domingo, 10 de fevereiro de 2008

Apresentando, O Magnífico Circo Cardinas


Meus amigos,


Espero que tenha sido tão bom para todos vós como foi para mim.


Esta tinha que ficar imortalizada e o cartaz comemorativo, que deu horas de trabalho, parece-me que ficou à altura da actuação.


Bem hajam e um grande abraço a todos!


Do Pedro

8 comentários:

elisa disse...

Sou a Educadora da Maria, sua querida e linda afilhada que é danada para a brincadeira, linda e muito inteligente a quem não escapa nada, lhe garanto.
Não sabia onde ela tinha ido buscar tamanha vivacidade e alegria, achou-a uma daquelas crianças que irão mudar o mundo no futuro. Não me engano, tenho a certeza do que digo.
Quero dar-lhe os parabéns pelo espectáculo que montou e o qual permitiu que toda a gente pudesse apreciar. Foi demais! Ninguém diria que não era um apresentador de circo as sério. Foi divertido e de certeza que afastou tristezas durante aquela tarde em que nos deliciaram com as vossas proezas. Parabéns de novo. Precisávamos de mil pessoas como você por aqui, de certeza que o mundo seria muito mais divertido e a alegria e o divertimento iriam povoar os nossos dias. Já sei que o enterro da sardinha também foi demais, nunca assisti a nada parecido mas já vi fotos e gostei principalmente do seu fato de bispo (não sei se é bispo mas deve ser). É engraçado e divertido como as pessoas conseguem descomprimir e transformar tudo em brincadeira. Gostava de ser assim, a sério.
Parabéns e bem haja por ser como é.

Pedro Sobreiro disse...

Minha cara Elisa,

Antes de mais, obrigado pelas palavras.

O seu testemunho é daqueles de dar um nó na garganta e deixar os olhos assim meio pisca-pisca, porque puxa mesmo ao coração.

Bem haja a si, pelo incentivo e apreciação.

Ainda bem que gostou do espectáculo. Esteve realmente muito bom e acho que as pessoas se divertiram tanto a ver como nós a participar. Foi tudo feito com muito amor, com muitas, muitas horas de trabalho em equipa, pintando, cortando, imaginando, brincando, rindo uns com os outros. Como estávamos entre amigos, entre os melhores amigos, as horas voavam e o Carnaval para nós começou bem antes de para todos os outros, quando nos sentámos à mesa do nosso Sargento e Folião-Mor, para apreciar o seu arrozinho de pato caseiro com rebentos de soja e sonhar em conjunto como haveria de ser este ano.

Deu-nos um gozo tremendo e acho que isso transbordou para os outros.

Eu sempre fui assim meio-maluco e aquilo para mim é o paraíso. Estava nas sete quintas e não me cabia um feijãozinho no tal sítio de tão contente que estava. O Carnaval é a subversão total, um período de tréguas que a sociedade nos dá para invertermos tudo e nós aproveitámos bem a nossa parte.

Mais uma vez obrigado.

Quanto à Maria… aí a coisa fia mais fino. Agradeço as suas palavras também como padrinho babado que ostenta sempre com orgulho o título de “favorito da família” para ela. A Maria é assim aquele furacão de vida, sempre disposto a arrebatar-nos e a levar-nos com ela para onde quer. Quando penso nela, penso sempre que os bebés quando vêm lá de onde vêm, devem de levar uma descarga de vida para poderem seguir a sua própria. A máquina deve-se ter enganado na Maria e deu-lhe duas, ou três, ou quatro! A sua vontade de viver é tão grande que às vezes nem consegue articular as emoções, os pensamentos e as palavras quando abre aqueles olhitos grandes e nos quer explicar tudo de uma vez.

Gosto particularmente de estar com ela a sós, quando faço o babysitting com a minha Leonor e ficamos os três. Eu acho que os miúdos gostam de mim porque há uma parte minha que teima em não crescer e apreciam essa que é a minha melhor faceta, aquela que tento mais manter intacta. Tenho alguma facilidade e algum conforto em colocar-me no nível de diálogo das crianças e gosto de vibrar com a maneira como vêm e interpretam tudo o que as rodeia. As minhas pequenas, cada uma à sua maneira, são tão especiais para mim e quando estamos os três, aqui que ninguém nos ouve, são a minha companhia predilecta e certeza de boa disposição. Poucas vezes estamos só assim os três, porque elas são de todos e não só minhas, mas quando calha, calha mesmo bem.

Faço gala em cimentar esta amizade que nos une e gosto de pensar para mim próprio que quando forem grandes, eu vou ser o confidente dos namoricos extraviados e quem as vai buscar à Discoteca ou desenrascar quando dão um toque com o carro.

Do meu meio-jeito para a bricolage, a Maria costuma dizer que o padrinho é “o montador” e isto diz tudo.

Esta história do circo também deve ter sido arrebatadora para elas. Ontem comentava com o meu cunhado, pai da Maria, que tinha estado a pensar nisso e já não estranhava o facto de elas terem ficado algo apáticas e boquiabertas durante o desfile, ao ponto de quererem seguir “a cavalo” na carrinha quando todos esperávamos que fossem a pé, a correr e a saltar. Imagine bem o que não deve ter sido para aquelas cabecitas pensadoras, ver os crescidos que levam a vida a dar-lhe conselhos e a ensiná-las a comportarem-se em sociedade, dando a volta completamente ao texto. Não deve ter sido fácil assimilar a experiência de estarem metidas no meio de tanto alucinado! Mas ainda bem, só espero é que estas vivências lhes sirvam para largar os horizontes e para elas próprias serem livres e felizes quando lhes apeteça.

Mais uma vez obrigado pela sinceridade, Elisa. E já agora, se souber de alguma festinha de anos à procura de animação, pode sempre pedir o preço que está sob consulta sem qualquer compromisso.

Ah, e passamos recibo para o IRS, o que dá sempre jeito, não é?

Afinal, não é todos os dias que se pode ter o maior circo do mundo acampado no quintal.

Um abraço

Goyi disse...

Gostei muito das tuas fotos de Carnaval e acho que vais ficar muito engraçado com fato de rei medieval.

Espero ver-te amanha e conversar-mos un bocado. Ficas contratado para minha festa de anos, com o circo completo, e algumas coisas mais. Por exemplo, vai o petisco, podes entrar en valenciadealcantara.net e abrir galeria de fotos, poderás comprobar o bem que eu monto a cavalo:


Breve Reseña Histórica

Recreación de la llegada de la Reina y su corte a Valencia de Alcántara


En Septiembre de 1497 se concertaba en Valencia de Alcántara la boda de la Infanta Isabel, hija mayor de los Reyes Católicos, con el ya Rey de Portugal Don Manuel I "El Afortunado".

Anticipándose a la fecha fijada en un principio, asisten al evento toda la Corte Portuguesa, así como la Reina Isabel y su hija, rodeada de las damas de su servidumbre, ausentándose el Rey Don Fernando, que permaneció en Salamanca acompañando a su hijo Juan, gravemente enfermo.

509 años después, las mismas calles y plazas que contemplaron la llegada de aquellas dos Cortes, vuelven a revivir ese momento histórico, protagonizado por las gentes que habitan actualmente en el pueblo.

La población de Valencia de Alcántara regresa así, al jolgorio y festejo de aquel acontecimiento que supuso el reconocimiento de esta villa como plaza importantísima en la frontera y como sede del regio enlace.


Los Personajes

Imagen de Isabel I de Castilla


Isabel I la Católica

Nació en Madrigal de las Altas Torres (Ávila) el 22 de abril de 1451. Fue hija de Juan II de Castilla y de su segunda mujer, Isabel de Portugal (1428-1496), asimismo hermana de su predecesor en el trono Enrique IV.

Fue una mujer de mucho carácter y con mucha decisión propia. Con sus hijos fue severa, pero buena madre, haciéndoles entender que tenían unas obligaciones por su rango de hijos de reyes, y que debían sacrificarse mucho por ese motivo.

Creyó en los proyectos de Cristóbal Colón y se dice que financió con sus joyas el viaje que llevaría al descubrimiento de América. Durante el reinado común con Fernando se produjeron hechos de gran trascendencia para el futuro del reino como el establecimiento de la Santa Inquisición (1480), la creación de la Santa Hermandad, la incorporación del Reino nazarí de Granada, así como la unificación étnica y religiosa del pueblo español, basada en la expulsión de los judíos (1492) y la conversión obligada de los musulmanes.


Imagen de Manuel I de Portugal


Manuel I de Portugal (apodado El Afortunado)

Fue el decimocuarto monarca de Portugal. Nació en Alcochete el 30 de mayo de 1469 y murió en Lisboa el 13 de diciembre de 1521. Fue el octavo hijo del Duque de Viseo, el Infante Fernando, y de Beatriz de Aveiro. En 1495 sucedió en el trono de Portugal a su primo Juan II de Portugal quien, a la sazón, era también su cuñado al estar casado con su hermana Leonor de Viseo. Se le apodó "O Venturoso", "O Bem-Aventurado" y "El Afortunado" por los grandes logros y acontecimientos acaecidos durante su reinado, entre ellos el descubrimiento de la ruta Atlántica hacia las Indias por el cabo de Buena Esperanza y el descubrimiento de Brasil.






Imagen de la Reina Católica con sus 4 hijas




Isabel de Aragón y Castilla

Fue la hija mayor de los Reyes Católicos, Isabel I de Castilla y Fernando II de Aragón. Nació en 1470 en Dueñas (Palencia).

Fue prometida al infante Alfonso de Portugal, pero éste falleció al poco tiempo de realizarse el matrimonio y por lo tanto la joven fue esposada con el heredero del trono portugués Manuel, primo de su primer esposo.

Falleció en 1498, luego de dar a luz al príncipe Miguel de la Paz, que de este modo se convirtió en heredero de los reinos de Portugal, Castilla y Aragón.

Documentación del Evento



En Julio de 2005 y con motivo de la celebración de las primeras Jornadas Medievales dedicadas a esta Boda Regia, el Departamento de Informática y Comunicación del Ayuntamiento de Valencia de Alcántara realizó una copia literal en formato PDF de un artículo de D. Antonio Azuar, publicado en la Revista de Extremadura y firmado en Noviembre de 1904. La citada copia fue realizada para facilitar la lectura de parte del documento, como los pies de página, que en diferentes webs donde se puede visualizar tiene mala calidad.




▲ Página inicio


Diseño y Desarrollo: J.Chero ©2007. Excmo. Ayuntamiento de Valencia de Alcántara. Plaza de la Constitución, s/n. Tlf.: 927 580 344. e-mail.

Besos para Leonor, (tiene nombre de reina y ya veo que es la reina de tu corazón), y Maria.

elisa disse...

As pessoas dizem que eu quando começo a escrever me esqueço, mas você é danado...
Não é muito frequente encontrar quem goste de escrever e saiba fazê-lo da forma como o faz . Ainda não tive tempo nem oportunidade de ler os outros seus textos mas de certeza que vou gostar porque devem ser muito bons.
Sobre o Carnaval acho que é isso mesmo, umas tréguas, mas que nós damos a nós próprios, talvez com a permissão da sociedade ou talvez não, mas isso que importa? Os foliões divertem-se e podem brincar sem consequências, desde que nada seja feito com maldade. No nosso calendário anual o carnaval antecede a Páscoa e segundo o que se diz a primeiro é uma festa pagã e a segunda uma festa cristã.
Não vejo as coisas assim, para mim o carnaval é uma questão de libertação, tem tudo o que é mundano, mas também espiritual. Tudo visto de uma forma bem Positiva, é a libertação do homem de vaidades, de orgulhos, de tristezas, de sentimentos de superioridade, de opressão, é a liberdade de dizer o que se pensa sem ofender ninguém, divertimo-nos com coisas sérias que normalmente nos chateiam, se toda a gente se permitisse a si própria isto de que falamos, o mundo não teria rancores. Claro que todo o ano carnaval...seria demais para as pessoas que têm o rei na barriga e que detestam brincadeiras do tipo. Não sabem o que perdem...
Carnaval é magia e pelos vistos vocês sabem utilizá-la. Transformam-se em magos do riso, magos da diversão, magos da brincadeira, magos da alegria, magos da cor e imaginação...
A boa disposição o riso limpam almas e rompem a escuridão à qual parece que gostamos de nos agarrar sem percebermos o que estamos a fazer.
Por isso digo, que o Carnaval e a Páscoa têm tudo a ver. Complementam-se... o Carnaval ajuda-nos a libertar as más energias que permitimos que se acumulem em nós durante todo o ano. Brincamos, esquecemos, divertimo-nos, rimos, limpamos a alma, temos a coragem de sermos o que nos apetecer... A seguir a Páscoa que será para viver com mais silêncio, mais virados para nós e para os outros que nos são mais chegados, para a consciência de que o mundo é um sítio maravilhoso para vivermos. A natureza mostra-nos isso, e gosto de dizer às crianças que é a festa das flores. A prova de que como na natureza tudo renasce novamente.
As crianças são a maior maravilha do mundo inteiro. A Maria e a sua filhota divertiram-se a valer, lhe garanto. E não é todos os dias que se vê aqueles, que como diz, passam os dias a serem uns chatos com elas, a fazerem as maiores palhaçadas que já alguma vez lhes viram. É claro que elas tinham que estar bem instaladas. Para além de nunca terem andado num carro como aquele (e isso já foi um acontecimento), puderam ver bem confortáveis, quase como se estivessem no sofá lá de casa, tudo em pormenor. É garantido o registo desses momentos, registo feliz, saudável, que já não apagará. Vividos por elas num presente activo, serão pedaços do passado que sustentarão um futuro garantidamente positivo. Aprendizagens e vivências muito válidas, essenciais, que as farão subir muito acima do normal.
Se pretende ser o tal amigo que as vai acompanhar na infância e na adolescência, dou-lhe de novo os parabéns porque é uma atitude que não é normal esperar de um homem (claro que nem todos os homens são igualis), mas conhecendo eu a Maria e sabendo que a prima Leonor não lhe fica atrás, vai ter que se esforçar muito para que elas lhe concedam esse privilégio. Não me leve a mal mas elas não vão precisar de ninguém para as desenrascar e vão ter resmas "deles" de roda delas, a desviarem-lhes as pedras do caminho e a esforçarem-se para as tratarem como princesas (elas sabem pô-los no lugar). Tenho duas filhas, a Joana (14 anos) e a carol (carolina-10 anos) e lhe garanto que as meninas de hoje em dia sabem tudo de tudo e conseguem de uma forma espantosa ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia.
De qualquer forma um bom "protector" dá sempre jeito. A ver vamos...
Quanto aos vossos serviços estarem sob consulta de orçamento, posso dizer que deveria passar para além de brincadeira.
E porque não a sério, se dá tanta satisfação para quem faz e para quem vê?
Sei de um grupo de crianças que eu e a Maria conhecemos muitíssimo bem e que amamos sem quantificação que iriam delirar se pudessem ver um espectáculo feito por vocês.
Sei de uma festa que precisa de ser especialíssima, lá para o final do ano lectivo e a Maria nunca mais iria esquecer.
O pior seria o tal pagamento pois parece que o "saco" onde se guardam os cêntimos deve ter buracos e não há lá quase nenhum... Teria que ser pago em sonhos, alegria, risos, gargalhadas, gratidão...
Mas já estou a exagerar na dose.


Acredite que fui realmente sincera no comentário que fiz e eu e as minhas queridas filhas, (como dizia a outra...), estavamos a precisar de uma lavagem de alma que vocês conseguiram proporcionar-nos com cinco estrelas.
Foi muito divertido!

As palavras que escrevi foram um pequeno contributo para retribuir a vossa boa disposição, o profissionalismo e o trabalho que tiveram.
O pedido que faço é que nunca mudem.

Obrigado
Elisa

Pedro Sobreiro disse...

Minha cara Elisa,

Estou rendido às suas palavras.

Hei-de arranjar maneira de lhe agradecer e de lhe dar dois beijinhos.

Muito obrigado.

Tenho agora a certeza de saber porque é que a Maria gosta tanto da Escolinha dela.

Pudera!

Quanto à proposta de actuação, a questão não é dinheiro mas sim a disponibilidade dos artistas. Isto foi mesmo número único mas quem sabe... A vida dá muitas voltas. O meu trapezista francês é que costuma dizer que nós ainda havemos de ser ricos com estas andanças.

Bem haja e tudo de bom para si.

Quanto à minha estimada companheira e colega Goyi, amanhã finalmente estaremos sentados à mesma mesa para trabalharmos em conjunto. Oxalá este momento se repita muitas e muitas vezes nos tempos vindouros.

Tenho muita esperança em ti também.

Beijo às duas.

Ah, eu adoro mulheres!

São maravilhosas, não são?

Alexandra disse...

Nunca comentei o teu blog (e sou leitora assídua) apenas por uma razão: não me sinto à altura destes comentadores permanentes, capazes de tecer tão grandes opiniões, adquiridas com experiências e vivências que eu ainda não tenho.

Mas hoje a minha mãe obrigou-me a comentar. Para ela a net resume-se à caixa de e-mail da gráfica e à página do Pedro Sobreiro, que lê comigo, ao serão, antes de passar a ferro.

Depois de vermos as fotos e o espectáculo que nasceu da tua imaginação, a Fátima exclamou desta forma maternal, querida e sem qualquer maldade:
- Aí o cabrão do gaiato! Tens de escrever qualquer coisa e dar-lhe os parabéns!.
Eu ripostei de imediato: Oh mãe, não escrevo, depois o tio lê e se o português não está correcto faz-me logo uma dissertação sobre a importância de bem escrever!
- Uma quê?! – disse ela – deixa-te de coisas e escreve aí que eu lhe dou os parabéns por ser como é!
Rendi-me. Aqui ficam os parabéns da mãe.

Quanto a mim, e uma vez que já estou a comentar (agora já não há remédio, há que aguardar as represálias…) resta-me dizer que é um prazer poder conviver contigo e com os teus. E há tanto de ti na nossa Maria!

Não tenho cunhados. Não há perspectivas de os ter. Se os tivesse queria que fossem como tu. Confesso que tenho uma certa inveja do meu tio (que adoro, respeito e admiro)…

Continuarei a ler o blog, a seguir com atenção as vossas discussões e aprender com elas. Por isso e por outras coisas: Parabéns.

Pedro Sobreiro disse...

Epá, isto quando começa a puxar para o sentimento fica complicado. Ainda para mais, vocês sabem que fui criado praticamente só entre mulheres, de modo que o lado feminino da minha personalidade é de tal maneira acentuado que o mais natural é eu começar para aqui a verter baba e ranho e não dá jeito nenhum senão ainda me avaria o computador.

Obrigado Alexandra e Fátima. É que eu estava a ler o vosso testemunho e estava mesmo a ver a tua mãe a dizer-me essas palavras. Vocês sabem que somos tanto família e eu vejo isso porque fico contente quando vos vejo e vejo que o sentimento é mútuo.

Essa Fátima é danada para a brincadeira e há-de gostar certamente destas nossas andanças porque não perde oportunidade de dar uma boa gargalhada. É tão naturalmente bem disposta e tão liberta dos artifícios e dos esquemas dos livros que refinaram o irmão (ele vai vir aí!) que se tornou numa mulher encantadora ao pé da qual é impossível não estarmos bem dispostos.

Ainda há dias fui daqui a Portalegre com a Cris fazer umas compras, já depois das 18h e ainda passámos pela Gráfica a apanhar uma agendas. A conversa foi por ali fora e eu estava a ver que fechava tudo e nós ali, sem vontade de abalar.

Olha, obrigado por dizerem as coisas como disseram porque eu sei que é mesmo assim e de verdade. É por essas e por outras que eu gosto tanto de passar aqui o tempo, construindo este meu mundo paralelo, nem sempre compreendido.

Agora que penso nisso, lembro-me da excursão de autocarro a Lisboa para ver o espectáculo do La Feria e do show de anedotas que a tua mãe e a Maria Joaquina (outra pérola!), deram no autocarro em que as pessoas já se riam só de as ouvirem rir, mesmo sem saber do que se riam.

Foi bestial.

Olha, bem hajam pelas palavras e pela força. A sério! E é sempre tão bom quando nos juntamos todos e comemos e bebemos e rimos juntos que já estou com saudades da próxima vez.

Digo-vos que são para mim mais família do que alguma que eu tenho do meu sangue e com isto fecho a loja.

Um beijo muito grande e mais uma vez obrigado.

E volta sempre cachopa, deixa-te lá de preconceitos que tu tens lata e inteligência que cheguem para este pessoal que passa aqui pela tasca regularmente. Não te intimides com os intelectuais de esquerda que a casa também é vossa!

Clarimundo Lança disse...

Boas tardes
Amigo Pedro, também és dos que acreditam que os COMUNISTAS, comem as criancinhas.
Umas vezes tão in