sábado, 8 de março de 2008

o Yoga e Eu



Maneiras que agora de há uns tempos a esta parte, resolvi meter-me no Yoga.

Há muito que eu queria conhecer mais sobre o Yoga. Lia tudo o que apanhava sobre a matéria, tentava investigar por todos os meios e do pouco que sabia, sempre achei que poderia ser uma onda muito positiva para mim, sobretudo naquela vertente do relaxamento e do auto-conhecimento.

Foi portanto com o maior entusiasmo que ouvi dizer ao meu colega Zé Garção que tinha acabado de vender uma propriedade a uma senhora holandesa que era professora de Yoga e se tinha fixado no concelho. Disse-lhe logo “epá, há muito que esperava por isso. Tenho já de a conhecer”.

Deu-me o número, marcámos uma reunião por telefone e antes de a receber, comecei a imaginar como é que a senhora seria. O preconceito falou mais alto e na minha ideia formou-se a imagem de alguém místico, excêntrico e exuberante. Quando soube da notícia que eu ia aderir, a minha filha perguntou-me logo se eu ia para lá “cruzar as pernas e dizer huuuummmmmmmm”. Foi esse estereótipo que me fez pré-conceber uma Liesbeth bem diferente da realidade, como de resto pude desde logo constatar.

Entrou-me então no gabinete uma senhora muito simpática e com um ar super natural. Muito segura, com um olhar expressivo e algo desconcertante por ser tão cristalino e apaziguador, mais parecia uma escritora ou uma governanta inglesa do que uma professora de Yoga. Muito clara e afável, falou-me do seu currículo e do seu querer e eu apoiei falando em nome do município, revelando as nossas possibilidades e onde achava que poderíamos ser úteis.

Fomos trabalhando à distância, trocando e-mails e opiniões, e calendarizámos as actividades, de forma que a expectativa foi aumentando há medida que se aproximava o dia de início das aulas. Que resposta teríamos por parte da população?

Penso que lhe disse algures nas nossas conversas que também eu queria participar como aluno mas não me inscrevi logo. Sabem como é… nestas terras, ir para o Yoga não é o mesmo que ir para o futebol, o judo ou para o kickboxing. Fui assim meio que assolado por um complexo Billy Elliot que me mantinha num controlo à distância.

Perguntei então ao Cristóvão da piscina, como quem não quer a coisa: “então o Yoga? Há muitas inscrições?”.


“Ai sim? E homens, já há algum inscrito?”.

“Já! Há um! Foi logo o primeiro”.

“Porreiro? Então aponta-me lá a mim que já somos dois”, mas não fiquei lá muito convencido comigo.

“Será que ia ser bem aceite? E aquilo seria só assim mais para senhoras e ia para lá eu feito gabirú? E se não gostasse? E se não me adaptasse? Será que a professora ficava aborrecida? Será que se ia embora?”

Durante as semanas que antecederam o arranque efectivo, andei pensando nisto.

“E se eu aparecesse lá normalmente vestido só assim estilo a ver como era e depois decidisse se ia ou não?”.

“Não! Não! Pensei eu para comigo mesmo. Isto ou vai ou racha!”.

E foi.

Meio a medo.

Hoje, passado talvez um mês, posso garantir-me a mim mesmo que o Yoga foi provavelmente a melhor coisa que me aconteceu nestes últimos tempos. Um bálsamo.

E estou em condições de dizer a quem não sabe que o Yoga, para mim, é a técnica, o método, a disciplina, a ciência(?) que ensina a nossa mente, o nosso ser, a nossa alma a viver nesta carcaça em que somos enfiados quando nascemos e nos há-de acompanhar ao longo de toda a vida.

Assim que caímos no mundo, somos obrigados, desde a primeira hora, desde que um gajo de bata branca nos bate nas nádegas desnudadas para que choremos e provemos que o sistema de som está operacional, a dar resposta aos estímulos do exterior. A complexidade do que nos rodeia é de tal forma absorvente que durante os primeiros dias, meses, anos, nada mais fazemos do que dar resposta às solicitações. Depois vêm os primeiros passos, o falar, os primeiros ensinamentos, os primeiros valores e a entrada na escola. A partir daí somos cilindrados. A concorrência e o grau de exigência é de tal forma intenso que pouco tempo nos resta sequer para respirar.

Desse mundo saímos com 15 ou 18 ou 22 ou 25 ou mais anos, conforme a inteligência e o percurso académico mas dali vamos direitinhos para a selva laboral, à procura do nosso lugarinho no mundo do trabalho. Se a coisa correr bem, arranjamos um, casamos e ao fim de uns tempos chegam os filhotes. Por esta altura, a máquina faz “reset” e volta tudo ao início que revivemos através da vida deles. E assim vamos andando, andando, andando, até à reforma e depois é a tal conta. Isto se tudo correr bem.

O que significa que grande parte de nós não vive, mas antes sobrevive.

O que quer dizer que há pessoas que nascem, vivem e morrem ser terem sequer consciência efectiva daquilo que são. Apenas existem.

A mim parece-me um crime escandaloso desperdiçar a inteligência e as potencialidades do organismo porque pura e simplesmente se é negligente, não querendo saber.

Em boa hora (digo eu que não poderia haver melhor) me apareceu o Yoga e a Liesbeth, para bem dos meus pecados.

No Yoga aprendemos princípios elementares que ninguém nos explica senão ali.

No Yoga aprendemos a utilizar esta máquina feita de carne, ossos, tecidos, sangue, água e sei lá mais o quê, para que a potencializemos e sejamos felizes.

No Yoga aprendemos a sentir o chão e o contacto com a terra, aprendemos os diversos tipos de respiração que temos (3!), aprendemos a sentir-nos relaxados nas posições que nos poderiam parecer mais inusitadas, aprendemos a sentir-nos confortáveis como nunca antes quando estamos esticados no chão, aprendemos que se pode fazer exercício duríssimo quase sem esforço e sem suor (os meus abdominais que o digam) e em qualquer sítio ou hora. No Yoga aprendemos a sentirmo-nos melhores e a sermos pessoas melhores.

No Yoga aprendemos também a colocar os pensamentos em nuvens que mandamos embora e deixamos o armazém do pensamento reorganizar os materiais e funcionar melhor.

E não sou só eu que o digo. Há dias, uma senhora confessou, antes da aula começar, que se sentia diferente. Mais calma, mais ponderada, sorria agora para os mesmos problemas que a enervavam e irritavam antes. Disse tanto com tão pouco…

A turma é de resto muito híbrida e simpática, com pessoas de todos os tipos e dos mais diversos sítios na contagem de perto de 25. Temos alemães que falam alemão e inglês, temos espanhóis e portugueses, temos estrangeiros e locais, temos casalinhos perfeitamente sintonizados, temos curiosos que vão e não voltam, temos alguns indefectíveis e temos toda a gente que se sente cada vez melhor.

O Yoga é uma onda fantástica.

Com apenas quatro lições, às vezes dou por mim a fazer qualquer exercício impossível e a pensar “eu não acredito que estou a ser capaz de fazer isto e a sentir-me tão bem!”.

Vou contar-vos um episódio: há dias, com a sua esforçada pronúncia espanhola a tentar falar português, Liesbeth disse-nos: “ahora de espaldas, en el mantón (de costas, no tapete). Levanta las piernas e cruzas los pies. Ahora, segura en los pies e tira para la trasera”, e eu, ao tirar para a trasera, fiquei literalmente de patas para o ar. Torci-me todo de costas, tocando com os pés no chão por cima da minha cabeça. Em contacto com o solo praticamente só tinha a cabeça e os ombros. E o mais incrível de tudo é que conseguia respirar bem e me sentia confortável naquela posição. Mais que confortável, sentia-me relaxado, como se estivesse a fazer uma massagem a mim próprio.


Depois a Liesbeth mandou voltar à forma normal e aí é que a “porca torceu o rabo” porque eu engatei de vez ali naquele estado. Nem para trás, nem para a frente. A única coisa que eu conseguia ver pelo canto do olho era a boca de uma mulher ao contrário a rir-se. E a professora dizia: “bien Pedro, vuelve” e eu a pensar “está bem, está!”. A coisa estava complicada porque com tanta volta, as tripas perdem o norte e a gente fica toda ao reviralho e eu a pensar que se fizesse muita força ainda me rebentava ali uma flatulência que me acabava com a reputação. Já viram a conversa que não seria na praça pública saber que o vereador andava aos pinotes e aos traques pelo Yoga fora?!?!? Não me dava jeito nenhum. Mas lá houve uma mão caridosa que me deu uma palmada nas pernas e a tartaruga virou-se finalmente.

Hoje, numa aula adiantada, motivada pela sua deslocação ao país natal, aprendemos a exercitar os olhos, a massajar as orelhas, a esticarmo-nos, a torcermo-nos para o lado e a fazer muitas outras coisas incríveis que podem parecer estranhas para quem está de fora mas que para nós são maravilhosas.

Ela diz “vê lo que sientes ahora”, depois de cada exercício e a diferença nota-se mesmo.

Bem me dizia a Fernanda da recepção no outro dia “eu não sei o que é que se passa lá na aula que as pessoas entram com uma cara normal e saem de lá todas a sorrir e bem dispostas”. Com a paz estampada no rosto, digo eu.

Quando relaxamos, na parte final, e só ouvimos voz da Liesbeth e os seus ensinamentos ficamos ali todos como que hipnotizados por aquela magia tão boa. Acho que se nos mandasse cacarejar e abanar as asas saímos todos pela avenida abaixo a pôr ovos no meio do alcatrão. É impressionante.

Nós, os humanos, somos realmente incríveis. Inventámos uma escola da porra, onde os miúdos matam a cabeça com mil e uma matérias que não lhe fazem falta para absolutamente nada, e de onde não retiram quase mais nada a não ser aprender a matarem-se uns aos outros e se um apanhar um choque numa tomada eléctrica ou se engasgar e asfixiar com uma peça de fruta no recreio, bem pode espernear que ninguém sabe como o socorrer.

Nós, que deveríamos primeiro aprender as coisas essenciais para o nosso bem estar, só aprendemos merda e sucata. Temos de saber a tabela dos compostos químicos de “trás para a frente” ou as declinações de verbos mas não imaginamos como fazer um garrote e estancar uma hemorragia ou até mesmo como ser simpáticos e amáveis com os nossos pares.

No meu entender, todo o sistema deveria ser revisto no sentido da sua funcionalidade e o Yoga deveria ser uma disciplina obrigatória desde a 1ª classe: a única disciplina que ensina o aluno a gostar de si, a amar o seu corpo e os seus iguais, a sentir-se bem na sua condição.

E dizem muitos: “ah sim, essa história do Yoga… maluquices, tonteiras”. Bem, há muitas formas de ver as coisas, mas se olharmos em volta e virmos que a maior parte do pessoal anda encharcado em comprimidos, álcool, stress, má alimentação e não faz qualquer tipo de desporto… E o burro sou eu?

No pensamento final, Liesbeth disse-nos que de manhã deveríamos começar o dia por agradecer: “Abrir os olhos e agradecer a vida, a casa, a saúde, o conforto, o bem estar…”.

Quando já quase todos tinham saído, perguntei-lhe: “Liesbeth, agradecemos a quem?”.

“Buena pergunta”, disse sorrindo, a espanhola ao lado.

Com o ar mais seguro e confiante do mundo, Liesbeth olhou-me e disse-me “agradece a ti. Tu também tens uma marca da divindade como todos nós, como todos os seres vivos”.

Eu saí a pensar nisso, sorrindo como sempre, quando passei pela Fernanda, que dentro em breve se vai juntar à turma.

Posso estar maluco. Mas nunca me senti tão bem na minha vida inteira.

Obrigado a ti, Liesbeth. Nem sabes o bem que nos fazes.

32 comentários:

elisa disse...

Claro, que o yoga faz isso tudo e muito mais.
Gosto de saber que o Yoga está a conseguir entrar pelos nossos hábitos dentro.
Interesso-me muito por assuntos de relaxamento e paz espiritual, até porque penso que todos nós precisamos de encontrar paz e tranquilidade, principalmente no nosso interior, na nossa mente. O Yoga abre-nos ou pelo menos facilita esse caminho.
Não sabia que por aí tinham começado sessões de Yoga. Tenho pena pois se tivesse sabido tinha começado a frequentá-las, por aqui não temos muito à disposição. Se puder ser dê-me mais informações sobre isso, onde é, quais os preços, quando começa nova formação,...
E, por favor, o Yoga não é de forma nenhuma assuntos de senhora, mas sim de homem, mulher e crianças. As crianças do meu Jardim de vez em quando ao ouvirem música mais calma que ponho para todos acalmarmos um pouco, por vezes sentam-se no nosso tapete como se estivessem a fazer exercicios desse tipo.
É muito engraçado olhar para eles (com 4, 5, 6 anos) e vê-los "meditar", e eles divertem-se a fazê-lo. Penso que o Yoga irá fazer parte do futuro com um à-vontade muito maior que no passado ou no presente.

Tudo de bom
Elisa

John The Revelator disse...

hahahahahaaha a ilustração é de génio...

Luís Bugalhão disse...

claro que o yoga (atenção, o mais conhecido deve pronunciar-se 'íôga', mas há outras variantes) faz bem a tudo no nosso corpo. à respiração, aos músculos, aos nervos, às sinapses, à consciência... a todo o corpo. tb me interesso pela disciplina, mas pouco. e isto deve-se a alguma tralha, que vem atrás desta prática milenar: a estória dos fluidos, que sobem e que descem, que batem contra as energias e atrapalham a consciência superior, e blá e blá. tenho uma amiga de braga muito entrada nas práticas do oriente (tb faz tai-chi, uma disciplina que me deixou banzado com os movimentos simples que não conseguimos fazer, apesar de serem tão, aparentemente, fáceis) que me disse um dia que não devemos beber café com leite, porque são energias contrárias(!!)a do leite e a do café (se calhar tb não podemos comer favas com chouriço, mas isso acho que é por causa de outras 'energias', cm tu próprio ias comprovando). o que o yoga nos traz é um pretexto para olharmos com olhos de gente para o nosso corpo, para as nossas limitações, para os nossos erros. tudo isto para te dizer que as minhas pequenas resolveram oferecer-me uns patins em linha por via do meu 43º aniversário. os patins e os acessórios epi, para evitar que eu me aleijasse qd caísse. há cerca de 30 anos que não punha uns patins nos pés (daqueles com 4 rodas)e dos 'inline' nem pensar. bom, mas lá fomos eu, o debutante, e elas, as já batidas, para o passeio marítimo de oeiras. a princípio com cuidado, depois mais afoito, acabei por atingir a marca dos 20 estralhos 20, em frente a todos os que andavam por lá, correndo, biciclando, andando e, claro, patinando. tudo isto para dizer que, durante aquelas 3 horas em que reaprendi o que não fazia deste chavalo, olhei para dentro de mim, para o que fazia antes e agora já não conseguia, mas que comecei a conseguir à custa de nódoas negras e de um estiramento do dedo mindinho da mão direita. mas agora que já estou melhor, menos dorido, mal posso esperar pelo próximo fds para ir para outro lado patinar até à exaustão. o que é que isto tem a ver com yoga? nada e tudo. a calma, a meditação, as potencialidades dos nossos ligamentos e músculos, a capacidade de sincronizar respiração (só uma, que o inline é ocidental) com movimento, está lá tudo. e por isso, produz o mm efeito... mais, numa das paragens para beber outra litrada de água, apareceu-me uma diva, boa patinadora e... prontos, boa, só, a convidar-me e às minhas pequenas para nos juntar-mos às 6ªs à noite, junto às piscinas do inatel de oeiras, apenas para patinar, conversar e, enfim, pertencer a uma comunidade diferente da da competição quotidiana. fazia tempo que não tinha uma rapariga bonita a dirigir-se a mim, mm que fosse só por causa dos patins, não interessa, e isso foi outra (re)novidade! acabei todo moído, exausto, com as filhas a gozar com o velho, o epi todo escalavrado, mas transbordante de energia por ver que afinal ainda faço umas flores e ainda consigo ser puto outra vez, ainda me consigo aproximar do prazer de usar o corpo para brincar como as crianças fazem tão bem.
por isso velho companheiro, chega-lhe no yoga, mas não penses que vais ter alguma 3ª visão, nem que vais atingir o nirvana através do jejum, ou assim... o que vais é descobrir outra vez o que sentias qd andavas na reinação pelos canchos da Beirã, há uns anitos, qd ainda nem havia yoga, nem patins em linha, nem mtv, nem net...
ah, e não penses que te livras da roda de... enfim, tu percebes, calças de licra e tal, 'tás a ver. mas isso, cada um é p'ró que nasse (assim mm, com dois esses), e sabe tão bem voltar lá para o pé da data de nascimento, qd tudo era tão mais simples e mais justo.

abraço

ps. devo bater por aí lá para a festa, para comer um cabrito. a ver se a malta se vê, embora saiba que deves andar ocupado com os compromissos familiares e oficiais. nem que seja para uma jola (eu ainda bebo com álcool, mas já ando a treinar).

Luís Bugalhão disse...

já me esquecia. não achas que aqueles bandalhos da equipa do slb tb deviam praticar yoga? ou será que nem p'ra respirar eles servem?

SLB 4ever

bye

Luís Bugalhão disse...

e... ai, ai, errata: 'juntar-mos' é à 'tu percebestes'. sorry, e leiam pf juntarmos.

Fenrisar disse...

See Here or Here

elisa disse...

Olá, Luís, prazer em "conhecer"...
Essa do leite e do café é engraçada. Sem querer criticar, acho que há aí alguma confusão.
Tudo na vida tem que existir em equilibrio, mesmo o leite com café têm um equilibrio e se forem considerados como energias contrárias(não sei bem porquê), melhor ainda. Na medida certa são do melhor. Um pouco de uma energia e um pouco da outra, dão o sabor certo.
E é interessante ver como as crianças fazem maravilhas para ajudarem os estúpidos dos adultos a voltarem a divertir-se (incluo-me na estupidez). Acho que nos deixamos levar pelos problemas, preocupações... e quando damos conta estamos velhos, não de corpo mas mentalmente. E com quarenta e três anos você é completamente jovem, de corpo e agora com a ajuda das suas "pequenas" já voltou a sê-lo de alma.
Não sei porque é que nos esquecemos da criança que temos dentro de nós, essa ajuda-nos a encarar tudo de uma forma muito mais divertida e mais leve. Quem consegue brincar com coisas sérias e que chateiam que parecem intranponíveis consegue começar a resolvê-las com a maior das facilidades.
E concordo consigo, o ioga funciona da mesma forma que os patins. Sem dúvida.
Quando nos concentramos em alguma actividade que nos faça sentir bem, seja o ioga, sejam os patins esquecemos o resto, limpamos a mente por algum tempo e renovamos energias. Esquecemos acima de tudo o que nos preocupa.
As suas "pequenas" devem ter rido cada vez que caiu, ou não? Só pelas gargalhadas delas já valeu a pena, tirando as nódoas negras, claro.
E se surgisse a oportunidade de aprender a andar de patins eu não me ia dar ao trabalho de pensar em nada mais profundo, só no gozo que daria andar de patins. Só isso já é muito.

Uma boa páscoa

Bonito disse...

Seja Yoga ou outra coisa qualquer, o importante é “mexermo-nos”. Fazer alguma coisa! Porque esta máquina não foi concebida para passar da cadeira para o carro; do carro para o sofá; do sofá para a cama; da cama para a sanita; etc, etc…

Quem já praticou, ou pratica, alguma actividade desportiva entende bem a expressão da Fernanda: “Eu não sei o que é que se passa lá na aula que as pessoas entram com uma cara normal e saem de lá todas a sorrir e bem dispostas.”

De facto, por vezes custa a iniciar mas no fim … sentimo-nos outros. Eu gosto, sobretudo, de actividades ao ar livre (por isso ainda não me meti nos ginásios), mas confesso que sinto saudades do futebol. Por duas razões: o jogo de equipa e a competição.

De Yoga não percebo nada. Mas, da ideia que tinha, pensaria que a actividade que descreves seria apenas o aquecimento! Além desses exercícios imaginava longas horas de meditação, introspecção e alheamento. Enfim, o domínio do corpo pela mente, a ausência de dor, etc, etc…

Nesta perspectiva, e sabendo da grande adesão verificada, estava até já um pouco preocupado. Sentia o meu lugar no Circo Cardinas em perigo! Imaginava outros que, descalços, pisavam vidros; levitavam; ou se deitavam sobre brasas incandescentes! Seria o meu fim…

Agora, ao observar este teu desenho estou mais descansado. É que esse exercício já era por aí efectuado no século passado, nos longínquos anos oitenta. Só que era monitorizado por um pseudo treinador de futebol. Ai, mãezinha, o perigo que eu corri!!!

Hehehehehehehe

Nota: Garraio e restantes companheiros: podíamos aproveitar a presença do Luís Bugalhão por cá na Páscoa e combinarmos nova caminhada e nova actividade gastronómica. Ele que nos apresente datas possíveis!

Bonito disse...

Grande Abraço

Bonito Dias

Garraio disse...

ora... já podiam ter dito há mais tempo!!!

O Luis que diga quando vem.

A caminhada pode ser: Santo António - Pego Ferreiro - Crença ~Fontanheira - Pitaranha - Planterio- Casinhas - El Pino.

Almoço: Feijoada com gambas e vinho do Porto da Espada na tasca do Tonho Zéi, o celebre portuga que fugiu aos filhos da puta da Asae e que apareceu na SIC e no Fonte Nova, no Jornal do Manel Isaac e na CNN News (a confirmar)

Prometo fazer a 4ª cruz na minha folha de serviço de transgressões à lei seca, que me auto-impus e que até cumpro às vezes.

De regresso, cada um vem por onde quer.

Desta vez, queremos participação feminina, sobretudo dessas mulheres que se sentem algo descriminadas pelas intervenções machistas e retrógadas que são usuais neste blog (ou não fosse isto uma tasca).

Inscrições JÁ, neste blog.

(com autorização implícita do Pedro tasqueiro)

Pedro Sobreiro disse...

Belíssima ideia!

Pode mesmo ser uma excelente oportunidade para reunir os convivas aqui do tasco e quem sabe, conseguir atrair alguns novos.

Já tenho saudades de todos (clientes, são clientes) mas sobretudo do marujo de água doce que tem andado afugentado e sem dar notícias. O resto do pessoal felizmente vou vendo, de forma que concordo que seja ele a definir o timming (se estiver de acordo com a iniciativa, claro está!).

Talvez nesse dia queira explicar a sua prolongada ausência e se for caso disso (agora que reparo bem…) a do seu familiar e nosso amigo, guru e conspirador-mor, J. Buga.

Será que o homem já anda enleado na publicação do seu primeiro romance? Volta pá! Estás perdoado!

Quanto aos patins, meu caríssimo, a minha teoria é outra: como já estás assim cota, será que as piquenas com a oferta não quiseram fazer o mesmo que o plantel fez ao Camacho? Eu, hein?

Bom. Vem aí a Páscoa. Tempo de renascimento e de vida nova. Um período que me fala muito dentro.

Excelente altura para o tal passeio, o tal almoço, a tal conversa, a tal tertúlia (mesmo que seja sem álcool).

Eu faço uma proposta: o caminho que vai do Porto da Espada para a Portagem parece ter umas vistas magníficas. Como nunca lá me perdi, poderia ser uma boa hipótese. Que me dizem?

Formulo também um desejo: da última vez foi bom, mas foi baile de machos. Será que as senhoras não são capazes de vencer a barreira da vergonha e de se juntarem a nós?

O bom trato é garantido. Somos frequentadores de tabernas mas somo tipos de alguma confiança.

GRANDE ABRAÇO!

PS: Caso estejam interessados e atendendo à quadra festiva, posso fazer uma dissertação sobre o novo testamento e os evangelhos apócrifos. Também posso recitar “A balada da neve” de Augusto Gil. Que me dizem? Aceito inscrições.

Também posso só estar calado.

Vocês decidem!

Pedro Sobreiro disse...

A internet tem destas merdas. Como já devem ter reparado, enquanto eu cortava as unhas, o nosso Garraio foi fazendo o ninho.

Os comentários nasceram gémeos-siameses, tendo o meu uns minutos de atraso.

Garraio, meu velho, concordo com tudo o que dizes.

Faça-se!

Já viste como tivemos algumas idéias iguaizinhas?

Engraçado.

Nota: Se formos só homens, podemos fazer uma visita guiada ao complexo turístico do Pino.

Se me faço entender...

Cris, eu estou a brincar...

Pousa lá a terrina!

Bonito disse...

INSCRITO!


Grande Abraço

Bonito Dias

João Bugalhão disse...

Concordo com tudo e proponho o “Sábado da Aleluia”, pois segundo os costumes antigos a partir das 11 horas, já se pode comer “chicha”…

Prometo levar comigo, as personagens do “tal” rimance. E façam o favor de inscrever o Xico Bugalhão e o José da Quinta (para conhecerem os bisneto marinheiro); o Matos de Magalhães (para nos contar as razões da aceitação da dominação castelovidense sobre os marvanenses), o Manuel Bugalhão (para contar umas estórias de contrabando, e o que terá acontecido depois de subir a encosta das giestas floridas…); a Teresa Gonçalves (para representação feminina e para mostrar às de agora como eram as mulheres “tesas” de há 100 anos); o Ti Manel Batista (para aventar umas calhoadas aos gajos da “asae”, se por lá assomarem); o João Serra para animar a coisa com o seu “harmónio de duas escalas”); alguns semitas de C. Vide, entre os quais o Pinto Sequeira (para lhes apontarmos que desta vez se houver fusão de concelhos, a Sede será em Marvão, senão juntamo-nos aos de Valência, e se for preciso, se bater em “duelo de língua” com o nosso Vereador e Tasqueiro Pedro), o Frederico Laranjo (para nos contar a sua versão de devolução da liberdade ao concelho de Marvão) …e claro a marvanense de olhos cor de caruma de pinheiro, para me consolar nas horas difíceis da vida…

Eu vou!
Um abraço
João Bugalhão

João Bugalhão disse...

Nota:

Onde se lê consolar, deve ler-se:inspirar

Jorge Miranda disse...

A lingua Portuguesa é muito traiçoeira...Srº João Bugamarago.
Como diria o imortal Vasco Santana, COMPREENDITE...

Luís Bugalhão disse...

coño, que passa?

entonces, no hablamos siempre juntos?

e que tem a ver o íóga com passeios, e com os xicos (que son pacos en españa) e com marinheiros? e cm é que levamos as bicicletas? e cm é que elas podem deixar de ir? e as nossas nô-nôs, estarão para nos aturar as melancolias, e as quedas, e as posições cámassutrianas onanistas?

esta taxca 'tá do melhor!

a minha maria (uma das tais bicicletas, glória para elas!) era para ir para compustela andar à cata do são tiago, mas já me disse ontem que tb queria ir à 'Páscoa [de Marvão]. Tempo de renascimento e de vida nova ['tá bem abelha...]'. vou tb por causa da família que aí tenho, e por isso há que coordenar bem a coisa para não haver melindres. todavia digo já: eu tb vou, e estou todo contente por ver que apareceram todos à uma a responder às minhas provocações (zinhas).

não há íógas nem patins que substituam o que agora estou a sentir: euforia, felicidade, companheirismo... e chega de exageros, que ainda me afectam o chacra, que como sabemos é do pior para alterar o karma, e todos sabemos que o destino marca a hora... (já dizia o velho e saudoso tony de matos).

posto isto gostava de responder telegraficamente a alguns dos comentários (se o dono da tasca ainda não estiver farto de aturar este fala-barato):

1. elisa:
- prazer tb;
- 'você' ou 'sr' não! 43 bem vividos e mal dormidos, mas 'tu' sff;
- corpo e alma?! que raio de dicotomia tramada de largar... corpo é tudo: consciência, que nasce da inteligência, que nasce da fisiologia dos seres complexos como nós, o homo sapiens sapiens, cm os bonomos, cm os mamíferos marinhos, cm os papagaios, cm os... enfim, como os resultados da evolução do cosmos desde o big bang até agora, seguindo a seta do tempo. isso sim! agora, essa do corpo e alma (não sei que seja isto, ou o espírito) é moda do descartes, e o gajo já morreu ó tempo;
- e claro que café com leite com pouco café, é leite sujo, e café com leite com pouco leite, é café claro. qt à energia, só ligo àquela do alberto judeu: E=m(cxc);

2. bonito:
tou aqui tou aí a andar contigo. não venhas é com tretas de darmos tempo ao p. de sousa, senão dá-me cá umas artroses nas meninges, que me deito logo e vou directo p'rá 3ª parte da função, seja em que dia for;

3. garraio:
- bute p'ró toño zéi e depressa;
- claro que levarei as mulheres (e eu tenho 3), caso seja essa a decisão. vai haver probs logísticos, mas se a coisa fosse fácil, estavam cá outros no taxco (grande abraço);

4. ti sabi:
- não posso demitir-me. sou eu que recebo o abono, logo são minhas filhas. mas mm que pudesse, não queria, nem acredito que elas quisessem. ficaram foi todas contentes de ver que o cota ainda faz umas flores, mm que as gargalhadas (iniciais) fossem substituídas por receio genuíno que eu me aleijasse a sério. qd viram que eu até me aguentava, até gozaram com a coisa e fizeram-me prometer que não era para fazer uma vez e 'pronto já chega'. vê lá mas é se não paras com o íóga... tu precisas (eh, eh, eh);
- e vamos lá atão ao pino, com ou sem bicicletas. ou não? hein?;

5. jbuga:
nada a dizer. tb tens andado fora, estando sempre dentro. agora se levas essa malta toda, temos que ir p'ró ccb, ou não arranjamos espaço para os comensais no mm espaço (abraço do sobrinho);

6. e fim. que é um início. e o jorge miranda tb vem? ou só 'amanda' bocas e depois baza?

AMO-VOS TAXQUEIROS. INTÉ

ass: marinheiro do pego ferreiro.

Garraio disse...

ÓÓÓÓÓ PÁÁÁÁSSSSSSSSSSSSS

ESTE É O NOSSO MARUJOOOOOO... o que vale é que se trata de yogas e patins... se fosse paintball estava já tudo morto!!!!

Parecer ser que Sábado não dá. Para o Pedro é impossível, mas ele já dirá de sua justiça.

Quanto ao comer carne, eu cá tenho uma promessa de todas as sextas feiras santas ir ao bar Manelli, em Valência, comer um bocadillo de prueba, que é uma carne de porco bem guisada e que só consigo engolir com uma litrona de cerveza. Digamos que pago a bula àquele taxquero.

Assim que, por mim, preconceitos fora. Para além disso, a minha proposta era feijoada de gambas,que a Estrela cozinha munta beimmm, o que favorece os não - pecadores.

Não ponho objecções, nem à data, nem à ementa. Sou de boa boca, como é costume dezer.

Pedro Sobreiro disse...

E o Senhor abriu os braços e disse: “deixai vir a mim as criancinhas…”

E então é assim: a Páscoa são três dias, sendo um a Sexta, outro o Sábado e aqueloutro o domingo. Este último é para esquecer porque estamos todos mais que comprometidos com a respectiva família. Sobram a Sexta e o Sábado e eu tenho uma marcação inadiável: como Vereador responsável pelo desporto, jamais poderei faltar ao XVI Torneio de Futebol Infantil da Beirã, enquanto entidade que tutela a prova. Este mini-campeonato é já uma instituição, ainda por cima na minha terra e estando eu já comprometido de levar, como em todos os anos anteriores, a tal tortilha espanhola feita pelas mãos sábias da minha querida Tia Maria Sobreiro, que servindo de mote para o petisco, dá logo para derrubar 3 ou 4 garrafões.

E nem valia a pena referir que acumulo todas estas funções com as de treinador de um dos conjuntos que se sagrou campeão há dois anos, nuns penáltis disputadíssimos e mesmo agora me lembrei que ainda estou em falta com o árbitro porque nunca mais lhe levei o chibo.

Sendo assim e posto isto, na Sexta estou melhor que no Sábado porque no último dos dois dias do torneio há almoço de confraternização e taças e discursos e fotos e essas coisas todas.

Só poderia ser na Sexta. Estando certo que os meus estimados clientes aceitam a justificação da minha ausência no passeio, mas assim que pudesse, aqui vai ele “ó linhas” correr para os bracitos dos meus amores. Falto à caminhada mas alinho no petisco ainda por cima para inaugurar o templo gastronómico dos meus novos-espanhóis preferidos.

Tenho pena de não poder dar à perna convosco e começar logo ali a colocar a conversa em dia, mas não se pode ter tudo. Sobretudo agora, que corro 1 hora / 12 quilómetros na boinha (ai Sócrates, se eu te apanho… levas uma barrela!), e não perderia por nada deste mundo a oportunidade de me exibir… mas enfim.

É que se não for assim, meus amigos, não estou mesmo a ver outro dia, a menos que faltem todos ao trabalho na segunda-feira a seguir à Páscoa que se poderá assim começar a chamar, se for caso disso “Segunda-feira pós-pascal de ver o mundo de binóculos do alto de Marvão”.

Beijos do vosso Paizinho do Céu

Sabi

Ps: Claro que se pode comer carne na sexta! Mas vocês ainda acreditam nessas coisas? Daah! Tem nada a ver!

Luís Bugalhão disse...

bom, por mim, ao Domingo não dá, cm compreenderão.

ao sábado é bom dia, mas tenho que 'ajudar' a matar o cabrito, que é um animal muito forte, para além de que nesse dia prepara-se o sangue para o sarapatel, cujo, o sangue, depois de cozido e cortado em fatias, vai que nem ginjas (temperado com sal, alho e algumas ervas coentreiras e salseiras e tudo aquilo que normalmente a minha avó, a minha velhota e as minhas tias lhe põem) como aperitivo para o repasto de ascenção, ou de ressuscitação, ou de aleluia ou lá o que é que dizem que aconteceu ao jc. claro que se tiver que ser, vou tentar nesse dia, mas não acho bem que o dono da taxca não vá, pelo que só nos resta a sexta.

de qq modo, fora o dimanche, pode ser em qq dia, até mm na 2ª, sendo que assim há que marcar já, para eu planear 'enviar' a minha mãe de expresso, para ela trabalhar, que sempre há alguém que tem que fazer alguma coisa na família. eu e as marias podemos ficar até 2ª à nôte (embora a mila, esposa, tenha adiado a marcha para compustela para depois da páscoa, e poder ter esse dia tb já agendado).

em resumo, sexta-feira santa, para mim, seria o ideal, por isso, 'vende lá vós d'aí', como dizem os ratinhos.

qt à ementa, subscrevo o blasfemo pedro: é claro que se pode comer carne em qq dia. o que há a fazer na quaresma é sacrifícios e penitências. essa de não comer carne, para os alentejanos era um sacrifício do caraças, era... a maioria deles só comia carne qd o rei fazia anos, logo, não era sacrifício por aí além. claro que, tendo em conta a sociedade beata e religiosamente ignorante em que ainda vivemos, corre-se o risco dos restaurantes não terem carne para servir nesses dias (não vale a pena investir em carne, há pouca clientela), mas isso trata-se com 'encomendas'. mais uma vez, vende lá vós daí, sendo que gambas para mim tb tá bom. ou bacalhau ou o que for, que, cá por casa, somos todos de boa boca.

importante é juntarmo-nos e cumbiber, por isso, fogo à peça.

abraço

ps. seremos 4, ou 3,5, que a cataritas (a mái nova) quase se alimenta só com o ar que respira. deve ser do karaté (já vai no laranja/verde em menos de dois anos de prática, sempre com classificação excelente, e eu já nem tenho lenços para aparar a baba!)

João Bugalhão disse...

Atã ô malta... e nã pode sêer jantar (ou ceia como se dezia antegamente)?

Eu gostava de não dispensar o "tasqueiro", porque è o único que se aguenta à minha pedalada...

Alguém que clarifique e faça o programa, parece ser sexta o melhor dia... agora falta o resto, nomeio o Garraio ou o "tasqueiro".

João Bugalhão

Garraio disse...

Recapitulemos:

O itinerário está definido. Não mexe. Aprovado por unanimidade.
No que diz respeito ao dia, parece claro que a única hipótese é sexta - feira.

Eu sou contra um passeio sem o Pedro. Seria como jogar uma partida de xadrez sem rei.
Logo, neste apartado, proponho que se realize o passeio à tarde, a seguir ao almoço. O tasqueiro já tá livre da bola dos putos e os dias já dão para se fazer uma bela caminhada (DEVAGAR, ouviu Sr. João Bugalhão??????).

Prá lém disso há o aspecto das donas femininas. Quando toquei no assunto, a primeira ideia era convidar as “contertulianas” da tasca. O Luís acrescentou (e bem) que levemos as nossas nossas, que não são as da nossa tasca, mas sim as da nossa vida.. E as da nossa tasca, que não são nossas nossas, que venham também a este nosso convívio. Fiz-me entender? (detesto esta expressãozita ditatorial que me faz lembrar um prof de matemática fascista e, posteriomente, um padre que não o era menos…) Resumindo, venham todas. E já agora, elas, as que não são nossas, que tragam os delas.

Para irem as Marias (as nossas nossas, da nossa vida) tinha de ser jantar, a minha tem que abrir o tasco porque sexta - feira santa é dia de sermos visitados por carradas de nuestros hermanos, e por exemplo, a Cristina também está a trabalhar. Portanto, jeito jeito, só dá ao jantar.

Conclusão, passeio depois de almoço, nas calmas, seguido de uma feijoada pró jantar… ela há-de ser linda!!!!!!

Depois do jantar podemos ir a Valência... à procissão. (facultativo)

Luís Bugalhão disse...

é bem, por mim tá bem assim. tava era a pensar levar as piquenas tb, mas com essa extensão e à nôte, tenho que reequacionar a coisa. mas tá-se bem. lá estarei.

ainda qt às marias, eu não tinha entendido que era às taxqueiras que o garraio se referia. parti do princípio que 'taxqueiros' tb as incluía a elas (e, bem alembrado, aos respectivos), esquecendo-me que nós temos sempre que dizer (à la guterres) taxqueiras e taxqueiros. mas cm a coisa andou assim, inda melhor!

só quero acrescentar mais isto: atão há gente que tem que trabalhar nesse dia (6ª feira santa)? atão não é feriado nacional? queres ver que afinal isto é tudo uma cambada de incréus a viver num país laico? tá bonito tá! tá tudo no purgatório não tarda, que é uma limpeza. se fôsseis muçulmanos, com'ó ibn maruã, que têm 40 dias de suplício e padecimentos, com flagelações e assim, cm é que iam trabalhar? e sendo cristãos (cm somos todos em portugal, não é?) tb acham bem ir jogar a bola na 6ª de execuções e no sábado da descolagem? hein?!!

depois não se admirem que o padre policarpo diga que isto assim é uma tristeza: não há vocações, não há crentes, não há nada! é só materialismo, é só cumer e buber, e a adoração a deus pai, que é bom e eu gosto, que se lixe, não é?!! pq é que não deixam vir a nós os trabalhadores, e as trabalhadoras, para ir tudo para a festa caminheira da taxca? tá male!

claro que estou a brincar. não quero ofender as crenças de ninguém, nem as necessidades laborais de cada um e cada uma. a sério.

é só para manter a boa disposição (e, prontos tá bem, a pose de anti-cristo, que sei que faz cócegas ruins ao ti sabi).

bracinho

elisa disse...

Se os políticos fossem como vocês todos...
Os problemas desapareceriam para dar lugar a soluções viáves e fiáveis.

Parabéns pela amizade sincera que vos une e pelo à-vontade e sinceridade que percebo entre vocês.


Luís, aceito os comentários, acerca do que escrevi. quando começo a "falar" de coisas que penso esqueço-me de decifrar ou adequar o que me vai pela cabeça.
Talvez um dia possa explicar porque chamo estes nomes às coisas, ou talvez não...
Certo, substituimos a alma pelo espirito ou juntamos tudo numa coisa só que pode ser corpo e a energia pode ser a formula que Einstein se lembrou de inventar e podemos atribuir corpo e alma ao Descartes que morreu há resmas de resmas de anos mas que ainda recordamos hoje por ideias que talvez lhe deram o "rótulo" de louco, ou talvez não...
Não é preciso procurar mais na ciência por mim está tudo bem, não vou contrapor, talvez um dia...

E agradeça pela energia que recebe dos seus amigos e que sente pelos seus amigos e que lhe faz bem , e pelos vistos tem um chakra bem iluminado (desculpe, alterado). Mas será por certo a formula a funcionar ou talvez as palavras e os sentimentos que se movimentam certamente à velocidade da luz...(eléctrica, claro!).
Neste caso o somatório das energias no inicio do processo não é igual ao somatório no final, mas sim e talvez a duplicar. Este tipo de energia é demais....



E na verdade não precisa de aprender ou praticar paintball, já sabe jogar e bem.

Quanto a mim não estou chateada, muito pelo contrário, vocês são bem divertidos e isso é uma qualidade excepcional.

Agora vou arranjar umas protecções daquelas que se usam na modalidade referida para ver se me consigo safar a algumas boladas. Mas pode atirar, eu vou-me safando...

Tudo de bom
Feliz Páscoa!

Luís Bugalhão disse...

ok elisa na boínha. mas pára por favor de me tratar por '... E agradeça pela energia que recebe dos seus amigos e que sente pelos seus amigos e que lhe faz bem...'. parece que estás a falar de alguém, em vez de estares a falar para alguém.

não acho má educação tratarem-me por tu, sejam mais novos, mais velhos, doutro género ou doutra profissão. o que aqui importa é que que somos todos frequentadores da taxca do ti sabi, logo é tudo companheiros (e as, claro). como não nos conhecemos, é natural que haja alguns receios... eu não os tenho e peço-te que não os tenhas também. se isso não for possível, enfim... aí sim começarei a ver que é melhor acautelar-me com as conversas que tenho aqui... ah... consigo.

bom, se servir para quebrar essas reservas não fundamentadas e contra-producentes, digo-te que a minha 'bicicleta', a 'mais que tudo', mãe das minhas filhas, a mila, também 'atura' petizes há cerca de 18 anos. como educadora. por isso livra-te de, um dia destes em que nos encontremos todos, tratá-la por tu a ela e continuar a tratar-me com essa solenidade do 'você' a mim! encho-te o corpinho de bolas de tinta azul, que já pedi uma espingarda ao garraio.

bjs

ps. tb vais ao passeio da páscoa? queremos que as gajas da tasca tb vão, senão aquilo é só conversas de futebol, e política e...

Catarina disse...

eu só vou se a meio do percurso tiver lugar uma demonstração de yoga pelo chefe Pedro e pelo colega Garraio (sendo que este último tem talento natural para a coisa, como eu pude comprovar logo na primeira aula. TOU NA BRINCA!!!!)

Agora a sério, gostava muito de ir e vou por a questão ao marido, visto que a minha miúda é pequena demais para tal aventura.

elisa disse...

Eu até gosto de azul, mas pronto, guarda lá a espingarda porque não é necessário dares-te ao trabalho de gastar bolas e tinta azul.
E tenho gosto em saber que a tua esposa é minha colega de profissão. Só por isso já gosto dela.
Se sou de confiança ou não, não me cabe a mim testemunhar pois seria duvidoso. Quem se gaba muito a si próprio...

O passeio é apelativo, até porque adoro andar a pé, muito mais se for na natureza, mas vocês não iriam gostar da minha companhia. Sou muito aborrecida! E se me dá alguma crise de silêncio poderiam achar-me mal-educada e não quero estragar-vos o passeio.

Desejo tudo de bom para ti e tua família e restantes amigos.

Luís Bugalhão disse...

ok elisa, tudo de bom para ti tb. fica para outra altura. mas olha que sempre podias falara com a tua colega! ah... cm é qu'hei-de dizer...
aborreciam-se uma à outra! ;-)

e nós ti garraio? cm estamos de ingressos vendidos?

abraço

Garraio disse...

Marujo,

Tamos os pioneiros da caminhada 1 - PIC;

As inscrições é aqui na tasca:

A minha Maria só pode ir ao lanche-jantar, mas vai.

Peço a todos que se onscrevam, para encomendar o jantar, O Tonho Zéi não faz comida pré-fabricada, assi que temos que informá-lo de quantas pessoas somos.

A Catarina tem que convencer o Machado, a Marília, tem que convencer o namorado, A Goyi é mulher para ir directamente de Valencia, a Elisa não me topa, mas eu prometo não meter-me com ela ( ;))) )assim que acho que está inscrita, verdade???

Pedia ao tasquero que fizesse uma entrada onde´só se façam as reservas e inscrições.

Para quem não conhece, o passeio é por sítios lindos até mai não, cheios de histórias da nossa história, relatos de contrabando, o Duque de Medina Sidónia, as abelhas do Zé Manel Tigre, vai ser do melhorio. Prometo.

Luís Bugalhão disse...

bom bem, tamos aqui tamos lá catano!

Agora não sei é onde fazer as inscrições:
- é no do postalinho?; ou
- é no do íóga, este?

o garraio falou em fazer uma entrada para inscrições, ou o pedro fazer uma entrada só para esse efeito... têm tempo para isso?

de qq modo cá vai:
- são dois adultos, eu e a mila, e duas meninas, matilde e catarina, respectivamente 13 e 9 anos (e estes dados podem ter interesse, quer por causa da comida, que os petizes comem menos, quer por causa dos lugares a arranjar, ou outros)da minha parte;

- para além disso, a minha irmã, a são, ou mata borrão no blogger, amais o seu filho francisco (conta como adulto, que é maior e mais pesado que eu) tamém querem ir. mais, a minha irmã, uma moira de trabalho para que toda a arqueologia que o ipa consegue controlar não se perca de vista, propõe que façamos uma paragem para contagem e descanso (como na tropa) no pego da caleja, derivado de querer surpreender-nos com uma surpresa (o português correcto e redundante é propositado). a ver veremos...

portantos, e em resumo:

- daqui da cedade samos 4 adultos e 2 meios.

gostava de deixar duas questões logísticas importantes:

- como é que voltamos de el pino? da outra vez viemos de valência de táxi, mas agora, pelo volume da maralha, não deve haver estramporte taxista para tanta gente... cm as marias e os manéis vão c'a gente, os taxqueiros, tb não nos podem ir buscar... cada família trata de si, numa perspectiva descentralizadora? não se pode fazer uma excursão de carrêra alugada? deixo esta dúvida; e
- por onde passamos, no percurso, há dificuldades em transportar bicicletas à unha (canchos, muros ou barrancos), ou é tudo caminho que pode fazer-se bem de bicla, seja amontado, seja com ela pela mão?

mt agradecido pelas futuras respostas, inté com um abraço.

este texto tb já está no post do postalinho.

elisa disse...

Mas como é que eu posso topar alguém ou não sem conhecer a pessoa em causa pessoalmente? E as primeiras impressões podem enganar...
Eu é que posso ser uma pestinha ...

Mas eu já gosto de todos vocês mesmo sem os conhecer, e podem dizer o que quiserem porque as vossas criticas são para mim elogios. As verdadeiras críticas tenho eu vivido e aguentado nos últimos tempos e parece que ainda estou inteira. Até ver...São daquelas com muita maldade e intenção de fazer mal.

Eu não tenho ninguém a quem convencer, apenas duas meninas lindas que não sei se estarão motivadas ou não para ir com a mãe. A mais nova, Ana Carolina, a quem costumamos chamar Carol (10 anos), tem espreitado de vez em quando o que estou por aqui a escrever e tem-se rido comigo de algumas coisas escritas, porque são divertidas. A mais velha, a Joana, vai fazer quinze anos na sexta-feira. E se antigamente me dava ao trabalho de fazer festas de aniversário para vinte e trinta pessoas, com o trabalho quase todo para mim, há dois anos não há festa nenhuma. Por vários motivos. Mas com quinze anos ela quer é estar com os amigos, verdade? Como tal tenho o assunto simplificado.
Enfim,... avancemos.

Vou vendo o que vocês por aqui escrevem, quais os pormenores de tudo e vamos ver o que acontece.

Garraio disse...

Meninas & meninos:

Isto é tudo muito simples.

Para os complexados e complexadas:

A Tasca do ti Sabi é um lugar de encontro de gente sem medo nem papas na língua que admite expor as suas opiniões numa montra onde curiosos de origens várias saciam os seus desejos mais impensáveis.


Apesar disso tornamos público que:
Na sexta – feira santa vai ter lugar o segundo encontro do grupo. O primeiro foi espectacular, porque fomos poucos mas do melhorío.

Agora, faremos o segundo convívio, mais aberto levaremos mulheres e filhos e sobrinhos e toda a gente que, por bem, quiser participar.

O encontro compõe-se de duas partes completamente distintas: a caminhada e o jantar:

A caminhada terá entre 14 a 15 kms predominantemente a subir. Não é aconselhável a participação de quem não esteja preparado fisicamente para uma prova deste tipo, porque há zonas onde não pode haver assistência externa e os telemóveis não têm rede.

O acesso a bicicletas é impensável em vários troços do percurso. Iremos por veredas e trilhos que não são seguidos há anos. Será um bocado à sorte e à capacidade de orientação do grupo.

Não aconselho a participação de miúdos, mas podem ser consideradas soluções alternativas (percursos parciais, etc).


Dentro da brincadeira que moverá o grupo, vão ter lugar conversas sérias, muito sérias, sobretudo do meio do jantar prá frente. Só terá acesso a elas, quem lá estiver, é óbvio.

O tema do transporte é fácil de resolver. Vamos levar carros para El Pino que nos possam trazer a todos de regresso.

Por exemplo a minha chefa só vai jantar e levará o nosso carro, Para cá podemos trazer mais três.

Importante , importante é saber quem realmente quer ir jantar. Essas pessoas devem manifestar esse desejo aqui. Para podermos reservar mesa e preparar tudo.

Peço desculpa à Marília que vi esta tarde, por não lhe ter dito nada, mas acho que ela se não quiser participar no passeio, pode combinar com a minha espanhola velha, para irem ao jantar e para cá regressa connosco também. Precisamos de pessoas como ela nesta mesa.

A Elisa continua a atirar pedras para o meu telhado, mas eu já não concebo este encontro sem ti. Não estou enganado pois não?

E a minha amiga Goyi... Ela não tem aparecido, mas sente-se a sua falta. Espero que traga o amigo Calha, que isto é tudo malta da corda e venham até ao Pino comer a célebre feijoada. Conto com vocês, mas manifestem-se. ( De paso, bautizamos al alcalde) .

Clarimundo, o Tonho Zéi tem muitos pratos de carne e peixe. Mas a malta da nossa idade é de boa boca, assim que não vai haver problemas, poi não?