DO “TI SABI”

Pois é meus amigos, isto do PDI é o que dá, o pessoal já não acerta na “coisa”…
O Luís Bugalhão tem razão, dia 25 é Domingo. Pelo que com as desculpas do preponente, aqui fica a rectificação:

O ENCONTRO É DIA 24 DE NOVEMBRO, SÁBADO!

Aviso já, que desta vez (da outra penso que as responsabilidades não são minhas), não haverá desistência, nem que eu seja o único a comparecer…

Mas para já, são 7 as inscrições. O “chefe/tasqueiro, se tiver alguma coisa a propor, que o faça ou atenda o telemóvel aos amigos. Ou anda a querer trespassar a “tasca” para “salão de chá”?

Como diria outro grande “tasqueiro” arenense, o saudoso “pêa-gatos”:
- Vá C…, inscrevam-se…

PS:Onde anda o nosso ministro "sem pasta"? Dê notícias amigo.

J. Buga

Bonito disse...

Boas,

Clarimundo,

Eu já não queria escrever mais nada sobre a ponte. Mas, assim, obrigas-me!

A tua descrição da (falta de) estrada é perfeita. Óptima para o Miranda (Jaime) perceber o que eu queria dizer há alguns tempos atrás.

De facto, eu já “critiquei” (no lugar próprio) o anterior executivo de não ter tido visão estratégica para fazer logo uma estrada, digna desse nome, aquando do alcatroamento deste caminho. De certo modo já reflecti e atendendo às limitações financeiras penso, agora, que terá sido melhor aproveitar aquele fundo e fazer o que foi feito. Já foi um começo…

O cenário, por ti, descrito não invalida uma futura ponte. Um eventual projecto para a mesma servirá de catalizador para o alargamento do caminho (para estrada).

Terá uma lógica de complementaridade!


Calma!... Prometo não falar mais da ponte até ao Convívio!

Grande Abraço
Bonito Dias

Garraio disse...

Não podemos nem devemos ser "Velhos do Restelo". Antes pelo contrário.
Portanto, amigo Fernando Bonito toca a rectificar essa posição, porque eu acho é que nós "ainda" não começámos foi a FALAR DA PONTE!!!!

A Goyi já apresentou uma moção lá na reunião em Valencia. Nem ela, nem a toda a oposição (que são maioria) vão deixar de pressionar sobre o assunto.

Em relação à dimensão da nossa estrada, isso é o de menos!!

Valencia que faça a parte deles (com fundos da Cooperação transfronteiça, que até privilegia estas iniciativas, não é verdade???? ), nós esperamos.

As Câmaras que despoletem o processo junto dos respectivos governos (pontes internacionais são coisas que só aos governos compete decidir, mas não vejo maneira de algum não estar interessado.

Entretanto, vão passar alguns anos, e então já podemos alargar o nosso lado, porque já passou o prazo em que, devido ao financiamento de Bruxelas, não se podia mexer na obra.

Compete-nos a nós agora continuar a por lenha na fogueira. E comigo pode-se contar. Até porque eu também estou convicto de que seria um factor de grande desenvolvimento, tanto para Santo António como para Valencia. Talvez até mais para Santo António. Os que quiserem continuar na parvalheira em que estão, que não se manisfestem sobre o assunto. è por isso que vivemos num sistema democrático. Para podermos divergir em opiniões.

Não esquecer que a distância entre as duas localidades ficaria reduzida a uma escassa dúzia de Kms, o que seria fantástico para todos os agentes económicos, a ambos os lados do Rio Sever.

Luis disse...

Vejo que, entre pontes e raias,a coisa anda hard-core, o que dá sempre uma certa colorido. Ora aí está uma coisa interessante para a cooperação transfronteiriça sem necessidades de grandes fundos (estruturais, claro).
Quanto à marca Marvao, parabéns pela ideia, pois Marvão Marca.

Bugalhão disse...

Enquanto o “tasqueiro”, continua entretido a “arrumar” facturas e a preparar estratégias sobre as “mil-e-uma” maneiras de sacar “cobres” aos contribuintes, em funções que talvez nunca venha a desempenhar (e não sei se não será melhor para todos nós), é bom que possamos continuar a “meter” aqui uns “pauzinhos” na fogueira, antes a malta arrefeça.

O texto que hoje aqui publico, contraria um pouco o tema proposto, o Hardcore/Pornografia/Sexualidade, que me parecem termos que andam por aí um pouco confusos…

Fui encontrá-lo no “sapo-mulher”, e não resisti à tentação daqui o trazer para reflexão do nosso “painel de bloguistas”, e trata sobre “o desejo e o seu despertar”.

Então reza assim:
Despertar o desejo
Ideias para reavivar a paixão e superar os obstáculos que surgem numa relação a dois

…O quarto é acolhedor, a luz e a temperatura convidam à intimidade. Os protagonistas estão presentes, o guião é conhecido mas algo parece não estar bem.
Nesse preciso momento, a sua cabeça está longe, bem longe dali. O trabalho, as tarefas que terá de fazer no dia seguinte, os filhos e as responsabilidades desfilam ininterruptamente na sua mente enquanto as pálpebras se tornam cada vez mais pesadas.
Vencida nos primeiros instantes fica-se por um «talvez amanhã...». Esta cena parece-lhe familiar? Então está na altura de mudar de filme.
Reunimos aqui os principais estudos e conselhos de especialistas para que histórias como esta sejam raras na sua intimidade. Está nas suas mãos mudar o guião da sua vida sexual. Comece já!
Quantas vezes?
Uma das questões que surge sempre que se fala de sexo é o número de vezes em que é realmente praticado. Sabemos que os filmes não oferecem um retrato fiel e que as pessoas, quando questionadas, tendem a inflacionar a resposta.
Afinal o que é normal? Dados estatísticos, recolhidos pela marca de contraceptivos Durex, revelam que um em cada cinco adultos tem relações sexuais entre três e cinco vezes por semana, sendo o grupo mais activo a faixa etária dos 35 aos 44 anos.
Em Portugal, os números apontam para 108 vezes ao ano, o que equivalerá a cerca de duas vezes por semana. Mas por mais contas que se façam, segundo os especialistas, não existe um valor que se possa considerar universal.
O desejo sexual varia de pessoa para pessoa e cabe-lhe a si encontrar a justa medida com o seu parceiro.
Dias não
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Kinsey revelou que, para as mulheres, a satisfação sexual depende em grande parte do seu próprio bem-estar emocional e do que sentem pelo parceiro.
Apesar disso, nem sempre as coisas correm como o esperado e a vivência sexual pode ser marcada por episódios menos bem sucedidos.
A ausência de fantasias ou a falta de receptividade à relação sexual, frequentemente designadas por falta de desejo, afecta tanto homens como mulheres e pode acontecer em diversas fases da vida.
A ocorrência esporádica deste tipo de situação não é sinal para alarme e pode ser resolvida através de diálogo ou um simples ajuste de ponteiros no casal.
Contudo, a recorrência destes episódios, além de perturbar o relacionamento do casal, pode indicar a presença de dificuldades sexuais (quer na ausência de desejo, de resposta a estímulos sexuais ou de prazer na relação sexual) e requerer, por isso, ajuda especializada…

Nota do autor:

Sendo assim…vamos lá cavalheiros, oferecer um bom perfume ás vossas companheiras, talvez uma visita a uma loja de “langeri” e sem vergonha saibam os “números” delas e com ousadia oferecem-lhes umas daquelas roupinhas com que sonham; e vós, formosas damas deste reino ou república, preparem o ambiente com uma velinha bem cheirosa, ponham um pouquinho de “bien-étre”, usem toda a vossa sensualidade, e sejam felizes, que a coisa não dura sempre e deixem-se de “fitas”…

J. Buga