quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Enfim salvo



O portátil é muito bem capaz de ser hoje o eletrodoméstico mais importante cá de casa. Isto numa altura em que comprovo que o computador tem uma força incrível que nunca imaginei que pudesse vir a ter. Bem sei que há outros domésticos eletrónicos importantíssimos como a televisão, o frigorífico, as máquinas de lavar a roupa e louça, o microondas, o fogão, a aparelhagem, o dvd, o vídeo, o esquentador (que se deixou minorar há anos pelas placas solares), a máquina de café mas… o computador, o computador tem que se lhe diga porque conjuga muitos deles. Ainda não tira cafés mas dá para ver filmes e ouvir música, por exemplo.

         Para já, o pc dá para nos relacionarmos com o mundo que com ele conseguimos reduzir a uma aldeia global. Dá-nos assim uma forma privilegiada para nos envolvermos com esse meio e os seus habitantes. Potenciado pelo facebook que transforma essa mesma aldeia numa rua, agora desde que o ligamos, podemos encontrar o pessoal todo que agora sempre tem que dizer, que comentar, que potenciar e hiperligar. Toda a gente domina, toda a gente é um blogger. O facebook está para os blogues como as “Novas Oportunidades” do Sócrates estão para a escolaridade convencional.

         Depois, como em minha casa manda o M4o, com a fantástica opção do Meo go!, o ecrã do computador é também a televisão que anda pela casa toda, até onde dantes não havia uma. Anda pela cozinha onde deixou de funcionar a que lá estava em cima do frigorífico por causa da TDT, anda pelas casas de banho, anda pelo sótão… Hoje, o pc é também tv!

          Além disso, o pc é também a discoteca ideal, ou seja, a discoteca que vamos construindo à medida dos desejos diários, daquela música que ouvimos e procuramos. O mais fácil é recorrer ao Spotify ou a torrents, mas sacamos o que queremos em mp3 até do youtube, quanto mais. Vêem como o computador vale muito?

         Quem fala em discos, fala em filmes, programas, livros, revistas, jornais e até o futebol que se vê à borliú.

Pois o computador é muito importante… quando trabalha. Há dias empancou e nem para trás, nem para a frente. O Sony Vaio é uma boa máquina mas estava lento, pesado, sem andar e eu, o craque a informática na ótica do utilizador, mais parecia um boi a olhar para um palácio. Zero, nada, niente. Quem me valeu, como sempre, foi o meu amigo Márcio Almeida que pelo preço da amizade me ajudou e salvou do vazio. Ele com a sua forma bonacheira, calma e tranquila de ver o mundo disse que não fez nada demais. Ah pois é… Ajudar um amigo não custa mas… só o ajudado sabe realmente valorizar o apoio.

Neste dias andei feito crava a suplicar à Leonor para me deixar dar uma voltinha no Toshiba, à Alice para me emprestar o tablet dela mas hoje, com tempo e vagar, desfruto finalmente do renascimento do meu pequenino, depois de estar refém do Alien Nation, o vírus zombie que me fez quase regressar à idade da pedra e me tem mantido afastado destas lides.

Regresso assim, salvo pelo Márcio, o meu endireita informático, que fez com o meu computador o que o tio Chico de Alter do Chão fazia com os pés inchados e torcidos das quedas e correrias.


Bem hajas, amigo. I´m back. Again. J

2 comentários:

Helena Barreta disse...

Não sei se foi o tio Chico de Alter do Chão ou um outro seu camarada, mas há muitos anos atrás também precisei de um, achei por bem saltar o palanque numa tourada na Escusa, em vez de descer pelas escadas, bem, ia-me matando, só de pensar ainda sinto a dor nos pés. E as "primas" entendidas a quererem usar sanguessugas para me chuparem o sangue pisado.

Bom fim de semana

Um abraço

zira disse...

hehehehe.Essa foi boa Helena!