domingo, 6 de dezembro de 2009

O estranho mundo de... Tim


Ainda há dias regressei de Londres que visitei propositadamente para a exposição o último rei Azteca (era bom… era…) e já estou de malas aviadas para Nova Iorque a fim de explorar a deslumbrante exposição retrospectiva da obra gráfica de Tim Burton patente no MoMa (Museum of Modern Art).

Eu adoro Nova Iorque no Natal dos filmes e das séries de televisão e só isso já basta para me meter na porra do avião. Com este extra então… a Big Apple fica irresistível!

De todos os realizadores que me enchem completamente as medidas, Burton é o indiscutível número 1. Por mais que o Lynch, o Tarantino, o Kubrick, o Coppola, o Scorcese, o Payne me encantem… nenhum deles consegue provocar em mim o deslumbramento que renasce a cada nova obra do universo Burtoniano. Ainda há dias revi “The Corpse Bride” e voltei a ficar rendido à genialidade.

De forma que são mais de 700 peças, entre desenhos, pinturas, esculturas, filmes e afins, de um criador absolutamente singular que se move pelas diversas formas de expressão artística com o à vontade de quem sabe o que quer e o que tem de fazer para dar vida e forma aos mundos singulares que traz na sua imaginação.

Tim Burton representa o triunfo dos “nerds”, dos desalinhados, dos que vivem à margem, dos que não se rendem às massas e lutam pela diferença. Disse Rita Siza, a correspondente do “Público” nos States que “Burton nunca transpõe a linha do terror. Ele quer-nos impressionar, provocar e desafiar, mas não nos quer aterrorizar. Os seus monstros maravilham-nos, não nos metem medo. Podem ser horripilendos, mas dificilmente são maus; são sempre uma materialização de qualquer emoção com que nos identificamos. Há energia e destruição, mas também ternura e sedução. Ele sabe ser perverso sem deixar nunca de ser adorável”. Eu não podia estar mais de acordo. Burton é isso mesmo.

Que outro autor poderia ter uma exposição onde a porta “é a boca escancarada de um dos seus muitos monstros, mandíbula carregada de cones brancos, olhos escondidos, uma passadeira vermelha a fazer a vez de língua, empurrando as entranhas para as suas entranhas…”.

Ahhhhhh................................................................................. morri!

Nós, que somos pobres e vivemos longe, sempre nos podemos contentar com o magnífico site da exposição que nos dá uma overview bastante aproximada da grandiosidade desta mostra única. Andei a pesquisar a encontrei-a aqui. Merece um olhar atento. Quem é amigo, quem é?

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